Pro Bells Beach

Quatro brasileiros nas oitavas

Após dia com 16 baterias, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Miguel e Samuel Pupo se classificam para as oitavas de final do Pro Bells Beach. Próxima chamada nesta quinta-feira (14), às 18h (de Brasília).
Rip Curl Pro Bells Beach 2022

O Brasil chega à fase masculina dos 16 melhores do Pro Bells Beach com quatro surfistas na Austrália. Após um dia cheio, com todas as baterias da terceira fase realizadas em boas ondas com até 2 metros, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Samuel Pupo e Italo Ferreira escreveram seus nomes nas oitavas de final.

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Nesta quinta-feira (14) Italo Ferreira venceu um duelo elétrico de 17 ondas surfadas contra o australiano Ryan Callinan. A bateria foi a 16ª da fase e aconteceu num momento que o mar de Bells já não estava tão limpo, e as ondas menores, com cerca de 1 metro. O brasileiro foi consistente durante toda a disputa, com um surfe sólido, limpo e de manobras fortes.

Italo estava à frente no placar após os dez minutos iniciais, com as notas 6.17 e 6.60 pontos. Com 20 minutos de confronto, Ryan necessitava de 7.17 e voou com rotação, porém um pouco à frente errou uma rasgada. A nota foi 7.13 e ele continuou em segundo lugar.

O brasileiro surfou um minuto depois. Com duas manobras fortes no outside, e um belo trabalho no inside que terminou com batida na junção, Italo anotou 7.17 pontos e deixou a diferença em 5.64.

Aos 14 minutos Ryan usou a prioridade e fez mais do que precisava para assumir a liderança (5.87). Um minuto e meio depois Italo deu o troco. O brasileiro necessitava de 5.83 pontos e anotou 6.83 para voltar ao primeiro lugar e não sair mais.

Os dois ainda surfaram outras ondas, porém não houve troca de notas. Italo surfou oito direitas na bateria e venceu com 14.00 no somatório. Ryan pegou nove e foi eliminado com 13.00 no placar.

Briga de novatos – O adversário de Italo nas oitavas será Samuel Pupo. O brasileiro competiu no penúltimo confronto do Round 3, uma briga entre novatos na elite.

A melhor apresentação de Samuel aconteceu com 14 minutos de disputa. O brasileiro surfou bem a direita do outside ao inside e anotou 5.77 pontos. A nota deixou o adversário, Jake Marshall, na necessidade de 5.93 para vencer. O norte-americano diminuiu a distância com 4.57 pontos, e logo depois foi em busca dos 5.54 que precisava.

Restando cinco minutos para o fim, Samuel tinha a prioridade, mas deixou uma onda passar e Jake surfou. Novamente o norte-americano foi até o inside, mas não conseguiu manobras tão expressivas e conquistou 4.60 pontos, nota insuficiente para a virada.

Filipe vira perto do fim – Filipe Toledo foi o primeiro brasileiro classificado para as oitavas de final do Pro Bells Beach. O duelo contra Mikey Wright foi franco, e Filipinho saiu de uma situação complicada ao conquistar a maior nota do confronto, depois manter a calma e virar perto do fim.

A quinta disputa da terceira fase teve um início empolgante. Mikey começou melhor e na terceira onda anotou 8.17 pontos. Naquele momento Filipe precisava de 9.17 para vencer. O australiano escolhia bem as direitas e fazia um surfe seguro, de rasgadas fortes e alongadas, finalizando quase da areia da praia.

Porém, logo depois do aussie colocar pressão no placar, o brasileiro deu o troco, e em alto nível. Com curvas em alta velocidade, na borda, Filipe colocou 8.83 pontos no somatório para encostar no líder.

“Estava amarradão, estava feliz. Tem altas ondas. A prancha está muito boa. Então eu estava só concentrando todas as minhas energias em uma onda boa e depois num backup. Deu certo. Tenho que agradecer a Deus pela oportunidade. Amarradão! Vamos pra próxima!”, conta Filipe para a equipe do Waves.

