MEO Pro Portugal

Samuel joga duro

Samuel Pupo vence Kanoa Igarashi de virada com o maior somatório do domingo (12) no MEO Pro Portugal. Além dele, outros quatro brasileiro já estão garantidos nas oitavas.
MEO Pro Portugal 2023, Supertubos, Peniche

Samuel Pupo foi o cara do domingo (12) no MEO Pro Portugal. O brasileiro ficou em situação complicada na bateria quando adversário marcou uma nota no critério excelente, mas seguiu na luta, virou e avançou paras as oitavas de final. Além dele outros quatro brasileiro também estão na fase dos 16 melhores. A bateria de Gabriel Medina é uma das duas da terceira fase que restam ser realizadas.

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Só os homens competiram no dia de ondas grandes e irregulares em Supertubos, chegando a 12 pés nas maiores séries pela manhã. A repescagem e 14 dos 16 confrontos do Round 3 foram disputados.

Samuel participou da oitava bateria da terceira fase e eliminou Kanoa Igarashi. Aos nove minutos de disputa ele e o japonês entraram em ação nas direitas. O brasileiro executou três rasgadas e uma batida na junção para anotar 5.33 pontos. Kanoa surfou um bom tubo e marcou 8.00. Pouco depois o japonês colocou mais 5.23 no somatório, após rasgar forte de frontside.

Kanoa voltou a trocar de nota, dessa vez com manobras numa esquerda que valeram 5.27 pontos. Com isso ele deixou Samuel na procura de uma onda que valesse no mínimo 8.53. O brasileiro começou a reação com 6.40. Ele consegui a nota executando duas rasgadas fortes, além de uma batida. Samuel ainda caiu no ataque à junção. Dali pra frente ele passou a buscar 6.88 para garantir vaga nas oitavas de final.

Samuel foi pra virada quando restavam seis minutos. Sem a prioridade, ele rasgou e bateu forte numa direita grande. Com 7.23 pontos o brasileiro assumiu a liderança e deixou Kanoa buscando 5.63. O japonês usou a prioridade numa onda pequena, que não ofereceu boas seções para manobras, e não teve mais tempo para alterar o resultado. O próximo adversário de Samuel é o havaiano Ian Gentil.

“Eu fiquei falando pra mim mesmo: não vou perder essa bateria de jeito nenhum”, disse Samuel Pupo, que precisa de bons resultados para se livrar do corte na elite no meio da temporada. “Precisei ter muita garra para passar por isso. Eu sabia o que tinha que fazer, mas mentalmente exigia muito de mim. Estou feliz que deu tudo certo, mas foi muito difícil”.


Caio venceu duas vezes no dia – O primeiro brasileiro a competir no dia foi Caio Ibelli. Ele abriu a repescagem ao lado do francês Tiago Carrique, líder do QS europeu, e do norte-americano Kolohe Andino. O brazuca surfou o melhor tubo e venceu o duelo.

Tiago abriu a disputa no primeiro minuto. Ele botou pra dentro de uma direita, de backside. O surfista não ficou fundo, mas saiu e marcou 3.17 pontos. Caio logo deu o troco. Tiago botou pra dentro de uma direita aos 11 minutos, mas o brasileiro usou a prioridade, entrou na onda, pegou a parte final do tubo e atacou a junção. A nota foi 5.67 pontos. Caio saiu da água logo depois para trocar de prancha.

Dali pra frente nenhuma nota superior as já marcadas foram conquistadas pelos surfistas. Pior para o norte-americano Kolohe Andino, que terminou em último e foi eliminado.

Caio no Round 3 – Caio e o costa-riquenho Carlos Muñoz abriram o Round 3 masculino do MEO Pro Portugal. Eles começaram a bateria com estratégias diferentes. Caio Ibelli ficou mais ativo, enquanto Muñoz optou por ser seletivo na escolha das onda. Em sete minutos o brasileiro havia surfado duas direitas. Na primeira caiu no drop, e na segunda não conseguiu sair do tubo.

Ainda antes dos dez minutos, Caio acertou uma forte batida de backside e fez uma rasgada sem muita expressão. Ele marcou 4.00 pontos. Dez minutos depois o brasileiro voltou a atacar o lip da esquerda, e anotou 3.17. Muñoz remou numa onda, não foi e perdeu a prioridade, mas logo na sequência entrou em ação pela primeira vez na bateria. Ele executou uma batida com reverse na junção espumada. A performance valeu 3.63.

