Open J-Bay

Filipe é tricampeão em Jeffreys

Filipe Toledo derrota Ethan Ewing na decisão com direito a nota 9.93 pontos e vence pela terceira fez o Open J-Bay. Brasileiro conquista 10.000 pontos e amplia vantagem na liderança do ranking.
Open J-Bay 2023, Jeffreys Bay, África do Sul

O resultado do Open J-Bay nos anos de 2017 e 2018 se repetiu em 2023. Filipe Toledo venceu três baterias nesta quarta-feira (19), todas com nota no critério excelente, sendo duas na decisão, e faturou o tricampeonato da etapa do CT realizada na África do Sul. Com os 10.000 pontos conquistados ele abre ainda mais vantagem na liderança do ranking. O brasileiro sai da África do Sul já garantido no WSL Finals, assim como Ethan Ewing, vice no evento. Gabriel Medina (3º) e Yago Dora (5º) também competiram no último dia da competição.

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As finais do Open J-Bay foram realizadas em ondas lisas de 1 a 1,5 metro. As direitas foram diminuindo com o passar das horas e as séries ficaram cada vez mais demoradas. As baterias das quartas tiveram 35 minutos de duração. Já na semi foram 40 e na final 45.

O primeiro a surfar na decisão foi Ethan. Aos cinco minutos o australiano executou quatro manobras e largou com 5.67 pontos. Filipe atuou aos 13. O brasileiro subiu o nível e chegou no critério excelente. O atual campeão mundial dropou e bateu pra ganhar a seção. Na sequência ele executou outra pancada, depois rasgou, bateu pra frente, fez um cutback e agrediu o lip duas vezes seguidas passando a rabeta por cima da crista. A performance valeu 8.83.

Depois de algumas atuações sem destaque dos dois surfistas, Filipinho mostrou mais uma vez como surfar em alto nível a direita de Jeffreys Bay. O brasileiro rasgou com amplitude, executou um snap forte, seguido de uma batida passando as quilhas por cima do lip, depois rasgou invertendo a direção da prancha e ainda fez um forte ataque à junção. Três dos cinco juízes deram 10 e ele ficou com a nota 9.93 pontos. A atuação deixou o australiano em situação complicada na bateria, precisando de duas ondas que dessem no mínimo 18.76 pontos. Ethan até chegou a trocar de nota, mas não melhorou sua situação e perdeu pelo placar de 18.76 a 12.60.

Com a vitória Filipe sai da África do Sul na liderança do ranking, com 54.980 pontos, já classificado para o WSL Finals e para as Olimpíadas de Paris 2024. Ethan subiu da terceira para a segunda posição e também está garantido no evento de Paris e na etapa que definirá os campeões mundiais da temporada.

“Eu sinto que, hoje em dia, disputar as Olimpíadas é o auge do nosso esporte também”, disse Filipe. “Ganhar um título mundial é uma sensação indescritível, mas ser um atleta olímpico é muito especial e vou fazer de tudo para representar bem o meu país, minha família e tentar ganhar mais uma medalha para o Brasil”.

“J-Bay ocupa um lugar muito grande no meu coração”, confessou Filipinho. “Eu adoro a vibe daqui, as pessoas e, especialmente, essas ondas incríveis. Eu lesionei o joelho no Brasil e achava que nem ia conseguir surfar nesse evento, mas deu tudo certo e agradeço muito a minha equipe, minha família e toda glória a Deus. Chegar no Taiti com a lycra amarela e já classificado para o WSL Finals, é muito especial e farei de tudo para ir para Trestles em primeiro lugar, que será muito importante para tentar mais um título mundial”.

Caminho até a final – Filipe precisou vencer duas baterias para chegar na decisão do Open J-Bay. Ele competiu pela quartas de final contra Jack Robinson e venceu pela primeira vez na carreira o australiano numa disputa homem a homem na elite.

Jack começou ativo e em dois minutos surfou duas ondas. A primeira foi fraca, mas na segunda ele executou três manobras para largar com 6.17 pontos. Filipe também começou com uma direita ruim, porém aos cinco minutos ele aproveitou uma série. O brasileiro fez oito manobras. Na atuação ele variou rasgadas e batidas, sendo a de finalização uma que ele jogou a rabeta por cima do lip. O australiano também atuou na mesma série e executou cinco ataques. Filipinho voltou a marcar 9.63 no Open J-Bay, e Jack colocou 7.83 no somatório.