Filipe e Mikey surfaram mais uma onda cada e não trocaram de notas. Na sequência o mar ficou flat durante vários minutos. O australiano tinha a prioridade quando restavam oito para o fim, mas o brasileiro aproveitou uma onda, bateu forte e rasgou. Ele necessitava de 5.84 pontos e virou com 6.33.

Mikey ainda teve mais uma chance, porém perdeu o equilíbrio durante uma rasgada e caiu da prancha. A bateria terminou e Filipe avançou para a oitavas de final com vitória pelo placar de 15.16 a 14.67 pontos. Na próxima fase Filipe enfrentará outro australiano, Connor O’Leary.


Miguel x Deivid – A disputa brasileira da terceira fase masculina colocou frente a frente Miguel Pupo e Deivid Silva. Eles competiram na mesma bateria da primeira fase do Pro Bells Beach. Deivid venceu o primeiro encontro e Miguel ficou em segundo. Os dois avançaram juntos na ocasião. Nesta quinta-feira eles entraram na água juntos novamente e a bateria foi decidida na última série surfada por eles. Dessa vez o resultado foi diferente.

A bateria foi a 11ª e aconteceu num momento do mar com direitas de cerca de 1,5 metro. A batalha dos atletas de base goofy foi parelha e com viradas. Os dois surfaram três séries juntos. Na primeira, que abriu a disputa, Deivid anotou 6.83 pontos, contra 6.33 de Miguel. Na sequência Miguel caiu ao executar um floater. Instantes depois Deivid colocou 4.17 no somatório, mas Miguel tomou a primeira posição com 5.77.

Os dois tinham pegadas parecidas no surfe, com um ataque de batidas verticais e rasgadas. A bateria de 35 minutos passou da metade e eles só surfaram mais duas vezes cada. Uma série entrou perto dos dez minutos finais. Miguel surfou primeiro e fez 7.57 pontos. Deivid foi na onda seguinte e tomou a primeira posição com 7.80.

Outra série apareceu em Bells Beach três minutos depois. Deivid tinha a prioridade. Ele deixou Miguel surfar a primeira onda e pegou a segunda. Esse momento definiu a bateria. Deivid colocou 7.73 pontos no somatório e Miguel foi pra liderança com 8.23.

O mar ficou flat e Deivid acabou eliminado na necessidade de 8.01 pontos. Miguel avançou e enfrentará o norte-americano Kolohe Andino nas oitavas de final.

“Bateria difícil. O DVD é meu parceiro de tour desde o ano passado. A gente viajou o ano inteiro juntos, ficando juntos, dividindo quarto, casa… Aqui a gente está junto novamente, só com o adicional do meu irmão (Samuel) e do João (Chianca), que são os novatos deste ano. Sabia que seria uma bateria difícil pra mim. Especificamente porque o DVD é muito forte de backside. A gente sabe a potência que ele tem, então era um desafio enorme e eu tive que me superar”, diz Miguel para a equipe do Waves na Austrália.


Derrotas doloridas – Além de Deivid, o Brasil perdeu outros três surfistas nesta quinta-feira. Uma das derrotas mais doloridas foi a de Jadson André para Kolohe.

O duelo entre os dois foi o 12º da terceira fase, e começou melhor para o brasileiro. Cada um surfou duas ondas nos dez minutos iniciais da bateria de 35. Jadson fez uma escolha melhor nas duas ocasiões, e aproveitou as direitas com mais parede em pé para apresentar um surfe vertical.

O duelo passou da metade com Kolohe na necessidade de 7.59 para assumir a liderança. Com a prioridade, ele tentou um golpe quando restavam 14 minutos. O norte-americano acelerou bastante para passar seções e chegar na parede aberta da direita, então executou um layback e linkou com uma batida reta. Depois ele bateu novamente, conectou com o inside e deu outra pancada na junção. Os 7.27 pontos não deram a virada, mas diminuíram a distância para 5.99.

Cinco minutos depois eles surfaram uma série, mas não trocaram de notas. E quanto restavam cinco minutos outras ondas apareceram em Bells Beach. Jadson usou a prioridade, surfou bem e colocou mais 7.23 no somatório. Kolohe, que passou a necessitar de 6.79, surfou a onda seguinte. O norte-americano acelerou, voou com alley oop, entrou no inside com alguns cutbacks e finalizou a apresentação com uma batida numa junção pequena e espumada. Três dos cinco juízes deram a virada e Kolohe venceu a bateria ao marcar 6.83.

