Longboard Tour 2025

A volta de Jejé

Waves troca ideia com longboarder Jefson Silva, classificado para elite do pranchão na temporada 2025. WLT começa entre 26 e 30 de julho em Huntington Beach, Califórnia (EUA).

Com o título Sul-Americano de Longboard de 2025, Jefson Silva conquistou a vaga para o circuito mundial da modalidade, onde já esteve participando durante 11 anos, e agora voltará a enfrentar os melhores atletas do planeta. Ainda este ano, Jejé participará de quatro eventos em diferentes partes do mundo, em busca do tão sonhado título mundial.

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O circuito começa em julho, entre os dias 26 e 30, em Huntington Beach, Califórnia (EUA). As etapas seguintes serão em Bells Beach, Austrália, de 17 a 21 de setembro; Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, de 24 a 26 de outubro; e o circuito termina em El Salvador, de 5 a 9 de novembro.

Jefson agora encara os melhores do mundo no pranchão e, em cada etapa, arca com custos de aproximadamente US$ 3,5 mil (R$ 18 mil), que incluem passagem aérea, inscrição, hospedagem e alimentação. Para competir em todas as etapas, que ocorrem em diferentes países, ele busca amigos, fãs e amantes do esporte que compartilhem desse sonho e ajudem a torná-lo possível.

O Waves bateu um papo com Jejé, que revelou sua trajetória no longboard, ídolos e referências, começo na modalidade, volta ao mundial e mais.


Jefson, você é um tetracampeão brasileiro de longboard, campeão sul-americano, pan-americano, e chegou a ser 5º do mundo. Olhando para trás, qual desses títulos ou feitos você considera o mais marcante em sua carreira e por quê?

Sou quatro vezes campeão brasileiro. Conquistei o título sul-americano este ano, em 2025, e também a vaga para o circuito mundial este ano de 2025. Acredito que cada título meu tem uma história por trás, porque em todo campeonato a gente dá o máximo, e eu procuro dar o meu máximo em cada bateria. Então, acredito que todos esses títulos têm um significado muito grande para mim.

Na minha idade hoje, com 38 anos (farei 39), voltar a figurar entre os tops do circuito mundial foi uma conquista enorme. Por isso, este título sul-americano deste ano tem uma marca muito grande para mim. Acredito que, até o momento, ele tem sido o mais importante, até por conta da idade, como mencionei. Voltar a figurar entre os melhores do tour é uma conquista muito grande e gratificante, sabe? Poder ver meu surfe no patamar em que está me deixa muito contente.

Você cresceu surfando no Canto Mágico, na Praia da Baleia, um pico especial do litoral paulista. De que forma esse cenário influenciou seu estilo? E como foi levar essa base para outros tipos de ondas, nas quais você também se destaca?

Comecei a surfar no Canto Mágico. A primeira vez que fiquei de pé em uma prancha foi lá. Depois, tive um incentivo muito grande do Marcelo Aguiar, que comandava a escolinha do Canto Mágico. Ele foi o responsável por criar inúmeros atletas ali, formando nomes como Danylo Grillo, Paraíba, Robson Santos, Aristide Tavares e Thiago Camarão, e colocando-os no cenário do surfe competitivo. Há pessoas como ele até hoje, então sou muito grato ao Marcelo Aguiar por me dar os primeiros passos no começo.

Sou muito grato também ao Wagner Pupo, que apoiava nossa escolinha e, junto com Marcelo, fazia questão de ir lá dar treino para a gente todas as terças e quintas. Portanto, o Canto Mágico é muito especial para mim. É realmente a minha casa, o lugar onde me encontro, onde recarrego todas as minhas energias. Sempre que estou viajando e volto, mesmo que não tenha onda, vou lá sentar nas pedras, olhar, admirar um pouco e recarregar as energias. Estou sempre por aqui, pois é um lugar muito especial para mim, que me ensinou a surfar ondas medianas, ondas grandes, ondas um pouco mais cavadas e ondas rápidas. Devo muito a este lugar; com certeza, ele ficará marcado na minha vida para sempre.

Como longboarder profissional, você precisa transitar entre o estilo clássico e o progressivo. Como busca esse equilíbrio no seu surfe e o que te inspira em cada uma dessas vertentes?

