Margaret River Pro 2025

Oito brasileiros avançam

João Chianca faz bonito na estreia do Margaret River Pro 2025 e avança com mais sete brasileiros na etapa do Oeste da Austrália. Três caem para repescagem.
Margaret River Pro 2025, Main Break, Austrália

O Margaret River Pro 2025 começou neste sábado (17) em boas ondas no Oeste da Austrália e com muita tensão. A etapa marca o corte da WSL e depois dela somente 22 homens e 10 mulheres seguem com o sonho vivo de título mundial na temporada. Oito brasileiros avançaram e três caíram para a repescagem. João Chianca foi o destaque do Brasil e o segundo melhor de todas as 18 disputas realizadas no dia. Baterias de 30 minutos foram realizadas em ondas que chegaram a 2,5 metros pela manhã, caindo para até 2 metro a tarde. O vento terral soprou forte até o nono confronto e depois deu lugar ao lateral.

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João Chianca chegou na etapa em 22º lugar no ranking e tem sua vaga na elite ameaçada. Ele estreou na quarta bateria junto do australiano Mikey McDonagh e do sul-africano Jordy Smith. Mikey e João surfaram aos quatro minutos. O australiano largou com 5.50 e o brasileiro chegou no critério excelente com 8.83 pontos. A atuação do brazuca teve rasgada e um poderoso layback numa junção pesada. João disparou na frente aos oito minutos. Com quatro ataques ele adicionou 6.43 ao somatório. Jordy estreou no evento na mesma série e com duas rasgadas e uma batida conquistou 6.50 pontos.

João trocou 6.43 por 6.73 na metade do confronto e Mikey conquistou 3.17 em sua segunda atuação na bateria. Jordy respondeu aos 18 minutos com rasgada e batida que valeram 6.37 e a segunda posição. O australiano não conseguiu reagir e o brasileiro voltou a trocar nota a seis minutos do fim. João executou um layback e uma batida para colocar mais 7.17 no somatório e confirmar a vitória.

“É um bom dia no Oeste”, comenta João. “Feliz por estar de volta e tudo parece bem, mas realmente não tenho muito a dizer porque o trabalho ainda não acabou. Então é isso, apenas empolgado. Sempre é divertido quando conseguimos extrair o melhor dos outros surfistas e o Mikey (McDonagh) estava com fogo como um convidado, então, sim, parabéns para ele”, finalizou o brasileiro comentando sobre a disputa de remada que perdeu para o australiano.


Líder também vence – O dono da camisa amarela de líder do ranking também estreou com vitória no Margaret River Pro 2025. Italo Ferreira competiu contra dois australianos, começou ativo, trocou de prancha, subiu o nível e garantiu vaga na terceira fase da etapa. George Pittar ficou em segundo lugar e Jacob Willcox em terceiro.

Italo ficou ativo na bateria e surfou três ondas antes dos adversários entrarem e ação. Ele abriu com 0.50, depois anotou 3.17 e aos cinco minutos conquistou 4.83 pontos. O brasileiro trocou de prancha na sequência. George estreou em seguida com 4.33 pontos. Jacob não foi bem na primeira onda. Ele errou o segundo ataque (2.43). George cresceu no duelo aos nove minutos com duas rasgadas e uma batida que valeram 6.00 pontos.

O brasileiro assumiu a liderança aos dez minutos com rasgada e potente ataque à junção. A performance valeu 7.33 pontos. Em último, Jacob seguiu ativo, porém continuava errando manobras e não passava da casa de dois pontos nas atuações.

Poucas ondas apareceram nos últimos dois terços da bateria. Italo só voltou a atuar no último minuto, trocou 4.83 por 6.77 e confirmou a vitória. Ele avançou com George para a terceira fase.


Ian vence duelo brasileiro – A esperada bateria só de brasileiros da primeira fase do Margaret River Pro 2025 terminou com vitória de Ian Gouveia. A briga pela segunda vaga pegou fogo e no final ficou com Miguel Pupo. Alejo Muniz terminou na terceira posição e caiu para repescagem.

Os surfistas entraram em ação nos três minutos iniciais e Ian começou melhor. Os três fizeram quatro ataques em suas atuações e ele abriu com a nota 7.00, contra 6.00 de Miguel e 5.67 pontos de Alejo.

Ian mexeu no somatório com 0.50 e aos 12 minutos trocou a nota por 3.50 pontos. Na sequência Alejo ficou em pé na prancha, mas logo desistiu da direita e Miguel caiu no segundo ataque para anotar 2.00 pontos. Ele permaneceu em segundo lugar.

Aos 16 minutos Ian voltou a surfar sem a primeira prioridade. Ele rasgou e bateu na junção para ampliar a vantagem com a nota 4.67 pontos. Alejo saiu da última posição aos 18 minutos. Ele usou o direito de escolha de onda, rasgou e bateu duas vezes, e conquistou 5.07 pontos. Miguel passou a buscar 4.74 para evitar a repescagem.

