Saquarema Pro 2023

Mateus é o melhor do domingo

Mateus Herdy passa de fase no Saquarema Pro 2023 com o maior somatório do domingo (15). Ele é um dos dez brasileiros classificados para o Round 3 masculino da etapa.
Saquarema Pro, Praia de Itaúna (RJ)

O Point de Itaúna funcionou neste domingo (15) com direitas e esquerdas acima de 1 metro nas séries para as disputas da segunda fase do Saquarema Pro 2023. Mateus Herdy foi o grande nome do dia. O brasileiro chegou na etapa brasileira do CS em 10º lugar no ranking e precisa passar mais uma fase para melhorar sua pontuação. Deivid Silva, Samuel Pupo, Michael Rodrigues, Jadson André e Alejo Muniz, que também lutam para competir na elite do surfe em 2024, também garantiram vagas no Round 3. João Chianca, já classificado para o CT 2024, além de Cauã Costa e Heitor Muller completam o pelotão brazuca na fase dos 32 melhores homens da prova.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

Neste domingo foram realizadas as 16 baterias do Round 2 masculino. Todas as disputas tiveram 30 minutos de duração. A parte da manhã teve as melhores condições para o surfe no dia em Itaúna. Com a entrada do vento lateral próximo do meio do dia as condições ficaram um pouco piores, mas ainda assim as ondas abriam para os dois lados com boas paredes. O Saquarema Pro 2023 é a sexta e última etapa do circuito Challenger Series na temporada. Cada atleta forma sua pontuação com os quatro melhores resultados. Os dez homens mais bem posicionados no ranking, assim como as cinco melhores mulheres, conquistam vagas no circuito Championship Tour 2024.

O atual 10º colocado no ranking só começou a reagir na terceira bateria da segunda fase aos 15 minutos. Mateus Herdy tinha três notas abaixo de 1 ponto e de backside rasgou e bateu na junção do Point de Itaúna. A atuação valeu 5.57 pontos e ele subiu de quarto para o terceiro lugar. As duas ondas seguintes do brasileiro foram ruins e em sua sétima atuação na disputa ele chegou na casa dos seis pontos. A performance aconteceu aos 20 minutos, quando ele já tinha caído para a última posição no confronto. Mateus voou com reverse de frontside, executou um cutback e atingiu uma pequena junção no inside. Ele marcou 6.40 e foi para o segundo lugar.

Mateus assumiu a liderança quando restavam quatro minutos. Ele tinha a terceira prioridade, mas achou uma direita e voou com reverse duas vezes para anotar 8.93 pontos. O australiano Jordan Lawler caiu para o segundo lugar, mas também garantiu vaga na terceira fase. Já o surfista da Costa Rica, Carlos Muñoz (3) e o Nolan Rapoza (4º), dos Estados Unidos, se despediram do Saquarema Pro 2023. Mateus precisa passar mais uma fase para melhorar sua pontuação no ranking.

“É um campeonato importante para mim e, quando a gente está nessa pressão, ou você consegue lidar bem com isso, ou acaba caindo né. É oito ou oitenta e estou feliz por começar o evento com o maior somatório, mas realmente não estava pensando nisso e só em surfar bem”, disse Mateus Herdy. “Eu fiquei tentando entender o vento, porque tava meio terral e meio ladal ao mesmo tempo. Ele grudava a prancha no pé no início, mas no finalzinho tirava ela do pé. Então eu errei umas duas, três vezes. Mas, eu treino muito os aéreos, então na minha mentalidade é que se errei três, os próximos eu não ia errar. Foi isso, eu consegui acertar e vamo que vamo”.

