Rio Pro

Jadson e Samuel causam estragos

Jadson André e Samuel Pupo derrotam surfistas do topo da elite e garantem vagas nas quartas de final do Rio Pro. Yago Dora é o outro brasileiro na fase dos oito melhores da etapa.
Rio Pro 2023, Itaúna, Saquarema (RJ)

A vida de quatro dos cinco melhores surfista do ranking não foi fácil nesta sexta-feira (30) em Saquarema. Em condições difíceis para o surfe no Point de Itaúna, Griffin Colapinto, Filipe Toledo, João Chianca e Gabriel Medina foram eliminados antes das quartas de final. Os causadores do estrago foram Jadson André e Samuel Pupo, surfistas que foram convidados para a etapa brasileira da elite. Além dos dois, Yago Dora também está na fase dos oito melhores da etapa masculina.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

Jadson André chegou a Saquarema sem saber se competiria. O norte-americano Kelly Slater avisou poucas horas antes do início da etapa que não participaria do evento por motivo de saúde, e Jadson herdou a vaga. O brasileiro não foi bem na primeira fase e caiu para a repescagem com a complicada missão de bater o líder do ranking, o surfista dos Estados Unidos, Griffin Colapinto.

A queda do líder – Os dois abriram a repescagem nas ondas irregulares de 1,5 metro com séries maiores no Point de Itaúna. A fase foi realizada em baterias simultâneas. A primeira metade da disputa de 40 minutos teve 13 ondas surfadas, mas apenas uma de destaque. Aos 8 minutos Jadson rasgou e bateu forte na esquerda do Point de Itaúna para marcar 7.00 pontos. Griffin Colapinto tinha duas notas na casa dos 3 pontos e precisava de 4.84, já que o brasileiro tinha uma nota fraca para trocar.

Jadson aumentou a diferença para Griffin aos 23 minutos, quando acertou uma junção de frontside e marcou 3.57 pontos. O norte-americano passou a necessitar de 6.91 para vencer.

Griffin ensaiou uma reação e chegou a trocar as duas notas (4.07 e 5.23), mas seguiu na necessidade de uma nota na casa dos seis pontos (6.08). Jadson, que também melhorou seu somatório (4.30), venceu por 11.30 a 9.30.


Filipe derrotado e lesionado – A batalha nas oitavas de final foi contra Filipe Toledo, surfista que chegou em Saquarema em segundo lugar no ranking, mas que assumiu a liderança com a derrota de Griffin. O round foi realizado em disputas de 30 minutos com apenas dois surfistas na água. Cada atleta pegou quatro ondas na primeira metade do duelo. Filipe tinha a maior nota, 4.00 pontos, conquistada com um floater de backside. Jadson havia conquistado 2.67 em sua melhor apresentação e precisava de 2.11 para vencer.

Filipe aumentou a diferença no placar aos 16 minutos. O atual campeão mundial surfou uma esquerda que virou direita no inside. Foram cinco manobras, a segunda, uma batida forte e vertical, a mais expressiva. A atuação valeu 5.50 pontos. Os dois voltaram a atuar e trocaram de nota. Eles atacaram as direitas. Jadson colocou 3.67 no somatório e Filipe 4.27, após executar uma rasgada alongada e com pressão. Naquele momento Jadson necessitava de 6.10 para garantir vaga nas quartas de final.

Jadson foi pra cima quando restavam sete minutos. Ele executou uma rasgada linkada com uma batida na junção e encostou no placar com 5.90 pontos. Na sequência a bateria pegou fogo. Jadson surfou e não trocou de nota. Em seguida Filipe melhorou seu somatório com 4.90. Jadson passou a necessitar de 4.50 e respondeu com uma pancada forte para assumir a liderança com 5.17.

Filipe ainda tentou voar para a vitória numa direita, mas errou a manobra e machucou o joelho direito. Ele saiu da água carregado e foi direto para o setor médico da WSL. O surfista foi avaliado e saiu de moletas do palanque.

