Saquarema Surf Festival

QS 5000 começa em boas ondas

Peterson Crisanto passa duas fases no primeiro dia do Saquarema Surf Festival. Próxima chamada acontece nesta terça-feira (18), quando acontece a estreia das mulheres no QS e dos longboarders.
Saquarema Surf Festival, Praia de Itaúna, Saquarema (RJ)

Um lindo dia de Sol e boas ondas de 3 a 5 pés na Praia de Itaúna, abriu a segunda edição do Saquarema Surf Festival promovido pela 213 Sports em memória a Leo Neves com apresentação da Prefeitura de Saquarema. Dos 178 surfistas inscritos nas seis competições do maior campeonato de surfe do ano na América do Sul, 72 competiram no primeiro dia e apenas 32 se classificaram para enfrentar os cabeças de chave da etapa do QS 5000 masculino. O feminino começa nesta terça-feira as 8h (de Brasília) e o Longboard também será iniciado no segundo dia. Assista ao vivo no Waves.

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Um dos destaques da segunda-feira (17) foi o paranaense Peterson Crisanto, que fez parte da elite mundial do CT até o ano passado. Ele participou da bateria e avançou em segundo lugar na disputa vencida por Giovani Pontes. Depois, competiu de novo na segunda fase e dessa vez passou em primeiro, derrotando Cauã Gonçalves, Eric Bahia e o argentino Franco Radziunas.

“Eu avancei na primeira bateria do dia, agora depois do almoço competi outra vez e consegui passar também, então estou feliz pra caramba”, disse Peterson Crisanto. “Tenho boas lembranças de quando eu entro na primeira fase, competindo na primeira bateria do evento. Tem dado sorte pra mim e estou amarradão em estar aqui em Saquarema novamente. A última vez foi em 2019, quando eu estava no CT, então estou feliz em estar de volta aqui nesse lugar paradisíaco”.

Petersinho também comentou sobre o evento promovido pela 213 Sports em memória a Leo Neves: “O Leo foi uma inspiração pra todos nós, bicampeão brasileiro profissional, sempre foi um cara de muita atitude, uma pessoa do bem e acho que não existe nada mais legal do que fazer esse campeonato em homenagem a ele. Todos nós sentimos muito a falta dele e ele sempre vai estar em nossos corações, como uma grande pessoa que foi e grande atleta também”.

A próxima bateria de Peterson Crisanto já é uma das que pode ser considerada como uma grande final do Saquarema Surf Festival. Ele foi para o nono confronto da terceira fase, que é encabeçado por mais dois ex-tops do CT, o campeão mundial Adriano de Souza e o local de Saquarema, João Chianca, vice-campeão na primeira edição do evento realizado em memória a Leo Neves, vencida por Yago Dora. O uruguaio Marco Giorgi completa esta bateria que vai acontecer na quarta-feira (19), pois na terça-feira só serão disputados o QS 5000 feminino e o Longboard masculino e feminino.

O Saquarema Surf Festival é a única etapa na América do Sul esse ano, a realizar etapas masculina e feminina com status QS 5000, que vale pontuação máxima para os rankings regionais da WSL Latin America, classificatórios para o Challenger Series. Os 5.000 pontos das vitórias na Praia de Itaúna, podem ser decisivos para definir os oito homens e quatro mulheres, que irão disputar a divisão de acesso para a elite do World Surf League Championship Tour no ano que vem.

Vagas no G-8 – A segunda fase já começou com um dos concorrentes diretos, estreando com vitória na segunda-feira. O paulista Igor Moraes chegou em Saquarema em décimo lugar no ranking, que classifica os oito primeiros colocados para o Challenger Series 2023. Ele e Giovani Pontes eliminaram os chilenos Leon de la Torre e Joaquin Reyes, nesta bateria que definiu as primeiras classificações para a rodada de estreia dos 32 cabeças de chave do QS 5000 do Saquarema Surf Festival.

“Eu usei uma estratégia diferente da galera. Fui surfar mais pro lado direito da praia e me conectei bem com o mar ali. Foi legal começar bem o campeonato e vamos pra próxima”, disse Igor Moraes. “Com certeza, estou tratando esse campeonato como o mais importante do ano pra mim e já quero conseguir minha vaga aqui. O foco é chegar no ‘finals day’ (último dia) e somar pontos importantes para conseguir a tão sonhada vaga pro Challenger Series”.

