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A passagem de um ciclone extratropical no último dia 30 de julho pode ter gerado a maior onda já surfada no Brasil. O fenômeno ocorreu na Laje da Jagua, Jaguaruna (SC). A estimativa inicial é de que a série tenha ultrapassado os 15 metros.
A região atraiu a atenção de surfistas de ondas grandes, como Marco Polo e Lucas Chumbo, após a divulgação de previsões. A Laje da Jagua, que já era conhecida pelas condições suas grandes, ganhou ainda mais destaque com este evento.
Segundo NSC Total, o oceanógrafo Douglas Nemes vai analisar a quebra de recorde, a pedido da BWB. O resultado deve ser divulgado nos próximos dias. “Ao longo de mais de duas décadas, desenvolvi técnicas próprias para medição, qualificação e análise da quebra de ondas, sempre com rigor científico. Além disso, por também ser surfista e ex-competidor, consegui unir a vivência prática no mar à precisão acadêmica”, comenta Nemes.
Por solicitação da Prefeitura de Jaguaruna e da BWB, em 2022, Douglas reuniu mais de 300 registros da Laje da Jaguaruna para um estudo aprofundado. Segundo ele, a análise comprovou que as maiores ondas já surfadas no país estão na região. O local é o detentor do recorde da maior já surfada, que foi registrada em 14 metros, de acordo com a Big Waves Brasil (BWB).
O que é a Laje da Jagua?
Localizada na costa de Jaguaruna, a Laje da Jagua é uma formação rochosa submarina com cerca de dois quilômetros de extensão e que foi descoberta por surfistas em 2003.
A característica geográfica do local permite que as ondas aumentem de tamanho ao se aproximarem da costa. De acordo com Argeu Vanz, oceanógrafo da Epagri/Ciram, o processo é semelhante ao que acontece em Nazaré, em Portugal, que também é conhecido pelas ondas gigantescas. O ciclone extratropical atingiu a costa de Santa Catarina no final de julho, que pode ter aumentado ainda mais a altura das ondas, conforme o oceanógrafo.














