Gold Coast Pro 2025

Filipe continua show

Como em dia anterior, Filipe Toledo quebra vala de Burleigh Heads e segue para quartas do Gold Coast Pro 2025. Yago, Miguel e Alejo também avançam. Italo, João, Deivid e Ian são eliminados.

O quarto dia de competição do Gold Coast Pro 2025, disputado em ondas de até 2 metros de Burleigh Heads, em Queensland, foi marcado por viradas nos instantes finais das baterias na sexta-feira (9) na Austrália (começou na quinta-feira no Brasil devido ao fuso horário).

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

O dia começou com a continuação do Round 3 Masculino e na sequência rolaram os embates das Oitavas de Final Masculino. Italo Ferreira, Miguel Pupo, Deivid Silva, João Chianca e Ian Gouveia disputaram o Round 3. Já Yago Dora, Filipe Toledo e Alejo Muniz já estavam nas oitavas.

O Brasil agora conta com Yago Dora, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Miguel Pupo, que venceram e estão nas Quartas de Final da sexta etapa do CT 2025. Italo Ferreira, Ian Gouveia, Deivid Silva e João Chianca foram eliminados.

Filipe Toledo foi o destaque do dia, usando o que tem de melhor em seu repertório. Toledo despachou o norte-americano Jake Marshall com um show no fim da bateria em Burleigh Heads. Com menos de sete minutos a bateria entre Filipe Toledo e Jake Marshall já tinha boas notas.

Filipinho começou com uma onda longa, a espremendo até o fim, tirando um tubo pequeno e finalizando com alley-oop. Os juízes deram 6.17 pontos. Jake não ficou muito atrás, buscou a sua direita, mandando boas manobras para também receber nota na casa dos seis pontos, 6.67.

O bicampeão mundial vai atrás de mais uma direita, dropa bem, acelera, acerta uma boa batida e a série perde parede. O desempenho rendeu a ele 3.67. Jake seguiu na estratégia e conseguiu melhorar seu somatório, com a segunda onda rendendo 5.50 pontos. Nesse momento da bateria 2 das oitavas, Toledo ficou precisando de 6.01 para a virada.

A bateria ficou morna por minutos, com Filipe voltando a pegar onda na reta final do embate. A onda tinha potencial, mas não deu parede e conseguiu 4.40 pontos.

Toledo ficou precisando de 6.01 até o final da bateria, quando ele achou a rampa ideal e voou com rotação completa e pouso perfeito. O aéreo rendeu 8.00 pontos e sacramentou a vitória. Agora Filipe encara o compatriota Yago Dora na bateria 1 das Quartas de Final Masculino.

“Isso foi emocionante para quem estava assistindo, mas não para mim”, riu Toledo. “Estava complicado hoje, abençoado por ter pego aquela rampinha. Aquela onda veio do nada. Estávamos remando e então veio uma na pequena bancada de areia. Eu pensei, talvez seja essa, talvez seja o que eu preciso. Assim que eu remei para dropar, eu vi a seção. Eu pensei, ‘oh, vou ter que tentar o aéreo de novo'”.

Yago faz dever de casa – Yago Dora eliminou mexicano Alan Cleland em momento do mar de Burleigh Heads que não era dos melhores, mas os atletas acharam boas ondas. Yago Dora foi quem começou melhor a bateria, mesmo com o duelo pouco movimentado nos primeiros 10 minutos. As duas melhores ondas do brasileiro foram 3.00 e 2.90 pontos. Alan Cleland no período tinha apenas 2.17.

Depois de um tempo sem movimentação, Cleland pega série com tamanho, executa quatro manobras e finaliza com tranquilidade. O desempenho lhe rendeu 6.00 pontos, virando a bateria. O vento aumentou no momento da bateria e as escolhas das ondas ficaram mais dificeis.

Alan acertou mais nas escolhas e achou mais uma direita, com a mesma eficiência e tirou 4.50 pontos. Nesse período, Cleland deixou Yago precisando de 7.50 para virar. Faltando sete minutos para acabar a bateria, Dora também acha uma onda com parede, manda três batidas e consegue nota 7.00, entrando no jogo.