Igor Moraes e o 14º colocado no ranking, Douglas Silva, já vão ter que encarar o líder na terceira fase, Miguel Tudela. O peruano está invicto na temporada 2022/2023 da WSL Latin America, ganhando as três etapas que participou. O paulista Hizunomê Bettero, que sempre se destaca nos eventos realizados na Praia de Itaúna, completa este confronto que vai abrir a rodada dos cabeças de chave do Saquarema Surf Festival, que estão mais bem colocados no ranking.

Alguns integrantes do grupo dos top-8 que se classificam para o Challenger Series 2023, competiram na segunda-feira. O número 3 do ranking, Guillermo Satt, do Chile, foi eliminado pelo brasileiro Uriel Sposaro e o venezuelano Francisco Bellorin. Já o quarto colocado, Rafael Teixeira, o sétimo, Samuel Igo, e o oitavo, Vitor Ferreira, passaram suas baterias. A classificação mais dramática foi a do carioca Vitor Ferreira. Somente nos últimos segundos, ele achou uma onda para vencer sua bateria, com o uruguaio Marco Giorgi avançando em segundo lugar.

“Eu acreditei até o fim do fim do fim e a bateria só acaba quando termina”, disse Vitor Ferreira. “Eu demorei muito pra pegar minha primeira onda, fiquei um pouco nervoso, o mar tá bem difícil, mas acreditei que a onda ia vir e no final consegui a virada pra passar em primeiro. Estou feliz porque é um evento gigante. Só vai ter três QS 5000 na temporada e tive um bom resultado no primeiro lá no Chile, então tá valendo muita coisa aqui nesse campeonato”.

Duas vitórias – De todos os 72 surfistas que competiram na segunda-feira, apenas um colecionou duas vitórias nas ondas da Praia de Itaúna. O pernambucano Luel Felipe ganhou a bateria que fechou a primeira fase do Saquarema Surf Festival, contra Kaue Germano, Odacir Nonato e Yan Sondahl. Depois, ele e o argentino Tomas Lopez Moreno, barraram o número 13 do ranking, Lucas Vicente, além de outro brasileiro, Theo Fresia.

“Estou bem cansado, na verdade. Eu decidi competir nesse evento na última hora e cheguei aqui umas 10 horas da noite ontem. Acordei de manhã cedo e já fui surfar, das 5h30 às 7h00. Depois, já fui pra bateria, passei a primeira, dei uma descansada, passei de novo em primeiro e agora vou poder descansar o restante do dia”, contou Luel Felipe. “Quero encaixar mais meu surfe nessa onda e continuar passando baterias nesse lugar maravilhoso. Eu amo Saquarema, é um lugar bem tranquilo, tem boas ondas e com power, para fazer grandes manobras e conseguir boas notas”.

QS 5000 Feminino – Depois de um dia só de QS 5000 masculino, os homens não competirão na terça-feira. O segundo dia vai começar pelo QS 5000 feminino, com todas as 39 concorrentes ao título do Saquarema Surf Festival estreando a partir das 8h na Praia de Itaúna. São 15 entrando na primeira fase, para disputar as oito vagas para a rodada de estreia das 24 cabeças de chave. Nesta lista, estão as melhores surfistas do continente, como a atual campeã sul-americana, Sophia Medina, que no ano passado festejou sua primeira vitória em etapas da World Surf League na Praia de Itaúna.

Outra atração será a ex-top do CT, Luana Coelho Silva, que nasceu no Havaí, mas mudou de nacionalidade e pela primeira vez vai competir no Brasil defendendo a bandeira verde-amarela. Seu pai e sua mãe são brasileiros, que há muitos anos moram no Havaí. Luana está escalada para abrir a segunda fase, junto com Karol Ribeiro, Isabela Saldanha e a vencedora da primeira bateria do dia.

Outra ex-top do CT e maior surfista do Brasil em todos os tempos, Silvana Lima, já estreia na segunda com a vice-líder do ranking regional da WSL Latin America, Dominic Barona, do Equador, além da local de Saquarema, Taís Almeida. A líder é a peruana Sol Aguirre, que no ano passado conquistou o tricampeonato sul-americano Pro Junior com a vitória no Saquarema Surf Festival. Nesse ano, ela chega na Praia de Itaúna defendendo a liderança no ranking desta categoria Sub-20 também.

Longboard – Na terça-feira, o Saquarema Surf Festival também vai abrir a competição de Longboard, com a primeira fase masculina iniciando as 13h na Capital Nacional do Surf. O saquaremense Rodrigo Sphaier se sagrou campeão sul-americano em casa no ano passado, mas o vencedor do evento foi o norte-americano Tony Silvagni. Ele veio defender o título e vai estrear na primeira bateria, com o peruano Matias Maturano e o brasileiro Daniel Batista.

