Saquarema Surf Festival

Luana Silva sobe o nível

Com nota 9.33 pontos, Luana Silva bate o recorde do Saquarema Surf Festival, etapa que acontece em memória a Leo Neves.
Saquarema Surf Festival, Praia de Itaúna, Saquarema (RJ)

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves teve mais um dia de boas ondas e recordes batidos na Praia de Itaúna. A brasileira Luana Silva ganhou a maior nota – 9.33 – do evento apresentado pela Prefeitura de Saquarema esse ano e o argentino José Gundesen conseguiu a maior – 9.00 – entre os homens. A batalha pelas vagas dos rankings regionais da WSL Latin America para o Challenger Series 2023, foi intensa em quase todas as baterias do QS 5000 masculino e feminino. E a nova geração também mostrou suas armas no Pro Junior Sub-20. As eliminatórias prosseguem nessa sexta-feira (21), a partir das 8h (de Brasília). Assista às disputas ao vivo no Waves.

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No QS 5000 feminino, já foram definidas as quartas de final da segunda edição do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves. O primeiro duelo será entre duas surfistas que iniciaram suas carreiras competindo como havaianas, mas agora defendem o Brasil nas competições, Luana Silva e Summer Macedo. Na segunda bateria, se enfrentam as duas que dividem a vice-liderança no ranking regional da WSL Latin America, a equatoriana Dominic Barona e a jovem Isabelle Nalu.

Depois, dois confrontos diretos entre Brasil e Peru fecham as quartas de final. Na terceira bateria, a peruana bicampeã sul-americana da WSL Latin America em 2019 e 2020/2021, Daniella Rosas, já vai defender contra a brasileira Anne dos Santos, a quarta e última posição no grupo das quatro que serão indicadas para o Challenger Series 2023. E a última vaga para as semifinais, será disputada pela atual campeã sul-americana e do Saquarema Surf Festival, Sophia Medina, e Melanie Giunta.

O grande destaque entre as meninas foi, mais uma vez, Luana Silva, que pela primeira vez está competindo no Brasil. Ela nasceu no Havaí, mas passou a representar a bandeira verde-amarela esse ano, por ser filha de pai e mãe brasileiros. Luana já tinha feito os recordes do QS 5000 feminino na terça-feira (18), com seu frontside nas direitas de Itaúna arrancando notas 8.00 e 7.00 pontos. Na quinta-feira (20), ela mostrou a potência do seu backside nas esquerdas.

Na terceira fase do QS 5000, Luana Silva somou nota 8.67 na vitória por 15.27 pontos. Depois, voltou a competir na categoria Pro Junior Sub-20, que fechou a quinta-feira. Luana deu mais um show nas esquerdas da Praia de Itaúna, detonando uma onda com dois ataques superpotentes que abriram grandes leques de água e arrancaram nota 9.33 dos juízes. É a maior desse ano e novo recorde feminino do Saquarema Surf Festival de 2021 e 2022.

“Estou muito feliz por estar representando o Brasil e competindo aqui pela primeira vez”, disse Luana Silva. “Estou contente por ter avançado para as quartas de final do QS e do Pro Junior também. Todas as meninas surfam muito bem e a energia das pessoas daqui está sendo muito positiva para mim. Os brasileiros têm tanta paixão pelo surfe e é uma honra estar recebendo todo o apoio dessa paixão, fazendo parte dessa nova geração de surfistas daqui do Brasil”.

A bateria do QS 5000 que Luana Silva venceu e valeu as primeiras vagas para as quartas de final, aconteceu uma batalha direta por vagas no G-4 para o Challenger Series. A experiente Silvana Lima, maior surfista do Brasil em todos os tempos, chegou no Saquarema Surf Festival em quarto lugar no ranking e estava se classificando. Mas, no último minuto, a jovem Isabelle Nalu surfou uma onda e avançou para as quartas de final, tirando Silvana do G-4 e subindo para o segundo lugar no ranking.

