De competidor a shaper

Exclusivo: as pranchas do Fia

Fábio Gouveia, ídolo do surfe nacional, concede entrevista exclusiva para falar do seu início, carreira competitiva na elite mundial e atual fase como shaper.
Fabinho Gouveia Maldivas 2011.

Escrever sobre Fábio Gouveia não é tarefa fácil. Ao recordar que o paraibano foi o primeiro brasileiro a conquistar o título de Campeão Mundial Amador, em Porto Rico 1988, podemos seguir enfileirando os feitos do Fia. Entre eles, destacam-se a primeira vitória de um brasileiro em Sunset, o pioneirismo ao tornar-se Top 16 da ASP e seu protagonismo e irreverência registrados com maestria no documentário Fábio Fabuloso, um clássico da filmografia do surfe nacional.

 

Após uma carreira sem precedentes no surfe brasileiro, Gouveia, que desde jovem tinha intimidade com o universo das pranchas e sua construção, empreendeu na carreira discreta, ao melhor estilo Fia, mas ao mesmo tempo produtiva, de shaper. Antes de começar a desenvolver modelos no computador, o paraibano que hoje reside em Floripa, estabeleceu como meta fabricar mil pranchas à mão, algo característico de Fabinho.

 

“Se os shaper ralaram, eu também tenho que ralar”, diz ele.

Durante sua trajetória como shaper, embora relativamente curta em termos oficiais, mas longa na experiência em si ele já colocou à prova alguns de seus modelos:

 

“Fiz quarenta e cinco pranchas e com algumas delas fiz finais, venci campeonatos. Mas depois, com o casamento ainda jovem, e a chegada dos filhos, precisei parar e me dedicar às competições”, relembra.

 

Gouveia produziu pranchas campeãs, patrocinou alguns atletas e atualmente dedica-se a desenvolver seus próprios modelos, além de firmar parcerias,= como a mais recente com a Magic Surf, responsável pela fabricação da linha de pranchas Power Light.

 

De acordo com informações da empresa, a Magic Surf e empresa será responsável pela produção das pranchas em carbono, madeira, bem como carbono e madeira, projetadas por Fabinho.

 

 

“Fabinho é um ícone do surfe brasileiro, e conseguimos absorver as peculiaridades de cada cliente, produzindo a prancha ideal para suas necessidades”, afirma Fábio Duarte, CEO da Magic Surf.

 

Confira abaixo uma entrevista exclusiva na qual Fabinho fala sobre seu atual momento como shaper, planos para o futuro, experimentos, planejamento, pranchas, entre outros temas. Vale muito o drop!

 

Como você vê essa sua transição de surfista profissional para shaper?
Desde que me envolvi com o universo do surfe, sempre tive afinidade com as oficinas de pranchas e os consertos. Na época, precisava me virar para ter meu equipamento, já que meu pai me deu minha primeira prancha, mas depois tive que me virar sozinho. Comecei a consertar pranchas e aprendi muito com o Paulo Bala, que infelizmente não está mais entre nós. Ele me ensinou a consertar, lixar e eu o via shapeando. A parte de shaping, por sua vez, aprendi com o Rogério Bastos, da Custom Surfboards.

 

 

Com ele, o processo era mais profissional, e ele me levava para a sala de shape, onde eu observava e debatíamos as mudanças, eu passava feedback para ele. Foi aí que meu interesse real por pranchas começou. Cheguei a fazer muitas pranchas em miniatura, como chaveiros. Fazia todo o processo, só que em miniatura. Vendia na escola e ia tocando, surfando nas praias locais, competindo. Quando a Teccel foi criada no Brasil, que era a Surf Blanks com matriz australiana, por volta de 1991, coincidiu de eu ter o patrocínio e estar de mudança para Recife.

 

 

 

Meu cunhado tinha uma fábrica de surfe perto da do Rogério Bastos, então eu vivia nas fábricas de pranchas. Aliado a esse patrocínio, me ajudou bastante porque eu tinha os blocos, as oficinas, a assessoria do Rogério, e aí comecei, por volta de 1991. Cheguei a fazer 45 pranchas nessa época. Lembro que cheguei a ficar em terceiro na etapa brasileira do CT, o Alternativa Pro em 1992, acho que perdi para o Damien Hardman. Surfei em algumas etapas da Europa, surfei em eventos no Japão, inclusive em um que fui campeão na piscina.