Jadson, que está em situação delicada no ranking, correndo sério risco de sair da elite no corte após a próxima etapa, colocou as mãos no rosto após ouvir as notas, e balançou a cabeça como sinal de insatisfação, como se não estivesse acreditando no resultado. O placar final foi 14.10 para Kolohe contra 14.06 para Jadson.

John John x João – Outra derrota amarga para o Brasil aconteceu no encontro entre John John Florence e João Chianca. Eles deram espetáculo no Pro Bells Beach.

Os dois se enfrentaram pela segunda vez em 2022 e novamente o havaiano levou a melhor. O brasileiro perdeu com um somatório de 17.73 pontos, que seria suficiente para vencer qualquer outra bateria da etapa nas categorias masculina e feminina.

Durante toda a disputa os dois abusaram das rasgadas alongadas com pressão, e bateram forte nas direitas de Bells. John John abriu com 8.93 pontos, e João ficou um pouco abaixo, 7.83. O brasileiro tomou a liderança na sequência com 5.50, porém o havaiano retomou a primeira posição um minuto depois ao marcar 7.60.

Dali até perto do final o brasileiro tentou de todas as formas assumir a liderança. Ele necessitava de 8.71 pontos, e fez 7.87 e na sequência 8.50. Porém quando restavam dez minutos para o fim, o havaiano fez quatro manobras muito fortes, anotou 9.93 e deixou João na necessidade de 18.86.

O brasileiro não desistiu e marcou 9.23 pontos, após amassar uma direita. Ele ainda lutou nos minutos finais para arrancar os 9.64 que precisava, mas errou quando foi praticamente para o tudo ou nada.

Assim como no Billabong Pro Pipeline, John John levou a melhor sobre o brasileiro, dessa vez com 18.86. Com a derrota João fica em situação crítica no ranking. Ele precisará de um resultado expressivo em Margaret River para se livrar do corte do meio de temporada. O próximo adversário do havaiano será o australiano Morgan Cibilic.

“O objetivo é vencer o evento, com certeza. Espero que as ondas continuem boas como estão agora. Elas estão incríveis! Eu apenas vou continuar tentando meu melhor”, fala John John com exclusividade para o Waves.


Caio também fora – Outro brazuca que se despediu do Pro Bells Beach nesta quinta-feira foi Caio Ibelli. O brasileiro não fez boa escolha de ondas num momento do mar com séries demoradas, e foi eliminado por Nat Young. O norte-americano mostrou grande sintonia com o pico, pegou as melhores direitas e venceu com as maiores notas.

O brasileiro começou com uma onda fraca, e o norte-americano abriu com 4.17 pontos. Após oito minutos de flat, as direitas reapareceram em Bells Beach. Com 12 minutos de disputa Caio fez a que acabou sendo a melhor nota dele na bateria. Ele executou uma batida e uma rasgada alongada no outside, fez dois cutbacks na sequência e terminou a apresentação com uma batida numa junção pequena, no inside. Caio recebeu 5.17 dos juízes.

Seis minutos depois Nat deu o troco e passou para a primeira posição. Uma série grande apareceu no outside, com cerca de 2 metros, porém os dois estavam mal posicionados no pico para a onda inicial. Caio também tomou a segunda na cabeça, mas Nat conseguiu entrar. A direita estava branca, porém o norte-americano segurou a pressão, fez três rasgada e acertou uma batida. Nat deu uma leve enterrada de borda na base na cavada para a última manobra. A nota 6.17 pontos deixou o brasileiro na necessidade de 5.18. Mas quem trocou de nota novamente foi Nat.

O norte-americano pegou uma onda menor durante a prioridade do brasileiro. A direita ficou em pé e ele rasgou várias vezes para aumentar a diferença com a nota 5.27 pontos. Caio surfou logo em seguida, abriu com um layback potente, passando a rabeta por cima da crista, porém ficou atrasado para manobra seguinte e caiu da prancha.