Hoje em dia, como longboard profissional, o estilo está mudado totalmente para o clássico, só que eu venho da escola antiga, que a gente diz, a velha guarda. Eu sou de lá, da escola do Picuruta Salazar, Amaro Matos, Marcelo Freitas, Phil Rajzman, Danilo Rodrigo, Molinha… esses caras eram monstrso absurdos na rabeta. Desde então, desde pequeno, já meio que não fazia frente com eles, mas chegava junto com eles em algumas baterias.

E eu fui crescendo e lapidando meu surfe clássico, ainda na época do progressivo. Quando rolou a transição do progressivo para o clássico, me senti um pouco mais em casa, não tive tanta dificuldade de me adaptar com o estilo clássico. Transitei rápido e consegui adaptação muito rápida. Ao longo do tempo fui tentando melhorar o estilo, melhorar um monte de coisas, que dentro do estilo clássico, a gente sabe que tem que ter uma boa posição para poder obter bons scores, umas boas notas dentro do circuito mundial.

É o que eu venho buscando até hoje, melhorar o estilo, melhorar algumas curvas, algumas posições sobre a prancha. E é isso que a gente vem sempre buscando em evolução no surfe. Por mais profissional que a gente seja, estamos sempre em evolução, sempre buscando acertos e é o que nos faz correr atrás de tudo isso. Buscar melhoria para nós mesmos.

Tive essa vantagem, mas eu venho desde a época do surfe progressivo e peguei toda essa transição do surf power para o surfe clássico e venho até hoje tentando manter o meu surfe e identizá-lo na melhor forma possível.


Você se classificou novamente para a temporada o WLT. Qual a sensação de estar de volta ao Tour Mundial e o que o motivou a persistir em seu objetivo de retornar?

Como mencionei antes, mesmo com certa idade, consegui me classificar novamente para o circuito mundial. A última vez que me classifiquei para o Tour Mundial foi em 2010, e me mantive nele até 2022. Foram praticamente 12 anos no circuito mundial, quase 12 anos, porque houve um corte no meio do ano e acabei ficando de fora. Desde 2022 estou ausente, então, voltar agora ao circuito mundial me deixa muito gratificado com meu trabalho, esforço e dedicação ao esporte.

Estou muito contente e feliz por poder vestir a lycra do Circuito Mundial novamente, um lugar onde estive por muitos anos, mais de uma década. Me mantive por bons anos, já fui o quinto melhor do mundo e fiz final em Nova York, sendo vice-campeão em 2019.

Voltar agora com toda essa experiência que adquiri no circuito me faz acreditar que terei uma posição melhor. Vamos ver, há caras novas também, e alguns amigos meus ainda estão no circuito. Taylor Jensen é um grande amigo meu, e Tony Silvagni está se classificando novamente. Espero reencontrar esses caras e competir de igual para igual, que é o meu objetivo.

Estou entre os melhores do mundo e agora preciso representar não só meu lugar, a Baleia, minha cidade, São Sebastião, mas também meu país, Brasil. No momento, sou o único sul-americano classificado para o circuito mundial masculino, então tenho esse dever de representar minha bandeira e meu país da melhor forma possível. Isso me impulsiona a buscar forças onde nem sei que as tenho, para conseguir um bom resultado e sair de lá classificado para o próximo ano, pois esse é o meu objetivo.

Qual a diferença de preparação e expectativas para o circuito mundial de 2025, considerando sua experiência anterior e a evolução do longboard de competição?

Minha busca por títulos e por competição vem de muito tempo. Acredito que há uns 20 anos descobri que realmente gostava dessa vida de competição, de me pôr à prova. Desde então, nunca deixei de competir. Sempre que havia uma competição por perto, uma competição à qual eu poderia ir, eu corria atrás.

Sempre falei com muitas pessoas que nunca tive apoio no começo. Hoje em dia, graças a Deus, tenho o suporte de uma marca que me ajuda a transitar para poder competir. Mas, antes, tive o suporte de muitos amigos ali da Baleia, da galera do Baleias Broad. Isso me motivou muito, me deu muita gana pela competição, pela raia.

