Pro Bells Beach 2024

Medina acelera na Austrália

Tricampeão mundial Gabriel Medina passa de fase com maior nota e maior somatório do primeiro dia do Pro Bells Beach 2024.
Pro Bells Beach 2024, Victoria, Austrália

A WSL começou o Pro Bells Beach 2024 nesta terça-feira (26/3), realizou 22 baterias de duas fases masculinas e uma feminina e o grande nome foi Gabriel Medina. O tricampeão mundial iniciou a busca pelo seu primeiro título de vencedor da etapa australiana com a maior nota e o maior somatório do dia. Além dele, outros 5 brasileiros avançaram na categoria masculina. Deivid Silva foi eliminado. Entre as mulheres, Luana Silva venceu e garantiu lugar nas oitavas de final, enquanto Tatiana Weston-Webb está na repescagem. Competição foi realizada em altas ondas acima de 2 metros, porém as condições pioraram ainda durante a manhã no país da Oceania com a entrada do vento maral.

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Medina competiu na 10ª bateria do evento contra o australiano Liam O’Brien e o norte-americano Cole Houshmand. Liam foi o primeiro a atuar. O aussie largou com um layback forte, depois rasgou e foi até o inside para acertar uma batida. A nota foi 6.50 pontos. Logo depois, aos 4 minutos, o brasileiro estreou no evento. Medina fez uma série de manobras, sendo três batidas verticais as de destaque. A atuação valeu 8.00 pontos. Liam voltou a surfar dois minutos depois. O surfista fez boa apresentação e colocou mais 7.50 no placar.

O brazuca usou a prioridade aos 17 minutos para assumir a liderança. Medina executou 4 ataques bem definidos e potentes. Ele precisava de 6.14 e conquistou 9.33 pontos, a maior nota da etapa até o momento. O tempo passou, nenhum atleta mexeu no placar e Medina avançou para o Round 3 com o maior somatório da prova, 17.33 pontos. Liam (2º) também está garantido na fase. Cole (3º) caiu para repescagem. O surfista dos Estados Unidos já competiu pelo Round 2 e avançou ao ficar em segundo lugar.

“Tinha altas ondas, a prancha tá animal e fico feliz de estar aproveitando cada onda, cada momento”, disse Gabriel Medina, na descontraída entrevista ao Instagram do People On Tour. “Só a sensação de estar em cima da prancha ali, tá animal. Parece até uma viagem, mas fazia tempo que eu não tinha esse prazer de surfar. Acho que com prancha boa, com as coisas tudo andando, faz esse momento, então aproveitar ao máximo, bateria por bateria e tem mais já já né. Vamo embora e estar feliz ajuda, é a cereja no bolo”.


Mais vitórias brasileiras – As outras vitórias brasileiras na primeira fase masculina foram conquistadas por Miguel Pupo e Yago Dora. Miguel foi o primeiro brazuca a participar do Pro Bells Beach 2024. O atleta conquistou a maior nota do segundo duelo e confirmou sua participação no Round 3 da etapa. O havaiano Barron Mamiya avançou em segundo lugar e Deivid Silva caiu para a repescagem.

Barron surfou as primeiras duas ondas da disputa antes dos 5 minutos iniciais. A melhor foi a primeira, quando ele fez quatro ataques de frontside, sendo o primeiro e o último, duas batidas, os melhores. A performance valeu 4.17 pontos. Miguel entrou em ação aos 6 minutos. O brasileiro fez uma boa escolha. A direita era da série e ofereceu mais seções íngremes para manobras fortes. O atleta abriu a performance com um cutback, depois foi na crista e voou com ela para a base da onda. Na sequência o surfista escalou espuma, executou outro cutback e bateu embaixo do lip da junção. Miguel largou com 6.67 pontos.

Os três atletas atuaram na sequência, mas cometerem erros. Deivid estreou no evento com a nota 0.50. Barron (3.57) e Miguel (3.43) até começaram bem suas performances, porém o havaiano falhou numa batida e o brasileiro se atrapalhou durante uma cavada numa parede espumada.