Os dois voltaram a surfar aos 29 minutos. Filipe não tinha a prioridade e pegou a primeira onda da série. Ele ficou um pouco preso no lip no primeiro ataque, depois rasgou, desenhou um cutback e esperou a parede da onda levantar. Na sequência ele executou duas rasgadas e um floater. Jack veio na direita seguinte e fez boa apresentação. O aussie executou duas rasgadas e duas batidas. O brasileiro marcou 5.67 e foi pra liderança. Jack passou a precisar de 7.48 para reassumir o primeiro posto e conquistou 7.23.

Sem a prioridade, Filipe passou a tentar trocar sua menor nota (5.67). A primeira tentativa aconteceu numa onda ruim, mas na segunda ele encontrou várias seções para manobras. O brazuca distribuiu rasgadas estilosas e fortes, além de batidas potentes em seis ataques para anotar 6.70 e aumentar a diferença para 8.51 pontos.

Jack seguiu sentado no pico na espera de uma série, porém ela não apareceu e ele foi eliminado. Essa foi a terceira bateria homem a homem entre os dois em etapas do CT, e a primeira vitória do brasileiro.

Filipe x Kanoa – Na semifinal o brasileiro mostrou habilidade em encontrar oportunidades num mar de poucas ondas, e também muito surfe no pé para fabricar pontuações altas. Autor de uma nota no critério excelente logo no início da disputa, Kanoa Igarashi sentou no pico esperando por outra onda boa e viu o brasileiro crescer no duelo e sair da água vitorioso.

A bateria começou com Kanoa conquistando 8.00 pontos. O japonês rasgou duas vezes, depois bateu, fez outra curva, um layback e outra pancada. Depois de uma atuação fraca, Filipe voltou a surfar, ainda no início da disputa. O brasileiro rasgou, bateu pra ganhar a seção, acertou outra batida, porém perdeu um pouco do equilibrou e pulou da prancha quando viu que não chegaria na seção seguinte. A nota foi 4.83.

Filipe fez cinco ataques aos 13 minutos. O brasileiro achou a onda num momento que não tinha a prioridade, executou três snaps e duas batidas para assumir a liderança com 6.83 pontos. Três minutos depois ele voltou a surfar. Filipinho rasgou, bateu e caiu num reverse. O placar não foi alterado.

Com uma nota no critério excelente no somatório, Kanoa precisava de pouco (3.66) para reassumir o primeiro posto. O japonês então decidiu continuar com o direito de escolha de onda e esperar por uma boa série. Enquanto Kanoa ficava sentado no pico, Filipe seguia buscando melhorar sua pontuação.

Filipinho chegou no critério excelente aos 30 minutos. O brazuca dropou e fez uma curva em direção a espuma, depois bateu e acelerou. Após passar uma seção, ele chegou na parece aberta e radicalizou com um layback poderoso, e logo após ele ainda acertou uma pancada chutando a rabeta. A performance valeu 850 pontos e ele finalmente se distanciou do adversário placar. Kanoa passou a necessitar de 7.34 para vencer.

Nos minutos finais o japonês tentou acordar, mas as duas ondas que surfou não chegaram perto da nota que precisava e ele acabou eliminado.


O caminho de Ethan – Ethan eliminou um conterrâneo e um brasileiro no caminho até a final. O australiano chegou na semi após passar por Connor O’Leary. Connor, que chegou na metade do duelo precisando de 8.00 pontos, levou um duro golpe aos 21 minutos. Naquele momento Ethan usou a prioridade e executou três manobras. Ele começou a apresentação com uma rasgada invertendo totalmente a direção da prancha, depois linkou um floater com uma batida. A performance valeu 7.83 e dessa forma ele deixou o adversário precisando de duas ondas que somassem no mínimo 14.33 pontos.

Connor até conseguiu diminuir o prejuízo com 5.87, mas Ethan voltou a trocar de nota (6.77) e venceu pelo placar de 14.60 s 9.87. Com a derrota Connor terminou o Open J-Bay em quinto lugar.


Medina para na semi – Na semifinal não deu para Gabriel Medina. Ethan soube aproveitar melhor as poucas oportunidades nos 40 minutos de disputa e venceu pelo placar de 13.50 a 12.04 pontos.

