Segurança

Lenda do bodyboard detalha vaca insana

Mike Stewart encarou momento sinistro em Teahupo'o e explica erro na hora da remada.

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O legend bodyboarder Mike Stewart, sobreviveu, aos 62 anos de idade, uma vaca insana em Teahupo’o, no Taiti. Apesar de décadas de experiência pegando ondas sinistras ao redor do mundo, Stewart relatou que errou na remada e isso foi determinante para despencar no ar na maior da série no famoso recife taitiano. A cena, que rapidamente circulou nas redes sociais, apresenta Mike caindo de uma altura considerável e sofrendo um impacto violento.Em seu perfil no Instagram, o veterano fala sobre o ocorrido. Ele conta que fraturou uma costela e diz que está bem.

“Só queria avisar que estou bem. Estou de pé, mas com uma costela fraturada, então o impacto foi forte. É Teahupo’o. Muita gente está tentando entender o que aconteceu comigo, e só queria que soubessem que estou bem. Está tudo certo. Agradeço a preocupação de todos e vou explicar aqui o que rolou, porque sei que foi bem confuso em muitos sentidos.

Esperei minha vez com cuidado, o que é importante neste pico, porque as consequências são enormes e você não quer atrapalhar a remada de ninguém. Uma boa série se aproximou, e eu me comprometi. Embora possa ter parecido um pouco imprudente, na verdade eu estava pegando muitas ondas a manhã toda e realmente pensei que tinha uma boa chance de pegar essa.

Depois de rever a filmagem, identifiquei um erro crucial que levou a uma sequência de consequências negativas. Você pode ver claramente na minha remada que eu remei para encontrar a série que estava chegando. Se eu tivesse remado para dentro e por cima, acho que teria tido uma chance melhor de pegar essa onda.

Embora eu tenha começado bem no fundo da onda, há tanta água saindo do recife nesse pico que ela acaba te puxando para o topo. Minha ideia era fazer uma cavada profunda para me manter na face, mas quando isso não funcionou e percebi que ia voar, pensei: ‘Ok, vou ter que me segurar bem e tentar aterrissar para ser projetado para frente e continuar a onda’.

Mas o impacto foi muito intenso. Fiquei sem ar e acho que fraturei a costela bem ali. De qualquer forma, me rendi e pensei: ‘Ok, vou levar uma surra’. E eu sabia que seria feio. Com a quantidade de energia que havia nessa onda, o tempo submerso foi especialmente longo e, com pouco ar nos pulmões, foi super desconfortável.

Minha prancha foi completamente destruída, mas pelo menos minha cordinha aguentou. A prancha, que já era mais fina, partiu-se ao meio”.

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