Deivid tentou se manter vivo na bateria após uma segunda onda fraca. Perto da metade do confronto de 30 minutos ele bateu forte duas vezes numa direita intermediária para adicionar 3.40 ao placar. Com a nota ele passou a buscar 4.34 para pegar o segundo lugar de Barron.

A bateria seguiu morna, com pouca ação e sem mudança no somatório. Deivid ainda tentou os 4.34 pontos que precisava a 3 minutos do fim. A direita não era da série e os ataques foram feitos apenas no inside (rasgada e batida). Ele conquistou 3.63, não saiu da terceira posição e caiu para a repescagem. Miguel (1º) e Barron (2º) avançaram para a terceira fase.

“Estou feliz de ver Bells assim com altas ondas e eu queria pegar mais na minha bateria”, disse Miguel Pupo. “Tinham muitas ondas que vinham varrendo tudo, eu fiquei procurando aquelas com mais parede e consegui uma, que foi suficiente para vencer. No início da bateria, estávamos indo cada vez mais pra dentro do pico e o Barron pegou a primeira onda, que não foi boa. Eu me aproveitei disso e na primeira que eu peguei, já consegui uma nota boa. Depois, só surfei mais uma fraca, mas consegui vencer. Esse evento é muito legal e estou feliz de estar aqui competindo, fazendo o que eu amo”.


Dobradinha brasileira – A primeira e única dobradinha brasileira no Pro Bells Beach 2024 aconteceu na 12ª disputa da primeira fase masculina. Yago Dora venceu o duelo e avançou para o Round 3 com Italo Ferreira, que ficou em segundo lugar. Frederico Morais terminou na terceira posição.

Os três pegaram ondas logo no início do confronto. Italo largou na frente com 6.00, contra 5.33 de Yago e 4.00 de Frederico. Yago foi para liderança aos 9 minutos. O brasileiro usou a prioridade, fez um floater numa seção espumada da direita e bateu chutando a rabeta por cima da crista. A atuação valeu 4.77 pontos. Aos 12 minutos o atleta voltou a ficar em pé na prancha e alterou o placar com 4.87 pontos.

Italo, Frederico e Yago voltaram a atuar, mas as notas não alteraram as posições na bateria. O confronto entrou nos 10 minutos finais com Italo na necessidade de 4.20 pontos para assumir a liderança e Frederico de 4.34 para pegar a segunda posição.

Enquanto Yago atuou, mas não trocou de nota, Frederico usou a prioridade aos 24 minutos. O português começou a apresentação com duas rasgadas, depois fez uma série de curvas curtas para entrar no inside, parte da onda mais forte onde ele rasgou e bateu. Frederico assumiu a segunda posição com 5.33 pontos. Italo tentou dar o troco antes de ouvir a nota, porém a direita foi ruim.

Italo voltou a surfar a três minutos do fim. O início e o final da onda ofereceram boas seções que o brasileiro soube aproveitar. Ele precisava de 3.33 e anotou 4.00 para avançar em segundo lugar. Yago trocou de nota no último minuto (4.90), confirmou a vitória e também garantiu vaga no Round 3. Frederico ainda foi para o tudo ou nada perto do fim, mas a onda não ofereceu boas paredes, ele não trocou de nota e caiu para a repescagem.


Samuel e Caio – Outros dois brasileiros também se classificaram para o Round 3, porém com mais dificuldade. Samuel Pupo e Caio Ibeli ficaram em último lugar em baterias válidas pela primeira fase, mas superaram a repescagem.

Jordy Smith comandou as ações na sétima disputa do Pro Bells Beach 2024. O sul-africano disparou na frente do placar com a primeira nota no critério excelente do evento, e deixou a briga pela outra vaga no Round 3 entre Ian Gentil e Caio Ibelli. O brasileiro chegou a virar pra cima do havaiano, porém a 6 minutos do fim caiu para a última posição.

