Margaret River Pro

Seis brazucas nas oitavas

Margaret River Pro tem as oitavas de finais definidas e seis brasileiros estão dentro.
Margaret River Pro, Austrália

Após uma maratona de 22 baterias, o Margaret River Pro definiu as oitavas de final. O mar no oeste australiano perdeu força, mas as ondas no Main Break ainda passaram dos 2,5 metros pela manhã, ficando menores na parte da tarde. Seis brasileiros se classificaram e Caio Ibelli foi um dos destaques do dia, que teve disputas simultâneas na terceira fase.

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O brasileiro competiu duas vezes nesta segunda-feira (3). Pela primeira fase, começou com 6.17, mas só garantiu a vitória no finalzinho com 7.13 pontos. Ele avançou com o australiano Ethan Ewing e Yago Dora foi pra repescagem. No round 3 Caio deu show.

O brasileiro, semifinalista na prova em 2019, encarou o francês Michel Bourez, campeão desse evento em 2014. A disputa foi a 14ª bateria da fase e, após um início fraco e depois de ter visto o adversário anotar 6.17, Caio pegou uma direita da série e quebrou. Com rasgadas alongadas e potentes, além de pancada na junção, colocou a primeira nota excelente no somatório, 8.17.

Michel geralmente não economiza energia no ataque às ondas, e agiu dessa forma mais uma vez. Com uma batida, um cutback e uma junção, que valeram 7.17, virou pra primeiro, porém Caio logo voltou a aprontar.

Quatro minutos após perder a liderança, o brazuca bateu, rasgou e explodiu a junção pra conquistar 8.87 e deixar o francês na necessidade de 9.97 pontos. Restavam mais de 15 minutos para o fim, mas Michel não conseguiu se recuperar, nem diminuir a vantagem para Caio, que venceu com o maior somatório do dia, 17.04. Nas oitavas de final, ele vai enfrentar Italo Ferreira que “atropelou” Adrian Buchan.

“Nossa, estou muito feliz. Parece um pouco de nostalgia de 2019, porque estou usando a mesma prancha e as condições do mar estão parecidas também”, disse Caio Ibelli. “Eu amo o que faço e quero mais eventos assim, com ondas de verdade. Sinto que competir em beach breaks (praias com fundo de areia) não é o meu forte. Aqui eu consigo me soltar e parece até que estou fazendo um freesurf (sessão de treinos), me divertindo bastante e bem relaxado. É uma sensação incrível surfar ondas de verdade e espero que continue assim”.

Italo on – A bateria foi a 13ª da fase 3 e teve um Italo Ferreira muito seguro e melhorando a cada minuto, e um Adrian Buchan tendo muita dificuldade para completar as ondas australianas do Main Break. O brasileiro abriu bem, com 6.50, ampliou com 7.00, e depois, novamente rasgando forte e fazendo a junção, colocou 6.70 e deixou o aussie na necessidade de 9.37 pontos.

Adrian então conseguiu pela primeira vez na disputa finalizar uma direita (5.00), porém Italo pegou a onda de trás e fez a maior nota do duelo até aquele momento (7.50), deixando o australiano precisando de 9.50. Mas faltava o golpe final e ele veio. O atual vice líder do ranking rasgou embaixo do lip, bateu e acertou a junção (8.07) para deixar o adversário tendo que, naquela altura do confronto, fazer quase um milagre para avançar, e ele não chegou nem perto (15.57).

“O vento aumentou um pouco na hora da minha bateria e ficou mais difícil de dropar, não dava pra ver direito, mas foi uma bateria com bastante ondas boas para surfar”, disse Italo Ferreira. “Eu adoro baterias assim, quando consigo surfar bastante para ir trocando as notas. Esse sistema de competição (overlapping heats) é bom quando tem bastante ondas. Minhas pranchas do Tico e Teco estão incríveis. Usei uma 6’2’’ hoje, mas todas são ótimas”.

Medina também nas oitavas – Outro brazuca que surfou bem e avançou no Margaret River Pro foi Gabriel Medina. O adversário começou melhor, mas foi só isso. O bicampeão mundial e líder do ranking venceu, sem sustos, a nona bateria da terceira fase com uma apresentação consistente e mostrando que não vai ser nenhuma espuminha que vai derrubá-lo.

O duelo entre surfistas de base goofy teve Connor O’Leary largando melhor (6.40), mas dali pra frente Medina foi ganhando ritmo, pegando ondas melhores e manobrando de forma mais consistente. O brasileiro começou com 3.67 e assumiu a liderança com 6.00, porém após a metade da bateria o australiano tomou a liderança com 5.17, mas só por alguns instantes.