Filiipinho já fez uma ressonância magnética, e segundo o jornalista de O Globo, Renato Alexandrino, não há lesão ligamentar, nem necessidade de cirurgia. O atual campeão mundial precisará fazer fisioterapia e provavelmente estará pronto para a etapa de J-Bay, na África do Sul, que começa dia 13 de julho.

“Hoje foi realmente um dia muito especial pra mim”, disse Jadson André. “Eu nem estava no campeonato, mas acabou que apareceu uma vaga por eu ser o segundo melhor brasileiro no Challenger Series. Competir duas vezes, no mesmo dia, contra o atual número 1 e número 2 do mundo e acabar vencendo, realmente é um dia que vai ficar gravado na minha história. Estou feliz com esse momento e agora é descansar, botar a cabeça no lugar, que amanhã é um novo dia”.

Jadson também falou sobre só ter vencido uma bateria em Saquarema, antes do Rio Pro  2023: “Eu sempre falei que Saquarema é uma onda que me desafia muito. Eu tenho muita dificuldade de surfar essa onda de Itaúna e nos últimos 2, 3 anos, eu venho tentando ficar o máximo de tempo surfando aqui. Eu só tinha passado uma bateria aqui minha vida inteira, então meu objetivo era me superar. Só não achava que eu iria ganhar do número 1 do número 2 do mundo, então realmente hoje foi um dia pra não reclamar mais desse lugar”.

Samuel despacha Medina – O matador de gigantes do dia, Samuel Pupo, começou sua história nesta sexta-feira também na repescagem. Ele enfrentou o quinto colocado no ranking, Gabriel Medina, na terceira bateria da fase.

Samuel começou com 3.67 pontos e aos 4 minutos colocou mais 6.83 no somatório, após acelerar de frontside e voar com reverse. Em quatro minutos ele tinha 10.50 no somatório. Medina levou 17 minutos para marcar uma nota mais consistente no duelo. Em sua sétima atuação no confronto ele fez três manobras na esquerda e anotou 5.00.

Logo depois Medina surfou novamente de frontside. O tricampeão mundial bateu duas vezes, a segunda chutando a rabeta. A resposta veio na sequência. Samuel executou duas pancadas de backside, depois rasgou e atingiu uma junção balançada de espuma. Medina marcou 6.00 pontos e Samuel 5.17, nota que o manteve na liderança. Medina necessitava de 6.01 pra vencer.

Os surfista seguiram ativos, mas sem trocar nota. Medina tentou voar, mas caiu. Depois executou duas batidas de backside, mas os 4.67 pontos não alteraram o resultado. Samuel também não conseguia achar ondas com potencial para melhorar sua situação no duelo.

Samuel usou a prioridade para bloquear o adversário quando restavam quatro minutos, porém a onda foi ruim. Dois minutos depois Medina escolheu uma esquerda, mas a onda correu. Ele ainda botou pra dentro, mas não achou a saída do tubo. Samuel colou em Medina no outside de Itaúna nos minutos finais e saiu da água vitorioso.


Duelo entre amigos – Nas oitavas de final Samuel enfrentou o terceiro colocado na lista dos melhores, seu amigo João Chianca. Quem abriu a bateria foi Samuca. Ele pegou uma direita e executou uma forte rasgada, porém caiu no final da manobra.

João pegou sua primeira onda na disputa aos seis minutos. Com duas manobras numa onda menor ele marcou 3.33 pontos. Instantes depois ele surfou novamente. Foi pra esquerda e fez duas manobras, uma rasgada e um cutback. Depois partiu para o inside na onda que virou pra direita e acertou duas batidas. A atuação valeu 5.17 e ele deixou o adversário na necessidade de 7.57 para reverter o resultado.

Samuel ficou 13 minutos sem surfar. Ele pegou outra direita e na primeira curva, numa parede espumada da onda, caiu da prancha. João atuou o minuto seguinte e marcou 4.10 pontos, aumentando a distância no placar para 8.34. Samuel respondeu na sequência com duas manobras de backside. Ele anotou 4.33 e passou a necessitar de 4.95 para vencer.