Ian colocou pressão nos adversários aos 4 minutos. Jordy havia surfado pouco antes e anotado 3.83 com dois fortes ataques, porém caiu sentado na prancha logo depois. O havaiano bateu, rasgou duas vezes e fez outras duas curvas lentas esperando a onda levantar no inside, então executou um layback na junção. A performance valeu 6.33 pontos.

Caio atuou pela primeira vez aos 8 minutos. O brazuca conseguiu algumas seções fortes para bater e anotou 5.00 pontos. Jordy surfou 1 minuto depois, fez boas curvas, com pressão e linkadas uma na outra até fechar a performance com forte ataque à junção. O sul-africano disparou na frente com a primeira nota no critério excelente do Pro Bells Beach 2024, 8.17 pontos. Caio e Ian surfaram na sequência. O havaiano inseriu mais 4.67 no somatório e Caio não foi bem (0.77). O brasileiro passou a buscar 6.01 para evitar a repescagem.

Na metade do duelo de 30 minutos o havaiano usou a segunda prioridade para bloquear o brasileiro, porém a direita foi ruim. Logo depois o brazuca fez três ataques e caiu na sequência. Jordy também atuou na mesma série e executou quatro manobras, duas delas potentes. Caio assumiu a segunda posição com 6.07 e Jordy se distanciou na ponta com mais 7.67 pontos. Ian passou a buscar 4.74 para evitar a primeira fase eliminatória do evento.

Ian e Caio surfaram aos 24 minutos. O havaiano foi na frente e executou três manobras. O brasileiro pegou a direita seguinte da mesma série. Ele acertou três ataques e caiu na junção. Caio melhorou sua pontuação com a nota 5.23, porém o havaiano anotou 5.73 e pegou o segundo lugar. O brasileiro ainda tentou voar, mas não acertou a manobra e caiu para a repescagem.

Caio vence na repescagem – Caio foi para o tudo ou nada no evento na primeira bateria da repescagem. Ele competiu contra o australiano convidado para a etapa, Tully Wylie, e o havaiano Seth Moniz.

Os três entraram em ação antes dos 5 minutos iniciais. O havaiano Seth rasgou e depois foi até o inside para fechar a apresentação com uma batida. Ele começou o duelo com 4.83 pontos. Tully acertou duas batidas, e entre elas rasgou em partes mais cheias da onda, para conquistar 5.83, e Caio apresentou um repertório parecido com o do australiano para colocar 5.33 no placar.

Seth voltou a surfar aos 9 minutos. O havaiano executou uma rasgada um pouco presa, depois acertou uma limpa, travou novamente na terceira curva e bateu forte numa junção espumada. A performance valeu 5.40 pontos e a liderança. Aos 17 minutos o brasileiro bateu forte na primeira seção aberta da direita, e acertou outra pancada no inside para anotar 4.40 pontos. Ele assumiu o segundo lugar.

A bateria seguiu morna até pouco antes dos 2 minutos finais. Caio, que tinha a terceira prioridade, entrou numa direita, executou uma batida e um cutback na primeira parte da onda, e no inside bateu duas vezes. Tully entrou na onda seguinte da mesma série. O aussie abriu a apresentação com uma batida, depois executou outra pancada, rasgou e bateu novamente. Caio marcou 5.77 e assumiu a liderança. Tully anotou 5.40 e eliminou Seth da competição. O havaiano se despediu do evento em 33º lugar.

Samuel perde na primeira fase – O Pro Bells Beach 2024 não começou bem para Samuel Pupo. O brasileiro não entrou em sintonia com o pico australiano, ficou em último lugar na nona bateria e caiu para a repescagem. Samuel ficou atrás do australiano Ryan Callinan (1º) e do japonês Connor O’Leary (2º) no placar.

Ryan começou acelerado. Logo no início o australiano anotou 6.50 pontos com duas batidas, uma pra ganhar a seção e outra vertical na junção. O atleta voltou a atuar aos 9 minutos e acertou outra pancada forte. Ele caiu no segundo ataque e anotou 2.50 pontos.