 

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O brasileiro logo aumentou o ritmo e com duas batidas fortes e retas anotou 7.50 indo para a liderança. Dali pra frente Connor não arrumou mais nada, enquanto Medina ainda rasgou embaixo do lip, depois executou outras duas rasgadas, mas mais lentas na parte mais cheia da onda, e foi pra junção atacar a espuma que vinha como um trem desgovernado na direção dele. Ao longo do evento muitos caíram nesse momento, mas Medina segurou o tranco, finalizou a manobra e comemorou. A nota 7.47 “fechou o caixão” do aussie. O adversário de Medina nas oitavas é o havaiano Seth Moniz.

“Estou usando a mesma prancha de ontem e ela está ótima, bem rápida. Até tive que reduzir um pouco no botton turn, mas é muito legal ter uma prancha assim, bem progressiva, sem momentos lentos, pois fico mais confiante”, contou Gabriel Medina. “Estou me sentindo bem e é muito legal ter boas ondas e várias oportunidades para surfar. O jet-ski ajuda muito também e só precisamos nos preocupar em escolher as ondas certas. Agora é seguir passo a passo, bateria por bateria, porque todo mundo no circuito é difícil de enfrentar, então vou manter meu foco”.

Abusado nas curvas – As vitórias brasileiras na terceira fase começaram com Peterson Crisanto, que não tomou conhecimento de Owen Wright. O brasileiro abusou das curvas e fez boas junções para vencer o australiano com autoridade.

Peterson começou com 7.83, pontuação conquistada com três manobras, sendo duas rasgadas alongadas e um layback na junção. A outra nota do somatório, 6.90, foi parecida, também com três manobras. O australiano tentou ser bem radical e atacar as ondas com verticalidade, mas perdeu precisando de 8.26. Peterson agora vai ter uma dura batalha. Ele enfrenta John John Florence nas oitavas de final.

 

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“Eu gosto quando o mar está grande assim, porque consigo mostrar o meu surfe, ainda mais contra o Owen (Wright) que é um ótimo competidor”, disse Peterson Crisanto, que falou sobre o confronto com o havaiano na primeira oitava de final. “Ele (John John) está no topo aqui, mas vou dar o meu melhor. Gosto do surfe dele e muito também do Andy Irons (in memoriam), que pra mim foi um dos melhores surfistas que já vi. Eu tento me espelhar nele e venho treinando bastante para manter um alto nível de desempenho nas baterias”.

Favorito? – Para muitos ele é o surfista a ser batido no Margaret River Pro e ele segue dando motivos para isso. John John Florence voltou a fazer uma boa apresentação na etapa do mundial no oeste da Austrália, marcou outra nota excelente com curvas impressionantes e avançou.

Quando a terceira fase masculina começou, as ondas no Main Break já não tinham o tamanho do início do dia, mas ainda assim algumas séries passavam dos 2 metros e o havaiano manteve um nível de surfe muito alto.

Seu adversário, o italiano Leonardo Fioravanti, largou na frente com 8.67 após trabalhar forte numa direita do início ao fim, porém John John não se abateu e partiu pra cima. Começou a cravar a borda da sua prancha nas águas australianas, arrancou 7.67 dos juízes, depois 7.33 e na sequência 8.37, numa direita que ele começou com um layback impressionante, seguido de outras fortes manobras. Leonardo ficou mais de 30 minutos esperando uma onda, viu John John se distanciar e quando tentou dar o troco já era tarde e acabou eliminado.

Filipe e Jadson – Os outros dois brasileiros que estão na fase dos 16 melhores do evento são Filipe Toledo e Jadson André. Filipinho superou o conterrâneo Miguel Pupo na bateria que fechou a segunda-feira (3) de disputas.

Filipe começou arrasador com 8.33, depois de executar manobras de borda fortes e velozes. Miguel ainda tentou encostar com 6.50, mas o caminho foi ficando mais difícil a cada onda surfada pelo seu adversário.

Semifinalista neste evento em 2017, Filipe estava confiante no duelo e arriscava nas manobras, tentando inverter ao máximo a prancha. Ele errou em alguns momentos, mas ainda assim conseguia acertar algumas que já eram suficientes para ir trocando notas no somatório. Nos segundos finais veio outra onda completa e boa, que valeu 7.17 e a vitória pelo placar de 15.50 a 11.33.

A batalha de Jadson foi contra Yago Dora, que entrou na água três vezes nesta segunda-feira. Pela primeira fase terminou em último, mas na repescagem chegou a anotar 8.50 e avançou em segundo lugar, atrás do australiano Jack Robinson.

Pela fase três, Yago e Jadson estavam muito parecidos na escolha das ondas e nas notas. Os dois foram pra esquerda incialmente, quando a bateria ainda não tinha prioridade, e depois focaram nas direitas.

