Gold Coast Pro 2025

Filipe continua show

Como em dia anterior, Filipe Toledo quebra vala de Burleigh Heads e segue para quartas do Gold Coast Pro 2025. Yago, Miguel e Alejo também avançam. Italo, João, Deivid e Ian são eliminados.

O quarto dia de competição do Gold Coast Pro 2025, disputado em ondas de até 2 metros de Burleigh Heads, em Queensland, foi marcado por viradas nos instantes finais das baterias na sexta-feira (9) na Austrália (começou na quinta-feira no Brasil devido ao fuso horário).

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O dia começou com a continuação do Round 3 Masculino e na sequência rolaram os embates das Oitavas de Final Masculino. Italo Ferreira, Miguel Pupo, Deivid Silva, João Chianca e Ian Gouveia disputaram o Round 3. Já Yago Dora, Filipe Toledo e Alejo Muniz já estavam nas oitavas.

O Brasil agora conta com Yago Dora, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Miguel Pupo, que venceram e estão nas Quartas de Final da sexta etapa do CT 2025. Italo Ferreira, Ian Gouveia, Deivid Silva e João Chianca foram eliminados.

Filipe Toledo foi o destaque do dia, usando o que tem de melhor em seu repertório. Toledo despachou o norte-americano Jake Marshall com um show no fim da bateria em Burleigh Heads. Com menos de sete minutos a bateria entre Filipe Toledo e Jake Marshall já tinha boas notas.

Filipinho começou com uma onda longa, a espremendo até o fim, tirando um tubo pequeno e finalizando com alley-oop. Os juízes deram 6.17 pontos. Jake não ficou muito atrás, buscou a sua direita, mandando boas manobras para também receber nota na casa dos seis pontos, 6.67.

O bicampeão mundial vai atrás de mais uma direita, dropa bem, acelera, acerta uma boa batida e a série perde parede. O desempenho rendeu a ele 3.67. Jake seguiu na estratégia e conseguiu melhorar seu somatório, com a segunda onda rendendo 5.50 pontos. Nesse momento da bateria 2 das oitavas, Toledo ficou precisando de 6.01 para a virada.

A bateria ficou morna por minutos, com Filipe voltando a pegar onda na reta final do embate. A onda tinha potencial, mas não deu parede e conseguiu 4.40 pontos.

Toledo ficou precisando de 6.01 até o final da bateria, quando ele achou a rampa ideal e voou com rotação completa e pouso perfeito. O aéreo rendeu 8.00 pontos e sacramentou a vitória. Agora Filipe encara o compatriota Yago Dora na bateria 1 das Quartas de Final Masculino.

“Isso foi emocionante para quem estava assistindo, mas não para mim”, riu Toledo. “Estava complicado hoje, abençoado por ter pego aquela rampinha. Aquela onda veio do nada. Estávamos remando e então veio uma na pequena bancada de areia. Eu pensei, talvez seja essa, talvez seja o que eu preciso. Assim que eu remei para dropar, eu vi a seção. Eu pensei, ‘oh, vou ter que tentar o aéreo de novo'”.

Yago faz dever de casa – Yago Dora eliminou mexicano Alan Cleland em momento do mar de Burleigh Heads que não era dos melhores, mas os atletas acharam boas ondas. Yago Dora foi quem começou melhor a bateria, mesmo com o duelo pouco movimentado nos primeiros 10 minutos. As duas melhores ondas do brasileiro foram 3.00 e 2.90 pontos. Alan Cleland no período tinha apenas 2.17.

Depois de um tempo sem movimentação, Cleland pega série com tamanho, executa quatro manobras e finaliza com tranquilidade. O desempenho lhe rendeu 6.00 pontos, virando a bateria. O vento aumentou no momento da bateria e as escolhas das ondas ficaram mais dificeis.

Alan acertou mais nas escolhas e achou mais uma direita, com a mesma eficiência e tirou 4.50 pontos. Nesse período, Cleland deixou Yago precisando de 7.50 para virar. Faltando sete minutos para acabar a bateria, Dora também acha uma onda com parede, manda três batidas e consegue nota 7.00, entrando no jogo.

