Rio Pro

Oito brasileiros nas oitavas

Três brasileiros superam a repescagem e se juntam a outros cinco nas oitavas de final do Rio Pro. Caio Ibelli marca nota 10 e Gabriel Medina é eliminado.
Rio Pro 2022, Itaúna, Saquarema (RJ)

Metade dos surfistas classificados para as oitavas de final masculinas do Rio Pro é do Brasil. Mateus Herdy, Samuel Pupo e Caio Ibelli venceram pela repescagem e avançaram, esse último com direito a uma nota 10 unânime no Point de Itaúna, Saquarema (RJ). Gabriel Medina perdeu na fase e se despediu da etapa em 17º lugar.

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Nesta sexta-feira (24) aconteceram as baterias da repescagem masculina e feminina, em direitas e esquerdas de 1 metro com séries maiores no pico da Região dos Lagos. As quartas de final das mulheres acontecem neste momento. O mar mudou ao longo do dia e teve muito bons momentos, com tubos para a direita.

Caio é 10 – Caio Ibelli pegou a melhor onda do campeonato até o momento. O brasileiro surfou um tubo longo e profundo no final da segunda bateria da repescagem, contra Jadson André, e marcou uma nota perfeita.

Jadson estava na frente no placar e tinha como melhores notas 4.83 pontos, conquistada com um tubo de backside, e 4.00, que recebeu após voar com rotação de frontside. Ele estava muito ativo, enquanto Caio esperava por ondas boas. Ele havia marcado 4.43 numa esquerda que teve batida e cutback, além de outra batida no inside, quando a onda já era uma direita.

Quando tudo parecia definido, aos 32 minutos Caio pegou uma direita da série e botou pra dentro. O brasileiro sumiu durante um tempo até aparecer na saída. Ele recebeu um 10 unânime, a primeira nota perfeita do surfista na elite do surfe mundial. Jadson, eliminado, bateu palmas.

“Eu passei a bateria inteira precisando de uma nota baixa e já estava quase me conformando que não ia vir mais onda”, conta Caio. “Aí surgiu aquela onda, só que eu estava muito atrasado para entrar, então fui acelerando e não acreditei que consegui sair depois da baforada. Essa é a primeira vez que consigo competir com toda a minha família junto aqui e eu só queria fazer uma boa apresentação, então estou feliz por essa nota 10”.


Melhor do dia – Mateus Herdy fez bonito logo após a disputa de Caio. A primeira metade do duelo contra Kaona Igarashi foi fraca, com ondas ruins e erros nas manobras. Então o brasileiro começou a decolar nas direitas. Primeiro voou uma vez com rotação (7.17), e logo depois pegou outra onda e voou duas vezes, também com giro (8.83).

O japonês passou a necessitar de duas ondas para reverter o placar. Kanoa até marcou duas notas na casa dos seis pontos, mas perdeu na necessidade de 9.43. Mateus seguiu para as oitavas de final e Kanoa, que chegou em Saquarema em quinto lugar no ranking, terminou o Rio Pro 2022 na 17ª posição.

“A energia aqui é muito forte e quando acertei aquele primeiro aéreo, todo mundo vibrou, gritou e isso me deu mais empolgação”, diz Mateus. “Quando eu recebi um wildcard (convite) em 2019, eu me machuquei e não consegui surfar, mas esse ano eu sabia que seria diferente. Estou muito feliz, porque cresci surfando junto com o João (Chianca), o Samuel (Pupo), então é um sonho poder estar junto com eles, competindo em um CT no Brasil”.


Samuel x Kolohe – A sexta bateria da repescagem masculina aconteceu num momento pior para o surfe no Point de Itaúna. Kolohe Andino marcou 5.17 nos primeiros minutos, com uma esquerda que teve batida vertical e rasgada, além de outra rasgada e pancada no inside. Aos oito minutos Samuel Pupo fez uma única manobra de frontside, uma batida vertical no buraco, e anotou 6.50.