 

Mas chegou um momento em que precisei parar, pois casei cedo, tinha os filhos, tinha que treinar, minha carreira estava crescendo. Eu morava em Recife, tinha que ir para Porto de Galinhas para surfar, e perdia pelo menos duas horas no trânsito. E não estava fluindo. Mas sempre curti prancha, sempre olhando o material de um competidor de outro. Em determinado momento, comecei a trabalhar com vários shapers do mundo todo. Chegava no Havaí, por exemplo, e era super importante ter o feedback de um shaper havaiano, que sabe fazer pranchas grandes.

 

Depois ia para a Austrália e fazia o mesmo processo. Então, fui fazendo prancha com muita gente. Parei de shapear naquela época, mas o processo ficou dentro de mim. Nesse contexto, eu ia guardando as pranchas. Guardei pranchas diferentes, que funcionavam, e ia tirando outlines, sempre visitando as fábricas no Havaí, na Austrália, na Califórnia, Europa. Sempre tive em mente que quando parasse de competir, voltaria a shapear. No final da minha época como competidor, em 2008, com a máquina entrando forte, comecei a me interessar de novo por prancha.

 

Consertar prancha, sempre tive oficina em casa, pois sempre cuidei das minhas pranchas. Nunca abandonei a resina, nunca abandonei o bloco, e sempre fazia um experimento ou outro. Em 2008, fiz o curso para saber desenvolver o design na máquina, mas de imediato não curti porque a máquina às vezes deixava uma diferença muito grande.

 

Eu fazia na máquina e depois tinha que medir, e saía um lado maior que o outro, dava diferença às vezes de meia polegada porque às vezes tinha a longarina que estava torta.Aí, depois disso, continuei shapeando na mão, até porque queria resgatar um processo que vivi lá atrás e queria readquirir aquilo.

 

Além disso, eu pensava que tinha que ralar, pois todo shaper ralou fazendo pranchas à mão, porque eu não vou ralar? Eu curtia. Então, minha meta era fazer mil shapes manualmente para depois focar na máquina, e foi isso que fiz. Mil shapes na plaina, e depois segui com a máquina porque comecei a evoluir, a galera começou a procurar, alguns competidores também.

 

 

Alguns caras surfavam bem e queriam pranchas repetidas, e repetir prancha na mão é difícil, é muito mais fácil na máquina. E aí começou a correria. Eu pensei que fosse parar, mas a correria das viagens em alguns momentos até aumentou. Então, tive que ir para a máquina. Hoje, 95% das pranchas que faço, que não são muitas, são feitas na máquina. E algumas poucas na mão, mas quando quero fazer um experimento e fica difícil na máquina, eu faço à mão.

 

Passamos por um período de pranchas cada vez mais high-performance, e hoje estamos tendo uma redescoberta das pranchas alternativas como biquilhas, assimétricas, mini-simmons. O que você pensa desse momento?
Quando eu competia, sempre admirei muito essa vertente. Eu ia para Austrália, África do Sul, Estados Unidos, e a gente sempre via muita gente surfando com pranchas diferentes, o que para eles sempre foi normal, os gringos sempre surfaram também com esses tipos de pranchas diferenciadas. Lembro que tinha uma galera que trabalhava no Tour: fotógrafos, juízes, dirigentes, jornalistas, e os caras carregavam essas pranchinhas diferentes com eles, e a gente surfava lado a lado.

 

 

Lembro do Derek Hynd, do Jesse Faen, e eles surfavam com fishes, e eu sempre ficava amarradão. Mas, se você saísse do nicho das pranchas de competição, você perdia o foco e o pé das pranchas. Então, eu sempre ficava pensando: quando parar de competir, vou usar todos os tipos de pranchas, fishes, mini simmons, longboards, etc. E no Brasil demorou para chegar essa tendência, eram poucos que usavam pranchas diferenciadas. Lembro que quando parei de competir, passei praticamente 1 ano surfando só de fish.

 

Engraçado que lembro até de uns fotógrafos amigos chegarem pra mim falando: “pô cara, você só está surfando com essas pranchas agora? Elas não têm bico!” Então você não via praticamente ninguém surfando com essas pranchas.