“Nossa, estou muito feliz, porque as duas (Luana Silva e Silvana Lima) surfam muito, são minhas ídolas. Mas, eu queria muito passar essa bateria, que era muito importante para mim”, disse Isabelle Nalu. “Esse campeonato é, tipo, o mais importante da minha vida, então estou muito feliz por ter passado para as quartas de final. Meu foco esse ano é me classificar para o Challenger Series, que será um grande passo pra minha carreira. Agora é descansar um pouco, porque já já tem Pro Junior”.

Isabelle Nalu é uma das 24 participantes do QS 5000, que também estão disputando a categoria Pro Junior Sub-20 do Saquarema Surf Festival. Nas quartas de final do QS 5000, ela terá um novo confronto direto por vaga no G-4 com outra surfista muito experiente, Dominic Barona. As duas estão dividindo a vice-liderança no ranking e a equatoriana venceu a bateria que ela e a brasileira Summer Macedo eliminaram a líder, a peruana Sol Aguirre.

Na disputa seguinte, as finalistas da primeira edição do Saquarema Surf Festival no ano passado, passaram juntas para as quartas de final. A defensora do título e atual campeã sul-americana, Sophia Medina, superou mais duas brasileiras, Kayane Reis e Naire Marquez, na bateria vencida por Daniella Rosas. Com a classificação, a peruana entrou no G-4 tirando da lista a sua compatriota, Arena Rodriguez Vargas, que chegou em Saquarema em segundo no ranking e perdeu na terça-feira.

Pro Junior Feminino – A maioria das meninas voltou a competir na primeira fase do Pro Junior, que fechou a quinta-feira de boas ondas e muito calor na Praia de Itaúna. As duas melhores de cada bateria, já avançavam para as quartas de final do Saquarema Surf Festival. A peruana Sol Aguirre pode perder a primeira posição no ranking do QS, mas começou a defender a liderança do Pro Junior com vitória sobre a brasileira Isabela Saldanha e a chilena Rafaella Montesi.

Sol Aguirre vai disputar a primeira quarta de final com as brasileiras Mariana Areno, Alexia Monteiro e a equatoriana Genesis Garcia. Na segunda, está a melhor surfista da categoria feminina, Luana Silva, com as também brasileiras Julia Duarte, Isabela Saldanha e Naire Marquez. Na terceira, a bicampeã sul-americana Pro Junior, Taina Hinckel, enfrenta Sophia Medina, Pamella Mel e Sophia Gonçalves. E as duas últimas vagas para as semifinais serão disputadas pela peruana Arena Rodriguez Vargas, a brasileira Laura Raupp, a argentina Vera Jarisz e a chilena Estela López.

Vagas no G-8 – No QS 5000 masculino, a batalha foi intensa pelas vagas no G-8 do ranking regional da WSL Latin America, grupo que se classificará para o Challenger Series 2023. A vice-liderança mudou de dono três vezes na quinta-feira. Na bateria que abriu a quarta fase, o argentino José Gundesen derrotou três brasileiros surfando uma onda de forma incrível. Ele acertou três manobras muito potentes numa esquerda da série na Praia de Itaúna e os juízes deram nota 9.00 pontos, a maior entre os homens no Saquarema Surf Festival 2022.

“Eu cometi um erro numa onda que peguei, mas eu sabia que ia vir uma outra boa. Eu tava sentindo isso e graças a Deus ela veio e eu surfei com raiva aquela onda”, disse José Gundesen. “A onda já veio linda, aí consegui dar um snap, uma rasgada e uma batida na junção. Foi animal, fiz com raiva as três manobras e deu certo. Era importante para mim no ranking, eu passar essa bateria e meu objetivo é ganhar esse evento. Eu já perdi duas finais esse ano, então a vontade de vencer está gigante”.

Com a classificação para a quinta fase, José Gundesen, que estava em quinto no ranking, tirou a vice-liderança do brasileiro Rafael Teixeira. Nessa bateria, também foi inaugurada a batalha por vagas no G-8. O décimo colocado, Igor Moraes, foi eliminado pelo 17º, Weslley Dantas, que acabou tirando o carioca Vitor Ferreira do G-8. Mas, três baterias depois, outro paulista, Ryan Kainalo, passou em segundo no confronto vencido por Alan Jhones e assumiu essa oitava posição no ranking.