Quem já mexeu no seu somatório na lista dos melhores foi Samuel Pupo. O surfista, que foi cortado da elite no meio da atual temporada, chegou em Saquarema em 12º lugar. Ele buscava trocar 700 pontos e com a classificação para a terceira fase já tem garantidos no mínimo 1.700. Samuel competiu na 15ª disputa. O australiano George Pittar marcou a maior nota do confronto (7.00) e venceu. O brasileiro sofreu uma grande pressão do também brazuca, Rafael Teixeira, que marcou 6.23 e quase assumiu o segundo lugar. Rafael ainda pegou a prioridade nos dois minutos finais, mas nenhuma onda boa apareceu para ele conquistar os 4.77 que precisava e acabou eliminado em terceiro lugar. Em último ficou o australiano Sheldon Simkus, que também está fora da etapa.

“A bateria foi bem difícil, porque os outros surfistas tinham as melhores notas e eu tive que me virar ali pra me classificar”, disse Samuel Pupo. “Acho que essas baterias difíceis são as mais importantes. Eu vim para esse campeonato pensando que eu não estou dentro do CT ainda. A décima colocação, ou a nona, sempre vai vir alguém de trás muito forte, então tem que seguir avançando para ficar na frente. O primeiro passo foi dado e foi importante, porque o mar estava difícil hoje, então vamos seguir buscando um bom resultado no evento ainda”.

Deivid Silva participou da 11ª disputa. Ele ocupa a quinta posição no ranking e pode melhorar sua pontuação passando mais uma fase. Deivid formou seu somatório com uma direita e uma esquerda neste domingo. A melhor atuação aconteceu de frontside, quando ele executou três rasgadas e um cutback para anotar 7.50 pontos. Numa direita ele bateu três vezes para marcar 6.27. Em segundo lugar ficou o convidado para a etapa, Cauã Costa. O surfista colocou duas notas na casa dos seis pontos no placar, a melhor delas (6.93) com duas rasgadas e uma batida numa esquerda. Os franceses Justin Becret (3º) e Maxime Huscenot (4º) deram adeus ao evento.

“Estou muito amarradão por ter vencido em Portugal, porque foram pontos importantes pra chegar aqui com mais possibilidades de conseguir realizar o sonho, que é voltar pro CT”, destacou Deivid Silva. “O mar está bem legal, bem divertido, tem altas ondas e estou feliz em estar em Saquarema novamente. Estou aqui pensando em me classificar por mim mesmo, sem depender dos outros. Estou me sentindo muito bem, a cabeça está bem boa, com pensamentos positivos, minha família toda está aqui comigo, minhas filhas, minha esposa, então isso me deixa mais tranquilo e vamos pras próximas”.

Michael também segue na briga – Michael Rodrigues venceu a décima bateria com virada perto do fim. O atual 13º colocado no ranking chegou nos último seis minutos em terceiro lugar. O brasileiro tinha chegado perto da virada nos minutos anteriores, porém caiu num aéreo reverse de finalização no inside de uma direita. Mas aos 24 minutos entrou numa esquerda e ele acertou duas batidas fortes em sequência para marcar 7.50 pontos e assumir a liderança. O francês Joan Duru avançou em segundo lugar. Gatien Delahaye (3º), da França, e Jabe Swierkocki (4º) dos Estados Unidos, foram eliminados. Michael ainda precisa passar mais uma fase para melhorar sua pontuação no ranking. Ele descarta 1.900 pontos.

“O mar mudou durante minha bateria, então tive que me adaptar e é bom começar um evento assim”, disse Michael Rodrigues. “Geralmente, eu começo com uma bateria excelente. Dessa vez foi uma difícil e estou feliz por ter passado. Eu venho fazendo um trabalho muito legal aqui. Estou bem focado, com uma rotina muito boa e bem confiante. É o último evento do ano e quero aproveitar também, não ficar só na pressão. Estou aqui com minha mulher, meu técnico que a gente se classificou juntos em 2017, então ter ele ao meu lado de novo, está sendo muito especial para mim”.


Jadson também na luta – Jadson André ocupa a 21ª posição na lista dos melhores e precisa de um bom resultado em Saquarema para chegar na elite. Ele começou o ano no CT, porém sofreu uma lesão em Pipeline e acabou cortado na metade da temporada. O primeiro passo foi dado neste domingo.