Yago ficou na frente durante grande parte da bateria, mas Jadson virou quando restavam dez minutos para o término. Yago ainda tentou reverter o resultado e chegou muito perto, quando nos segundos finais conquistou 5.47 quando precisava de 5.73 pontos.

Baixas brasileiras – Além de Yago e Miguel, o Brasil perdeu ainda Deivid Silva, Alex Ribeiro e Adriano de Souza nesta segunda-feira, os três na terceira fase. Depois de cair para a repescagem e conseguir avançar, Deivid voltou a conseguir bons ataques na junção, porém as manobras iniciais nas ondas não agradaram tanto os juízes e a melhor nota que ele conseguiu foi 6.00 pontos.

O adversário, o norte-americano Griffin Colapinto, conseguiu duas ondas na casa dos 7 pontos (7.90 e 7.77) com curvas poderosas e manobras de impacto nas junções e deixou o brazuca na necessidade de quase uma nota máxima (9.67) para reverter o resultado.

Alex também teve que superar a repescagem nesta segunda-feira, mas caiu na fase seguinte. A disputa foi parelha entre ele e Jordy Smith, e o brasileiro perdeu por apenas 0,03. O sul-africano ficou na frente, mas sem se distanciar, então o brazuca encostou e perto do fim quase virou. Os dois trocaram notas e elas só foram divulgadas após o término do confronto. Jordy conquistou 7.00 e Alex 6.77 e o placar final ficou 12.67 a 12.64 para o surfista da África do Sul.

Já Adriano surfou bem, mas não fez uma boa escolha de ondas e viu Frederico Morais se distanciar com 7.71 e 5.93 pontos. Perto do fim Adriano pegou sua melhor onda (6.70), fez uma boa rasgada, com uma curva fechada e na pressão, deu uma batida, mas agarrou um pouco no lip e quando voltou a onda já estava fechando. Mas o português ainda pegou a de trás e foi ainda melhor, ampliando a diferença e confirmando a vitória com mais 7.33 pontos.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Margaret River Pro acontece nesta segunda-feira (3), às 20h (de Brasília). Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

A previsão indica que as ondas vão diminuir e devem quebrar com algo em torno de 1 metro com vento terral.

Margaret River Pro 2021
Primeira fase Masculina
Baterias realizadas no domingo (2)

1 Seth Moniz (HAV) 11.43, Kanoa Igarashi (JAP) 10.83, Alex Ribeiro (BRA) 6.00
2 Filipe Toledo (BRA) 11.50, Peterson Crisanto (BRA) 10.10, Connor O’Leary (AUS) 8.36
3 John John Florence (HAV) 17.50, Michel Bourez (FRA) 12.00, Mikey Wright (AUS) 7.50
4 Jordy Smith (AFR) 11.27, Jadson André (BRA) 7.83, Reef Heazlewood (AUS) 7.10
5 Jacob Wilcox (AUS) 15.30, Italo Ferreira (BRA) 13.76, Jack Robinson (AUS) 13.43
6 Gabriel Medina (BRA) 13.93, Adriano de Souza (BRA) 10.07, Cyrus Cox (AUS) 7.17
7 Matthew McGillivray (AFR) 17.33, Wade Carmichael (AUS) 9.60, Conner Coffin (EUA) 6.76
8 Griffin Colapinto (EUA) 13.94, Leonardo Fioravanti (ITA) 12.06, Jack Freestone (AUS) 11.84
9 Ryan Callinan (AUS) 14.46, Adrian Buchan (AUS) 7.57, Morgan Cibilic (AUS) 4.93
10 Julian Wilson (AUS) 13.07, Miguel Pupo (BRA) 11.60, Frederico Morais (POR) 7.93

Baterias realizadas nesta segunda-feira (3)
11 Owen Wright (AUS) 15.00, Jeremy Flores (FRA) 11.77, Deivid Silva (BRA) 10.00
12 Caio Ibelli (BRA)13.30, Ethan Ewing (AUS) 12.63, Yago Dora (BRA) 11.50

Repescagem Masculina

1 Conner Coffin (EUA)14.00, Alex Ribeiro (BRA) 9.94, Cyrus Cox (AUS) 6.87
2 Deivid Silva (BRA) 13.03,Frederico Morais (POR) 12.43, Reef Heazlewood (AUS) 10.77
3 Jack Robinson (AUS) 14.17, Yago Dora (BRA) 13.00, Mikey Wright (AUS) 12.06
4 Morgan Cibilic (AUS) 14.74, Connor O’Leary (AUS) 14.43, Jack Freestone (AUS) 11.16