Dali pra frente nada de expressivo aconteceu. Samuel colocou mais 3.00 pontos no somatório, com uma batida que teve rabetada, mais uma rasgada de backside, e deixou Kolohe na necessidade de 4.34.

Faltavam ainda 19 minutos para o fim, mas o norte-americano não entrou em sintonia com o pico de Saquarema. Quase no minuto final o brasileiro aumentou a distância com 4.50 pontos e garantiu a vaga nas oitavas de final.


Medina é eliminado – Além de Jadson André, o Brasil perdeu João Chianca e Gabriel Medina na repescagem. Após voar de backside e sofrer forte impacto da prancha no joelho direito, o tricampeão mundial apostou nas esquerdas. Sem confiança, o surfista errou todos os aéreos que tentou e se despediu da etapa. O australiano Callum Robson focou nas direitas, marcou 8.17 e 7.40 pontos e escreveu seu nome nas oitavas de final.

Callum começou o duelo com 6.00 pontos, conquistados com duas batidas numa direita. Logo depois Medina pegou sua primeira esquerda na bateria. Ele bateu duas vezes em sequência, com muita força, e largou com 7.50.

Aos nove minutos Callum fez uma onda excelente, na opinião dos juízes. O aussie foi pra direita, fez um layback poderoso, bateu e executou um curback. A atuação valeu 8.17 pontos. Enquanto isso Medina não conseguia uma segunda nota consistente.

Aos 16 minutos Callum foi novamente pra direita, rasgou duas vezes e voou com reverse. Com a performance ele colocou mais 7.40 pontos no somatório, e deixou Medina na necessidade de 8.08 para vencer. Medina seguiu nas esquerda e tentou voar cinco vezes, mas errou todos os aéreos.

Callum venceu com 15.57 pontos, contra 10.17 do brasileiro. Medina, que nas últimas duas edições do Rio Pro ficou em quinto lugar, dessa vez terminou com a 17ª posição.

“Eu escorreguei no meu segundo aéreo e a prancha bateu no lado do joelho (direito), que está um pouco dolorido. Até tentei mandar outros aéreos, mas sem confiança para aterrissar, com medo de piorar ainda mais”, conta Medina. “É sempre incrível competir em casa e agradeço a toda a torcida por tanto apoio. Eu queria ter avançado mais, mas esse ano está sendo para voltar ao ritmo das competições. O ano que vem é quando quero estar 100% para ir atrás de outro título mundial e da classificação para as Olimpíadas de 2024”.


Local perde – João Chianca caiu na quinta bateria do Round, que foi decidida com ondas para a direita. O local começou de maneira expressiva aos cinco minutos, com uma boa rasgada e uma batida forte, além de outra pancada no inside (7.50). Sete minutos depois foi a vez de Ethan Ewing trabalhar. O australiano fez duas rasgadas no início da onda, depois foi pro inside e bateu com potência na junção (6.60).

Na metade do confronto de 35 minutos o aussie passou pra primeiro com uma pancada forte, uma rasgada e outra curva no inside (6.67). O brasileiro deu o troco logo depois com um tubo (5.00). Na sequência João passou por dentro de um canudo e foi para o inside, onde errou a finalização. Ele precisava de 5.77 pontos e anotou 6.07.

Ethan gostou da ideia de pegar tubos e também passou por dentro. Ele necessitava de 6.91 pontos para assumir a liderança e conquistou 7.00. João botou no tubo depois e andou fundo por um longo tempo, mas caiu na saída. Dali pra frente ele só surfou mais uma onda e foi eliminado do Rio Pro. Ethan avançou e enfrentará Yago Dora nas oitavas.

Griffin cai para Tudela – O campeão da etapa de El Salvador e atual terceiro colocado do ranking está fora do Rio Pro. O norte-americano Griffin Colapinto não usou a prioridade no final da bateria e sofreu uma virada do peruano Miguel Tudela.

A disputa abriu a repescagem masculina. Griffin abriu a bateria com um bom tubo pra direita (7.50). Tudela deu o troco logo depois, com um aéreo reverse alto de frontside na esquerda (7.10).