No fim da bateria, Yago precisava de 3.50 pontos para virar e consegue depois de pegar uma onda do inside e finalizar com uma rabetada. O movimento rendeu 3.37 pontos. Logo na sequência, faltando um minuto, Yago vai atrás de outra onda, passa sessão da espuma, finaliza forte e vira com 3.73 pontos.

Alejo Muniz nas quartas  – Alejo eliminou o havaiano Barron Mamiya e está entre os oito melhores do evento australiano. Em momento diferente do mar, Alejo Muniz começou melhor o duelo contra o Barron. Mesmo com pouca movimentação no início do duelo, Alejo buscou mais ondas e tirou 2.90 pontos. Na segunda onda, Muniz melhorou o somatório com 4.50. Barron também foi atrás das suas ondas e conseguiu 3.70.

Alejo ficou na liderança por alguns minutos. Eis que Barron procura e acha uma intermediária, faz boas combinações de batidas e rasgadas, e vira em cima de Alejo com 5.00 pontos. O havaiano ficou na linha de buscar as ondas mais para o inside, dropa bem outra onda, rasga forte e finaliza forte. A onda bem surfada rendeu 6.17 pontos.

O brasileiro ficou precisando de 6.67 para virar o duelo. Faltando novo minutos para o fim, Alejo volta a ação com uma onda intermediária, consegue executar duas rasgadas e finaliza com uma batida forte na junção, rendendo 6.60 pontos, batendo na porta para a virada.

Precisando de 4.47, Alejo vai em busca de mais uma da intermediária, manda boas rasgadas, segura na sessão, a onda arma novamente e finaliza forte de novo. A onda rendeu 3.63, não conseguindo a virada.

Mas na onda seguinte, Alejo consegue a virada. O brasileiro esperou a série, dropou bem, a onda ficou bem em pé, deu uma batida, passou a sessão e espancou a junção, rendendo a ele 5.57 pontos.

Duelo brazuca – Miguel Pupo derrotou Deivid Silva em duelo das oitavas, e agora encara Julian Wilson nas quartas. DVD começou o duelo com notas baixas (2.83 e 1.33 pontos), mas suficiente para ficar no começo da bateria na liderança. E rapidamente Deivid buscou a sua terceira onda, onde executou boas manobras de backside, rendendo 4.33 pontos.

Miguel “acorda” e acha boa onda, com sequência de batidas, cutback e finalizando bem na junção. A performance o colocou na bateria, recebendo 6.83 e virando o confronto. Deivid foi em busca de melhorar o 2.83 e consegue. Em onda com tamanho, DVD encaixou as duas primeiras manobras e uma batida forte na junção, tirando 4.93 pontos e recuperando o primeiro lugar.

Deivid fugiu da marcação do Miguel, achou uma onda em outra região da bancada, lança três batidas fortes e arranca 6.00 pontos dos juízes. Com a nota de DVD, Miguel ficou precisando de 4.10 para virar. E Pupo consegue a liderança depois de tirar 4.70 pontos em boa execuções de batidas e rasgadas.

Miguel melhora a situação depois de trocar o 4.70 por 5.50 pontos depois de mandar quatro batidas em onda intermediária. A pontuação sacramentou a vitória de Pupo, que deixou DVD precisando de 6.34 para a virada.

João faz notas excelentes, mas sofre virada – Último brasileiro a entrar na fase de oitavas do dia, João Chianca foi eliminado pelo sul-africano Jordy Smith em bateria com notas altas em Burleigh Heads. Com a derrota, João termina o evento em 9º lugar.

João Chianca começou a mil a bateria contra o sul-africano Jordy Smith. Em uma excelente onda, Chumbinho jogou muita água pra cima em quatro batidas e recebeu nota 8.00 dos juízes. O local de Saquarema já disparou na liderança, somando ainda 2.40 pontos. Nessa altura, bem no inicio da bateria, Jordy ficou precisando de 7.91.