O duelo aconteceu em séries demorada de até 1 metro no pico sul-africano de Jeffreys Bay. Ethan marcou 7.50 pontos logo aos quatro minutos de bateria. Ele rasgou forte, executou um snap, uma rasgada e um layback expressivo. Medina, que tinha uma nota fraca, atuou três minutos depois. O campeão da etapa em 2019 bateu, fez um floater, uma rasgada curta, uma batida e caiu na tentativa de outra pancada. A atuação valeu 5.17.

O australiano ampliou a vantagem aos 13 minutos. Ethan rasgou com força, fez um snap e subiu no lip com um floater. Com a performance ele conquistou a nota 6.00 e deixou Medina na necessidade de 8.33 pontos para chegar na decisão do Open J-Bay. O brasileiro ameaçou uma reação aos 24 minutos. Ele bateu forte, passou uma seção com um floater, fez uma batida pra frente, rasgou e executou outra pancada. A performance valeu 6.87 e Medina passou a necessitar de 6.64 para assumir a liderança.

Uma outra série apareceu na Baía de Jeffreys após 14 minutos de flat. Ethan usou a prioridade na primeira onda, mas não trocou de nota. O brasileiro entrou na segunda direita, mas caiu na tentativa de um aéreo após executar duas manobras. Fim de bateria e vitória de Ethan pelo placar de 13.50 a 12.04 pontos.

“Este lugar é superespecial para mim”, disse Ethan Ewing. “A primeira vez que vim para cá, já senti uma conexão incrível aqui e tive uma ótima semana com meu pai junto comigo dessa vez. Fazer finais consecutivas é muito legal, mas o Filipe (Toledo) é muito bom nessas ondas. Para mim, ele é o melhor surfista do mundo hoje, então desejo bom trabalho para ele e bom trabalho para as meninas também, que foram super inspiradoras”.


Medina nas quartas – Medina superou o havaiano Ian Gentil na bateria de abertura das quartas. Os dois começaram acelerados e logo surfaram ondas longas. Medina executou nove manobras e Ian fez cinco. Os dois largaram com 6.50 pontos. O brasileiro usou a prioridade numa direita ruim aos sete minutos. Ian surfou na mesma série. O havaiano começou a apresentação com uma batida e depois acelerou. Quando chegou numa seção mais limpa ele rasgou, depois fez uma curva curta, rasgou com amplitude e bateu na junção. A nota foi 5.17.

O brasileiro também seguiu ativo na disputa e rapidamente voltou a atuar. Medina rasgou, subiu no lip duas vezes pra ganhar seções, depois bateu, rasgou novamente e fechou a atuação com outra pancada. Ele precisava de 5.17 para assumir a liderança e marcou 7.00 pontos. Ian passou a necessitar de uma nota igual para vencer.

Uma série entrou na Baía de Jeffreys aos 15 minutos e Ian usou a prioridade. O havaiano bateu, executou um snap, acertou outra pancada e caiu no ataque seguinte. Medina surfou na sequência. A onda foi menor e espumada. O brasileiro acertou um floater e surfou um tubo. Ele saiu e entrou em outro canudo, mas não achou a saída. Ian recebeu 5.43 e não alterou sua situação confronto. Medina não trocou de nota (3.33).

Ian segurou a prioridade até os 26 minutos. O havaiano entrou numa direita pequena que não ofereceu muita área e ele não conseguiu trocar de nota. Dois minutos depois Medina achou uma direita um pouco maior. Ele usou o direito de escolha e fez a onda, porém também não melhorou seu somatório (5.13).

Nenhuma outra série entrou até o final. Os dois até voltaram a atuar, porém em ondas muito pequenas que não alteraram o resultado. Ian ainda tentou um Alley Oop, mas não acertou. Ian terminou em quinto lugar no Open J-Bay.


Yago termina em quinto – Yago Dora foi o outro brasileiro que competiu no dia. Ele caiu nas quartas de final. O brasileiro competiu na última bateria da fase contra Kanoa Igarashi, japonês que soube aproveitar as ondas no início para vencer um duelo de poucas oportunidades.

Kanoa deu um gás no começo e nos cinco minutos iniciais marcou 5.33 e 6.67 pontos. A sua melhor atuação teve duas rasgadas e um snap. Ele ainda errou uma batida. Yago surfou duas ondas e tinha 2.33 como maior nota.