Connor atuou pela primeira vez aos 10 minutos, mas depois de rasgar numa parte lenta da direita, caiu da prancha quando foi para uma batida reta (2.00). Samuel fez sua estreia no confronto aos 17 minutos, mas errou um layback em seu primeiro movimento agressivo.

O australiano e o japonês atuaram aos 18 minutos e fizeram bons trabalhos, com alguns ataques verticais. Ryan abriu vantagem com a nota 7.17 e Connor se distanciou do brasileiro no placar com 5.83 pontos.

Samuel tentou entrar na briga aos 21 minutos. O brasileiro executou boa rasgada, depois um cutback, outra curva com pressão e mais duas batidas. Ele precisava de 7.06 para assumir o segundo lugar e anotou 4.33 pontos. Connor respondeu rapidamente, e com 4 manobras conquistou 5.83 para complicar um pouco mais o caminho do brasileiro, que passou a necessitar de 7.33 para avançar na etapa.

Connor e Ryan ainda surfaram antes do fim, mas não trocaram de nota. Já o brasileiro não teve mais chances e caiu para a repescagem.

Samuel avança em segundo e Deivid fica pelo caminho – Dois brasileiros participaram da terceira bateria da repescagem masculina do Pro Bells Beach. Um avançou e o outro foi eliminado. Frederico Morais venceu o confronto e garantiu vaga na terceira fase. Samuel Pupo também conquistou lugar no Round 3, enquanto Deivid Silva demorou a se conectar com o pico australiano, ficou na última posição e foi eliminado.

Samuel surfou depois dos dois adversários, mas largou melhor. O brasileiro fez algumas boas curvas e ainda acertou uma junção de espuma para largar com 6.00 pontos. Frederico executou três manobras e marcou 5.00, enquanto Deivid acertou uma pancada e conquistou com 2.67 pontos. Deivid voltou a atuar logo depois, mas a onda não ofereceu boas seções e ele colocou apenas mais 2.23 no somatório.

Aos 12 minutos entrou numa série. Frederico Morais tinha a prioridade e deixou a primeira direita para Samuel. O brasileiro espremeu a onda ao máximo e anotou 4.50 pontos. O português entrou na direita seguinte e encaixou boas manobras para marcar 6.50 e assumir a liderança. As atuações complicaram o caminho de Deivid Silva, que passou a precisar de 8.13 para evitar a eliminação.

Depois de mais duas atuações sem destaque, Deivid conseguiu diminuir a diferença no placar. Restavam 7 minutos para o fim e e ele tinha a terceira prioridade, porém os adversários deixaram uma direita intermediária passar e o brasileiro entrou em ação. O atleta bateu três vezes e rasgou antes de partir para o inside, parte da onda que ele executou mais duas pancadas. A performance valeu 5.70 e ele passou a buscar 5.11 pontos para seguir vivo na prova.

Samuel bloqueou Deivid a 2 minutos do fim. O surfista ainda fez um bom trabalho com boas batidas, mas não mexeu no somatório. Logo depois foi Frederico que usou a prioridade para evitar que Deivid entrasse em ação. O português também não trocou de nota. Deivid ainda teve tempo de entrar numa onda, porém ela foi ruim e ele acabou eliminado. Frederico venceu com 11.50 e avançou com Samuel Pupo para o Round 3.

Luana começa bem – O Brasil já tem representante nas oitavas de final do Pro Bells Beach 2024. Luana Silva começou a prova feminina com vitória e está garantida na fase das 16 melhores do evento australiano. A francesa Johanne Defay (2ª) também avançou e a norte-americana Alyssa Spencer (3ª) caiu para a primeira fase eliminatória da etapa.

Johanne dominou a primeira metade da disputa. Mesmo sem se destacar, a francesa fez as maiores notas (4.33 e 3.67) para ficar na frente do placar. Alyssa e Luana só surfaram uma onda cada, melhor para a norte-americana que anotou 4.07 contra 2.00 da brasileira.