Quando restavam sete minutos Samuel trocou de nota, mas não diminuiu a diferença no placar. Dois minutos depois, também sem a prioridade, surfou outra direita. Ele bateu, rasgou, depois executou outra pancada, porém ficou um pouco preso. Ele ainda foi pro inside e fez uma batida na junção. Com 5.87 pontos ele assumiu a liderança e deixou João precisando de 5.04 para vencer. Nada de novo aconteceu nos minutos finais e Samuel avançou, enquanto João se despediu da prova com o 9º lugar.

“Entrando como wildcard (convidado), você sabe que vai enfrentar os melhores do ranking”, destacou Samuel Pupo. “Surfar contra o João (Chianca) foi bem difícil, porque é o meu melhor amigo, sempre viajamos juntos no circuito, então foi uma sensação estranha quando ganhei a bateria. Eu fiquei muito feliz, mas bem triste ao mesmo tempo. Para ele, era fundamental ganhar mais pontos para garantir a vaga dele no WSL Finals em Trestles. Mas, sei que ele vai mandar bem nas próximas etapas e certamente estarei torcendo por ele”.

Samuel Pupo saiu da Praia de Itaúna sem saber direito o que fazer, pois sua passagem para competir no Challenger Series da África do Sul, estava marcada para a noite do sábado: “Não tenho a mínima ideia do que vou fazer. Vou conversar com o meu pai e ver as opções de viagem. É uma decisão muito difícil. Sair daqui nas quartas de final, sabendo que posso chegar na final de novo, como no ano passado, pesa muito. Ou abandono aqui porque o Challenger Series é o meu foco, para poder voltar ao CT no ano que vem. Não sei ainda, mas vou ver isso com mais calma com meu pai”.


Yago também entre os oito melhores – O outro brasileiro nas quartas de final e adversário de Jadson na fase é Yago Dora. Ele passou pelo sul-africano Matthew McGillivray com as duas maiores notas do sexto confronto das oitavas.

Yago abriu o duelo com 3.33 pontos, contra 4.83 de Liam, que executou três rasgadas numa esquerda. Dali pra frente só deu o brasileiro. Aos nove minutos Yago bateu forte de frontside, depois rasgou, fez um cutback e partiu para o inside onde executou um layback. A nota foi 5.50.

Matthew tentava a virada, mas após três tentativas Yago aumentou a diferença com 3.93 pontos. O golpe final aconteceu quando restavam sete minutos. O brasileiro rasgou com força e acertou a junção. Ele ainda foi para o inside e bateu derrapando a rabeta. A nota 7.17 complicou o caminho do adversário, que não conseguiu chegar perto da virada.

“A bateria hoje foi bem difícil, contra o Liam (O´Brien). Na verdade, o mar está difícil, com bastante correnteza”, analisou Yago Dora. “A onda está boa, mas é difícil ficar no mesmo lugar. Você tem que ficar remando contra a corrente o tempo todo, mas estou feliz em chegar em mais um Finals Day aqui em Saquarema. Agora é continuar no mesmo foco, bateria por bateria e aproveitar cada oportunidade para surfar bem”.


Barron elimina dois brasileiros – Além de Medina, João e Filipe, o Brasil também perdeu Caio Ibelli, Italo Ferreira e Tatiana Weston-Webb nesta sexta-feira.

Caio terminou o Rio Pro em 17º lugar. O brasileiro competiu pela repescagem na quarta disputa, porém não entrou em sintonia com o mar de ondas irregulares no Point de Itaúna e caiu para Barron Mamiya. Assim como o brasileiro, o havaiano também surfou muitas ondas sem destaque, mas um aéreo reverse de frontside, que valeu 7.00 pontos, desequilibrou o confronto.

Barron abriu a bateria com pancada numa esquerda que valeu 4.33 pontos. Caio começou melhor. O brasileiro rasgou e bateu forte na junção de uma esquerda para anotar 5.67. Aos 12 minutos o duelo começou a ganhar forma. Barron voou com rotação numa direita, marcou 7.00 e abriu distância no placar.