“Estou muito feliz. porque eu sabia que essa bateria era muito importante, por causa da pontuação”, disse Ryan Kainalo. “Lá no primeiro QS 5000 em Arica (no Chile), eu perdi nessa fase e fiquei com o gostinho de quero mais, mas agora consegui passar. Tinham algumas pessoas que estavam na minha frente no ranking, que acabaram perdendo, então acho que vai me ajudar bastante ter passado essa bateria. Agora é só ir com tudo pra passar as próximas também”.

Vice-liderança – Ryan Kainalo foi o último a entrar no G-8 na quinta-feira e depois a batalha ficou mais centralizada pela vice-liderança no ranking. As baterias seguintes foram vencidas pelo campeão mundial Adriano de Souza e pelo local de Saquarema, João Chianca. Chumbinho ganhou um confronto que reuniu três ex-tops da elite do CT. Na disputa pela segunda vaga para a quinta fase, Ian Gouveia superou Jessé Mendes e tomou a vice-liderança do argentino José Gundesen.

Só que o capixaba Rafael Teixeira, que iniciou o dia nessa posição, ainda ia competir na última bateria do QS 5000 na quinta-feira. E ele acabou fazendo a maior somatória do dia com seu ataque nas ondas da Praia de Itaúna. A melhor arrancou nota 8.50 pontos dos juízes, que somou com 7.93 de outra muito bem surfada, para atingir 16.43 pontos. Essa marca só ficou abaixo dos 17.10 do cearense Michael Rodrigues na quarta-feira. O também capixaba Krystian Kymerson passou junto com ele também com uma boa pontuação, 15.63, somando notas 8.33 e 7.30.

“Estou superfeliz e acho que Deus me abençoou hoje, me mandando as ondas certas. Foi uma bateria com o Krystian e a gente compete juntos há muitos anos, mas era muito importante para mim para me classificar pro Challenger, que é meu principal objetivo esse ano”, disse Rafael Teixeira. “Eu já fui bem no outro QS 5000 no Chile, então preciso de um bom resultado aqui e já avancei mais uma bateria. Estou feliz, porque no ano passado eu estava no Challenger, mas perdi todos os eventos na primeira fase. Foi difícil pra mim, mas eu treino pra caramba e sei que minha hora vai chegar”.

Quartas de final – Os dezesseis surfistas que passaram pela quarta fase na quinta-feira, vão agora disputar classificação para as quartas de final do Saquarema Surf Festival, na última rodada do QS 5000 com baterias formadas por quatro competidores. Depois, os duelos passam a ser no formato homem a homem. A primeira bateria será a do argentino José Gundesen, com os brasileiros Ryan Kainalo, Wesley Leite e o venezuelano Francisco Bellorin.

Na segunda, está o peruano Miguel Tudela, que lidera o ranking da WSL Latin America com vitórias nas três etapas que participou, junto com o argentino Santiago Muniz e os brasileiros Weslley Dantas e Alan Jhones. As outras duas baterias classificatórias para as quartas de final, só tem surfistas do Brasil. Na terceira, o campeão mundial Adriano de Souza e João Chianca voltam a se encontrar, agora para enfrentar Krystian Kymerson e Daniel Templar. E na última, estão Rafael Teixeira e Ian Gouveia numa disputa direta pela vice-liderança, com Edgard Groggia e Rodrigo Saldanha.

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar etapas do Qualifying Series e seletivas sul-americanas para os mundiais das modalidades Junior e Longboard, todas com as categorias masculina e feminina.

A Prefeitura Municipal de Saquarema apresenta o evento, que é patrocinado pela 51 ICE, Stanley, Surf Trip, Quiksilver, ROXY, Oakley, Layback Beer; além do apoio da Monster Energy, New Era, Australian Gold, Bold Snacks, Castelhana Praia Hotel; com parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) e Associação de Surf de Saquarema. O Waves é parceiro de mídia do evento.