Miguel voltou para o segundo lugar a oito minutos do término. Com dois ataques ele anotou 5.23 pontos. Alejo passou a precisar de 5.57 para avançar. Ian também acertou duas manobras e disparou na frente com mais 6.23 pontos. Miguel necessitava de 7.23 para vencer o duelo.

Alejo reagiu perto do fim com 5.77 pontos, mas Miguel respondeu rapidamente com 7.13 para terminar em segundo lugar e avançar com Ian para o Round 3. Alejo caiu para a repescagem. Miguel chegou na etapa na 9ª posição no ranking, Alejo na 16ª e Ian em 29º.


Luana começa forte – A outra vitória brasileira no dia aconteceu no feminino. Luana Silva fez boa estreia no evento e avançou às oitavas de final com as duas maiores notas do confronto. Bateria aconteceu em ondas com formação prejudicada pelo vento lateral e com até 2 metros nas maiores e demoradas séries.

A brasileira estreou na bateria aos cinco minutos. Ela executou duas rasgadas e uma batida para largar com forte com 6.50 pontos. Isabella 4.33 no somatória com ataque à junção. A performance aconteceu aos 11 minutos. Logo depois Luana remou numa onda, não entrou e perdeu a prioridade. Sally ficou com o direito de escolha e surfou na sequência, mas sua terceira atuação também não chegou na casa de 1 ponto.

Aos 14 minutos a brasileira disparou na frente do placar. Luana usou muito bem a prioridade com três ataques marcou 7.27 pontos. Quatro minutos depois as três atletas atuaram numa série. Sally acertou três manobras e entrou no jogo com 6.10 pontos. Isabella rasgou e caiu na batida para inserir 3.00 no placar e a brasileira só teve espaço para uma manobra até a onda fechar (3.50). Sally seguiu em último após a divulgação das notas.

Sally ficou ativa em busca de 1.23 que precisava para assumir o segundo lugar e avançar. A sete minutos do fim ela caiu no primeiro ataque. Dois minutos depois ela achou uma seção aberta e bateu para anotar 2.10 pontos. Isabella foi rápida na resposta e com uma rasgada reassumiu a posição com 3.90 pontos.

As australianas atuaram no minuto final. Sally executou um layback próximo da junção. Ela precisava de 2.13 e anotou 2.57 para pegar o segundo lugar. Isabella dropou a cinco segundos do término, rasgou ocupando grande área da direita e depois bateu. Ela buscava 4.35 para avançar e a anotou 4.57 pontos.

Filipe abre evento – Filipe Toledo deu o primeiro passo na busca pelo segundo título no Margaret River Pro. Campeão do evento australiano em 2021, o brasileiro competiu na primeira bateria da etapa e avançou em segundo lugar. O aussie Connor O’Leary venceu e o havaiano Imaikalani deVault caiu para a repescagem.

Imaikalani abriu a disputa aos dois minutos com rasgada e layback que valeram 5.17 pontos. Filipe atuou na sequência, mas errou a primeira manobra (rasgada). Connor largou com 3.83, nota conquistada com forte batida vertical. O brasileiro voltou a surfar aos oito minutos e com duas rasgadas colocou 5.83 no somatório para assumir a liderança da bateria. O havaiano respondeu no minuto seguinte e voltou para o primeiro lugar. Imaikalani rasgou e bateu duas vezes na direita do Main Break para conquistar 6.50 pontos.

Connor reagiu aos 14 minutos com rasgada e batida. A nota foi 7.00 pontos. No minuto seguinte foi a vez de Filipe atuar. O brasileiro também usou a prioridade, rasgou duas vezes e atingiu a junção. Ele comemorou atuação que valeu a primeira nota no critério excelente do evento, 8.00 pontos, e a liderança da disputa.

A bateria seguiu intensa e aos 18 minutos Connor e Imaikalani entraram em ação. O havaiano rasgou duas vezes e bateu para anotar 5.60 pontos. O australiano executou três pancadas, conquistou 8.50 e pulou da última para a primeira posição. Filipe não demorou para responder. O brasileiro executou três rasgadas e uma batida na junção. Ele precisava de 7.51 para liderar e anotou 7.10 pontos.

O havaiano tentou a virada a três minutos do fim. Ele usou a prioridade e executou quatro ataques. Imaikalani precisava de 8.60 e anotou 7.93 pontos. Connor ainda teve tempo de surfar mais uma vez, trocou 7.00 por 7.30 e confirmou a vitória. Filipe ficou em segundo lugar e avançou junto como australiano para o Round 3.

