
Faleceu na semana passada o lendário shaper australiano, Tommy Peterson. Suas pranchas mudaram a trajetória do surfe, influenciando gerações. Ele morreu de ataque cardíaco em casa, na Gold Coast, poucos dias após completar 71 anos.
De forma única e tipicamente australiana, Tommy transformou o surfe como conhecemos hoje. Irmão mais novo do lendário Michael Peterson (MP), ele conquistou seu espaço como um mestre artesão/shaper não convencional.
Tommy ficou mais conhecido por criar a Fireball Fish, uma prancha mítica que marcou época. Mason Ho, grande admirador, lembra:
“Toda vez que via o Tommy, eu o chamava de ‘tio’. Ano passado, em Bells, perguntei a ele sobre a prancha que o Tom Curren usou no filme Searching For Tom Curren.”

A prancha em questão, a 5’7” Fireball Fish, se destacou quando Curren quebrou barreiras em Bawa, Indonésia, em 1994. Com bordas quadradas e canais que terminam antes das quilhas, o design inovador chamou atenção.
Mason pediu uma igual e Tommy a fez em apenas três dias. “Tem muito valor sentimental para mim”, contou Mason.
A Fireball Fish, porém, vai além do sentimentalismo. Nos anos 70, os irmãos Peterson eram uma força no surfe, com Michael realizando performances radicais em pranchas inovadoras criadas por Tommy.
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Duas décadas depois, Curren, entediado com o circuito, buscou novas experiências em pranchas experimentais. Durante uma famosa viagem do Rip Curl Search para a Indonésia, organizada por Derek Hynd, Curren surfou magistralmente com a Fireball Fish, capturado por Sonny Miller.
Originalmente, a prancha seria para Jay Phillips, mas acabou nas mãos de Curren. Depois da viagem, Curren a presenteou a Daniel Thomson, filho de Mark Thomson, que cresceu surfando em uma single-fin de MP.
Curiosamente, em 1991, Daniel conheceu Kelly Slater em Lennox Head, onde conversaram sobre inovações em design de pranchas.
Quase 30 anos depois, a Fireball Fish reapareceu com Mason Ho, que a testou em lugares desafiadores como Pipeline e Waimea Shorebreak.
“Coloquei em várias situações extremas, mas ela resistiu. Agora a guardo com carinho. É mais do que uma prancha, é um pedaço da história viva do surfe”, disse Mason.
Tommy e Michael deixam sua mãe, Joan Peterson, e um legado que continuará a inspirar o surfe mundial.
Não há informações sobre o dia exato da morte de TP. Contudo, o Stab, nossa fonte, publcou a matéria no dia 16 de fevereiro.
Fonte Stab