Kiko Surfboards

Lord K, nobreza do shape

Anarquilha fala com Francisco Giannattasio Neto, da Kiko Surfboards, mundialmente conhecido como Lord K, arquiteto, músico, cartunista e shaper de outro mundo.
Tito Rosemberg, Kika e Kiko. Lendas do surfe brasileiro em torno de boas ideias e ideais.

Kiko, irmão mais velho do Pinguim, of the best Surf Racks, o Francisquinho da vovó, gerado numa travessa da Paulista e nascido na Maternidade de São Paulo, Chico Giannattasio Neto ou Ratazana, como era mais conhecido no Vocacional Oswaldo Aranha, cuja seleção de 1.800 candidatos para 120 vagas, quis enfrentar aos 8 anos de idade, quando seu melhor amiguinho no Pio XII do Morumbi, o hoje renomado fotógrafo Marcio Sacavone, filho do escritor premiado, Rubens Scavone, pioneiro da ficção científica no Brasil, presidente da Academia Brasileira de Letras, modernista, humanista, progressista, contou que seu pai intelectual, havia recomendado a experiência educacional púbica revolucionária da educadora de vanguarda Maria Nilde Mascellani, criadora dos ginásios vocacionais no Estado de São Paulo, três anos antes, em 1961.

Aluno mais jovem selecionado, com 9 anos recém-completados em setembro, ingressou na turma de 1964, em meio à crise política brasileira, que culminaria na tomada de poder pelos militares com o golpe de estado no final de março daquele ano, ao lado de Willian Waack, Tomas Roth e Guilherme Arantes, com quem iniciou sua carreira musical como baterista, amigos inseparáveis até sua entrada na FAU USP, em 1971, aos 17 anos.

Frequentador assíduo de Itanhaém, litoral sul de São Paulo, onde seu avô, dono do Bouticão Universal, na rua Florêncio de Abreu, maior distribuidora de equipamentos para dentistas da América Latina na época, amante da pesca em alto mar, ancorava sua enorme e possante traineira nas águas calmas do Rio, para encarar a barra rumo à Queimada Grande, com sua arrebentação sinistra.

Ali nascia o amante das ondas, estimulado pela maravilhosa oficina de “artes industriais”, uma de suas matérias preferidas no currículo alternativo, altamente pragmático, do Vocacional.

Do seu trabalho de semestre, construindo sua primeira “prancha havaiana” de madeira, cópia das de seus primos mais velhos em Itanhaém, trazidas de viagens aos EUA, ao choque de prazer como espectador de Endlles Summer, no Cine Graúna, na Avenida Santo Amaro, em Sampa, foi um pulo de gato.

Tornou-se o precursor do surfe na Prainha dos Pescadores, com sua primeira prancha de fibra, laminada por ele mesmo sobre um bloco da Gasplac com shape de forma, comprada com lucro obtido pela fabricação de sua primeira encomenda para um primo e parceiro nas ondas desde os primórdios até hoje, seu querido amigo e xará Kiko Gallucci.

A encomenda foi entregue com sucesso e o Kikão, como todos os amigos da época o conhecem, por ser mais velho que o Gallucci, vingou com sua hoje legendária Kiko Surfboards.

Eu tive o privilégio de ter uma Kiko Surfboards em 1975. Comprei minha primeira prancha de um certo Gabriel, morador do Pombal, conjunto de edifícios localizado entre a avenida São Gabriel e a 9 de Julho, nos Jardins, em São Paulo.

Por coincidência, também comecei a surfar em Itanhaém, justamente na Prainha, ao lado do Claudio Martins de Andrade, o Claudjones, fundador da Fluir e do Waves, seu irmão Eduardo e o indefectível Corvo, o Nelsinho Rizzo. Lembro que o Claudio também tinha uma Kiko Surfboards, swallow como a minha. E uma vez que eu estava com o Claudio no Arpoador, em 1976, vimos um cara com uma Kiko e pensamos que a prancha seria roubada.

Muitos anos mais tarde eu viria, enfim, conhecer o Kiko pessoalmente. Eu era editor-assistente da Fluir e o Claudio pediu para que eu preparasse uma campanha publicitária de rádio para a revista. Fui ao encontro do Kiko numa agência super descolada no Morumbi e nascia ali uma grande amizade.

De cara, criamos uma peça para a edição de agosto, acho que em 1987, e que foi ao ar pela rádio 89 FM, a Rádio Rock.

O texto era mais ou menos assim:

“Estou com medo, este mar está gigante!