Então, quando entro na raia, não digo que fecho os olhos para o meu oponente, mas fico aceso o tempo inteiro. Se eu tiver um segundo de chance, vou correr atrás daquele um segundo de chance. No ano passado, consegui virar muitas baterias na regressiva, e isso meio que provou que sou um cara que não desiste tão fácil.

Acredito que a competição está dentro de mim. Desde quando coloquei a lycra pela primeira vez, em 2003 ou 2004, fiquei possuído por esse esporte, pela forma de lidar com a competição e de correr atrás da vida competitiva. Amo muito o esporte e me dedico muito a ele, pela vida competitiva. Quero estar competindo até quando eu puder. Enquanto eu puder vestir a lycra e puder estar ali guerreando por uma bateria, eu estarei. Porque essa é a minha vida, vou viver e vivo para isso.

Como você equilibra a busca por títulos e o lado competitivo com essa missão de inspirar e ajudar a galera da próxima geração?

Minha busca por títulos e meu lado competitivo estão dentro de mim, acredito. E como falei antes, desde cedo sempre gostei muito de competir e me pôr à prova. Espero que essa galera da nova geração olhe para esse lado competitivo e realmente se inspire a buscar melhorar cada vez mais o surfe, surfar ondas diferentes.

Assim como há a galera do Nordeste, de Jericoacoara, um lugar com novos talentos, a galera do Iguape também. Há muitos nomes novos aí que, acredito, vão suprir e nos amparar muito bem pelos próximos anos, porque o Brasil é um celeiro de longboard muito forte.

Então, o que tenho para dizer para a nova geração é: nunca desista. Nunca desista de seus sonhos, por mais difícil que seja. Aquele campeonato que você quer ir e às vezes não dá certo, aquela ajuda que você fica contando e às vezes não vem, mas nunca desista. Sempre corra atrás, porque uma hora você vai alcançar aquele objetivo que sempre quis lá no começo. É isso, nunca desistir dos sonhos, porque uma hora o sonho chega para todos nós.

Em fevereiro deste ano, você foi vice-campeão no Uruguay Natural Longboard Classic. Como foi essa etapa e qual a importância de um bom resultado em eventos como este para a sua preparação e confiança antes do WLT principal?

Em fevereiro deste ano, no Uruguai, fiquei em segundo lugar, fui vice-campeão. No ano passado, fui lá e fui o campeão, e este ano, o vice-campeão. A importância de começar o ano na busca dos pontos é muito significativa para mim.

Quando você começa o ano com um bom resultado, isso lá na frente vai te fazer melhor e vai te deixar um pouco mais tranquilo, não confortável, porque o final vai contar muito. Então, o começo e o final são os que dividem os pontos e os que separam, pois geralmente a diferença entre campeão e vice é sempre de poucos pontos.

Tive a sorte de começar com um bom resultado. Depois, em Saquarema, fiz um quinto lugar e tive a sorte de me consagrar campeão da etapa, o que me deu o título de campeão sul-americano e me fez, automaticamente, voltar para o circuito mundial. Estou muito contente com essa conquista e com a importância de eventos como esse.

A importância é muito grande, porque os surfistas da região, por exemplo, no Uruguai, têm bons surfistas, como o Julio e o Nátil, que já fizeram parte do circuito mundial e sonham em voltar novamente. A importância de eventos como esse no país-sede é relevante por conta dos pontos, pois são eventos caros. E, tendo eventos como esse no seu país, você não gasta tanto, então é muito bom. Assim como o Peru fez há muitos anos com o pico, que foi bicampeão mundial. Enfim, a importância desses campeonatos é significativa para nós, atletas que queremos figurar no circuito mundial.

Sendo um dos longboarders mais carismáticos do Brasil, como você enxerga a evolução do longboard como esporte no país e o que, em sua opinião, ainda precisa ser feito para que a modalidade ganhe mais visibilidade e apoio?

Eu enxergo que o Longboard está em evolução crescente no Brasil. Eu venho da velha guarda, de vinte e poucos anos atrás, uma época em que grandes nomes do Longboard brasileiro, que acredito que a nova geração nem sabe quem são, estavam começando. Na minha opinião, o Longboard está em uma evolução e crescimento muito grandes.