O brasileiro deu show na metade do confronto de 40 minutos. Caio botou pra dentro de uma direita, andou lá dentro, sumiu, e, quando tudo parecia perdido, levantou a galera na praia ao sair do tubo. Ele conquistou 8.67 pontos. O atual quinto colocado no ranking continuou ativo, e aos 27 minutos executou uma rasgada, além de uma batida de frontside para dificultar ainda mais o caminho do adversário. Com mais 4.90 pontos, Caio deixou Muñoz na necessidade de 9.94 para seguir vivo no MEO Pro Portugal.

O costa-riquenho até conseguiu diminuir a diferença com 4.67 pontos, entretanto ainda precisava de uma nota no critério excelente (8.90) pra vencer a bateria. O tempo terminou e Caio saiu da água vitorioso. O adversário dele nas oitavas é o australiano Connor O’Leary.

“O mar estava enorme de manhã, então era apenas tentar sobreviver e se divertir fazendo isso”, disse Caio Ibelli. “Agora a tarde está muito mais manejável, porém as condições ainda estão bem pesadas com ondas muito grandes. Era menos gerenciamento de riscos e mais sobre como atacar as ondas, então foi mais uma bateria divertida também”.


Chianca também passa duas fases – O segundo brasileiro a competir no domingo foi João Chianca. O atual terceiro colocado no ranking passou por dentro dos canudos e ainda manobrou de borda para vencer a bateria 3 da repescagem.

O brazuca achou uma onda pequena, mas aberta, e executou três manobras bem definidas de frontside (duas rasgadas e uma batida na junção). A performance valeu 6.17 pontos. O havaiano Seth Moniz surfou na sequência, e com duas batidas de backside marcou 4.33. Cinco minutos depois João pegou um tubo rápido pra direita e adicionou 4.33 ao somatório.

O surfista do Havaí, Ezekiel Lau, surfou uma onda fraca e passou a esperar por melhores oportunidades. Seth marcou mais 3.50 pontos e deixou seu conterrâneo na necessidade de 5.33 para garantir vaga na terceira fase. Ezekiel fez duas tentativas nos minutos finais, mas sofreu uma vaca numa delas, e na outra não completou um tubo pra direita. João ainda encontrou um bom tubo pra direita, marcou a maior nota da disputa (6.83) e confirmou a vitória.

Chianca despacha Slater – A quarta bateria do Round 3 teve João Chianca e Kelly Slater na água. O maior nome do surfe de todos os tempos ficou mais ativo na primeira metade do duelo de 40 minutos. Ele surfou quatro ondas e teve como melhor nota 3.50 pontos, conquistada com uma batida e um floater numa esquerda.

João atuou logo no início, porém a nota foi muito baixa (0.27), então ele optou por esperar por boas oportunidades. O brasileiro voltou a surfar aos 16 minutos. Ele pegou um tubo curto, depois bateu, rasgou e executou uma pancada na junção. Com a nota 6.17 pontos ele assumiu a liderança.

A bateria ficou morna até os 28 minutos, quando João pegou um tubo e na saída bateu forte e reto, mas caiu. Com mais 6.07 pontos ele deixou o norte-americano na necessidade de 8.74 para reverter o placar.

Kelly tentou reagir quando restavam cinco minutos. Ele botou pra dentro da direita de Supertubos e encontrou a saída. A nota 7.33 diminuiu a diferença entre os surfistas no placar, mas João deu o troco rápido e também trocou de nota. O brasileiro voltou a atuar de frontisde, passou por dento e anotou 6.37. Kelly passou a precisar de 5.21, porém o tempo chegou ao fim e as posições não foram alteradas. O oponente de João nas oitavas é o australiano Ethan Ewing.

“O Kelly (Slater) é um surfista e uma pessoa incrível e foi uma honra disputar uma bateria com ele”, destacou João Chianca. “Eu fiz uma boa bateria hoje de manhã, então estava apenas tentando canalizar isso e esquecer todo o resto, pois tinha muita coisa acontecendo. Quando faltava 1 minuto pro término da bateria, eu sabia que o Kelly poderia vencer a qualquer momento. Mas, a torcida estava incrível, gritando meu nome, eram muitos brasileiros e isso aumenta a pressão, mas uma pressão boa. Foi muito bom viver tudo isso hoje”.