O brasileiro liderou a 12ª bateria até os 16 minutos, quando o havaiano Eli Hanneman decolou com reverse numa junção de direita. Com a performance ele anotou 8.50 pontos, foi para a liderança e colocou Jadson em segundo lugar. Em terceiro, Ryan Kainalo chegou no final precisando de 7.03 para avançar. No último minuto ele decolou com rotação e atingiu a junção. A nota demorou um pouco para sair, mas nenhum juiz deu a virada. Ele marcou 6.67 e se despediu da etapa, assim como o australiano Alister Reginato (4º).


Dobradinha brasileira – Deivid e Cauã fizeram a segunda dobradinha brasileira no dia. A primeira aconteceu no nono confronto. O francês Timothee Bisso abriu a bateria com 7.33 pontos, porém sofreu a virada de Miguel Pupo e Heitor Mueller.

Miguel começou a reação aos 9 minutos, com 7.00 pontos, e aos 16 ele foi para a primeira posição com a nota 7.07. As duas atuações foram parecidas e realizadas numa esquerda. Miguel rasgou forte na primeira seção, depois bateu e acertou a junção de frontside.

O caminho de Heitor foi mais complicado. Ele subiu de último para o terceiro lugar aos 16 minutos depois de rasgar e bater forte numa junção de direita. Ele, que tinha 6.00 pontos como melhor nota, conquistou mais 6.27 e passou a buscar 6.30 para passar de fase. A virada aconteceu quando restavam cinco minutos para o fim. Heitor usou a prioridade e entrou numa direita, rasgou e acelerou para voar com reverse. Ele marcou 6.43. Os franceses Jorgann Couzinet (3º) e Timothee Bisso (4º) ainda tentaram reagir e a bateria terminou com notas ainda sendo computadas, porém eles não conseguiram alterar as posições e foram eliminados.

Os outros brasileiros que avançaram neste domingo foram João Chianca, quarto melhor surfista do mundo em 2023 e reclassificado para a elite, além de Alejo Muniz, que tenta voltar a fazer parte do CT.

João abriu a oitava bateria logo no início com 5.83 pontos. Depois ele conquistou cinco notas baixas até garantir a sua primeira na casa dos sete pontos na bateria. Aos 12 minutos ele manobrou seis vezes de backside no Point de Itaúna. Com as duas rasgadas e quatro batidas ele anotou 7.33 pontos e assumiu a liderança da disputa.

O brasileiro estava muito ativo na bateria e logo depois atacou uma direita também com rasgadas e batidas para colocar mais 7.93 pontos no somatório e deixar seus três adversários precisando de duas ondas para superá-lo.

A briga pela segunda vaga foi acirrada. Os três surfistas passaram pelo segundo lugar, posição que classifica o atleta para a fase seguinte. Joel Vaughan estava na última posição perto dos dois minutos finais e foi para o tudo ou nada. O australiano acelerou de frontside numa direita, e voou muito alto num Alley Oop. Joel aterrissou na base da onda com perfeição e comemorou. Todos os cinco juízes deram 10 pontos para a performance. Com isso ele assumiu a segunda posição e avançou no Saquarema Pro 2023. O sul-africano Adin Masencamp (3º) e Valentin Neves (4º) se despediram da competição.

“É muito bom fazer história. Estou superfeliz por tirar uma nota 10. Na África do Sul consegui um 9,83, então estou muito feliz por ganhar um 10 aqui”, disse Joel Vaughan. “Eu estava em terceiro na bateria, sem conseguir notas boas. Então apenas relaxei, mas sabia que poderia tentar algo grande pra conseguir me classificar. Essa onda veio logo depois que me acalmei e até achei que decolei tarde demais, mas acabou me deixando um pouco mais na frente da onda e deu a conta certa. Com certeza, foi o melhor aéreo que já fiz num campeonato, então estou superfeliz”.