A primeira onda mais longa da brasileira foi surfada aos 17 minutos. Luana conseguiu fazer algumas curvas, além de uma batida na última seção da direita para conquistar 4.90 pontos e assumir o segundo lugar.

A bateria ficou morna até entrar nos 5 minutos finais. Luana usou a prioridade, rasgou invertendo a direção da prancha e bateu duas vezes. Johanne entrou na onda seguinte da mesma série, mas não achou seções críticas. Alyssa atuou logo em seguida, mas a direita também não foi boa. A brasileira anotou 5.83 e foi para a liderança. A francesa (3.87) e a norte-americana (3.00) também melhoraram seus somatórios, mas não saíram de suas posições.

Luana não baixou a guarda mesmo com a vitória praticamente assegurada e voltou a atuar. A brasileira fez outra boa atuação, a melhor de toda a disputa, colocou mais 6.50 no placar e avançou com vitória. Johanne também se garantiu nas oitavas de final e Alyssa caiu para a repescagem.


Tati perde de virada – Tatiana Weston-Webb não teve a mesma sorte e está na repescagem do Pro Bells Beach 2024. A brasileira chegou no minuto final da sexta bateria feminina em segundo lugar, porém sofreu a virada de Sally Fitzgibbons, australiana que marcou nota no critério excelente para avançar às oitavas de final com a conterrânea Tyler Wright.

A atual bicampeã do evento (2022 e 2023) comandou as ações na primeira metade da disputa. Tyler largou com a nota 8.00 conquistada com duas fortes batidas. Na sequência ela surfou uma onda mais longa e fez mais manobras, porém de menor impacto e marcou 7.17 pontos. Assim como Tyler, Sally também surfou duas direitas nos 15 minutos iniciais do confronto. Ela colocou 4.17 e 5.17 no placar. A brasileira começou bem, com 6.00, e aos 16 minutos executou três rasgadas além de uma batida na junção para inserir 7.00 no somatório.

Sally fez duas tentativas em busca dos 7.83 pontos que precisava, mas não chegou perto da virada, porém no minuto final a história mudou. A australiana usou a prioridade, executou duas rasgadas e um layback forte numa junção de espuma para anotar 8.43 pontos e pular para o segundo lugar. Atuação jogou a brasileira para a terceira posição e Tati enfrentará a repescagem. As adversárias da surfista na primeira fase eliminatória do evento são as norte-americanas Caitlin Simmers e Alyssa Spencer.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Pro Bells Beach 2024 acontece na manhã de quarta-feira (27) na Austrália, início de noite desta terça (26) no Brasil devido ao fuso horário, às 17h30 para um possível início às 18h03 (de Brasília). A WSL analisará as condições para o surfe em Winkipop e Bells. A ideia é iniciar o dia com a repescagem feminina, seguida das oitavas de final das mulheres e do Round 3 dos homens. Essas duas últimas fases citadas devem ser realizadas com baterias simultâneas (Overlapping Heats). Entidade não descarta começar em Bells e mudar para Winkipop durante o dia.

De acordo com a previsão, as ondas devem ficar com 4 a 6 pés de face com possíveis séries maiores. A direção do swell (Sudoeste) é bom para os picos. O vento pode soprar fraco de terral pela manhã e virar para maral perto do meio do dia, ganhando força com o passar das horas.