Rodrigo Sphaier é um dos doze cabeças de chave que entrarão na segunda fase, como os bicampeões mundiais Phil Rajzman e o peruano Piccolo Clemente. Eles competirão depois da rodada inicial feminina, que será inaugurada pela bicampeã sul-americana, Chloé Calmon. Todas as onze participantes da segunda edição do Saquarema Surf Festival, entram na primeira fase.

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar etapas do Qualifying Series e seletivas sul-americanas para os mundiais das modalidades Junior e Longboard, todas com as categorias masculina e feminina.

A Prefeitura Municipal de Saquarema apresenta o evento, que é patrocinado pela 51 ICE, Stanley, Surf Trip, Quiksilver, ROXY, Oakley, Layback Beer; além do apoio da Monster Energy, New Era, Australian Gold, Bold Snacks, Castelhana Praia Hotel; com parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) e Associação de Surf de Saquarema. O Waves é parceiro de mídia.

Saquarema Surf Festival 2022
QS 5000 Masculino
Primeira fase
3º=97º lugar (100 pts) e 4º=101º lugar (85 pts)

1 1-Giovani Pontes (BRA), 2-Peterson Crisanto (BRA), 3-Facundo Arreyes (BRA), 4-Fernando Junior (BRA)

2 1-Wiggolly Dantas (BRA), 2-Pedro Henrique (PRT), 3-Luan Carvalho (BRA), 4-Gabriel Catapam (BRA)

3 1-Kim Matheus (BRA), 2-Diego Brigido (BRA), 3-Lucas Ribas (BRA), 4-Maximiliano Saenz (EQU)

4 1-Luel Felipe (BRA), 2-Kaue Germano (BRA), 3-Odacir Nonato (BRA), 4-Yan Sondahl (BRA)

Segunda fase
3º=65º lugar (275 pts) e 4º=81º lugar (225 pts)

1 1-Igor Moraes (BRA), 2-Giovani Pontes (BRA), 3-Leon De La Torre (CHL), 4-Joaquin Reyes (CHL)

2 1-Lucas Silveira (BRA), 2-Douglas Silva (BRA), 3-Samuel Joquinha (BRA), 4-Wallace Vasco (BRA)

3 1-Uriel Sposaro (BRA), 2-Francisco Bellorin (VEN), 3-Wiggolly Dantas (BRA), 4-Guillermo Satt (CHL)

4 1-Gabriel Arturo Vargas (PER), 2-Sebastian Olarte (URU), 3-Murilo Brandt (BRA), 4-Patrick Plachi (BRA)

5 1-Cauã Costa (BRA), 2-Fabricio Rocha (BRA), 3-Manuel Selman (CHL), 4-Kim Matheus (BRA)

6 1-Pedro Amorim (BRA), 2-Gabriel André (BRA), 3-Kainan Meira (BRA), 4-Luan Hanada (BRA)

7 1-Luel Felipe (BRA), 2-Tomas Lopez Moreno (BRA), 3-Lucas Vicente (BRA), 4-Theo Fresia (BRA)

8 1-Flavio Nakagima (BRA), 2-Gabriel Klaussner (BRA), 3-Lucas Chianca (BRA), 4-Ivo Gothardo (BRA)

9 1-Peterson Crisanto (BRA), 2-Cauã Gonçalves (BRA), 3-Franco Radziunas (ARG), 4-Eric Bahia (BRA)

10 1-Vitor Ferreira (BRA), 2-Marco Giorgi (URU), 3-Noel De La Torre (CHL), 4-João Ferreira (BRA)

11 1-Samuel Igo (BRA), 2-Daniel Adisaka (BRA), 3-Pedro Henrique (PRT), 4-Luan Wood (BRA)

12 1-Leo Casal (BRA), 2-Alex Suarez (EQU), 3-Luan Ferreyra (BRA), 4-Philippe Neves (BRA)

13 1-Pedro Neves (BRA), 2-Rodrigo Saldanha (BRA), 3-Cauet Frazão (BRA), 4-Diego Brigido (BRA)

14 1-Diego Aguiar (BRA), 2-Rafael Teixeira (BRA), 3-Felipe Oliveira (BRA), 4-Lucas Catapam (BRA)

15 1-Caio Costa (BRA), 2-Kaue Germano (BRA), 3-Kayan Medeiros (BRA), 4-Leandro Usuna (ARG)

16 1-Krystian Kymerson (BRA), 2-Takeshi Oyama (BRA), 3-Guilherme Carvalho (BRA), 4-Roberto Araki (CHL)