 

Aqui no Sul acho que só o Machucho. Acho que isso demorou pra pegar aqui no Brasil. Talvez tenha começado em São Paulo, talvez Rio, depois veio para o sul, agora no Nordeste está entrando forte também, mas a região demorou a aceitar essa vertente.

 

Hoje, com o surfe crescendo, todo mundo assiste tudo nas mídias sociais, sites, e a galera vê que é legal ter outras formas de se divertir com pranchas diferentes. Vou até citar uma frase que não sei de quem é: “não existe prancha ruim, existe a prancha errada para aquele tipo de mar.” Hoje eu me divirto em qualquer tipo de onda: uma marola mexida com vento, fraca, você pega uma fish. Quando está pequeno demais, gosto de pegar o pranchão.

 

 

Eu até gosto de pranchão em onda boa, gosto de fish em onda boa, gosto de SUP também. Mas são brinquedos para me ajudarem a fazer com que aquele momento que seria ruim em termos de condições, se torne bom. Então dificilmente eu me sinto entediado no mar, até porque meu tempo não é fácil, não surfo como gostaria de estar surfando, não permaneço na água pelo tempo que queria. Então todo tempo na água é precioso e eu saio procurando os brinquedinhos para me divertir corretamente.

 

Sobre Epóxi e PU, como é sua relação com os materiais, nas suas pranchas e nas dos clientes?
Sempre achei o epóxi muito interessante e, lá no passado, em 1988, eu já tinha uma prancha de epóxi. Fui apresentado à fábrica da Surf Project, que era em Biarritz, na França. Quem me mostrou essa fábrica foi um dos meus ídolos, o Felipe Dantas, que me levou lá quando eu estava ingressando no Circuito Mundial. Ele já competia e usava essas pranchas lá. Eu usei uma prancha de epóxi, com carbono e kevlar. Lembro que eram pranchas extremamente fortes e leves, por volta de 1,800 Kg.

 

 

Eu usava essas pranchas nas marolas, eram minhas maroleiras. Inclusive, tive ótimos resultados na época. O que era difícil nesse tempo era que não tinha material para consertar. Hoje, mesmo não sendo tão simples assim consertar epóxi, você vai para um lugar inóspito, quebra algo na prancha e não consegue consertar. Para levar no avião não é tão fácil, pois é inflamável. Então, basicamente, parei de usar esse tipo de prancha pela dificuldade em fazer reparos.

 

Para você ter uma ideia, eu levava Araldite (cola especial) e com ele eu cobria parte do isopor e conseguia remendar com resina poliéster normal. Quando começou essa nova era do epóxi, acho que há dez anos, voltei a surfar com epóxi e no primeiro dia que surfei na marola curti bastante. Mas lembro que no segundo dia, que fui usar em um mar mexido de um metro, com vento, eu não gostei da prancha, odiei. E odiei ainda mais em uma vez que fui para um campeonato em Porto de Galinhas.

 

 

Comecei surfando com minha prancha de PU, mas como eu tinha essa prancha de epóxi que flutuava bem, era mais cheinha, eu decidi trocar para correr a bateria. Estava um vento muito forte. Entrei na bateria e me dei mal. Lembro que eu precisava de dois e pouco para passar e não consegui porque eu errava o tempo da manobra, ia bater e caía para trás, enfim, me arrasei e pensei: “meu irmão, não quero mais saber dessa porcaria de epóxi” (risos).

 

Aí encostei essa prancha, mas depois fui fazendo pranchas de epóxi para os clientes, tendo um bom retorno. Acabei voltando a usar e hoje em dia estou bem adaptado com esse material. Surfo com elas de meio a dois metros. Mas prefiro o desempenho do epóxi nas marolas. Por exemplo, fiz algumas viagens para Maldivas, México, Indonésia e lembro que em alguma ocasião levei só pranchas de epóxi por ter vendido todas as de PU e naquela hora era o que tinha.

 

 

Em mar grande, com vento terral forte, eu via que faltava prancha, que ficava fofa. Então, geralmente, hoje em dia, basicamente as maroleiras do quiver são epóxi e em ondas maiores eu prefiro PU. Parece que o epóxi, em uma onda mais forte, com vento terral principalmente, ela fica fofa, ela não vai. Mas é um material que veio para ficar, ao que parece. Sempre temos tendências, modas, etc. A competição dita muito esse ritmo. Mas o legal é você experimentar as coisas e ter sua percepção. Sempre falo para os clientes: eu acho isso, mas você tem que pegar a prancha e sentir.