Saquarema Surf Festival 2022
Primeira fase Pro Junior Masculino
3º=33º lugar (66 pts) e 4º=41º lugar (63 pts)
As 4 primeiras fecharam a quarta-feira

5ª 1-Rickson Falcão (BRA), 2-Franco Radziunas (ARG), 3-Rayan Fadul (BRA), 4-Pedro Rian Lima (BRA)

6ª 1-Luan Ferreyra (BRA), 2-Guilherme Ferreira (BRA), 3-Kayan Medeiros (BRA), 4-Samuel Joquinha (BRA)

7ª 1-Noah de Oliveira (BRA), 2-Guilherme Carvalho (BRA), 3-Marcell Neves (BRA), 4-Yan Feder (BRA)

8ª 1-Rodrigo Saldanha (BRA), 2-Kaue Germano (BRA), 3-Murilo Brandt (BRA), 4-Antonio Carvalho (BRA)

Quarta fase do QS 5000 Masculino
3º=17º lugar (US$ 500 e 800 pts) e 4º=25º lugar (US$ 400 e 720 pts)

1ª 1-José Gundesen (ARG), 2-Weslley Dantas (BRA), 3-Uriel Sposaro (BRA), 4-Igor Moraes (BRA)

2ª 1-Francisco Bellorin (VEN), 2-Miguel Tudela (PER), 3-Giovani Pontes (BRA), 4-Michael Rodrigues (BRA)

3ª 1-Santiago Muniz (ARG), 2-Wesley Leite (BRA), 3-Alonso Correa (PER), 4-Tomas Lopez Moreno (ARG)

4ª 1-Alan Jhones (BRA), 2-Ryan Kainalo (BRA), 3-Arthur Maximo (BRA), 4-Marcos Correa (BRA)

5ª 1-Adriano de Souza (BRA), 2-Edgard Groggia (BRA), 3-Marco Fernandez (BRA), 4-Leo Casal (BRA)

6ª 1-João Chianca (BRA), 2-Ian Gouveia (BRA), 3-Jessé Mendes (ITA), 4-Cauã Gonçalves (BRA)

7ª 1-Rodrigo Saldanha (BRA), 2-Daniel Templar (BRA), 3-Valentin Neves (BRA), 4-Alex Ribeiro (BRA)

8ª 1-Rafael Teixeira (BRA), 2-Krystian Kymerson (BRA), 3-Caio Costa (BRA), 4-Diego Aguiar (BRA)

Terceira fase do QS 5000 Feminino
1ª e 2ª=Quartas de Final / 3ª=9º lugar (US$ 1.000 e 1.575 pts) e 4ª=13º lugar (US$ 700 e 1.440 pts)

1ª 1-Luana Silva (BRA), 2-Isabelle Nalu (BRA), 3-Silvana Lima (BRA), 4-Kiany Hyakutake (BRA)

2ª 1-Dominic Barona (EQU), 2-Summer Macedo (BRA), 3-Sol Aguirre (PER), 4-Genesis Garcia (EQU)

3ª 1-Daniella Rosas (PER), 2-Sophia Medina (BRA), 3-Kayane Reis (BRA), 4-Naire Marquez (BRA)

4ª 1-Melanie Giunta (PER), 2-Anne dos Santos (BRA), 3-Yanca Costa (BRA), 4-Juliana dos Santos (BRA)

Primeira fase do Pro Junior Feminino
1ª e 2ª=Quartas de Final / 3ª=17º lugar (200 pontos) e 4ª=25º lugar (150 pts)

1ª 1-Sol Aguirre (PER), 2-Isabela Saldanha (BRA), 3-Rafaella Montesi (CHL)

2ª 1-Alexia Monteiro (BRA), 2-Julia Duarte (BRA), 3-Isabelle Nalu (BRA), 4-Allany Tuze (BRA)

3ª 1-Luana Silva (BRA), 2-Mariana Areno (BRA), 3-Kalea Gervasi (PER)

4ª 1-Naire Marquez (BRA), 2-Genesis Garcia (EQU), 3-Dominique Charrier (CHL)

5ª 1-Tainá Hinckel (BRA), 2-Estela Lopez (CHL), 3-Sofia Driscoll (CHL)

6ª 1-Sophia Medina (BRA), 2-Vera Jarisz (ARG), 3-Yasmin Dias (BRA), 4-Kiany Hyakutake (BRA)

7ª 1-Laura Raupp (BRA), 2-Pamella Mel (BRA), 3-Maya Carpinelli (BRA)