O mar ficou calmo até os 23 minutos, quando Yago usou a prioridade. A direita não foi boa e ele só conseguiu espaço para uma rasgada e um floater. O brasileiro marcou 2.93 pontos e passou a precisar de 9.07 para chegar na semifinal.

Yago ameaçou entrar numa onda aos 27 minutos, mas Kanoa usou a prioridade e bloqueou o brasileiro. O japonês fez três manobras, nenhum muito expressiva, e abandonou a direita. Ele não trocou de nota. O brasileiro surfou três minutos depois. Yago rasgou e teve que acelerar para passar duas seções. Na sequência ele rasgou e bateu. Com a nota 4.17 ele diminuiu o prejuízo para 7.83 pontos. Cada um dos surfista ainda surfou uma onda no minutos finais, mas o placar não foi alterado.

Próxima etapa – A próxima etapa e última da fase classificatória do CT 2023 acontece nas esquerdas de Teahupoo, Taiti, entre os dias 11 e 20 de agosto.

Open J-Bay 2023
Final Masculina
Filipe Toledo (BRA) 18.76 x 12.60 Ethan Ewing (AUS)

Semifinais

1 Ethan Ewing (AUS) 13.50 x 12.04 Gabriel Medina (BRA)

2 Filipe Toledo (BRA) 15.33 x 10.50 Kanoa Igarashi (JAP)

Quartas de final

1 Gabriel Medina (BRA) 13.50 x 11.93 Ian Gentil (HAV)

2 Ethan Ewing (AUS) 14.60 x 9.87 Connor O’Leary (AUS)

3 Filipe Toledo (BRA) 16.33 x 15.06 Jack Robinson (AUS)

4 Kanoa Igarashi (JAP) 12.00 x 7.10 Yago Dora (BRA)
Final Feminina

Lakey Peterson (EUA) 14.77 x 13.50 Molly Picklum (AUS)

Semifinais

1 Lakey Peterson (EUA) 11.47 x 10.00 Tyler Wright (AUS)

2 Molly Picklum (AUS) 10.00 x 9.40 Carissa Moore (HAV)

Quartas de final

1 Tyler Wright (AUS) 12.93 x 12.60 Gabriela Bryan (HAV)

2 Lakey Peterson (EUA) 14.50 x 7.50 Caroline Marks (EUA)

3 Carissa Moore (HAV) 14.50 x 8.50 Sarah Baum (AFR)

4 Molly Picklum (AUS) 15.67 x 15.10 Stephanie Gilmore (AUS)

Ranking Masculino do CT 2023 após a etapa de Jeffreys Bay
1 Filipe Toledo (BRA) 54.980

2 Ethan Ewing (AUS) 47.815

3 Griffin Colapinto (EUA) 47.540

4 João Chianca (BRA) 42.960
5 Yago Dora (BRA) 36.865
6 Gabriel Medina (BRA) 35.440

7 John John Florence (HAV) 34.290

8 Jack Robinson (AUS) 33.950

9 Leonardo Fioravanti (ITA) 31.900

10 Ryan Callinan (AUS) 31.815

11 Connor O’Leary (AUS) 29.705

12 Italo Ferreira (BRA) 28.485

13 Kanoa Igarshi (JAP) 26.770

14 Barron Mamiya (HAV) 24.865

15 Ian Gentil (HAV) 24.780

16 Jordy Smith (AFR) 24.005

17 Caio Ibelli (BRA) 22.790

17 Liam O’Brien (AUS) 22.790

19 Matthew McGillivray (AFR) 21.450

20 Callum Robson (AUS) 21.365

21 Rio Waida (IDN) 18.960

22 Seth Moniz (HAV) 17.535

23 Kelly Slater (EUA) 13.555

Ranking Feminino do CT 2023 após a etapa de Jeffreys Bay

1 Carissa Moore (HAV) 54.745

2 Tyler Wright (AUS) 55.980

3 Caroline Marks (EUA) 49.870

4 Molly Picklum (AUS) 49.325

5 Caitlin Simmers (EUA) 41.270

6 Lakey Peterson (EUA) 38.150

7 Stephanie Gilmore (AUS) 36.370

8 Tatiana Weston-Webb (BRA) 34.235

9 Gabriela Bryan (HAV) 32.895

10 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 30.760

11 Johanne Defay (FRA) 18.320

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    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.