Round 3 Masculino

1 John John Florence (HAV) 16.04 x 11.00 Leonardo Fioravanti (ITA)
2 Peterson Crisanto (BRA) 14.76 x 12.60 Owen Wright (AUS)
3 Griffin Colapinto (EUA) 15.67 x 10.40 Deivid Silva (BRA)
4 Jeremy Flores (FRA) 17.00 x 16.50 Jack Robinson (AUS)
5 Jordy Smith (AFR) 12.67 x 12.64 Alex Ribeiro (BRA)
6 Julian Wilson (AUS) 12.67 x 10.46 Wade Carmichael (AUS)
7 Ryan Callinan (AUS) 15.00 x 8.80 Ethan Ewing (AUS)
8 Frederico Morais (POR) 14.50 x 12.30 Adriano de Souza (BRA)
9 Gabriel Medina (BRA) 14.97 x 11.57 Connor O’Leary (AUS)
10 Seth Moniz (HAV) 15.03 x 14.84 Morgan Cibilic (AUS)
11 Matthew McGillivray (AFR) 14.06 x 11.83 Conner Coffin (EUA)
12 Kanoa Igarashi (JAP) 14.76 x 14.33 Jacob Willcox (AUS)
13 Italo Ferreira (BRA) 15.57 x 10.50 Adrian Buchan (AUS)
14 Caio Ibelli (BRA) 17.04 x 13.24 Michel Bourez (FRA)
15 Jadson André (BRA) 10.90 x 10.64 Yago Dora (BRA)
16 Filipe Toledo (BRA) 15.50 x 11.33 Miguel Pupo (BRA)
Oitavas de final

1 John John Florence (HAV) x Peterson Crisanto (BRA)
2 Griffin Colapinto (EUA) x Jeremy Flores (FRA)
3 Jordy Smith (AFR) x Julian Wilson (AUS)
4 Ryan Callinan (AUS) x Frederico Morais (POR)
5 Gabriel Medina (BRA) x Seth Moniz (HAV)
6 Matthew McGillivray (AFR) x Kanoa Igarashi (JAP)
7 Italo Ferreira (BRA)Caio Ibelli (BRA)
Jadson André (BRA) Filipe Toledo (BRA)
Primeira fase Feminina
1 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.77, Macy Callaghan (AUS) 10.84, Keely Andrew (AUS) 8.67
2 Amuro Tsuzuki (JAP) 11.56, Caroline Marks (EUA) 11.33, Malia Manuel (HAV) 8.77
3 Carissa Moore (HAV) 13.66, Nikki Van Dijk (AUS) 7.43, Willow Hardy (AUS) 6.43
4 Brisa Hennessy (COS) 11.00, Isabella Nichols (AUS) 7.93, Stephanie Gilmore (AUS) 7.13
5 Sally Fitzgibbons (AUS) 12.10, Tyler Wright (AUS) 11.50, Sage Erickson (EUA) 6.96
6 Johanne Defay (FRA) 12.10, Bronte Macaulay (AUS) 8.33 ,Courtney Conlogue (EUA) 7.33

Repescagem Feminina

1 Stephanie Gilmore (AUS), Malia Manuel (HAV) e Willow Hardy (AUS)
2 Courtney Conlogue (EUA), Keely Andrew (AUS) e Sage Erickson (EUA)

Ranking depois de três etapas
Masculino
1 Gabriel Medina (BRA) 25.600 pontos
2 Italo Ferreira (BRA) 19.405
3 John John Florence (HAV) 14.650
4 Kanoa Igarashi (JPN) 12.810
4 Conner Coffin (EUA) 12.810
6 Morgan Cibilic (AUS) 12.160
7 Jordy Smith (AFR) 11.385
8 Filipe Toledo (BRA) 10.735
8 Griffin Colapinto (EUA) 10.735
8 Frederico Morais (PRT) 10.735
11 Yago Dora (BRA) 9.395 pontos
13 Caio Ibelli (BRA) 7.970
15 Deivid Silva (BRA) 7.405
18 Jadson André (BRA) 6.905
20 Adriano de Souza (BRA) 6.340
22 Peterson Crisanto (BRA) 5.980
22 Miguel Pupo (BRA) 5.980
32 Alex Ribeiro (BRA) 2.925
Feminino

1 Carissa Moore (HAV) 23.885 pontos
2 Caroline Marks (EUA) 18.695
3 Tatiana Weston-Webb (BRA) 16.495
4 Tyler Wright (AUS) 15.220
5 Stephanie Gilmore (AUS) 14.235
6 Sally Fitzgibbons (AUS) 13.440
6 Courtney Conlogue (EUA) 13.440
8 Johanne Defay (FRA) 12.100
9 Keely Andrew (AUS) 11.875
10 Isabella Nichols (AUS) 11.455)

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.