Pro Bells Beach 2024
Round 1 Feminino

1 Luana Silva (BRA) 12.33 x Johanne Defay (FRA) 8.20 x Alyssa Spencer (EUA) 7.07

2 Caroline Marks (EUA) 13.17 x Gabriela Bryan (HAV) 12.43 x Sophie McCulloch (AUS) 8.73

3 Ellie Harrison (AUS) 10.74 x Isabella Nichols (AUS)10.27 x Molly Picklum (AUS) 9.33

4 Brisa Hennessy (CRI) 12.50 x Sawyer Lindblad (EUA) 12.10 x Caitlin Simmers (EUA) 9.57

5 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 10.67 x Lakey Peterson (EUA) 10.17 x India Robinson (AUS) 9.00

6 Tyler Wright (AUS) 15.17 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.60 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.00
Round 2

1 Molly Picklum (AUS) x India Robinson (AUS) x Sophie McCulloch (AUS)

2 Caitlin Simmers (EUA) x Tatiana Weston-Webb (BRA) x Alyssa Spencer (EUA)

Round 1 Masculino

1 Ramzi Boukhiam (MAR) 11.84 x Kanoa Igarashi (JAP) 10.50 x Kade Matson (EUA) 4.80

2 Miguel Pupo (BRA) 10.10 x Barron Mamiya (HAV) 7.74 x Deivid Silva (BRA) 7.03

3 Kelly Slater (EUA) 11.67 x John John Florence (HAV) 10.84 x Seth Moniz (HAV) 5.00

4 Jack Robinson (AUS) 12.33 x Morgan Cibilic (AUS) 12.17 x Rio Waida (IND) 10.67

5 Ethan Ewing (AUS) 9.90 x Matthew McGillivray (AFR)8.57 x George Pittar (AUS) 8.10

6 Griffin Colapinto (EUA) 12.00 x Jacob Willcox (AUS) 10.40 x Tully Wylie (AUS) 10.33

7 Jordy Smith (AFR) 15.84 x Ian Gentil (HAV) 12.06 x Caio Ibelli (BRA) 11.30

8 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.00 x Imaikalani deVault (HAV) 11.23 x Eli Hanneman (HAV) 9.90

9 Ryan Callinan (AUS) 13.67 x Connor O’Leary (JAP) 11.66 x Samuel Pupo (BRA) 5.10

10 Gabriel Medina (BRA) 17.33 x Liam O’Brien (AUS) 14.00 x Cole Houshmand (EUA) 8.00

11 Jake Marshall (EUA) 13.26 x Crosby Colapinto (EUA) 11.33 x Callum Robson (AUS) 7.37

12 Yago Dora (BRA) 10.23 x Italo Ferreira (BRA) 10.00 x Frederico Morais (POR) 9.33

Round 2

1 Caio Ibelli (BRA) 11.10 x Tully Wylie (AUS) 11.06 x Seth Moniz (HAV) 10.23

2 George Pittar (AUS) 14.07 x Rio Waida (IND) 13.37 x Eli Hanneman (HAV) 13.00

3 Frederico Morais (POR) 11.50 x Samuel Pupo (BRA) 10.80 x Deivid Silva (BRA) 8.37

4 Kade Matson (EUA) 13.16 x Cole Houshmand (EUA) 9.54 x Callum Robson (AUS) 6.03

Round 3

1 Jack Robinson (AUS) x Morgan Cibilic (AUS)

2 Ryan Callinan (AUS) x Imaikalani deVault (HAV)

3 Leonardo Fioravanti (ITA) x Samuel Pupo (BRA)

4 Connor O’Leary (AUS) x Matthew McGillivray (AFR)

5 Ethan Ewing (AUS) x George Pittar (AUS)

6 Ramzi Boukhiam (MAR) x Liam O’Brien (AUS)

7 Gabriel Medina (BRA) x Cole Houshmand (EUA)

8 Kanoa Igarashi (JAP) x Jacob Willcox (AUS)

9 Griffin Colapinto (EUA) x Tully Wylie (AUS)

10 Miguel Pupo (BRA) x Crosby Colapinto (EUA)

11 Barron Mamiya (HAV) x Kelly Slater (EUA)

12 Jake Marshall (EUA) x Frederico Morais (POR)

13 John John Florence (HAV) x Kade Matson (EUA)

14 Yago Dora (BRA) x Ian Gentil (HAV)

15 Italo Ferreira (BRA) x Rio Waida (IND)

16 Jordy Smith (AFR) x Caio Ibelli (BRA)

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    O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.