Próximas baterias
QS 5000 Feminino
Primeira fase
3ª=33º lugar (US$ 300 e 450 pts) e 4ª=37º lugar (US$ 275 e 439 pts)

1 Genesis Garcia (EQU), Mariana Areno (BRA), Dominique Charrier (CHL)

2 Pamella Mel (BRA), Estela Lopez (CHL), Vera Jarisz (ARG), Natalia Escobar (CHL)

3 Juliana dos Santos (BRA), Rafaella Montesi (CHL), Bruna Carderelli (BRA), Anne dos Santos (BRA)

4 Catalina Mercere (ARG), Sofia Driscoll (CHL), Lorena Fica (CHL), Alexia Monteiro (BRA)

Segunda fase – entrada das 24 cabeças de chave
3ª=17º lugar (US$ 500 e 800 pts) e 4ª=25º lugar (US$ 400 e 720 pts)

1 Luana Silva (BRA), Karol Ribeiro (BRA), Isabela Saldanha (BRA), 1ª da 1ª da 1ª Fase

2 Dominic Barona (EQU), Silvana Lima (BRA), Taís Almeida (BRA), 2ª da 1ª

3 Isabelle Nalu (BRA), Summer Macedo (BRA), Julia Duarte (BRA), 1ª da 2ª

4 Sol Aguirre (PER), Kiany Hyakutake (BRA), Sophia Gonçalves (BRA), 2ª da 2ª

5 Daniella Rosas (PER), Kalea Gervasi (PER), Julia Santos (BRA), 1ª da 3ª

6 Tainá Hinckel (BRA), Laura Raupp (BRA), Kayane Reis (BRA), 2ª da 3ª

7 Sophia Medina (BRA), Melanie Giunta (PER), Maya Carpinelli (BRA), 1ª da 4ª

8 Arena Rodriguez Vargas (PER), Yanca Costa (BRA), Naire Marquez (BRA), 2ª da 4ª

Longboard Masculino
Primeira fase
3º=17º lugar (200 pts) e 4º=19º lugar (186 pts)

1 Matias Maturano (PER), Daniel Batista (BRA), Tony Silvagni (EUA)

2 Anderson da Silva (PER), Jefson Silva (BRA), Alexandre Escobar (BRA)

Segunda fase – entrada dos 12 cabeças de chave
1º e 2º=Semifinais / 3º=9º lugar (350 pts) e 4º=13º lugar (295 pts)

1 Rodrigo Sphaier (BRA), Darlan Marques (BRA), Pedro França (BRA), 1º da 1ª

2 Carlos Bahia (BRA), Julian Schweizer (URU), Yam Wisman (BRA), 2º da 1ª

3 Piccolo Clemente (PER), Ignacio Pignataro (URU), Romoaldo Nascimento (BRA), 1º da 2ª

4 Phil Rajzman (BRA), Jeferson Silva (BRA), Sebastian Cardenas Aguirre (PER), 2º da 2ª

Longboard Feminino
Primeira fase
1ª e 2ª=Semifinais / 3ª=9º lugar (350 pontos) e 4ª=13º lugar (295 pts)

1 Chloé Calmon (BRA), Katellyn Oliveira (BRA), Rayane Amaral (BRA)

2 Ayllar Cinti (BRA), Monique Pontes (BRA)

3 Jasmim Avelino (BRA), Maria Clara Santos (BRA), Evelin Neves (BRA)

4 Maria Fernanda Reyes (PER), Ana Camila Kaspar (BRA), Atalanta Batista (BRA)

Próximas baterias do QS Masculino
Terceira fase – entrada dos 32 cabeças de chave
3º=33º lugar (US$ 300 e 450 pts) e 4º=49º lugar (US$ 200 e 400 pts)