Baixas brasileiras – O domingo teve nove baixas brasileiras. Além de Valentin Neves, Rafael Teixeira e Ryan Kainalo, os surfistas Vitor Ferreira, Ian Gouveia, Edgard Groggia, Leo Casal, Lucas Silveira e Gabriel Klaussner também se despediram da competição.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Saquarema Pro 2023 acontece nesta segunda-feira (16), às 7h45 (de Brasília). As mulheres podem voltar pra água no dia. No total cinco brasileiras seguem vivas no evento, todas classificadas para a segunda fase. A previsão indica que as ondas podem ficar maiores no Point de Itaúna e chegar a 1,5 metro nas séries. O vento deve soprar forte durante todo o dia, de terral / lateral pela manhã e lateral a tarde.

Saquarema Pro 2023
Round 2 Masculino

1 Shion Crawford (HAV) 11.53, Jacob Willcox (AUS) 11.13, Marc Lacomare (FRA) 10.37, Dylan Moffat (AUS) 7.07

2 Reef Heazlewood (AUS) 13.33, Jackson Baker (AUS) 10.13, Vitor Ferreira (BRA) 9.54, Miguel Tudela (PER) 7.77

3 Mateus Herdy (BRA) 15.33, Jordan Lawler (AUS) 13.77, Carlos Muñoz (CRI) 9.44, Nolan Rapoza (EUA) 8.66

4 Jake Marshall (EUA) 15.10, Mihimana Braye (FRA) 12.23, Ian Gouveia (BRA) 10.24, Kauli Vaast (FRA) 8.77

5 Nacho Gundesen (ARG) 13.54, Crosby Colapinto (EUA) 13.43, Edgard Groggia (BRA) 10.27, Dimitri Poulos (EUA) 10.20

6 Luke Thompson (AFR) 11.46, Imaikalani deVault (HAV) 10.26, Jackson Baker (HAV) 8.70, Teva Bouchgua (MAR) 8.43

7 Daniem Emslie (AFR) 12.07, Jett Schilling (EUA) 11.53, Morgan Cibilic (AUS) 10.44, Te Kehukehu Butler (NZL) 8.97

8 João Chianca (BRA) 15.26, Joel Vaughan (AUS) 15.00, Adin Masencamp (AFR) 11.77, Valentin Neves (BRA) 11.40

9 Miguel Pupo (BRA) 14.07, Heitor Mueller (BRA) 12.70, Jorgann Couzinet (FRA) 12.56, Timothee Bisso (FRA) 9.67

10 Michael Rodrigues (BRA) 12.57, Joan Duru (FRA) 10.90, Gatien Delahaye (FRA) 10.70, Jabe Swierkocki (EUA) 8.20

11 Deivid Silva (BRA) 13.77, Cauã Costa (BRA) 13.46, Justin Becret (FRA) 11.27, Maxime Huscenot (FRA) 9.83

12 Eli Hanneman (HAV) 13.97, Jadson André (BRA) 11.90, Ryan Kainalo (BRA) 11.54, Alister Reginato (AUS) 8.43

13 Jarvis Earle (AUS) 12.76, Frederico Morais (POR) 11.50, Mikey McDonagh (AUS) 10.20, Leo Casal (BRA) 10.03

14 Marco Mignot (FRA) 14.40, Kade Matson (EUA) 12.03, Lucas Silveira (BRA) 11.27, Gabriel Klaussner (BRA) 10.67

15 George Pittar (AUS) 11.13, Samuel Pupo (BRA) 11.00, Rafael Teixeira (BRA) 9.86, Sheldon Simkus (AUS) 7.00

16 Alejo Muniz (BRA) 11.97, Cole Houshmand (EUA) 11.03, Billy Stairmand (AUS) 9.47, Lucca Mesinas (PER) 7.16

Round 3

1 Shion Crawford (HAV) x Reef Heazlewood (AUS) x Jordan Lawler (AUS) x Mihimana Braye (FRA)