O brasileiro lutou muito, surfou outras oito ondas e perto do fim chegou perto com 4.67 pontos, porém o havaiano deu a resposta com duas fortes manobras de backside para abrir larga vantagem com a nota 6.73. Caio passou a precisar de 8.06 e não teve chances de conseguir a virada.

Bateria ruim – Italo Ferreira não entrou em sintonia com Saquarema nesta sexta-feira. O campeão mundial de 2019 fez uma bateria ruim nas oitavas de final. O surfista ficou preso na correnteza e não achou as ondas, depois conseguiu ficar ativo, porém errou na escolha das direitas e esquerdas e também nas manobras mais expressivas que tentou. Perto do minuto final ele diminuiu a diferença, mas não teve mais tempo de surfar e perdeu para Barron. Com derrota o brazuca se despede do Rio Pro em nono lugar.

Os 15 minutos iniciais da última bateria das oitavas de final tiveram pouca ação. Italo surfou apenas uma onda (1.50), e Barron pegou quatro. O havaiano marcou 4.83 pontos em sua primeira performance, e quase na metade do confronto fez quatro manobras, duas delas no outside. O havaiano executou dois bons ataques numa esquerda intermediária no Point de Itaúna, depois entrou no inside e foi pra direita, então ele rasgou invertendo a direção da prancha e bateu na pequena junção. Com 5.67 ele deixou Italo precisando de 9.00 para reverter o resultado.

Italo voltou a atuar, mas errou o aéreo e não mudou sua situação na bateria. Pior pra ele que Barron decolou com rotação numa direita, marcou 5.47 pontos e aumentou a diferença para 9.41. O brasileiro ficou mais ativo, porém seguiu sem conseguir notas acima de 1 ponto.

O brasileiro teve sua melhor performance na disputa quase no minuto final, quando atuou de frontside. Ele marcou 5.33 pontos e voltou rápido para o pico, porém não teve mais tempo de conseguir os 5.62 que necessitava para a vitória.

Tati cai em Itaúna – O Brasil também perdeu sua última representante na categoria feminina do Rio Pro nesta sexta. Após Silvana Lima ser eliminada no primeiro dia do evento, Tatiana Weston-Webb caiu na segunda bateria do dia e está fora da etapa. A atleta não entrou em sintonia com o mar e Caitlin Simmers venceu com as duas maiores notas da disputa.

Tati fechou a repescagem feminina. A brazuca começou com uma onda fraca (2.83) e viu a norte-americana começar forte, aos três minutos, com uma rasgada e uma boa batida que valeram 6.50 pontos. Tati voltou a atuar no meio do duelo de 30 minutos, e com uma rasgada marcou 4.83. Logo depois ela atuou novamente, mas não melhorou sua situação na bateria.

Caitlin deu mais um golpe em Tati quando restavam sete minutos para o fim. A surfista dos Estados Unidos pegou uma direita e bateu forte de frontside para marcar 5.23 pontos e aumentar a diferença para 6.90.

A brasileira sentou no pico e ficou esperando uma onda que desse oportunidade para virar o resultado, porém nenhuma onda com potencial apareceu, ela não surfou mais e se despediu do Rio Pro.


Semifinais femininas – Nesta sexta-feira também foram definidas as semifinais femininas. A australiana Tyler Wrighr abriu as quartas com vitória sobre a havaiana Gabriela Bryan. A surfista que tenta seu quarto título no Rio marcou 7.83 pontos na melhor apresentação e venceu por 13.60 a 10.33.

A adversária de Tyler na semi é a norte-americana Caroline Marks. A surfista dos Estados Unidos perdia a bateria até perto do fim, quando marcou 8.33 pontos após escovar uma esquerda. A também norte-americana Lakey Peterson lutou até o fim, mas não conseguiu reverter o placar.