1 Miguel Tudela (PER), Hizunomê Bettero (BRA), Igor Moraes (BRA), Douglas Silva (BRA)

2 Weslley Dantas (BRA), Raoni Monteiro (BRA), Lucas Silveira (BRA), Giovani Pontes (BRA)

3 Michael Rodrigues (BRA), Renan Peres (BRA), Uriel Sposaro (BRA), Sebastian Olarte (URU)

4 José Gundesen (ARG), Caetano Vargas (BRA), Gabriel A. Vargas (PER), Francisco Bellorin (VEN)

5 Santiago Muniz (ARG), Alan Jhones (BRA), Cauã Costa (BRA), Gabriel André (BRA)

6 Ryan Kainalo (BRA), Alonso Correa (PER), Pedro Amorim (BRA), Fabricio Rocha (BRA)

7 Wesley Leite (BRA), Marcos Correa (BRA), Luel Felipe (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

8 Jadson André (BRA), Arthur Maximo (BRA), Flavio Nakagima (BRA), Tomas Lopez Moreno (ARG)

9 João Chianca (BRA), Adriano de Souza (BRA), Peterson Crisanto (BRA), Marco Giorgi (URU)

10 Alejo Muniz (BRA), Marco Fernandez (BRA), Vitor Ferreira (BRA), Cauã Gonçalves (BRA)

11 Ian Gouveia (BRA), Edgard Groggia (BRA), Samuel Igo (BRA), Alex Suarez (EQU)

12 Eduardo Motta (BRA), Jessé Mendes (ITA), Leo Casal (BRA), Daniel Adisaka (BRA)

13 Heitor Mueller (BRA), Daniel Templar (BRA), Pedro Neves (BRA), Rafael Teixeira (BRA)

14 Willian Cardoso (BRA), Mateus Sena (BRA), Diego Aguiar (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA)

15 Matheus Navarro (BRA), Valentin Neves (BRA), Caio Costa (BRA), Takeshi Oyama (JPN)

16 Deivid Silva (BRA), Alex Ribeiro (BRA), Krystian Kymerson (BRA), Kaue Germano (BRA)

Pro Junior Masculino
Primeira fase
3º=33º lugar (66 pts) e 4º=41º lugar (63 pts)

1 Fabricio Rocha (BRA), Lucas Ribas (BRA), Rafael Monclaro (BRA), Sunny Pires (BRA)

2 Gabriel Klaussner (BRA), Joaquin Reyes (CHL), Patrick Plachi (BRA), Manuel Robles (PER)

3 Leon De La Torre (CHL), Lucas Catapam (BRA), Takeshi Oyama (BRA), Rafael Guimarães (BRA)

4 Philippe Neves (BRA), Cauet Frazão (BRA), Pedro Martins (BRA), Maximiliano Saenz (EQU)

5 Franco Radziunas (ARG), Pedro Rian Lima (BRA), Rickson Falcão (BRA), Rayan Fadul (BRA)

6 Kayan Medeiros (BRA), Samuel Joquinha (BRA), Luan Ferreyra (BRA), Guilherme Ferreira (BRA)

7 Marcell Neves (BRA), Guilherme Carvalho (BRA), Yan Feder (BRA), Noah de Oliveira (BRA)

8 Rodrigo Saldanha (BRA), Murilo Brandt (BRA), Antonio Carvalho (BRA), Kaue Germano (BRA)

Segunda fase – entrada dos 16 cabeças de chave
1º e 2º=Quartas de Final / 3º=17º lugar (200 pts) e 4º=25º lugar (150 pts)

1 Heitor Mueller (BRA), João Cypriano (BRA), 1º da 1ª da 1ª Fase, 2º da 2ª

2 Noel De La Torre (CHL), Mateus Sena (BRA), 1º da 2ª, 2º da 1ª

3 Daniel Templar (BRA), Valentin Neves (BRA), 1º da 3ª, 2º da 4ª

4 Cauã Costa (BRA), Eduardo Motta (BRA), 1º da 4ª, 2º da 3ª

5 Ryan Kainalo (BRA), Leo Casal (BRA), 1º da 5ª, 2º da 6ª

6 Caio Costa (BRA), Cauã Gonçalves (BRA), 1º da 6ª, 2º da 5ª

7 Daniel Adisaka (BRA), Wallace Vasco (BRA), 1º da 7ª, 2º da 8ª

8 Diego Aguiar (BRA), Kainan Meira (BRA), 1º da 8ª, 2º da 7ª

Pro Junior Feminino
Primeira fase
1ª e 2ª=Quartas de Final / 3ª=17º lugar (200 pontos) e 4ª=25º lugar (150 pts)

1 Sol Aguirre (PER), Rafaella Montesi (CHL), Isabela Saldanha (BRA)

2 Isabelle Nalu (BRA), Julia Duarte (BRA), Alexia Monteiro (BRA), Allany Tuze (BRA)

3 Kalea Gervasi (PER), Mariana Areno (BRA), Luana Silva (BRA)

4 Naire Marquez (BRA), Genesis Garcia (EQU), Dominique Charrier (CHL)

5 Tainá Hinckel (BRA), Sofia Driscoll (CHL), Estela Lopez (CHL)

6 Kiany Hyakutake (BRA), Sophia Medina (BRA), Vera Jarisz (ARG)

7 Laura Raupp (BRA), Pamella Mel (BRA), Maya Carpinelli (BRA)

8 Arena Rodriguez Vargas (PER), Daniella Rosas (PER), Sophia Gonçalves (BRA)

 

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    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.