No fim da bateria, Yago precisava de 3.50 pontos para virar e consegue depois de pegar uma onda do inside e finalizar com uma rabetada. O movimento rendeu 3.37 pontos. Logo na sequência, faltando um minuto, Yago vai atrás de outra onda, passa sessão da espuma, finaliza forte e vira com 3.73 pontos.

Alejo Muniz nas quartas  – Alejo eliminou o havaiano Barron Mamiya e está entre os oito melhores do evento australiano. Em momento diferente do mar, Alejo Muniz começou melhor o duelo contra o Barron. Mesmo com pouca movimentação no início do duelo, Alejo buscou mais ondas e tirou 2.90 pontos. Na segunda onda, Muniz melhorou o somatório com 4.50. Barron também foi atrás das suas ondas e conseguiu 3.70.

Alejo ficou na liderança por alguns minutos. Eis que Barron procura e acha uma intermediária, faz boas combinações de batidas e rasgadas, e vira em cima de Alejo com 5.00 pontos. O havaiano ficou na linha de buscar as ondas mais para o inside, dropa bem outra onda, rasga forte e finaliza forte. A onda bem surfada rendeu 6.17 pontos.

O brasileiro ficou precisando de 6.67 para virar o duelo. Faltando novo minutos para o fim, Alejo volta a ação com uma onda intermediária, consegue executar duas rasgadas e finaliza com uma batida forte na junção, rendendo 6.60 pontos, batendo na porta para a virada.

Precisando de 4.47, Alejo vai em busca de mais uma da intermediária, manda boas rasgadas, segura na sessão, a onda arma novamente e finaliza forte de novo. A onda rendeu 3.63, não conseguindo a virada.

Mas na onda seguinte, Alejo consegue a virada. O brasileiro esperou a série, dropou bem, a onda ficou bem em pé, deu uma batida, passou a sessão e espancou a junção, rendendo a ele 5.57 pontos.

Duelo brazuca – Miguel Pupo derrotou Deivid Silva em duelo das oitavas, e agora encara Julian Wilson nas quartas. DVD começou o duelo com notas baixas (2.83 e 1.33 pontos), mas suficiente para ficar no começo da bateria na liderança. E rapidamente Deivid buscou a sua terceira onda, onde executou boas manobras de backside, rendendo 4.33 pontos.

Miguel “acorda” e acha boa onda, com sequência de batidas, cutback e finalizando bem na junção. A performance o colocou na bateria, recebendo 6.83 e virando o confronto. Deivid foi em busca de melhorar o 2.83 e consegue. Em onda com tamanho, DVD encaixou as duas primeiras manobras e uma batida forte na junção, tirando 4.93 pontos e recuperando o primeiro lugar.

Deivid fugiu da marcação do Miguel, achou uma onda em outra região da bancada, lança três batidas fortes e arranca 6.00 pontos dos juízes. Com a nota de DVD, Miguel ficou precisando de 4.10 para virar. E Pupo consegue a liderança depois de tirar 4.70 pontos em boa execuções de batidas e rasgadas.

Miguel melhora a situação depois de trocar o 4.70 por 5.50 pontos depois de mandar quatro batidas em onda intermediária. A pontuação sacramentou a vitória de Pupo, que deixou DVD precisando de 6.34 para a virada.

João faz notas excelentes, mas sofre virada – Último brasileiro a entrar na fase de oitavas do dia, João Chianca foi eliminado pelo sul-africano Jordy Smith em bateria com notas altas em Burleigh Heads. Com a derrota, João termina o evento em 9º lugar.

João Chianca começou a mil a bateria contra o sul-africano Jordy Smith. Em uma excelente onda, Chumbinho jogou muita água pra cima em quatro batidas e recebeu nota 8.00 dos juízes. O local de Saquarema já disparou na liderança, somando ainda 2.40 pontos. Nessa altura, bem no inicio da bateria, Jordy ficou precisando de 7.91.