 

Quais são os shapers que influenciaram seu trabalho?
Foi o Paulo Bala, lá atrás, dono da Swell, em João Pessoa, na Paraíba. Ele foi o cara que me levou para as fábricas. Na época, era comum os caras descascarem a prancha e reshapear, e foi assim que tive minha primeira prancha nova. Mas a influência de shape mesmo, forte, foi a de Rogério Bastos, da Custom, Realce Nordeste, em Recife. Eu ia para a sala de shape com ele e aprendi muito. Um pouco de influência também veio do Ronaldo Barreto, da Radical.

 

 

Depois, com as viagens, fiz pranchas com muita gente e sempre admirava o trabalho de diferentes shapers. Quando estava na Xanadu, tive um contato constante com ele, apesar de não entrar na sala de shape porque ele mora na Califórnia e eu estava sempre viajando. Cheguei a entrar algumas vezes, mas não para ficar olhando os shapes e sim para trocarmos informações. Ele foi importante na minha evolução porque, na época que entrei na Xanadu, o Kelly Slater estava em plena ascensão, chegando no circuito com aquelas pranchas muito estreitas.

 

 

Você via o Kelly surfar e se empolgava, queria surfar como ele, o cara tinha uma forma totalmente diferente de surfar, com pranchas totalmente diferentes. Então, na época que entrei na Xanadu, estava na época das pranchas palito, finas, estreitas, com bico aladim, e não me dei bem no início com essas pranchas. Ele percebeu isso e eu comecei a ter as minhas pranchas boas, e comecei a não ter problemas de pranchas. Porque você, como profissional, passa por várias fases. Tem a fase da pranchofobia, em que você não gosta de nenhuma prancha, fica naquela indecisão de qual é a melhor.

 

 

E o Xanadu, quando percebeu que eu estava tendo dificuldades com essas pranchas mais estreitas, ele criou uma prancha mais cheinha, mais gordinha. No começo foi um pouco difícil de eu me acostumar: eu tinha uma prancha gordinha, para marola, boa; mas não tinha uma prancha suficientemente boa para ondas acima de 1 metro.

 

Porque eu tinha medo de fazer esse tipo de prancha com mais volume para ondas maiores. Então nesse tipo de mar eu permanecia surfando com pranchas mais finas. E eu só comecei a melhorar mesmo quando colocamos volume também nas pranchas maiores. Então esse lance de volume de pranchas, que na época nem era uma medida, eu descobri ali com esse trabalho junto ao Xanadu. Nessa época o Kelly andava muito com os espetinhos, mas poucos caras conseguiam andar com aquele tipo de prancha.

 

 

Como você se inspira para criar seus modelos?
Eu tenho muitas pranchas antigas que guardei e tirava muitos outlines delas. Mas hoje em dia, depois desse tempo experimental, eu vou surfando e criando. Faço a prancha, vou viajar, surfo aqui em Santa Catarina, um lugar com várias ondas diferentes, onde você pode testar pranchas em ondas grandes, beach break, fundo de pedra… e vou criando a partir das minhas percepções.

 

Também quando faço prancha para um competidor, para um grommet, que está almejando surf de competição, vou me inspirando ali naquela troca. Teve um momento em que fiquei focado em shapear gunzeiras para pegar ondas maiores.

 

 

Parei um pouco porque comecei a me machucar e dei um tempo do big surf, mas espero voltar. Então, fiquei um bom tempo fazendo muita gunzeira, o que me deu um know-how muito grande nesse tipo de prancha.

 

Tem a época da fish… sei lá, estou ali, faço uma fish, as ideias vão fluindo… Trabalho muito nas coisas que vêm à minha cabeça. Não tenho muito tempo para olhar tudo no trabalho dos outros shapers, eu vou criando minhas coisas e o trabalho acaba fluindo do meu jeito. Mas é isso, as criações vêm muito do momento.

 

Às vezes vêm à noite e eu estou na cama, levanto, vou no computador. Às vezes o cara acorda, está com insônia na madrugada, e já está pensando naquele boi lá e já cria para não esquecer…

 

 

Pra onde você acha que caminha a evolução das pranchas: design ou material?
No design, as pranchas estão evoluindo sempre, principalmente no que diz respeito a fundos e quilhas. Sobre os outlines em si, penso que ainda há espaço para ajustes finos. Eu nunca mais acompanhei o circuito mundial de perto como acompanhava, faz uns cinco anos que não tenho muito contato, e não tenho olhado tanto as pranchas, mas é claro que vejo uma ou outra.