Restavam dez minutos para o fim, e Caio seguiu sem conexão com Bells. Ele ainda viu Nat conquistar a maior nota do duelo, 7.33 pontos, com quatro manobras. Final de disputa e vitória do norte-americano pelo placar de 13.50 a 8.60.

Polêmica – A terceira bateria do Round 3 do Pro Bells Beach teve polêmica. A disputa envolvia o sul-africano Jordy Smith, que nos três minutos finais precisava de 9.10 pontos para vencer, e o australiano Jackson Baker, que estava muito próximo da vitória.

Jordy tinha a prioridade e entrou uma série no pico australiano. Ele deixou a primeira onda passar, e virou o bico da prancha em direção à praia na segunda, porém pareceu não querer surfar. Jackson, que remava junto, logo ao lado, seguiu dando braçadas, porém no último momento o sul-africano decidiu ir na onda. Jordy caiu da prancha, dando a entender que teria sido bloqueado pelo adversário.

O tempo passou e os juízes não deram a interferência, confirmando a vitória de Jackson pelo placar de 14.60 a 10.90 pontos. Após a bateria o sul-africano foi conversar com os juízes para entender o motivo da não punição ao australiano.


Kelly perde a chance de liderar o ranking – Outro resultado inesperado desta quinta-feira saiu de uma bateria entre um novato e um mestre. O havaiano Imaikalani deVault eliminou o maior nome do surfe de todos os tempos, o norte-americano Kelly Slater. A lenda do esporte surfou como garoto, apresentou manobras verticais e de borda e chegou muito perto da vitória, porém perdeu.

Imaikalani chegou nos cinco minutos finais de bateria tendo surfado apenas duas ondas (4.50 e 5.67), e na necessidade de 8.10 pontos para vencer. Kelly já tinha entrado em cinco e vencia com certa tranquilidade com as notas 7.17 e 6.60. Então veio a surpresa.

O havaiano usou a prioridade e destruiu uma direita. Imaikalani bateu para passar uma seção, executou um poderoso layback, bateu novamente com força, rasgou com potência, fez cutback e acertou outra pancada, dessa vez no inside. A nota 8.17 pontos o colocou na liderança. Kelly ainda surfou duas ondas, mas não chegou perto dos 6.68 que precisava e se despediu da etapa.

Com a derrota Kelly perdeu a chance de assumir a liderança do ranking. Ele precisava chegar nas quartas para ultrapassar a pontuação do japonês Kanoa Igarashi, que também caiu na terceira fase do Pro Bells Beach. Imaikalani está em situação crítica no ranking, e precisa de um excelente resultado para continuar com chances de se manter na elite após o corte do meio de temporada.

Aposentado para o líder – O tricampeão mundial Mick Fanning também está nas oitavas de final do Pro Bells Beach. Convidado para o evento, que já foi vencido por ele quatro vezes, o australiano derrotou Kanoa Igarahi nesta quinta-feira.

Kanoa começou melhor, mas Mick subiu o nível ao longo da disputa e chegou perto do fim com ampla vantagem. Os dois surfaram nos últimos instantes e trocaram de nota. O japonês comemorou muito no término da onda (8.00), mas a do aussie foi ainda melhor (8.77) e avançou.

“É um ótimo público, você sabe. As pessoas amam Bells Beach, amam vir aqui e apoiar os surfistas, não importa de que país você seja. Eles amam ver um bom surfe e você realmente sente isso como um atleta. Foi muito especial”, diz Mick sobre a agitação do público na praia com exclusividade para o Waves. “Estou muito empolgado, pois pegamos algumas boas ondas. Tive uma boa disputa com Kanoa Igarashi. Meu plano agora é comer essa torta e descansar as pernas”.

Próxima chamada – Uma nova chamada para possível reinício do evento acontece nesta quinta-feira (14) às 18h (de Brasília).


