A seleção de Parasurf da Confederação Brasileira de Surf embarcou nesta quarta-feira para os Estados Unidos, para representar o país no Mundial da ISA nas ondas de Oceanside, na Califórnia. São 14 atletas que partem em busca dos títulos mundiais em 9 categorias do Parasurf. O ISA World Para Surfing Championship 2025 vai rolar de 2 a 7 de novembro, ao vivo pelo https://isasurf.org/.
A seleção brasileira de Parasurf conta com apoio financeiro da Secretaria Nacional de Paradesporto (SNPAR), para o custeio das passagens aéreas de toda a delegação, através de um convênio firmado. A equipe foi selecionada no Campeonato Brasileiro de Parasurf 2025, realizado pela Confederação Brasileira de Surf em Porto de Galinhas, no município do Ipojuca, em Pernambuco.
A SNPAR há anos vem acreditando e dando suporte para o Campeonato Brasileiro de Parasurf acontecer e para que os atletas possam viajar para representar o país nas competições internacionais. O time vai estar forte na Califórnia e as principais estrelas são os surfistas que já ganharam medalhas de ouro da International Surfing Association (ISA), como os tricampeões mundiais Figue Diel e Davi Teixeira, o Davizinho Radical, Djackson Santos e Luciano “Nem” Silveira.
“A equipe brasileira de Parasurf está indo muito forte esse ano”, afirmou Brigitte Mayer, vice-presidente da Confederação Brasileira de Surf e Chefe de Equipe no Mundial de Parasurf. “Além dos nossos já consagrados campeões, temos dois atletas que vão estrear no Mundial, o David Lima e o Thiago Carvalho, e o Djackson Santos retornando em outra categoria, também com potencial enorme de medalha. Na parte feminina, conseguimos dobrar o número de atletas, com a Ingrid Medina, a Cecilia Silva e a Maryele Cardoso, estreando no time que já trouxe muitas medalhas pro Brasil”.
O jovem potiguar David Lima é a grande promessa da seleção brasileira na categoria PS-S 1, dos atletas com deficiência em membro superior do corpo que surfam em pé na prancha. Maryele Cardoso representa o Brasil na PS-S 2, com comprometimento abaixo do joelho. E o também catarinense Luciano “Nem” Silveira, vai buscar o bicampeonato mundial na PS-S3, dos surfistas com deficiência em membro inferior acima do joelho.
Na categoria PS-Kneel / Upright, que surfam de joelhos ou parcialmente erguidos, serão três concorrentes aos títulos mundiais, o baiano Djackson Santos e as catarinenses Vera Quaresma e Maria do Sol. No PS-Sit, que surfam sentados em waveski com remo, tem o gaúcho Paulo Souza.
Mais quatro brasileiros disputam as categorias PS-PRONE, de quem compete deitado na prancha, os cariocas Davi Teixeira e Monique Oliveira no Prone 2, que precisam de assistência, e no Prone 1 o paraibano Cleuson Soares e Thiago Carvalho, do Rio de Janeiro. No time com deficiência visual, tem o tricampeão mundial Figue Diel, a também catarinense Ingrid Medina e a paulista Cecília Silva.
“A Confederação tem feito esse trabalho muito forte nos últimos anos, incentivando o Parasurf feminino e trazendo mais atletas, para que o Brasil volte a disputar a medalha de ouro por equipes”, destaca Brigitte Mayer. “Já conquistamos esse ouro duas vezes no passado, mas desde que assumimos a gestão da CBSurf, só ganhamos medalhas de cobre e de bronze. A falta de atletas no feminino foi determinante para isso, mas esse ano a equipe conta com seis atletas e vamos chegar com mais competitividade. A equipe vai muito confiante, temos um potencial incrível e estamos na expectativa de que as medalhas virão”.
Um total de 137 atletas representando 24 países, vai disputar as cobiçadas medalhas de ouro no ISA World Para Surfing Championship 2025 na Califórnia. A França ganhou o último título mundial por equipes, enquanto a Bélgica fará a sua estreia, tornando-se a 33.a seleção nacional a participar do Mundial de Parasurf da ISA. No ano passado em Huntington Beach, também na Califórnia, o Brasil terminou em quinto lugar com 5 medalhas. Foram 2 de ouro com Figue Diel e Luciano “Nem Silveira, 2 de prata com Davizinho Teixeira e Vera Quaresma e 1 de bronze com Cleuson Soares.
Seleção Brasileira no Mundial Parasurf 2025 da ISA
PS-S 1: David Lima (RN)
PS-S 2: Maryele Cardoso (SC)
PS-S 3: Luciano Nem Silveira (SC)
PS-Kneel / UpRight: Djackson Santos (BA), Vera Quaresma (SC) e Maria do Sol (SC)
PS-SIT: Paulo Souza (RS)
PS-Prone 1: Cleuson Soares (PB) e Thiago Carvalho (RJ)
PS-Prone 2: Davi Teixeira (RJ) e Monique Oliveira (RJ)
PS-VI 1: Figue Diel (SC) e Ingrid Medina (SC)
PS-VI 2: Cecilia Silva (SP)
Atletas que surfam em pé
PS-S1: com deficiência em membro superior do corpo
PS-S2: com comprometimento em membro inferior abaixo do joelho
PS-S3: com comprometimento em membro inferior acima do joelho
Atletas que surfam ajoelhados ou sentados
PS-Kneel / Upright: com deficiência em membro inferior acima do joelho que surfa de joelhos
PS-Sit: quem surfa sentado em waveski com remo sem precisar de assistência
Atletas que surfam de bruços sobre o abdome ou deitado de barriga pra baixo na prancha com a cabeça voltada para um dos lados
PS-Prone 1: surfam sozinhos sem precisar de assistência para remar
PS-Prone 2: surfam deitados de bruços precisando de assistência para remar
Atletas com deficiência visual que surfam em pé
PS-VI 1: surfistas com deficiência visual total
PS-VI 2: surfistas com deficiência visual parcial