 

E não vejo tanta diferença assim de design grotesca como a gente viu a criação do concave utilizado como conhecemos hoje, pranchas com bastante curva, com concaves fundos. Acho que hoje em dia é o material que puxa a evolução. Teve essa mudança da inclusão do volume nas medidas de uma década e meia pra cá, mas acho que essa questão do material em si, do epóxi, do carbono, das quilhas, é o que mais está evoluindo e o que vai mais evoluir.

 

 

Sempre aparecem materiais diferentes, mais sustentáveis, mais leves, mas não necessariamente são coisas que ficam. Às vezes é mais aquele lance de propaganda.

Qual é o seu modelo que faz mais sucesso?
Eu gosto muito de fish, sempre gostei. E acho que passo isso, pois surfo bastante com esse tipo de prancha. É aquela coisa, quando você começa a pegar onda de fish, se você não é competidor brother, focado, putz, já era. Porque é muito bom e muito difícil o cara não gostar. Só aqueles puristas mesmo, que o cara quer sempre, pra vida inteira, o espetinho. E não descobre outra forma de se divertir.

 

 

Mas, claro, eu respeito o gosto de todo mundo. Então, respondendo, acho que são as fish e as semi fish, que é o modelo future twin, que é um modelo bem versátil e eu acabo usando a plataforma dele pra usar com quad, com tri. Então eu sigo competindo e gosto de usar quilhas diferentes como a S Wings, da França, que são quilhas interessantíssimas. Você vê o Tom Curren usando um skimboard, taca essas quilhas doidas, e sai surfando, testando.

 

 

Você ganhou campeonatos na Piscina. Fale sobre o que representa o surfe em piscinas em termos de evolução de equipamentos:
No Japão, eu ganhei dois campeonatos e fiquei em segundo em outro. Na Flórida, fiquei em terceiro no Tyfon Lagoon. Quando eu competi no Japão, a gente achava que tudo seria muito rápido, que o futuro das piscinas estava logo ali. Porém, a tecnologia era muito cara, e hoje em dia essa tecnologia foi barateada e tem sido mais fácil de ser comercializada. Mas é um laboratório muito bom, tanto para a evolução do esporte em termos de manobras quanto para as pranchas.

 

Ali você tem a possibilidade de testar uma prancha, sair, trocar de quilhas, em uma mesma onda. Esse lance de densidade da água, doce ou salgada, eu não sinto, é um negócio que passa despercebido pra mim. Não sei se é porque eu surfo com pranchas mais volumosas e elas, tanto faz epóxi ou PU, flutuam bem. Mas claro, na piscina a gente tem vários artifícios, porque às vezes você faz uma prancha volumosa pra remar melhor no mar, pra disputar onda, pra entrar na onda mais no fundo.

 

 

Na piscina, como a onda está ali no lugar exato, não tem crowd, é tudo com hora marcada, você não tem necessidade de usar uma litragem maior, você pode até usar uma prancha com menos litragem porque a onda pode ser cavada, em pé. Às vezes você tem força, mas não tem explosão. Enfim, são vários tipos de ondas e você pode escolher a que mais se encaixa com seu momento e seu equipamento. Então, é um laboratório incrível, a piscina veio para ficar e, como falei, com essa facilidade em termos de custo, a tendência é democratizar cada vez mais.

 

 

Vejamos a Wave Garden, que tem lançado várias piscinas ao redor do mundo, mas as tecnologias não param de evoluir, a todo momento surgem novas ideias. E com o custo baixando cada vez mais, ainda temos muito que evoluir nas ondas artificiais. Surfei na onda da Perfect Wave, na Fazenda Boa Vista, uma onda incrível, uma diferença grande das que eu surfei no Japão (risos), que aliás já eram boas e tiveram evolução depois.

 

Lembro que retornei ao Japão, três, quatro anos depois, e a onda já tinha melhorado, e é isso. Ainda não surfei na onda do Kelly, mas estou com uma barca para Maldivas e tentando ver se consigo dar uma fugida e surfar naquela de Abu Dhabi, mas não está liberada ainda, mas eu estou tentando.