Pro Bells Beach
Round 3 masculino

1 Owen Wright (AUS) 13.67 x 12.34 Griffin Colapinto (EUA)

2 Nat Young (EUA) 13.50 x 8.60 Caio Ibelli (BRA)

3 Jackson Baker (AUS) 14.60 x 10.90 Jordy Smith (AFR)

4 Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 9.90 Lucca Mesinas (PER)

5 Filipe Toledo (BRA) 15.16 x 14.67 Mikey Wright (AUS)

6 Connor O’Leary (AUS) 13.46 x 13.26 Ezekiel Lau (HAV)

7 John John Florence (HAV) 18.86 x 17.73 João Chianca (BRA)

8 Morgan Cibilic (AUS) 14.93 x 13.50 Barron Mamiya (HAV)

9 Mick Fanning (AUS) 15.77 x 14.83 Kanoa Igarashi (JAP)

10 Callum Robson (AUS) 15.27 x 13.43 Frederico Morais (POR)

11 Miguel Pupo (BRA) 15.80 x 15.53 Deivid Silva (BRA)

12 Kolohe Andino (EUA) 14.10 x 14.06 Jadson André (BRA)

13 Imaikalani deVault (HAV) 13.84 x 13.77 Kelly Slater (EUA)

14 Jack Robinson (AUS) 16.17 x 9.90 Leonardo Fioravanti (ITA)

15 Samuel Pupo (BRA) 10.10 x 9.17 Jake Marshall (EUA)

16 Italo Ferreira (BRA) 14.00 x 13.00 Ryan Callinan (AUS)

Oitavas de final

1 Owen Wright (AUS) x Nat Young (EUA)

2 Jackson Baker (AUS) x Ethan Ewing (AUS)

Filipe Toledo (BRA) x Connor O’Leary (AUS)

4 John John Florence (HAV) x Morgan Cibilic (AUS)

5 Mick Fanning (AUS) x Callum Robson (AUS)

6 Miguel Pupo (BRA) x Kolohe Andino (EUA)

7 Imaikalani deVault (HAV) x Jack Robinson (AUS)

8 Samuel Pupo (BRA)Italo Ferreira (BRA)
Quartas de final femininas

1 Courtney Conlogue (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

2 Bronte Macaulay (AUS) x Tyler Wright (AUS)

3 Carissa Moore (HAV) x Stephanie Gilmore (AUS)

4 Brisa Hennessy (CRI) x Johanne Defay (FRA)

Top-22 do WSL Championship Tour 2022 após 3 etapas

1 Kanoa Igarashi (JPN) – 17.290 pontos
2 Kelly Slater (EUA) – 14.650
2 Barron Mamiya (HAV) – 14.650
4 Filipe Toledo (BRA) – 14.440
5 Seth Moniz (HAV) – 13.875
6 Caio Ibelli (BRA) – 13.500
7 Griffin Colapinto (EUA) – 12.660
8 John John Florence (HAV) – 12.160
9 Jordy Smith (AFR) – 11.385
10 Italo Ferreira (BRA) – 10.735
11 Miguel Pupo (BRA) – 9.670
12 Kolohe Andino (EUA) – 9.395
12 Jake Marshall (EUA) – 9.395
14 Ethan Ewing (AUS) – 8.745
15 Connor O´Leary (AUS) – 7.970
15 Callum Robson (AUS) – 7.970
15 Nat Young (EUA) – 7.970
18 Conner Coffin (EUA) – 7.405
18 Jack Robinson (AUS) – 7.405
18 Ezekiel Lau (HAV) – 7.405
18 Samuel Pupo (BRA) – 7.405
18 Lucca Mesinas (PER) – 7.405

Outros brasileiros
23 João Chianca (BRA) – 5.980 pontos
27 Deivid Silva (BRA) – 4.915
27 Jadson André (BRA) – 4.915
39 Gabriel Medina (BRA) – 795
39 Yago Dora (BRA) – 795
Top-10 do WSL Championship Tour 2022 após 3 etapas

1 Brisa Hennessy (CRI) – 17.355 pontos
2 Carissa Moore (HAV) – 16.495
2 Lakey Peterson (EUA) – 16.495
4 Tatiana Weston-Webb (BRA) – 15.220
5 Malia Manuel (HAV) – 15.155
6 Johanne Defay (FRA) – 14.235
7 Tyler Wright (AUS) – 13.440
8 India Robinson (AUS) – 12.100
9 Gabriela Bryan (HAV) – 11.305
10 Moana Jones Wong (HAV) – 11.045

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.