Temos um celeiro enorme de Longboard no país, com uma nova geração vindo muito forte, tanto na categoria masculina quanto na feminina. Temos grandes nomes como Daniel Batista, Raoni Caleb, Hideki Duarte, Robson Silva. E na feminina, não posso deixar de citar Jamile Araújo, que é muito, muito boa. Temos também a Katelyn Oliveira, de São Paulo, e a Maya, de Ubatuba. Tem também a Luana Soares, uma menina que fez um trabalho comigo no começo e hoje já figura entre as surfistas do circuito mundial.

Não podemos deixar de citar nomes como esses, que são muito importantes para a nossa evolução e para o crescimento da modalidade. Acredito que a modalidade só tem a ganhar nome, só tem a ganhar força. Nós, como profissionais, devemos apoiar os pequenos que estão vindo. Eu procuro sempre apoiar os pequenos. Também tem o Arthur, o Arturzinho, o Alídio de Ubatuba, de Itamambuca, molequinho da nova geração que vai vir muito forte.

Eu procuro sempre estar apoiando esses garotos porque, no começo, quando eu era pequeno, quando eu comecei no circuito brasileiro e nos circuitos estaduais, sempre tive o suporte de vários caras. Às vezes eu tirava dúvidas com eles e eles sempre tiveram muito carinho comigo, sempre me davam dicas, sabe? O Jane Viúdes, o Picuruta Salazar, o antigo e falecido Olimpinho, o Bajel, o Eduardo Bajé, um cara que é muito meu amigo, que me ajudou muito, sabe? O Phil Rajzman, o Carlos Bahia, todos esses caras.

É muito importante que nós, longboarders que estamos em ascensão hoje em dia, possamos ajudar esses garotos, essa nova geração, ou apadrinhar um deles, pelo menos para ele se sentir, pelo menos, ter um suporte da gente. É muito importante. Mas eu acredito que a modalidade só tem a crescer. E o meu sonho é poder ver o longboard nas Olimpíadas um dia, sabe? Vai ser muito gratificante para mim ver um brasileiro lá nos representando, sabe? Com a bandeira nos apoiando e nos representando, vai ser uma grande conquista.

Seu objetivo é o título mundial. E qual o seu plano de ação e quais os principais desafios que você prevê para a temporada 2025 do World Longboard Tour em busca desse sonho?

Hoje, meu objetivo é claro: o título mundial. Tenho certeza disso, e desde que me classifiquei, venho pensando nisso dia após dia. Meu plano de ação é treinar e surfar, me manter bem, comer bem e dormir bem.

Se houver competição antes do circuito mundial, vou competir e treinar o máximo possível para, quando chegar e colocar a prancha no circuito mundial, não me desapontar e não desapontar as milhares e milhões de pessoas que represento.

Acredito que, hoje em dia, o maior desafio ainda são os apoios e patrocínios. Tenho o apoio da Hang Loose, um patrocínio da Hang Loose, mas mesmo assim, isso ainda dificulta um pouco, porque nossas viagens são em dólar e são muito caras. Terei viagem para os Estados Unidos, depois para a Austrália, e para a piscina em Dubai, então são custos bem altos.

No momento, o desafio é realmente a arrecadação de recursos para essas viagens, que são muito caras. Fora isso, procuro buscar outros apoios. Também trabalho com a LootSurf, e como te falei, tenho o suporte da Hang Loose, mas mesmo assim, ainda é um pouco difícil. Mas continuo focado e buscando forças até onde não tenho, porque meu foco este ano é o circuito mundial, voltar lá com fé em Deus para poder fazer o meu melhor, representar meus patrocinadores que estão comigo e meus apoiadores, e tudo mais.

Para finalizar, qual mensagem você gostaria de deixar para os jovens surfistas que se inspiram em sua trajetória e almejam seguir os passos de um campeão como você?

A mensagem que eu gostaria de deixar para os próximos surfistas da nova geração e para aqueles que se inspiram, não só em mim, mas em outros também, é: nunca desista do seu sonho. Seu sonho é muito grande para você desistir no primeiro problema que tiver. Então, continue sempre pendurado no bico, nunca desista dos seus sonhos, porque sempre haverá pessoas boas ao longo do caminho para poder te ajudar, sempre nas melhores situações. Um aloha e um beijo no coração de todos os longboarders e toda a galera da comunidade do surf brasileiro.

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    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.