Desencana, bundão, o mar está perfeito!

Fluir de agosto traz o mar do ano. E você ainda leva desgraça, um adesivo!”

Cheguei à redação, mostrei a fita e só não fui demitido na hora porque eu estava com todos os textos da tal Fluir de agosto já em linha de montagem. O editor-chefe, Alexandre Andreatta, ficou putaço, achou o anúncio uma merda e ficou vários dias sem falar direito comigo.

O fato é que aquela Fluir de agosto vendeu muito e nunca mais o editor tocou no assunto da publicidade que dava um adesivo da revista.

Anos mais tarde, já no comando do Waves, o Claudio me chama na sala e me apresenta um audio. Era um jingle que o publicitário Kiko havia preparado sobre o nosso Ueivis, como diz o Fabinho Gouveia.

Bem, antes, o Kiko já tinha formado sua banda Lord K e tinha se tornado celebridade nacional ao cantar pelado no programa da Hebe Camargo, um escândalo na época. O show peladão foi repetido depois no China Club, em Nova York, confiram no YouTube.

Atualmente, com 70 anos, Kiko é um jovem senhor envolvido com um trabalho social bastante relevante no Rio de Janeiro. Trata-se do Projeto de Núcleo de Interesse Social Educacional, Cultural e Turístico Nectur, Coopertaeis, que tem empolgado a ponto de deixar o shape em segundo plano.

Shaper, músico, publicitário, arquiteto, cartunista, Kiko joga nas 11, bate escanteio e corre na área para cabecear, sempre com talento, alegria e uma vibe de outro mundo. Nesta entrevista exclusiva ao canal Anarquilha, ele fala um pouco disso tudo.

Como surgiu a história de shapear?

Eu desenho desde 6 anos de idade, estimulado pelo meu pai que era muito bom nisso e ficava comigo no colo, me dando altos toques de mestre, enquanto traçava aquele mundo mágico com lápis no papel, para meu êxtase de aprendiz.

Apareceram as hot-dogs na Surfer Magazine, às quais logo tive acesso pelo meu primo Kiko, assim que entreguei sua primeira encomenda e parti na mesma hora, para a aventura de tentar fazer o que via nas fotos.

Como era o mercado em sua época?

Eram os primos e amigos próximos de Itanhaém, que me adotaram como fazedor de pranchas e uma loja de produtos para remendo de carros de fibra na Santo Amaro, a Reforplas.

Quem eram os grandes shapers e quais foram os caras que te influenciaram?

Logo entrei na FAU – Arquitetura da USP, que tinha uma oficina para maquetaria, ainda mais espetacular do que a do colégio Vocacional, era tudo que eu queria e me ajudou muito em mais algumas encomendas e com uma quilha linda de acrílico feita nela, fui com uma prancha mal laminada, mas impressionante pela beleza do detalhe em acrílico transpa muito bem shapeada e polida, amarrada na capota de uma Sinca azul-marinho, conhecer o Pier de Ipanema bombando como point alternativo de artistas, gatinhas, hippie chiques mostrando tudo e surfistas cabeludos, amantes de vagabundagem de praia, que amavam o Led Zepellin, Pink Floyd, Yes, Milton, Tim Maia e Mutantes como eu.

Não deu outra, a quilha quebrou na primeira onda, mas a praia estava ótima e eu dando bandeira com minha pinta de hippie urbano black power, placa de SP, tanto que no final da tarde, enquanto, pedia um maionese de ovo no Bobs original, ali de Ipanema, com a gentileza paz e amor imperante na época, me surge o já intelectual descolado Ricardo Bravo, que eu nunca havia visto mais carioca e torrado de Pier na vida, sensibilizado pelo meu fracasso de prancheiro paulista da isolada Itanhaém. Ali mesmo me ensinou todos os pulos de gato de laminação que o amigo dele, Tito Rosemberg, havia aprendido trabalhando na Gordon & Smith da Califa e com a mesma gentileza hippie, lhe havia passado. Tempos de paz e amor, bicho!

E eu continuei minha viagem solitária de shaper auto didata em Sampa, já com algumas referências fotográficas de salas de shape oriundas de revistas especializadas, mas com a qualidade de laminação bem aprimorada pelos toques do Bravo e shapes inspirados nas fotos da Surfer.

Quais surfistas usavam suas pranchas?