O duelo ficou morno, com nenhum dos dois atletas fazendo grandes notas. Mas minutos depois, Jordy conseguiu sua primeira nota boa, depois de achar uma onda da série, mandar água para o alto e tirar 5.17.

João também consegue achar mais uma onda, troca o 2.40 por 6.17 pontos, colocando o Smith quase em combinação, precisando de 9.00 para virar. Jordy não conseguiu a virada, mas saiu da condição de precisar de nota excelente.

Em onda com tamanho, Jordy aplica um floater, uma batida muito forte e vai para a junção e recebe 8.10 pontos dos juízes. Nesse momento, Smith baixou a nota que precisava para virar: 6.07.

No momento crítico da bateria, faltando apenas oito minutos para o fim, Jordy acha um tubo, segue na onda limpa, chuta a rabeta para finalizar e vira a bateria com 9.17 pontos. Segunda melhor nota do dia. A onda excelente de Smith complicou para Chumbinho, que ficou precisando de 9.27 para recuperar a liderança.

Restando menos de dois minutos, João também acha um tubaço, completa e finaliza. Mas os juízes entenderam que a onda não era suficiente para a virada e tira 8.10 pontos.


Miguel Pupo nas oitavas – Miguel venceu de virada o havaiano Ian Gentil na bateria 11 do Round 3. Miguel Pupo iniciou forte, logo com duas ondas, batendo forte nas direitas de Burleigh Heads, conseguindo largar na frente com 5.33 e 1.93. Liderando o embate. Na sequencia, Ian Gentil pegou uma boa da série, variou manobras e finalizou, rendendo a ele 5.50.

Faltando 17 minutos para o fim, Ian manobrou forte em mais uma série, executou mais de quatro batidas e finalizou, arrancando 4.50 pontos dos juízes e virando a bateria. Miguel também achou mais uma direita, sem muita expressão, caindo no final e tirando 3.50.

Ian conseguiu trocar o 4.50 por 4.80 e seguir na frente da bateria faltando 10 minutos para terminar. Nessa altura Pupo ficou precisando de 4.98 pontos para virar o duelo. A bateria ficou devagar nos minutos finais, o que prejudicou a estratégia de Miguel.

No fim da bateria, Ian ainda trocou o 4.80 pontos por 5.23. Miguel então ficou precisando de 5.41 para avançar. A virada veio faltando 1 minuto, depois de uma direita com tamanho, três boas manobras e finalizando bem na junção. Os juízes demoraram a dar a nota, dando um suspense, mas Miguel saiu vencedor, recebendo 5.43.

Deivid x Fioravanti no Round 3 – DVD derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em momento irregular de Burleigh Heads. A 12ª bateria do Round 3 começou elétrica. Com quatro minutos, Deivid Silva encontrou uma boa série, executa batidas firmes soltando bastante água e largando na frente com 5.67 pontos. Italiano Leonardo Fioravanti correu atrás, pegou uma onda menor, mas de boa formação e mandou quatro manobras para tirar 5.00 pontos.

Depois de alguns minutos mais devagar, Deivid segue na estratégia, pega onda limpa com parede, bate forte e recebe dos juízes 3.83. Com as duas notas de DVD, Leonardo ficou precisando de 4.51.

Faltando sete minutos para o fim da bateria, Deivid troca o 3.83 por 5.98 depois de achar uma direita na intermediária, dar três baterias lançando bastante água. Nesse momento, Fioravanti ficou precisando de 6.60 pontos.

Nos minutos finais, Leo manda um aéreo, primeiro do evento, comemora, mas não consegue a virada, tirando “apenas” 6.27.

João bem no Round 3 – João Chianca compete bem nas ondas de Burleigh Heads e vira para cima do norte-americano Cole Houshmand. Com quatro minutos de bateria, João Chianca arrancou na frente depois de pegar duas ondas menores, manobrando bem e recebendo 3.50 e 1.50 pontos dos juízes. A bateria deu uma esfriada e voltou a esquentar depois que o Cole usa a prioridade, corta o João, que já estava numa onda, manda duas boas batidas e recebe 4.00 pontos dos juízes.