Medina supera repescagem – Outro brasileiro que superou a repescagem foi Gabriel Medina. O tricampeão mundial achou o caminho dos canudos e garantiu vaga no Round 3. Bateria teve nota máxima conquistada pelo australiano Callum Robson.

Gabriel Medina abriu a última bateria da repescagem do MEO Pro Portugal logo no início com um tubo, uma batida forte, uma leve rasgada e outra pancada. A atuação valeu 7.33 pontos. Na sequência Callum botou pra dentro de uma esquerda, mas caiu. Já o francês Maxime Huscenot surfou um canudo pra direita perto da metade da bateria de 35 minutos. A nota foi 7.77.

Medina ficou ativo na disputa, até surfar um tubo pra direita quando restavam oito minutos para o fim. A performance valeu 5.83 pontos. Callum não estava bem, mas aos 30 minutos ele remou numa direita da série, fez um drope difícil, botou no trilho do tubo e saiu junto com a baforada. A excelente atuação valeu 10 pontos e ele pulou para o segundo lugar.

Maxime passou a necessitar de 4.47 pontos para pegar a segunda posição de Callum. O francês segurou a prioridade, mas não conseguiu mais nenhuma onda e acabou eliminado do MEO Pro Portugal. Gabriel Medina venceu e foi com Callum pra terceira fase. O australiano já competiu no round e venceu o conterrâneo Liam O’Brian. A bateria de Gabriel Medina na fase, contra Seth Moniz, ficou para o próximo dia de disputas.


Italo e Yago – Italo Ferreira e Yago Dora competiram nas duas últimas baterias do dia, avançaram e se enfrentarão nas oitavas de final do MEO Pro Portugal. Na penúltima disputa, a de número 13 do round, Italo enfrentou Michael Rodrigues. Enquanto Italo ficou muito ativo, Michael passou quase toda a disputa tentando fazer boas escolhas, porém surfou apenas quatro ondas, todas ruins.

A primeira nota mais consistente foi marcada aos 23 minutos da bateria de 40. Italo vibrou após surfar um tubo, rasgar e bater na junção de uma esquerda. A performance valeu 5.67 pontos. Oito minutos depois ele fez algumas curvas, sendo a segunda manobra a melhor (rasgada) e colocou 3.57 no somatório. Michael tinha três notas, a maior 1.83, e precisava de 7.41 para vencer.

Michael não mudou a estratégia, seguiu criterioso na escolha das ondas, e ainda viu Italo bater forte de backside para aumentar a diferença no placar com 5.27 pontos. Michael não conseguir reagir e acabou eliminado do MEO Pro Portugal na 17ª posição.

Yago fechou o dia com vitória sobre Matthew McGillivray. O brasileiro marcou duas notas na casa dos quatro pontos (4.33 e 4.43) nos dez minutos iniciais. O sul-africano necessitava de 7.73 pra vencer, e aos 25 minutos executou duas manobras de frontside para anotar 5.33.

O brasileiro respondeu ao ataque do sul-africano aos 27 minutos. Yago surfou de backside, bateu, rasgou e atacou a junção. A atuação valeu 6.50 pontos e deixou Matthew correndo atrás de 5.61.

O sul-africano ainda teve três chances para reverter o resultado. A última aconteceu perto do minuto final. Matthew fez duas manobras fortes e chegou muito perto com 5.37 pontos.

Derrotas brasileiras – Filipe Toledo e Miguel Pupo foram as baixas brasileiras no dia. O campeão mundial de 2022 e atual vice-líder do ranking não entrou em sintonia com Supertubos, e perdeu para o francês Joan Duru na quinta bateria do Round 3. Com a derrota Filipe se despediu da competição com o 17º lugar.

Três dos quatro terços da bateria foram fracos de ondas. Apenas uma atuação foi interessante. O francês Joan Duru achou um tubo de backside pra direita e anotou 6.17 pontos, aos 19 minutos. Filipinho tinha três ondas surfadas e duas notas na casa dos dois pontos (2.33 e 2.27).

A bateria entrou nos dez minutos finais com o brasileiro na necessidade de 5.68 pontos para vencer. Joan piorou a situação de Filipe ao marcar 4.67. O brazuca passou a precisar de 8.51. O brazuca entrou em ação quando restavam sete minutos. Filipe fez três ataques de frontside, marcou 3.50 e passou a correr atrás de 7.34 para vencer. Ele ainda teve tempo de surfar uma onda, porém ela não ofereceu boas oportunidades e ele se despediu da competição. Filipe saiu da água quando ainda restava um minuto para o fim.