Os pioneiros da Prainha dos Pescadores eram os meus clientes e juntos fomos aprimorando os shapes, pelo resultado nas ondas, conhecendo pranchas importadas por amigos e pelas minhas viagens para Imbituba, em que fui um dos pioneiros e onde conheci feras como Fedoca, Daniel Sabá, Bento, Mudinho. Tudo acontecia muito rápido e então aluguei um terreno com uma casinha no fundo em Monções, Brooklin, onde hoje é conhecido como “Aguas Espraiadas” e ali a evolução como shaper foi meteórica na minha primeira oficina, fora de casa.

Fui um dos patrocinadores do primeiro Campeonato Brasileiro de Surf de Ubatuba, acompanhando a equipe que formei com os melhores surfistas do meu círculo de clientes de Itanhaém, incluindo os excelentes irmãos Wolthers, de Santos, que frequentavam a Prainha, Christian e John (Os Vikings), caras fora da curva na época. Então acabei conhecendo o Tito e a Lorraine, morando numa Kombi na Praia Grande e eu, que já era o Kiko da Kika, voltando com ela de uma trip hippie como marinheiro gaiato pela Europa, hitch hiking e vendendo artesanato pelas ruas de Berlin, Roma e Paris, demos match imediato.

Lá atrás você já era um visionário, com shapes incomuns, de onde saía tanta inspiração?

Tito Rosemberg nos convidou para passar um tempo com ele e a Lorraine na sua oficina no Recreio, fim do mundo na época, me passando todos os segredos que sabia e o muito aprendido, trabalhando em grandes oficinas renomadas com G&S na Califórnia.

Foi meu grande mestre e voltei desta experiência revolucionado como shaper and glasser e como arquiteto em progresso da FAU, desenhista e fundador da revista de quadrinhos Balão, amigo de grandes jovens cartunistas, todos amantes da contracultura californiana, Zap Comics, Robert Crumb, Rick Griffin e por aí afora. Não poderia ter dado um shaper convencional, a inventividade sempre foi meu forte.

Como vê o mercado na atualidade?

Como um arquiteto sênior e shaper legendário, agradecendo todos os dias o advento dos PCs e dos melhores programas de modelagem em 3D que domino com fluência e faz dos meus 70 anos, uma alegria sem fim de viver em plena criatividade, privilegiado pelo conforto de ter me tornado um modelador digital que me foi conferido pelo 3DMax e o Shape 3D, que são minhas ferramentas de arquiteto e shaper, respectivamente.

Não faço mais serviço bruto, modelo o que quero com muita facilidade na tela dos meus computadores e ponho as máquinas para fazer o serviço pesado nos blanks e nas obras.

Por opção, moro a 150 metros das ondas do Canto do Recreio/Macumba, no final da Rua das Pranchas, em frente ao Beco do Base, e meu super amigo e parceiro, shaper genial de plaina elétrica de queixo mole, como sempre usei, enquanto não me pesava, e hoje tenho o privilégio de tê-lo como hand finisher dos meus shapes e glasser das minhas atuais hibridas Lord’s Classic Kiko Surfboards, Pure Shape!

Qual a maior dificuldade para viver de shape no Brasil?

A usinagem computadorizada, transformou em designers os shapers com domínio de computação gráfica em 3D, como eu que sempre combinei arquitetura com pranchas de surfe.

Quem não correu atrás, ficou prejudicado pelo avanço tecnológico inevitável.

Mas, amantes da contra-cultura de espírito anarquista e libertário, como eu, honrado por estar sendo entrevistado pela coluna Anarquilha, sempre estarão mais interessados na liberdade de expressão e avanço da humanidade do que em questões de mercado. O mercado é a expressão do sistema de domínio e não dos reais avanços e mais nobres valores da divina raça humana em seu avanço em humanidade!

E como surgiu o lance de virar radicalmente e se tornar músico profissional?

Sempre atuei multidisciplinarmente. Por exemplo, fiz vários jingles famosos para o surf world, Fluir, Star Point, Skating e, por o último Waves, quando fui produtor musical, arranjador, compositor da música e letra, canto, toco tudo, edito o vídeo e adoraria que mais outras milhares de pessoas o assistissem, 16 anos depois de ter sido publicado pela primeira vez no maior site se surf do Brasil. É só digitar Waves, Lord K no browser do Google, que quem estiver curioso pode conferir no YouTube.

Mas, quando apareci pelado na Hebe Camargo sendo entrevistado pelo Faustão, a bagaça explodiu na mídia e recebi o convite para turnê nacional, que não dava pra recusar. Então, saí fazendo 280 shows pelo Brasil até chegar ao Canecão, quando deu poliça. E a HBO me contratou para gravar um episódio do Real Sex 8, quando passei dois anos fazendo shows na Broadway em Nova York, nas melhores casas underground.