Cole seguiu na pegada, achou mais uma onda e virou a bateria depois de quatro batidas, arrancando 4.93 pontos. Chianca na sequência tirou 3.10 em onda intermediária. João, então, ficou precisando de 5.43 para revirar a bateria.

O norte-americano trocou o 4.00 por 4.23 pontos e deixou João precisando de 5.66 para recuperar a liderança. Eis, então, que João voltou a pegar onda na metade do embate, aos 10 min, fez um bom drop, cavou bem, executou uma rasgada e finalizou com uma batida. A onda, além de movimentar a bateria, rendeu a João 6.00 pontos, recuperando o primeiro lugar do duelo.

Bem no final da bateria, João aumentou seu somatório ao pegar mais uma onda, mandar várias batidas e tirar 4.20 pontos. Nos segundos finais Cole consegue a virada depois de uma onda intermediária, com cinco fortes batidas e arrumar 5.50. Logo na sequência, João não bobeia, vai para mais uma da série e revira depois da buzina de conseguir 4.93 da arbitragem.

Tabu mantido entre Italo e Julian – Italo Ferreira caiu no Round 3 do Gold Coast Pro 2025. O brasileiro perdeu para australiano Julian Wilson e terminou a etapa na 17ª lugar. Ao todo foram cinco duelo (contando com do Gold Coast Pro 2025) entre os dois no Tour, com cinco vitórias de Julian.

Italo começou o duelo tentando executar um aéreo, mas acabou caindo e danificando a prancha. Ferreira teve que sair do mar para pegar um novo equipamento, e nesse tempo, cerca de 6 minutos, Julian pegou duas ondas que lhe renderam 4.67 pontos e 4.63. No retorno ao mar, Italo tentou a mesma estratégia e também caiu.

Na metade da bateria, Ferreira achou uma boa série, deu um floater, uma rasgada e três batidas, mas na caiu na finalização. A onda rendeu 3.77. Na sequência, Wilson pegou mais uma onda, mandou uma forte rasgada e finalizou bem, rendendo 6.50. Nessa altura, Italo ficou precisando de 7.40 para virar o embate.

Faltando 10 minutos para o fim, Italo deu uma reagida. Pegou uma série grande, deu três batidas e conseguiu 4.23. Julian também seguiu na pegada e arrancou 4.83 dos juízes, seguindo na liderança para vencer.

Ian Gouveia fica em 17º – Ian Gouveia não conseguiu vencer e deu adeus ao Gold Coast Pro 2025 na 17ª colocação. Ian começou forte a bateria com uma direita longa, executando cinco boas batidas. e já arrancando 6.00 dos juízes. Kanoa não fica atrás, pega uma onda com tamanho e também bate por diversas vezes e recebe 5.33.

Elétrico, Ian vai para a terceira onda do embate, manda três rasgadas lançando muita água e somando 5.20 pontos ao seu somatório. A nota deixou o japonês precisando de 5.88 para virar. Toda a movimentação rolou nos primeiro 10 minutos da bateria.

O embate ficou sem movimentação por alguns minutos. Até que Igarashi foi para uma onda com tamanho, rasga forte e finaliza bem. A combinação das duas manobras chamaram a atenção dos juiz, que deram 6.20 pontos para virar a bateria.

Kanoa jogou mais pressão em Ian logo depois de conquistar mais uma boa nota. Igarashi seguiu na estratégia, bateu forte na direita jogando muita água e recebeu 6.33 pontos. Com isso, Ian ficou precisando de 6.53 para pegar a liderança.

Com quatro minutos para o término, Ian encontra bela direita, bateu forte, passou a sessão, rasga firme e finaliza com um floater extenso. A performance deu a Ian a nota 6.67. Virando a bateria. Kanoa deu o troco em mais uma direita da série, manda duas rasgadas jogando muita água, passa a sessão e finaliza forte, revira o duelo com a nota 6.53 e decreta a vitória.