8ª 1-Arena Rodriguez Vargas (PER), 2-Sophia Gonçalves (BRA), 3-Daniella Rosas (PER)

Próximas baterias
Segunda fase do Pro Junior Masculino
1º e 2º=Quartas de Final / 3º=17º lugar (200 pontos) e 4º=25º lugar (150 pts)

1ª Heitor Mueller (BRA), João Cypriano (BRA), Fabricio Rocha (BRA), Joaquin Reyes (CHL)

2ª Noel De La Torre (CHL), Mateus Sena (BRA), Gabriel Klaussner (BRA), Yan Sondahl (BRA)

3ª Daniel Templar (BRA), Valentin Neves (BRA), Rafael Guimarães (BRA), Philippe Neves (BRA)

4ª Cauã Costa (BRA), Eduardo Motta (BRA), Cauet Frazão (BRA), Leon de la Torre (CHL)

5ª Ryan Kainalo (BRA), Leo Casal (BRA), Rickson Falcão (BRA), Guilherme Ferreira (BRA)

6ª Caio Costa (BRA), Cauã Gonçalves (BRA), Luan Ferreyra (BRA), Franco Radziunas (ARG)

7ª Daniel Adisaka (BRA), Wallace Vasco (BRA), Noah de Oliveira (BRA), Kaue Germano (BRA)

8ª Diego Aguiar (BRA), Kainan Meira (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA), Guilherme Carvalho (BRA)

Quinta fase do QS 5000 Masculino
1º e 2º=Quartas de Final / 3º=9º lugar (US$ 1.000 e 1.575 pts) e 4º=13º lugar (US$ 700 e 1.440 pts)

1ª José Gundesen (ARG), Ryan Kainalo (BRA), Wesley Leite (BRA), Francisco Bellorin (VEN)

2ª Miguel Tudela (PER), Weslley Dantas (BRA), Santiago Muniz (ARG), Alan Jhones (BRA)

3ª João Chianca (BRA), Adriano de Souza (BRA), Krystian Kymerson (BRA), Daniel Templar (BRA)

4ª Rafael Teixeira (BRA), Ian Gouveia (BRA), Edgard Groggia (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA)

Quartas de final do QS 5000 Feminino
5º lugar (US$ 2.000 e 2.282 pts)

1ª Luana Silva (BRA) x Summer Macedo (BRA)

2ª Dominic Barona (EQU) x Isabelle Nalu (BRA)

3ª Daniella Rosas (PER) x Anne dos Santos (BRA)

4ª Sophia Medina (BRA) x Melanie Giunta (PER)

Quartas de final do Pro Junior Feminino
3ª=9º lugar (350 pontos) e 4ª=13º lugar (295 pts)

1ª Sol Aguirre (PER), Mariana Areno (BRA), Alexia Monteiro (BRA), Genesis Garcia (ECU)

2ª Luana Silva (BRA), Julia Duarte (BRA), Naire Marquez (BRA), Isabela Saldanha (BRA)

3ª Taina Hinckel (BRA), Sophia Medina (BRA), Pamella Mel (BRA), Sophia Gonçalves (BRA)

4ª Arena Rodriguez Vargas (PER), Laura Raupp (BRA), Estela Lopez (CHL), Vera Jarisz (ARG)

Semifinais do Longboard Feminino
3ª=5º lugar (US$ 150 e 500 pts) e 4ª=7º lugar (US$ 100 e 445 pts)

1ª Chloé Calmon (BRA), Ayllar Cinti (BRA), Rayane Amaral (BRA), Luana Soares (BRA)

2ª Maria Fernanda Reyes (PER), Atalanta Batista (BRA), Jasmim Avelino (BRA), Evelin Neves (BRA)

Semifinais do Longboard Masculino
3º=5º lugar (US$ 150 e 500 pts) e 4º=7º lugar (US$ 100 e 445 pts)

1ª Rodrigo Sphaier (BRA), Tony Silvagni (EUA), Carlos Bahia (BRA), Yam Wisman (BRA)

2ª Jefson Silva (BRA), Piccolo Clemente (PER), Jeferson Silva (BRA), Sebastian Cardenas Aguirre (PER)

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    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.