 

 

Você acredita que haverá um momento no qual pranchas alternativas serão usadas na elite do surfe mundial?
Acho que já teve esse espaço em um passado recente. Acho que Kelly Slater e Dane Reynolds, na época que o Dane competia ainda, que ele começou a parar, ele já usava uns modelos diferenciados e quebrava, e não tinha como os caras não darem nota. Acho que o Kelly também fez a parte dele ali quando começou a diminuir o tamanho das pranchas, usar quad.

 

 

Mas nos anos 1990, se você chegasse com uma prancha sem bico, você não passava bateria, era outra parada, os caras queriam ver bico. Hoje em dia os caras querem ver rabeta (risos)… rabeta passando. Se o cara performar, a mente da galera está bem aberta, e acho que está mais para pranchas performance. Mas depois dessa virada aí, por volta de 2009, 2010… lembro até de um evento que o Kelly venceu em Pipeline, Backdoor, com a água marrom.

 

Ele estava com uma prancha pequena, se não me engano 5’9″ ou 5’8″… Mas enfim, hoje eu acho que os juízes estão com a cabeça muito mais aberta e se o cara quebrar, eles vão soltar a nota. Pode até ter um outro com esse pensamento, mas bem menos que no passado.

 

Quais atletas fazem parte da sua equipe?
Como eu te falei, eu não sou um fabricante de pranchas. Eu shapeio pranchas, e eu não fabrico muitas pranchas. Já tiveram mais atletas usando minhas pranchas, mas atualmente só o Junior Lagosta, que foi o primeiro e hoje o único. Mas eu fiz pranchas para a Monik dos Santos, outras para o Gabriel Sampaio, big rider de Itacoatiara. Faço pranchas esporádicas, para alguns atletas e para freesurfers também.

 

 

Mas meu foco é mais a galera que quer se divertir mesmo. Já apoiei alguns atletas, mas é difícil, porque geralmente o atleta que está em busca de apoio não tem grana, e como não sou um fabricante de pranchas, não tenho grana pra reinvestir. O que eu consigo fazer é dar minha mão de obra e o cara paga o material. Mas atletas em início de carreira nem sempre têm um patrocínio que pague as pranchas.

 

Porque na real o fabricante de pranchas é o que menos ganha. Mas eu sempre estou aberto quando a galera precisa de uma força. Mas no momento, equipe só o Junior Lagosta mesmo. Eu cheguei a apoiar cinco, seis atletas, e às vezes coincidia de todos eles estarem precisando de pranchas ao mesmo tempo, e eram quatro ou cinco pranchas para cada um.

 

 

Então eu ficava na correria pra atender a galera e perdia uma sessão de surfe importante, ou deixava de ir para fisioterapia, pra academia (porque eu to sempre ferrado… risos), pra não deixar o cara na mão. Era sempre muito difícil. Pra esse tipo de relação fluir bem, você tem que ter uma equipe na fábrica. Eu sou o shaper solo.

 

Qual a primeira coisa que você olha quando pega uma prancha?
Geralmente, eu olho a curva, o posicionamento das quilhas. Se for para mim, vou olhar também a flutuação. Mas, em geral, observo a curva, o outline, as quilhas e o material também. O lance é dar aquela escaneada.

 

 

Já aconteceu de você olhar uma prancha linda, toda certinha, e quando ela entra na água, não funciona?
Já aconteceu! Inclusive, eu estava falando sobre isso com o Picuruta hoje… rs. Eu fiz uma prancha para ele recentemente, porque ele está fazendo um quiver de biquilha, e ele me mandou os feedbacks da prancha hoje. Eu estava falando exatamente sobre isso. Uma vez, eu fiz uma prancha com Greg Webber na Austrália, que a princípio era para ser uma cópia de uma prancha minha.

 

 

Quando a prancha chegou, achei alucinante. Mas, quando coloquei na água, ficou ruim pra caramba. Mas essa mesma prancha, que ficou ruim naquele dia, eu guardei e fui usar seis meses depois. Cara, a prancha ficou mágica e acabei parcialmente vencendo um evento no Japão com ela. Acabei não ganhando o evento porque a parti na semifinal, mas acabei ganhando lá com a prancha do mesmo shaper, que comprei do atleta do cara, Shane Hering, que tinha abandonado a prancha na fábrica.