Julian Wilson avassalador – Australiano Julian Wilson passou o trator no quarto dia de disputadas do Gold Coast Pro 2025, conseguindo a maior nota (9.50 pontos).

“Isso é simplesmente incrível e realmente está além dos meus sonhos”, fala Wilson. “Sinto que estou crescendo à medida que o evento avança. Estou aqui com meus filhos e minha esposa, e estou apenas deixando as coisas fluírem, e acho que está funcionando para mim. Estou meio surpreso comigo mesmo com algumas dessas performances, e é bom fazer isso na frente dos meus filhos e da minha família”.


Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Gold Coast Pro 2025 acontece nesta sexta-feira, às 17h45 (horário de Brasília). A previsão indica que as ondas devem ficar maiores de 1,5 metro em Burleigh Heads.

Gold Coast Pro 2025
Round 3 Masculino

1 Yago Dora (BRA) 13.67 x 11.94 Edgard Groggia (BRA)

2 Alan Cleland (MEX) 13.60 x 11.17 Connor O’Leary (JAP)

3 Filipe Toledo (BRA) 17.87 x 15.33 Crosby Colapinto (EUA)

4 Jake Marshall (EUA) 14.40 x 13.83 Samuel Pupo (BRA)

5 Morgan Cibilic (AUS) 11.47 x 10.10 Ethan Ewing (AUS)

6 Seth Moniz (HAV) 12.50 x 8.26 Jackson Bunch (HAV)

7 Barron Mamiya (HAV) 10.77 x 10.66 Callum Robson (AUS)

8 Alejo Muniz (BRA) 13.47 x 10.83 Rio Waida (IDN)

9 Julian Wilson (AUS) 11.33 x 8.00 Italo Ferreira (BRA) 

10 Marco Mignot (FRA) 16.23 x 14.23 George Pittar (AUS)

11 Miguel Pupo (BRA) 10.76 x 10.73 Ian Gentil (BRA)

12 Deivid Silva (BRA) 11.60 x 11.27 Leonardo Fioravanti (ITA)

13 Jordy Smith (AFR) 13.16 x 11.23 Imaikalani deVault (HAV)

14 João Chianca (BRA) 10.93 x 10.43 Cole Houshmand (EUA)

15 Liam O’Brien (AUS) 15.97 x 13.60 Griffin Colapinto (EUA)

16 Kanoa Igarashi (JAP) 12.86 x 12.67 Ian Gouveia (BRA)
Oitavas de final 

1 Yago Dora (BRA) 10.73x 10.50 Alan Cleland (MEX)

2 Filipe Toledo (BRA) 14.17 x 12.17 Jake Marshall (EUA)

3 Morgan Cibilic (AUS) 16.93 x 13.77 Seth Moniz (HAV)

4 Alejo Muniz (BRA) 12.17 x 11.17 Barron Mamiya (HAV)

5 Julian Wilson (AUS) 18.00 x 14.96 Marco Mignot (FRA)

6 Miguel Pupo (BRA) 12.33 x 10.93 Deivid Silva (BRA)

7 Jordy Smith (AFR) 17.27 x 16.10 João Chianca (BRA)

8 Kanoa Igarashi (JAP) 17.17 x 15.54 Liam O’Brien (AUS)

Quartas de final Masculino 

1 Yago Dora (BRA) x Filipe Toledo (BRA)

2 Morgan Cibilic (AUS) x Alejo Muniz (BRA)

3 Julian Wilson (AUS) x Miguel Pupo (BRA)

4 Jordy Smith (AFR) x Kanoa Igarashi (JAP)

Quartas de final Feminino

1 Luana Silva (BRA) x Vahine Fierro (FRA)

2 Molly Picklum (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

3 Stephanie Gilmore (AUS) X Erin Brooks (CAN)

4 Isabella Nichols (AUS) x Sally Fitzgibbons (AUS)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A próxima chamada do MEO Rip Curl Pro Portugal está marcada para esta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) x Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) x Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) x Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) x Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) x Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) x Erin Brooks (CAN)

    Próxima chamada para o MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche acontece nesta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.