O duelo ficou morno, com nenhum dos dois atletas fazendo grandes notas. Mas minutos depois, Jordy conseguiu sua primeira nota boa, depois de achar uma onda da série, mandar água para o alto e tirar 5.17.

João também consegue achar mais uma onda, troca o 2.40 por 6.17 pontos, colocando o Smith quase em combinação, precisando de 9.00 para virar. Jordy não conseguiu a virada, mas saiu da condição de precisar de nota excelente.

Em onda com tamanho, Jordy aplica um floater, uma batida muito forte e vai para a junção e recebe 8.10 pontos dos juízes. Nesse momento, Smith baixou a nota que precisava para virar: 6.07.

No momento crítico da bateria, faltando apenas oito minutos para o fim, Jordy acha um tubo, segue na onda limpa, chuta a rabeta para finalizar e vira a bateria com 9.17 pontos. Segunda melhor nota do dia. A onda excelente de Smith complicou para Chumbinho, que ficou precisando de 9.27 para recuperar a liderança.

Restando menos de dois minutos, João também acha um tubaço, completa e finaliza. Mas os juízes entenderam que a onda não era suficiente para a virada e tira 8.10 pontos.


Miguel Pupo nas oitavas – Miguel venceu de virada o havaiano Ian Gentil na bateria 11 do Round 3. Miguel Pupo iniciou forte, logo com duas ondas, batendo forte nas direitas de Burleigh Heads, conseguindo largar na frente com 5.33 e 1.93. Liderando o embate. Na sequencia, Ian Gentil pegou uma boa da série, variou manobras e finalizou, rendendo a ele 5.50.

Faltando 17 minutos para o fim, Ian manobrou forte em mais uma série, executou mais de quatro batidas e finalizou, arrancando 4.50 pontos dos juízes e virando a bateria. Miguel também achou mais uma direita, sem muita expressão, caindo no final e tirando 3.50.

Ian conseguiu trocar o 4.50 por 4.80 e seguir na frente da bateria faltando 10 minutos para terminar. Nessa altura Pupo ficou precisando de 4.98 pontos para virar o duelo. A bateria ficou devagar nos minutos finais, o que prejudicou a estratégia de Miguel.

No fim da bateria, Ian ainda trocou o 4.80 pontos por 5.23. Miguel então ficou precisando de 5.41 para avançar. A virada veio faltando 1 minuto, depois de uma direita com tamanho, três boas manobras e finalizando bem na junção. Os juízes demoraram a dar a nota, dando um suspense, mas Miguel saiu vencedor, recebendo 5.43.

Deivid x Fioravanti no Round 3 – DVD derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em momento irregular de Burleigh Heads. A 12ª bateria do Round 3 começou elétrica. Com quatro minutos, Deivid Silva encontrou uma boa série, executa batidas firmes soltando bastante água e largando na frente com 5.67 pontos. Italiano Leonardo Fioravanti correu atrás, pegou uma onda menor, mas de boa formação e mandou quatro manobras para tirar 5.00 pontos.

Depois de alguns minutos mais devagar, Deivid segue na estratégia, pega onda limpa com parede, bate forte e recebe dos juízes 3.83. Com as duas notas de DVD, Leonardo ficou precisando de 4.51.

Faltando sete minutos para o fim da bateria, Deivid troca o 3.83 por 5.98 depois de achar uma direita na intermediária, dar três baterias lançando bastante água. Nesse momento, Fioravanti ficou precisando de 6.60 pontos.

Nos minutos finais, Leo manda um aéreo, primeiro do evento, comemora, mas não consegue a virada, tirando “apenas” 6.27.

João bem no Round 3 – João Chianca compete bem nas ondas de Burleigh Heads e vira para cima do norte-americano Cole Houshmand. Com quatro minutos de bateria, João Chianca arrancou na frente depois de pegar duas ondas menores, manobrando bem e recebendo 3.50 e 1.50 pontos dos juízes. A bateria deu uma esfriada e voltou a esquentar depois que o Cole usa a prioridade, corta o João, que já estava numa onda, manda duas boas batidas e recebe 4.00 pontos dos juízes.