Yago também garantido no Round 3 – Yago Dora estreou na sétima etapa do CT na temporada contra dois australianos, ficou em segundo lugar e evitou a repescagem. O vice-líder do ranking demorou a surfar na bateria, mas começou bem e garantiu uma vaga na terceira fase do Margaret River Pro 2025. Liam O’Brien venceu e Winter Vincent, convidado para a etapa, caiu para o primeiro round eliminatório do evento.

As primeiras atuações da bateria aconteceram aos sete minutos. Liam (2.00) e Winter (3.00) largaram com notas baixas. Liam voltou a atuar dois minutos depois. O aussie rasgou e executou um layback para conquistar 5.67 pontos. O australiano pegou outra direita aos 12 minutos e com dois ataques colocou outra nota na casa dos cinco pontos no somatório (5.00).

O bicho pegou perto dos dez minutos finais. Winter rasgou e bateu duas vezes para anotar 5.63 pontos. Yago estreou no confronto com três pancadas verticais para colocar 7.50 no somatório. Liam rasgou e bateu. A atuação valeu 7.33 pontos. O brasileiro saiu da última posição a oito minutos do término. Ele usou a prioridade numa direta menor e com quatro manobras colocou 4.53 no placar para assumir o segundo lugar.

Liam disparou na frente a sete minutos do fim. O australiano executou três batidas e chegou no critério excelente com 8.00 pontos. Yago trocou nota e garantiu o segundo lugar. Winter não conseguiu reagir e caiu para a repescagem.


Samuel começa bem – Samuel Pupo deu o primeiro passo para evitar o corte da WSL. O brasileiro estreou no Margaret River Pro 2025 com duas notas no critério excelente e avançou em segundo lugar na oitava bateria da etapa. O norte-americano Cole Houshmand venceu o duelo e o havaiano Barron Mamiya caiu para a repescagem.

A bateria de 30 minutos aconteceu neste sábado em ondas com cerca de 2,5 metros nas séries. Samuel e Cole abriram a disputa com notas no critério excelente. O brasileiro executou três ataques para conquistar 8.00 e o norte-americano acertou quatro manobras para colocar 8.50 no somatório. Cole mexeu no placar novamente aos dez minutos com rasgada e batida que valeram 6.00 pontos. Barron pegou sua primeira direita na bateria na mesma série. Ele acertou duas manobras e caiu da prancha na terceira para largar com 5.43 pontos.

Samuel colocou outra nota no critério excelente aos 12 minutos. O brazuca rasgou e bateu três vezes para conquistar 8.23 pontos. Cole respondeu na mesma série com duas batidas. A performance valeu 7.93 e a liderança. Barron ensaiou uma reação na sequência, mas anotou 5.83 e seguiu na necessidade de 16.23 para evitar a repescagem.

Cole e Samuel ainda tiveram tempo de descartar notas na casa dos sete pontos. Barron não conseguiu sair da necessidade de duas ondas para reverter o resultado e caiu para a repescagem. O norte-americano venceu e avançou com Samuel para o Round 3 do Margaret River Pro 2025. O brasileiro chegou na etapa ocupando a 29ª posição no ranking.


Edgard e Deivid na repescagem – Além de Alejo, Edgard Groggia e Deivid Silva também caíram para a repescagem. Edgard ficou em último lugar na terceira bateria do evento australiano e jogará todas suas fichas na primeira fase eliminatória da etapa. O japonês Kanoa Igarashi venceu o confronto e avançou com o mexicano Alan Cleland (2º).

Os três atletas surfaram no início da disputa e cada um executou três ataques em suas atuações. O brasileiro anotou 5.17, Alan 7.50 e Kanoa 7.43 pontos. O japonês voltou a mexer no placar aos sete minutos. Ele acertou um layback, duas rasgadas e uma batida para conquistar 5.50 e assumir a liderança. O mexicano tomou a primeira posição do japonês dois minutos depois. Alan acertou quatro manobras e abriu vantagem com 6.67 pontos.

Edgard tentou responder aos 11 minutos, mas os dois ataques valeram 4.60 pontos, nota que não alterou sua situação no confronto. O brasileiro precisava de 7.76 para evitar a repescagem.

O placar voltou a ser alterado perto do minuto final. Kanoa trocou 5.50 por 6.83 pontos, assumiu a liderança e venceu a disputa. Alan avançou em segundo lugar. Edgard também mexeu no somatório em sua última atuação, mas ficou longe de sair do terceiro lugar. Ele caiu para a repescagem. Edgard precisa de ótimo resultado para se manter na elite após o Margaret River Pro 2025. O brasileiro ocupa a 34ª posição no ranking.

A estreia de Deivid Silva não foi boa. O brasileiro chegou na sétima etapa do CT na temporada em situação crítica no ranking, ficou em último lugar na 11ª bateria e caiu para a repescagem.