Gravei com uma banda de músicos nova yorquinos do primeiro time, meu CD – Lord K, back from USA, e a Rebel TV gravou um show meu no China Club, que quem quiser conferir é só dar um Google em Rebel TV Lord K, que está publicado no site deles no YouTube.

A banda do Lord K ainda está na ativa com sua levada suingada?

Boa pergunta e oportunidade para esclarecer que Lord K é meu nome artístico como cantor performático e compositor.

Faço shows tanto com bandas formadas pra eles, como só com minha amada DJ Dani e percussionistas convidados em versão Live P.A., ou acústicos como meu show Mini Orgasmo Confidencial, dirigido pelo cartunista Angeli, que foi um acústico de trio pós-moderno, com o qual rodamos o Brasil e NY.

Hoje estou trabalhando como arquiteto criador e produtor artístico do Projeto de Núcleo de Interesse Social Educacional, Cultural e Turístico NECTUR, com seu primeiro núcleo no Vidigal, para PPP, tendo como objetivos a parceria PÚBLICA com a Prefeitura do Rio e a parceria privada um Fundo Privado Misto Socialmente Orientado, onde tenho trabalhado com todas as linguagens audiovisuais que domino atualmente, deixando para retornar com A Noite da Levada, como case exclusivo e no máximo quinzenal, quando ela será residente nos espaços de show que projetei para o Nectur Vidigal, depois de prontos.

Estou com 70 anos e sempre canto uma música que eu adoro do Ed Motta: “Eu não nasci pra trabalho, Eu não nasci pra sofrer”.

Mas estou plenamente ativo em todas as minhas artes, com total liberdade de expressão!
Sem isso, não vale a pena viver. Estou neste lindo planeta à passeio.

Qual tipo de som você realmente aprecia?
Todo aquele com uma levada que resgate a pulsação primal de nossa ancestralidade rítmica ou que remeta às deusas levadas da insubordinação feminina pela imposição da sua liberdade e beleza naturais e do seu amor maternal infinito, que tão bem cuidou da nossa multiplicação, povoando a grande tribo da irmandade inter-racial planetária.

Voltando ao surfe, como você vê essa geração de surfistas campeões e de que maneira você entende que essa tempestade impacta no mercado?

Acho um puta avanço no esporte do ponto de vista técnico e olímpico, mas não tem nada a ver com minhas raízes de hippie naturalista, ambientalista paz e amor, desbravador de praias desertas e corações solitários.

Mas como são nossos espetaculares campeões, os que precisam de tratamento psiquiátrico para suportarem a pressão do mercado e o super stress de surfistas objeto em que se transformam para cumprir as expectativas dos patrocinadores, quando estou folgado e o mar da etapa está show, deito na frente da minha TV Android, e pelo YouTube assisto e torço para os meus heróis da Brazilian Storm, comendo pipoca e me entretendo a valer.

Como as pessoas devem agir para encomendar uma Kiko Surfboards de sonho??
A má notícia é que eu não aceito mais encomendas, só de amigos muito próximos, que permanecem em contato comigo regularmente pelo zap, bem poucos, como Vossa Senhoria, Dom Alceu Toledo Junior. E vez ou outra produzo estoques e lanço o inventário no blogspot Lords’s Classic Surfboards, para venda pelo blog. O próximo estoque disponível, informarei em primeira mão para o Anarquilha.

Você tem surfado muito aí na Macumba?

Saravá!

O que diria para a nova geração que tem vontade de fabricar pranchas e viver este sonho de trabalhar no segmento do surfe?

Se sentir amor pelo que fazem, bem como pelos semelhantes, sempre existirão boas pessoas dispostas a compartilhar conhecimentos graciosamente, como tantos que me ajudaram, em especial pela internet atualmente.

Mas um bom domínio de computação gráfica e modelagem digital em 3D são ferramentas indispensáveis para se chegar ao topo do profissionalismo contemporâneo, em termos de modelagem de surfboard shapes, arquitetura, escultura e artes afins.

Portanto, para quem se apaixona pelo ofício, sempre vale a pena trabalhar forte, dando seu melhor. Ser feliz e amar a felicidade do próximo é o que interessa. Sempre dá certo por este caminho!

Recomendo: Coopertaeis. Este é o meu shape de vida atual. Let´s surf together in this project. A nobreza agrade, Aloha!

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    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.