Ian Gentil não deu chances para Miguel Pupo na sétima bateria do Round 3. Enquanto o brasileiro não achou ondas boas nas complicadas condições para o surfe em Supertubos, o havaiano se conectou com o pico português e venceu com ampla vantagem no placar.

O havaiano começou intenso com duas batidas fortes de frontside que valeram 7.17 pontos. Ian colocou mais 4.00 no somatório aos 26 minutos. Ele bateu forte numa direita e deixou Miguel na necessidade de 9.97. O brasileiro diminuiu um pouco a distância com 2.67, mas o havaiano ainda melhorou sua situação no duelo e venceu por 11.20 a 3.94.

Próxima chamada – A próxima chamada para o MEO Pro Portugal acontece nesta segunda-feira (13), às 3h50 (de Brasília), para um possível início às 4h02. A previsão indica ondas de 8 a 10 pés pela manhã, aumentando para até 12 durante a tarde. O vento esperado é um maral. Condições melhores para o surfe em Supertubos são aguardadas para terça (14) e quarta-feira (15).

MEO Pro Portugal 2023
Round 2 Masculino (Repescagem)

1 Caio Ibelli (BRA) 7.57 x Tiago Carrique (FRA) 4.57 x Kolohe Andino (EUA) 4.33

2 Kanoa Igarashi (JAP) 11.00 x Kelly Slater (EUA) 6.20 x Frederico Morais (POR) 5.46

3 João Chianca (BRA) 13.00 x Seth Moniz (HAV) 7.83 x Ezekiel Lau (HAV) 3.43

4 Gabriel Medina (BRA) 13.16 x Callum Robson (AUS) 12.50 x Maxime Huscenot (FRA) 7.77

Round 3

1 Caio Ibelli (BRA) 13.57 x 8.30 Carlos Muñoz (CRI)

2 Connor O’Leary (AUS) 7.17 x 5.33 Nat Young (EUA)

3 Ethan Ewing (AUS) 12.33 x 11.43 Jake Marshall (EUA)

4 João Chianca (BRA) 12.54 x 10.83 Kelly Slater (EUA)

5 Joan Duru (FRA) 10.84 x 6.17 Filipe Toledo (BRA)

6 Callum Robson (AUS) 6.73 x 6.50 Liam O’Brien (AUS)

7 Ian Gentil (HAV) 11.20 x 3.94 Miguel Pupo (BRA)

8 Samuel Pupo (BRA) 14.40 x 13.27 Kanoa Igarashi (JAP)

9 Jack Robinson (AUS) 10.93 x 5.93 Tiago Carrique (FRA)

10 Ryan Callinan (AUS) 11.10 x 10.07 Jordy Smith (AFR)

11 Barron Mamiya (HAV) 12.17 x 9.40 Leonardo Fioravanti (ITA)

12 Rio Waida (IDN) 9.30 x 9.17 John John Florence (HAV)

13 Italo Ferreira (BRA) 10.94 x 3.73 Michael Rodrigues (BRA)

14 Yago Dora (BRA) 10.93 x 10.70 Matthew McGillivray (AFR)

15 Gabriel Medina (BRA) x Seth Moniz (HAV)

16 Griffin Colapinto (EUA) x Jackson Baker (AUS)

Oitavas de final

1 Caio Ibelli (BRA) x Connor O’Leary (AUS)

2 Ethan Ewing (AUS) x João Chianca (BRA)

3 Joan Duru (FRA) x Callum Robson (AUS)

4 Ian Gentil (HAV) x Samuel Pupo (BRA)

5 Jack Robinson (AUS) x Ryan Callinan (AUS)

6 Barron Mamiya (HAV) x Rio Waida (IDN)

7 Italo Ferreira (BRA) x Yago Dora (BRA)
Round 3 Feminino

1 Molly Picklum (AUS) x Isabella Nichols (AUS)

2 Tatiana Weston-Webb (BRA) x Teresa Bonvalot (POR)

3 Stephanie Gilmore (AUS) x Sally Fitzgibbons (AUS)

4 Gabriela Bryan (HAV) x Courtney Conlogue (EUA)

5 Carissa Moore (HAV) x Yolanda Hopkins (POR)

6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x

7 Caroline Marks (EUA) x Caitlin Simmers (EUA)

8 Brisa Hennessy (CRI) x Sophie McCulloch (AUS)

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    O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.