O indonésio Rio Waida abriu a disputa aos três minutos com duas rasgadas e uma batida. A nota foi 4.83 pontos. A segunda atuação aconteceu apenas aos 11 minutos. Deivid e Rio atuaram na mesma série. O brasileiro conquistou 3.00 e o indonésio 3.50 pontos.

A série com as maiores ondas do duelo surgiu a oito minutos do fim. Joel atuou pela primeira vez na bateria e executou uma rasgada curta, além de uma batida para largar com 4.33 pontos. Deivid rasgou e caiu na tentativa de uma pancada para marcar 3.20 e se manter em segundo lugar. Dois minutos depois o brasileiro fez quatro ataques numa direita pequena. Deivid colocou mais 4.13 no somatório e deixou Joel na busca de 3.00 para evitar a repescagem.

O australiano jogou o brasileiro para o terceiro lugar a dois minutos do término. Joel executou quatro ataques numa série não muito grande, conquistou 4.83 e pulou da última para a primeira posição. Nenhuma outra onda foi surfada na disputa e Deivid caiu para a repescagem. O brasileiro chegou na etapa em 25º lugar no ranking.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Margaret River Pro 2025 acontece neste sábado, às 20h15 (de Brasília). A previsão indica onda com cerca de 1 metro e séries maiores. O dia pode não ter disputas, assim como o terceiro dia da janela, que deve ter direitas de até 1 metro. O bicho deve pegar a partir da terça-feira (20), segunda no Brasil devido ao fuso horário (19). O Oeste da Austrália deve bombar durante três dias seguidos e as séries podem passar dos 5 metros em alguns momentos.

Margaret River Pro 2025
Round 1 Masculino

1 Connor O’Leary (JPN) 15.80 x Filipe Toledo (BRA) 15.10 x Imaikalani de Vault (HAV) 14.43

2 Matthew McGillivray (AFR) 14.33 x Ethan Ewing (AUS) 13.77 x Ryan Callinan (AUS) 13.10

3 Kanoa Igarashi (JPN) 14.26 x Alan Cleland (MEX) 14.17 x Edgard Groggia (BRA) 9.80

4 João Chianca (BRA) 16.00 x Jordy Smith (AFR) 12.87 x Mikey McDonagh (AUS) 11.47

5 Liam O’Brien (AUS) 15.33 x Yago Dora (BRA) 12.73 x Winter Vincent (AUS) 9.40

6 Italo Ferreira (BRA) 14.10 x George Pittar (AUS) 10.33 x Jacob Willcox (AUS) 5.00

7 Jack Robinson (AUS) 15.56 x Marco Mignot (FRA) 12.36 x lan Gentil (HAV) 11.33

8 Cole Houshmand (EUA) 16.43 x Samuel Pupo (BRA) 16.23 x Barron Mamiya (HAV) 11.26

9 lan Gouveia (BRA) 13.23 x Miguel Pupo (BRA) 13.13 x Alejo Muniz (BRA) 11.44

10 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.07 x Griffin Colapinto (EUA) 11.80 x Crosby Colapinto (EUA) 9.63

11 Joel Vaughan (AUS) 9.16 x Rio Waida (IND) 8.33 x Deivid Silva (BRA) 7.33

12 Jake Marshall (EUA) 14.90 x Jackson Bunch (HAV) 13.53 x Seth Moniz (HAV) 10.34

Repescagem

1 Barron Mamiya (HAV) x Ryan Callinan (AUS) x Jacob Willcox (AUS)

2 Seth Moniz (HAV) x Imaikalani deVault (HAV) x Winter Vincent (AUS)

3 Alejo Muniz (BRA) x Ian Gentil (HAV) x Mikey McDonagh (AUS)

4 Deivid Silva (BRA) x Crosby Colapinto (EUA) x Edgard Groggia (BRA)
Round 1 Feminino

1 Sawyer Lindblad (EUA) 11.00 x Molly Picklum (AUS) 10.20 x Nadia Erostarbe (ESP) 7.90

2 Bronte Macaulay (AUS) 13.13 x Caitlin Simmers (EUA) 12.33 x Lakey Peterson (EUA) 9.03

3 Gabriela Bryan (HAV) 15.00 x Vahine Fierro (FRA) 14.83 x Willow Hardy (AUS) 8.66

4 Luana Silva (BRA) 13.77 x Isabella Nichols (AUS) 8.90 x Sally Fitzgibbons (AUS)8.67

5 Tyler Wright (AUS) 11.37 x Brisa Hennessy (CRI) 10.64 x Erin Brooks (CAN) 8.00

6 Caroline Marks (EUA) 12.50 x Bella Kenworthy (EUA) 9.60 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.34

Repescagem

1 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Sally Fitzgibbons (AUS) x Willow Hardy (AUS)

2 Erin Brooks (CAN) x Lakey Peterson (EUA) x Nadia Erostarbe (ESP)

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    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.