No meio da bateria o peruano pulou pra frente do duelo com outro aéreo pra esquerda (5.10). Mas o norte-americano retomou a liderança com uma batida e uma escalada na esquerda. Ele ainda entrou no inside, virou pra direita e bateu e rasgou (5.10).

Tudela quase virou quando restavam oito minutos para o fim. Ele rasgou e bateu de frontside e marcou 5.50 quando precisava de 5.51 pontos. Perto do minuto final ele conseguiu a liderança. Griffin tinha a prioridade, mas imaginou que a esquerda seria ruim e deixou para o adversário. Tudela voou jogando a rabeta pro alto e completou a manobra. Ele, que entrou no evento na vaga do lesionado havaiano Seth Moniz, conquistou 7.20 e venceu.

“Eu sabia que a bateria com o Griffin (Colapinto) ia ser muito difícil, porque ele estava vindo de vitória (em El Salvador semana passada)”, diz Tudela. “Eu escolhi surfar as esquerdas para mandar uns aéreos, mas nem sei como consegui aterrissar nesse último. Estou muito feliz por ter recebido a nota que precisava para vencer a bateria. Eu fiquei surpreso quando recebi o e-mail do convite para participar do Rio Pro. Nem acreditei no início, mas confirmei na hora e estou muito feliz por estar vivendo tudo isso aqui”.


Tati na semi – O Brasil está nas semifinais do Rio Pro. Tatiana Weston-Webb dominou a última bateria das quartas femininas, superou a australiana Isabella Nicheols e terá pela frente a havaiana Carissa Moore.

Aos três minutos de duelo a brasileira surfou uma esquerda e fez duas manobras, uma batida e uma rasgada. A nota foi 4.83 pontos. Momentos depois ela pegou uma direita e acertou uma forte pancada vertical. O ataque valeu 6.00 pontos e ela deixou a adversária na necessidade de 9.83.

Isabella não ia bem, e numa oportunidade bateu forte na direita, mas na segunda manobra caiu. Ela recebeu 3.50 pontos pela performance e passou a necessitar de 7.33.

Tati estava muito ativa, e aos 22 minutos foi pra esquerda e bateu forte com pressão na rabeta. Ela conquistou 5.40 pontos e aumentou a distância no placar para a adversária (7.90). Isabella seguiu esperando por ondas boas, mas não apareceu nenhuma boa na opinião dela, que não surfou mais até o apito final.

“Foi uma bateria bem difícil, porque ela (Isabella Nichols) é uma ótima competidora”, diz Tati. “No início, eu fui mais para o meio da praia, porque tinha visto algumas esquerdas lá. Depois, remei de volta para o pico e peguei uma direita boa, que rendeu nota 6. Acabei surfando outra direita para somar minha segunda nota e estou feliz em ter passado para as semifinais”.

Carissa Moore chegou na semifinal após eliminar a norte-americana Caroline Marks na terceira bateria das quartas. A havaiana abriu a bateria com 6.67 pontos e venceu com 12.47 no somatório. Dois momentos que podem ter determinado a derrota de Caroline, foram quando ela fez ataques verticais em direitas, mas errou a segunda manobra nas duas ocasiões.

A primeira semifinal terá a francesa Johanne Defay contra a havaiana Gabriela Bryan. Nas quartas, a bateria entre Johanne e a australiana Sally Fitzgibbons foi dura (9.43 a 8.10), assim como a disputa entre Gabriela e a norte-americana Lakey Peterson (8.94 a 8.33).

Repescagem feminina – A sexta-feira começou com as mulheres. A líder do ranking competiu na primeira bateria da repescagem feminina. A havaiana Carissa Moore não começou bem, mas virou por pouco em cima da peruana Sol Aguirre.

Sol iniciou sua participação na repescagem do Rio Pro surfando esquerdas. Ela abriu com 3.50 e depois marcou 4.83 pontos. Carissa melhorou ao longo do duelo e virou na quinta onda. Ela precisava de 4.40 e anotou 4.57. A vitória foi por 8.50 a 8.33.