 

Resumindo: ganhei do Hering na semifinal e do Michael Romelse na final, ambos atletas da Insight, marca do Greg Webber. Eu estava até debatendo isso hoje com o Picuruta, que é um fera e tem o Almir Salazar ao lado dele, ou seja, entende tudo de prancha. Mas eu estava falando que às vezes você pega uma prancha que achava ruim, troca as quilhas e a prancha muda totalmente. Muita gente não tem a paciência de esperar um pouco, de usar a prancha no mar certo, são muitas vertentes que o cara precisa investir um tempo para entender melhor a prancha.

 

 

Você acha que hoje o shaper brasileiro é reconhecido internacionalmente?
Sim, claro. E isso não vem de hoje. Mesmo antes da ascensão do Xanadu, do Marcio Zouvi, inclusive, eu usei muita prancha do Marcio e hoje meu filho Ian usa. Antes desses caras, eu via os shapers brasileiros arrebentarem no Havaí. Nosso amigo que está no Céu, Jorge Vicente, por exemplo, teve o título mundial com o Derek Ho.

 

Ele também ajudou no título do Sunny Garcia, que usava muito suas pranchas. Ele fazia pranchas para vários havaianos locais, como o Pancho Sulivan. Além dele, havia o Heitor Fernandes, Manuel Fernandez, além dos nossos lixadores, laminadores como o Horácio Seixas, o Murilão (falecido). Brasileiros rodaram mundo afora: Japão, Austrália, EUA, Europa. Acho que o que pegava para a gente era a questão do material nacional, que era sempre inferior ao gringo.

 

 

Mas hoje a turma exporta material brasileiro, temos a Teccel, por exemplo, que exporta bloco para o mundo inteiro. Essa ascensão da Brazilian Storm tem muito também dos shapers brasileiros. Temos que citar o Joca Secco, Ricardo Martins, Avelino Bastos, entre vários outros. Para mim, os shapers do Brasil sempre foram top shapers mundiais, posso falar isso com propriedade porque fiz prancha com Deus e o Mundo, ganhei campeonatos com pranchas estrangeiras, com pranchas nacionais, e fiz minha carreira com grande participação de shapers brasileiros. Agora, estamos na ponta e é mais que justo.

 

 

E Fábio Gouveia, vai passar um tempo viajando, shapeando?
Quando comecei a shapear, minha ideia era exatamente essa, ser um shaper freelancer e viajar o mundo fazendo pranchas. Mas aí veio a Pandemia e precisei adiar esses planos. No início de 2020, fui para uma feira de esportes com pranchas no Japão a convite da Teccel. Na época, tinha Teccel no Japão. A ideia seria eu voltar para lá, fazer umas pranchas, depois partir para a Indonésia.

 

Mas a pandemia atrapalhou tudo, depois rompi ligamento de joelho, agora já tô com problema de quadril. Mas depois que eu melhorar, pretendo fazer uma temporada na Indonésia. Porque acho que shapear é isso, você viajar, aprender. Eu também queria usar o artifício do shape para voltar aos lugares que eu ia como competidor: Austrália, Japão, América, ficar no Havaí dois, três meses fazendo pranchas.

 

 

Essa é uma nova perspectiva para no Havaí porque hoje em dia, sou um freesurfer. Tenho meus patrocínios ainda, mas não tenho aquele compromisso de ficar o dia inteiro na praia, fazer fotos. Eu procuro outras coisas para procurar dar retorno de outra forma. Quero ingressar em alguma fábrica, pegar onda, curtir, aprender cada vez mais sobre prancha porque eu aprendendo vou satisfazer muita gente e principalmente a mim. Porque não tem instiga melhor do que você fabricar a prancha e ficar doido pra colocar ela na água.

 

Pra finalizar, queria que você falasse a respeito das polêmicas relacionadas ao julgamento do CT. Você acha que existe má vontade no julgamento dos brasileiros?
Acho que muitas vezes a gente presta mais atenção nos nossos surfistas do que nos gringos. Mas falando da bateria do Leo contra o Gabriel, ali o bicho pegou, ele surfou muito. Tinha onda ali que o cara merecia mais nota, mas se der mais nota, o cara vem de novo e faz melhor e vai ficar faltando espaço pra dar nota… Então acho que às vezes quando o cara surfa muito, quando ele é excepcional, acaba que atrapalha, porque os juízes ficam esperando mais e mais, e o cara já faz mais pra caramba só que quem tá julgando não dá a nota porque espera mais ainda!