Cole seguiu na pegada, achou mais uma onda e virou a bateria depois de quatro batidas, arrancando 4.93 pontos. Chianca na sequência tirou 3.10 em onda intermediária. João, então, ficou precisando de 5.43 para revirar a bateria.

O norte-americano trocou o 4.00 por 4.23 pontos e deixou João precisando de 5.66 para recuperar a liderança. Eis, então, que João voltou a pegar onda na metade do embate, aos 10 min, fez um bom drop, cavou bem, executou uma rasgada e finalizou com uma batida. A onda, além de movimentar a bateria, rendeu a João 6.00 pontos, recuperando o primeiro lugar do duelo.

Bem no final da bateria, João aumentou seu somatório ao pegar mais uma onda, mandar várias batidas e tirar 4.20 pontos. Nos segundos finais Cole consegue a virada depois de uma onda intermediária, com cinco fortes batidas e arrumar 5.50. Logo na sequência, João não bobeia, vai para mais uma da série e revira depois da buzina de conseguir 4.93 da arbitragem.

Tabu mantido entre Italo e Julian – Italo Ferreira caiu no Round 3 do Gold Coast Pro 2025. O brasileiro perdeu para australiano Julian Wilson e terminou a etapa na 17ª lugar. Ao todo foram cinco duelo (contando com do Gold Coast Pro 2025) entre os dois no Tour, com cinco vitórias de Julian.

Italo começou o duelo tentando executar um aéreo, mas acabou caindo e danificando a prancha. Ferreira teve que sair do mar para pegar um novo equipamento, e nesse tempo, cerca de 6 minutos, Julian pegou duas ondas que lhe renderam 4.67 pontos e 4.63. No retorno ao mar, Italo tentou a mesma estratégia e também caiu.

Na metade da bateria, Ferreira achou uma boa série, deu um floater, uma rasgada e três batidas, mas na caiu na finalização. A onda rendeu 3.77. Na sequência, Wilson pegou mais uma onda, mandou uma forte rasgada e finalizou bem, rendendo 6.50. Nessa altura, Italo ficou precisando de 7.40 para virar o embate.

Faltando 10 minutos para o fim, Italo deu uma reagida. Pegou uma série grande, deu três batidas e conseguiu 4.23. Julian também seguiu na pegada e arrancou 4.83 dos juízes, seguindo na liderança para vencer.

Ian Gouveia fica em 17º – Ian Gouveia não conseguiu vencer e deu adeus ao Gold Coast Pro 2025 na 17ª colocação. Ian começou forte a bateria com uma direita longa, executando cinco boas batidas. e já arrancando 6.00 dos juízes. Kanoa não fica atrás, pega uma onda com tamanho e também bate por diversas vezes e recebe 5.33.

Elétrico, Ian vai para a terceira onda do embate, manda três rasgadas lançando muita água e somando 5.20 pontos ao seu somatório. A nota deixou o japonês precisando de 5.88 para virar. Toda a movimentação rolou nos primeiro 10 minutos da bateria.

O embate ficou sem movimentação por alguns minutos. Até que Igarashi foi para uma onda com tamanho, rasga forte e finaliza bem. A combinação das duas manobras chamaram a atenção dos juiz, que deram 6.20 pontos para virar a bateria.

Kanoa jogou mais pressão em Ian logo depois de conquistar mais uma boa nota. Igarashi seguiu na estratégia, bateu forte na direita jogando muita água e recebeu 6.33 pontos. Com isso, Ian ficou precisando de 6.53 para pegar a liderança.

Com quatro minutos para o término, Ian encontra bela direita, bateu forte, passou a sessão, rasga firme e finaliza com um floater extenso. A performance deu a Ian a nota 6.67. Virando a bateria. Kanoa deu o troco em mais uma direita da série, manda duas rasgadas jogando muita água, passa a sessão e finaliza forte, revira o duelo com a nota 6.53 e decreta a vitória.