A campeã da etapa de El Salvador e vencedora do Rio Pro em 2018 participou da segunda disputa do dia e foi eliminada. A australiana Stephanie Gilmore caiu para a conterrânea Isabella Nichols. O duelo teve algumas viradas. Isabella tomou a frente para não sair mais aos 20 minutos de bateria, quando executou duas batidas verticais e fortes numa direita e anotou 6.33 pontos.

Stephanie chegou nos últimos instantes do duelo com a prioridade, e surfou para tentar os 5.34 pontos que precisava. A esquerda foi pequena, mas ela trabalhou até o inside, porém conquistou 4.87 e se despediu do Rio Pro.

Na bateria seguinte outra campeã do Rio Pro se despediu da competição. A francesa Johanne Defay marcou duas notas na casa dos quatro pontos (4.67 e 4.23) contra duas na casa dos três da norte-americana Courtney Conlogue (3.67 e 3.43). e venceu pelo placar de 8.90 a 7.10.

A repescagem das mulheres terminou com vitória de Lakey Peterson, norte-americana que fez a maior nota da fase feminina (7.00). A costa-riquenha Brisa Hennessy não entrou em sintonia com o Point de Itaúna e perdeu com notas baixas (2.87 e 2.93).


Rio Pro 2022
Round 2 masculino (repescagem)

1 Miguel Tudela (PER) 14.30 x 12.60 Griffin Colapinto (EUA)

2 Caio Ibelli (BRA) 14.43 x 8.83 Jadson André (BRA)

3 Mateus Herdy (BRA) 16.00 x 12.90 Kanoa Igarashi (JPN)

4 Nat Young (EUA) 12.00 x 10.17 Jordy Smith (AFR)

5 Ethan Ewing (AUS) 13.67 x 13.57 João Chianca (BRA)

6 Samuel Pupo (BRA) 11.00 x 6.27 Kolohe Andino (EUA)

7 Callum Robson (AUS) 15.57 x 10.17 Gabriel Medina (BRA)

8 Matthew McGillivray (AFR) 11.40 x 10.53 Jake Marshall (EUA)

Oitavas de final

1 Jack Robinson (AUS) x Mateus Herdy (BRA)

2 Caio Ibelli (BRA) x Samuel Pupo (BRA)

3 Italo Ferreira (BRA) x Michael Rodrigues (BRA)

4 Miguel Pupo (BRA) x Nat Young (EUA)

5 Filipe Toledo (BRA) x Miguel Tudela (PER)

6 Connor O’Leary (AUS) x Matthew McGillivray (AFR)

7 Ethan Ewing (AUS) x Yago Dora (BRA)

8 Callum Robson (AUS) x Jackson Baker (AUS)

Round 2 feminino (repescagem)

1 Carissa Moore (HAV) 8.50 x 8.33 Sol Aguirre (PER)

2 Isabella Nichols (AUS) 11.16 x 10.70 Stephanie Gilmore (AUS)

3 Johanne Defay (FRA) 8.90 x 7.10 Courtney Conlogue (EUA)

4 Lakey Peterson (EUA) 11.33 x 5.80 Brisa Hennessy (CRI)

Quartas de final

1 Johanne Defay (FRA) 9.43 x 8.10 Sally Fitzggibons (AUS)

2 Gabriela Bryan (HAV) 8.94 x 8.33 Lakey Peterson (EUA)

3 Carissa Moore (HAV) 12.47 x 10.50 Caroline Marks (EUA)

4 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.40 x 4.50 Isabella Nichols (AUS)

Semifinais

1 Johanne Defay (FRA) x Gabriela Bryan (HAV)

2 Carissa Moore (HAV) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

 

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quarta-feira (21), às 9h (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) Semifinais 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Caitlin Simmers (EUA)2 – Lakey Peterson (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quarta-feira (21), às 9h (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.