2 Jacob Willcox (AUS) x Jackson Baker (AUS) x Mateus Herdy (BRA) x Jake Marshall (EUA)

3 Nacho Gundesen (ARG) x Luke Thompson (AFR) x Jett Schilling (EUA) x Joel Vaughan (AUS)

4 Crosby Colapinto (EUA) x Imaikalani deVault (HAW) x Daniel Emslie (AFR) x João Chianca (BRA)

5 Miguel Pupo (BRA) x Michael Rodrigues (BRA) x Cauã Costa (BRA) x Jadson André (BRA)

6 Heitor Mueller (BRA) x Joan Duru (FRA) x Deivid Silva (BRA) x Eli Hanneman (HAV)

7 Jarvis Earle (AUS) x Marco Mignot (FRA) x Samuel Pupo (BRA) x Cole Houshmand (EUA)

8 Frederico Morais (POR) x Kade Matson (EUA) x George Pittar (AUS) x Alejo Muniz (BRA)
Round 2 Feminino

1 Sally Fitzgibbons (AUS), Francisca Veselko (POR), Eweleiula Wong (HAV), Zoë Steyn (AFR)

2 Ellie Harrison (AUS), Vahine Fierro (FRA), Kirra Pinkerton (EUA), Daniella Rosas (PER)

3 Isabella Nichols (AUS), Bella Kenworthy (EUA), Silvana Lima (BRA), Leilani McGonagle (CRI)

4 Alyssa Spencer (EUA), Sophie McCulloch (AUS), Carolina Mendes (POR), Zoe McDougall (HAV)

5 India Robinson (AUS), Nadia Erostarbe (ESP), Laura Raupp (BRA), Camilla Kemp (ALE)

6 Bronte Macaulay (AUS), Sarah Baum (AFR), Tessa Thyssen (FRA), Sophia Medina (BRA)

7 Luana Silva (BRA), Teresa Bonvalot (POR), Amuro Tsuzuki (JAP), Tainá Hinckel (BRA)

8 Sawyer Lindblad (EUA), Zahli Kelly (AUS), Erin Brooks (CAN), Arena Rodriguez Vargas (PER)

Rankings Challenger Series 2023
Top-10 Masculino – 5 etapas:

1 Cole Houshmand (EUA) – 28.065 pontos

2 Jacob Willcox (AUS) – 22.035

3 Jake Marshall (EUA) – 17.565

3 Frederico Morais (PRT) – 17.565

5 Deivid Silva (BRA) – 16.920

6 Crosby Colapinto (EUA) – 16.285

7 Imaikalani deVault (HAV) – 16.140

8 Eli Hanneman (HAV) – 15.620

9 Kade Matson (EUA) – 14.850

10 Mateus Herdy (BRA) – 14.630

Outros brasileiros
12 Samuel Pupo (BRA) – 14.100 pontos

13 Michael Rodrigues (BRA) – 13.285

21 Jadson André (BRA) – 10.465

28 Alejo Muniz (BRA) – 8.045

37 Ian Gouveia (BRA) – 6.200

39 Leo Casal (BRA) – 5.700

40 Edgard Groggia (BRA) – 5.420

46 Lucas Silveira (BRA) – 5.000

50 Rafael Teixeira (BRA) – 4.600

60 João Chianca (BRA) – 3.320

66 Ryan Kainalo (BRA) – 2.850

89 Krystian Kymerson (BRA) – 700

94 Miguel Pupo (BRA) – 600

94 Caio Ibelli (BRA) – 600

Top-5 Feminino – 5 etapas:

1 Sally Fitzgibbons (AUS) – 26.430 pontos

2 India Robinson (AUS) – 25.490

3 Sawyer Lindblad (EUA) – 23.020

4 Alyssa Spencer (EUA) – 22.810

5 Isabella Nichols (AUS) – 22.725

Brasileiras
6 Luana Silva (BRA) – 20.610 pontos

36 Sophia Medina (BRA) – 6.000

39 Laura Raupp (BRA) – 5.220

42 Silvana Lima (BRA) – 4.100

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 Round 2 Feminino Round 1 Round 2

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.