Maior nota do dia – As havaianas Carissa Moore e Bettylou Sakura Johnson fizeram uma bateria muito disputada, com potentes manobras de backside nas esquerdas do Point de Itaúna. Bettylou chegou nos oito minutos finais com as duas maiores notas e com a adversária precisando de 7.27 pontos pra vencer. Ela tinha a prioridade e deixou uma onda passar para Carissa, que fez dois ataques ferozes, marcou a maior nota do dia, 8.83, assumiu a liderança e venceu com o maior somatório da sexta-feira, 15.33 pontos. Com o resultado Carissa garantiu vaga no WSL Finals, que definirá os campeões mundiais da temporada no mês de setembro em Trestles, Califórnia (EUA).

A adversária de Carissa na luta por vaga na final é Caitlin Simmers. A norte-americana saiu atrás no placar, mas com uma manobra forte numa esquerda da série marcou 6.83 pontos, pulou para a primeira posição e eliminou a australiana Molly Picklum.


Próxima chamada e previsão das ondas para as finais – A próxima chamada para o Rio Pro acontece neste sábado (1/7), às 6h25 (de Brasília). A previsão indica que o Point de Itaúna deve funcionar com condições muito melhores que as desta sexta-feira. As séries podem chegar a até 1,5 metro e o vento esperado pela manhã é o terral, virando para lateral durante a tarde.

Rio Pro 2023
Repescagem feminina
Baterias disputadas na sexta-feira (23)

1 Carissa Moore (HAV) 10.50 x 10.00 Silvana Lima (BRA)

2 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.54 x 11.14 Stephanie Gilmore (AUS)

Baterias realizadas nesta sexta-feira (30)

3 Molly Picklum (AUS) 10.33 x 6.16 Johanne Defay (FRA)

4 Caitlin Simmers (EUA) 11.73 x 7.66 Tatiana Weston-Webb (BRA)
Quartas de final

1 Tyler Wright (AUS) 13.60 x 10.33 Gabriela Bryan (HAV)

2 Caroline Marks (EUA) 14.16 x 13.10 Lakey Peterson (EUA)

3 Carissa Moore (HAV) 15.33 x 13.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)

4 Caitlin Simmers (EUA) 11.40 x 10.30 Molly Picklum (AUS)

Semifinais

1 Tyler Wright (AUS) x Caroline Marks (EUA)

2 Carissa Moore (HAV) x Caitlin Simmers (EUA)

Repescagem masculina

1 Jadson André (BRA) 11.30 x 9.30 Griffin Colapinto (EUA)

2 Ian Gentil (HAV) 13.50 x 11.83 Connor O’Leary (AUS)

3 Samuel Pupo (BRA) 12.00 x 11.00 Gabriel Medina (BRA)

4 Barron Mamiya (HAV) 13.73 x 10.34 Caio Ibelli (BRA)

5 Seth Moniz (HAV) 7.97 x 6.33 Jack Robinson (AUS)

6 Jordy Smith (AFR) 8.57 x 6.20 Matthew McGillivray (AFR)

7 Leonardo Fioravanti (ITA) 11.70 x 9.27 Rio Waida (IDN)

8 Kanoa Igarashi (JAP) 11.60 x 10.27 Callum Robson (AUS)

Oitavas de final

1 Samuel Pupo (BRA) 10.20 x 9.27 João Chianca (BRA)

2 Ryan Callinan (AUS) 12.50 x 12.20 Kanoa Igarashi (JAP)

3 Ethan Ewing (AUS) 11.90 x 9.60 Seth Moniz (HAV)

4 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.66 x 11.76 Jordy Smith (AFR)

5 Jadson André (BRA) 11.07 x 10.40 Filipe Toledo (BRA)

6 Yago Dora (BRA) 12.67 x 7.43 Matthew McGillivray (AFR)

7 John John Florence (HAV) 14.17 x 9.90 Ian Gentil (HAV)

8 Barron Mamiya (HAV) 11.14 x 7.26 Italo Ferreira (BRA)
Quartas de final

1 Samuel Pupo (BRA) x Ryan Callinan (AUS)

2 Ethan Ewing (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Jadson André (BRA)Yago Dora (BRA)

4 John John Florence (HAV) x Barron Mamiya (HAV)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. Clique aqui para ver ao vivo no site da WSL A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10

    Próxima chamada nesta sexta-feira (18) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.