 

 

Na bateria contra o Colapinto saíram dois scores ali que atrapalharam a bateria. Não estou dizendo que os caras roubaram, eles erraram. Aí eu fiquei imaginando: se o Colapinto pegasse aquela onda que o Gabriel pegou, quanto os caras não iriam dar? Será que os caras não iriam dar acima de oito? No meu feeling eu acho que sim. Então acho que naquela bateria os caras julgaram errado. Beleza, o Colapinto venceu ali, apertado, mas os caras erraram. Talvez se eles tivessem dado a nota correta para o Griffin nas duas ondas, não falo a primeira, mas a terceira e a quarta.

 

Aquela que ele deu uma primeira rasgada agarrada e depois deu uma batida na junção totalmente desconcertada, com os braços todos trocados, deram um seis alto. Jamais seria essa nota. Na outra ele caiu na terceira manobra… as duas primeiras foram boas, mas aquela terceira ele caiu e tecnicamente deixaria de ganhar um escore maior. Tem também o lance de você estar assistindo na Internet ou ao vivo. Eu sempre fico muito cuidadoso em falar algo nas minhas mídias sociais porque você não está na praia vendo… Sempre tem dez por cento a mais em tamanho de onda a mais.

 

 

E aquela onda do Gabriel na final era grande, pode até ter sido julgada certa, mas as duas do Colapinto não. E aí você vê direto os caras mudarem o critério. Por exemplo, diversificação de manobras, o Gabriel vai lá, dá uma batida que inverte, dá um 360 no meio da batida, dá uma escorada boa que joga água… ou seja, muita variação de manobras. Mesma coisa o Ítalo na piscina, ano passado.

 

O cara fez uma variação de manobras incrível, ficou em tubo mais deep, e perdeu a bateria. Não existe isso. Então no critério tem variação, e não se julga bem a variação de manobra. Aí fica difícil. Penso que se você surfa uma onda ruim bem, é passível de mais nota. Agora, se você surfar uma onda clássica, fácil e arrebentar, lógico, merece uma boa nota. Mas como naquela final que o Gabriel perdeu para o Julian Wilson no ano que ele foi campeão mundial.

 

 

Na última onda do Gabriel ele fabricou a onda e o Julian veio na onda perfeita. Mas eu acho que a galera erra mesmo. E quando tem um cara que está muito em evidência, a parada vai ser derrubar esse cara. Eu via isso com o Kelly Slater. Eu vi o Kelly no passado perder uma bateria para o Shane Beschen em Huntington Beach que ele não perdeu de jeito nenhum. Não perdia nem com o cão, meu irmão. Ele precisava de uma onda alta, não sei se era um 10. Mas se ele precisasse de um 10, a onda era 10.

 

Porque ele pegou a onda, pegou um tubo, deu um rasgadão, e completou com uma muito forte na junção. Ou seja, o cara fez o impossível, era nota máxima e com certeza ele levou com certeza, mas deram pro Beschen. Mas eu tenho muita fé que o Brasil vai manter esse título. Infelizmente aconteceram coisas como o acidente do Chumbo, essa fase sabática do Filipe que entendo está cansado. É aquilo cara, os meros mortais que somos quando estão no circuito cansam. E quando o cara está no circuito cansado ele cai e quando ele cai vai ter um ano diferente, para recuperar a energia e voltar.

 

 

Acho justo a WSL dar o wildcard para o ano seguinte, porque realmente cansa muito. Senão a carreira dele pode ir para outro rumo e penso que a entidade é que perde. Porque você tem um superstar, no caso o Filipe, Medina, ou qualquer outro desse quilate e no final a WSL sairia enfraquecida sem esses nomes. Mas a gente comenta dos erros e tals e no passado tinha muito.

 

Mas hoje com o advento da internet que tem tudo registrado é muito mais difícil o cara dar uma nota ali absurda, fica feio. A galera que está lá é profissional, o que tem são erros e sei lá, às vezes a gente dá azar pois está vendo sempre pro nosso lado… Mas é isso, quando está o bicho na frente, os outros querem tomar o lugar.

 

Canais citados na matéria WSL, Pepe Cezar, Magic Surf, Fabio Gouveia, Surf Radio 5513

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.