Julian Wilson avassalador – Australiano Julian Wilson passou o trator no quarto dia de disputadas do Gold Coast Pro 2025, conseguindo a maior nota (9.50 pontos).

“Isso é simplesmente incrível e realmente está além dos meus sonhos”, fala Wilson. “Sinto que estou crescendo à medida que o evento avança. Estou aqui com meus filhos e minha esposa, e estou apenas deixando as coisas fluírem, e acho que está funcionando para mim. Estou meio surpreso comigo mesmo com algumas dessas performances, e é bom fazer isso na frente dos meus filhos e da minha família”.


Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Gold Coast Pro 2025 acontece nesta sexta-feira, às 17h45 (horário de Brasília). A previsão indica que as ondas devem ficar maiores de 1,5 metro em Burleigh Heads.

Gold Coast Pro 2025
Round 3 Masculino

1 Yago Dora (BRA) 13.67 x 11.94 Edgard Groggia (BRA)

2 Alan Cleland (MEX) 13.60 x 11.17 Connor O’Leary (JAP)

3 Filipe Toledo (BRA) 17.87 x 15.33 Crosby Colapinto (EUA)

4 Jake Marshall (EUA) 14.40 x 13.83 Samuel Pupo (BRA)

5 Morgan Cibilic (AUS) 11.47 x 10.10 Ethan Ewing (AUS)

6 Seth Moniz (HAV) 12.50 x 8.26 Jackson Bunch (HAV)

7 Barron Mamiya (HAV) 10.77 x 10.66 Callum Robson (AUS)

8 Alejo Muniz (BRA) 13.47 x 10.83 Rio Waida (IDN)

9 Julian Wilson (AUS) 11.33 x 8.00 Italo Ferreira (BRA) 

10 Marco Mignot (FRA) 16.23 x 14.23 George Pittar (AUS)

11 Miguel Pupo (BRA) 10.76 x 10.73 Ian Gentil (BRA)

12 Deivid Silva (BRA) 11.60 x 11.27 Leonardo Fioravanti (ITA)

13 Jordy Smith (AFR) 13.16 x 11.23 Imaikalani deVault (HAV)

14 João Chianca (BRA) 10.93 x 10.43 Cole Houshmand (EUA)

15 Liam O’Brien (AUS) 15.97 x 13.60 Griffin Colapinto (EUA)

16 Kanoa Igarashi (JAP) 12.86 x 12.67 Ian Gouveia (BRA)
Oitavas de final 

1 Yago Dora (BRA) 10.73x 10.50 Alan Cleland (MEX)

2 Filipe Toledo (BRA) 14.17 x 12.17 Jake Marshall (EUA)

3 Morgan Cibilic (AUS) 16.93 x 13.77 Seth Moniz (HAV)

4 Alejo Muniz (BRA) 12.17 x 11.17 Barron Mamiya (HAV)

5 Julian Wilson (AUS) 18.00 x 14.96 Marco Mignot (FRA)

6 Miguel Pupo (BRA) 12.33 x 10.93 Deivid Silva (BRA)

7 Jordy Smith (AFR) 17.27 x 16.10 João Chianca (BRA)

8 Kanoa Igarashi (JAP) 17.17 x 15.54 Liam O’Brien (AUS)

Quartas de final Masculino 

1 Yago Dora (BRA) x Filipe Toledo (BRA)

2 Morgan Cibilic (AUS) x Alejo Muniz (BRA)

3 Julian Wilson (AUS) x Miguel Pupo (BRA)

4 Jordy Smith (AFR) x Kanoa Igarashi (JAP)

Quartas de final Feminino

1 Luana Silva (BRA) x Vahine Fierro (FRA)

2 Molly Picklum (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

3 Stephanie Gilmore (AUS) X Erin Brooks (CAN)

4 Isabella Nichols (AUS) x Sally Fitzgibbons (AUS)

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    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.