El Salvador Pro 2024

Yago é destaque em Punta Roca

Yago Dora avança às oitavas do El Salvador Pro 2024 com maior nota e maior somatório do dia. Medina também vence na estreia, Tatiana Weston-Webb chega nas quartas e Italo Ferreira e João Chianca caem pra repescagem.
El Salvador Pro 2024, Punta Roca, La Libertad

O grande nome do primeiro dia do El Salvador Pro 2024 foi Yago Dora. O brasileiro fez fortes ataques e voou alto de backside para vencer pela primeira fase com a maior nota e o maior somatório do dia. Ele está classificado para as oitavas de final assim como Gabriel Medina. Tatiana Weston-Webb perdeu na estreia, mas venceu na fase seguinte e está nas quartas. Italo Ferreira e João Chianca não venceram no Round 1 e enfrentarão a repescagem. A sétima etapa do CT na temporada começou nesta quinta-feira (6/6) em boas ondas de 1 a 1,5 metro no point break de Punta Roca. No total foram realizadas 16 baterias de 35 minutos, sendo as 8 da primeira fase masculina, 4 do Round 1 feminino e 4 da repescagem das mulheres.

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Yago foi o único que surfou nos 5 minutos iniciais da oitava bateria masculina do evento. A primeira direita correu e ele não passou a seção seguinte ao drope. A segunda foi menor, mas melhor. O brasileiro executou três batidas, uma curva curta e acelerou pra voar alto com reverse. A performance valeu 6.83 pontos. Yago voltou a atuar aos 10 minutos e colocou mais 4.67 no somatório.

Cole Houshmand entrou no jogo aos 10 minutos. Ele surfou na mesma série que o brasileiro e executou uma série de batidas e rasgadas para largar com 6.17 pontos. Barron também atuou naquele momento, mas ficou num tubo após executar uma manobra. O havaiano precisava de 8.83 para vencer e o norte-americano necessitava de 5.34 para evitar a repescagem.

A bateria chegou na metade e Yago entrou em ação. Ele tinha a segunda prioridade. O brasileiro rasgou, depois bateu com força chutando a rabeta muito acima da crista e completando um reverse, depois ainda achou espaço para mais uma batida na junção. A atuação valeu 6.93 e ele aumentou a diferença para os adversários. Cole passou a buscar 7.59 e Barron 13.76 pontos.

A situação do norte-americano e do havaiano ficou pior aos 22 minutos. Yago tinha a terceira prioridade, mas novamente se posicionou bem no pico e entrou numa boa direita. O brasileiro executou um snap, depois rasgou, bateu, fez outra curva e acertou a junção. A performance valeu 7.77 pontos. Cole tentou reagir logo depois, porém a nota 4.67 não mudou sua situação no duelo. Barron seguiu no pico com a prioridade. O havaiano necessitava de 14.70 para vencer.

Yago voltou a trocar de nota a 2 minutos do fim. Naquele momento ele tinha a segunda prioridade. O atleta rasgou e a onda ficou lenta, mas ele trabalhou, chegou numa seção mais intensa, bateu, rasgou, voou e aterrissou de base trocada, voltou a colocar o pé direito na frente da prancha, executou outra batida e voou com reverse. A performance foi a melhor do dia na opinião dos juízes, valeu 8.87 pontos, e ele venceu a bateria com o maior somatório do dia, 16.64 pontos. Cole (2º) e Barron (3º) caíram para a repescagem.


Medina vence Italo – Gabriel Medina conquistou a primeira vitória brasileira no El Salvador Pro 2024. O tricampeão mundial atacou as direitas com fortes ataques de backside, conquistou as duas maiores notas da quinta disputa masculina e avançou às oitavas de final. Italo Ferreira (2º) e Leonardo Fioravanti (3º) caíram para a repescagem.

A bateria começou com muita ação. Os três surfistas atuaram em direitas longas. Medina anotou 7.50 pontos. Italo largou com 1.93, mas depois conquistou 7.00 pontos. Leo abriu com 4.83 e foi pra liderança com 6.17 pontos. Tudo isso aconteceu nos 5 minutos iniciais.

Medina anotou 0.80 na segunda atuação e voltou a destruir uma direita aos 9 minutos. O atleta começou a performance com uma batida poderosa, depois trabalhou para passar uma seção. Na sequência ele bateu e derrapou a rabeta, fez curvas em partes cheias da direita e acertou mais duas pancadas quando a onda ficou mais rápida e forte novamente. A atuação valeu 7.90 pontos.

Italo respondeu aos 12 minutos. Ele precisava de 8.40 para vencer e bateu, rasgou três vezes, executou um cutback, fez outra curva e bateu novamente. A nota 6.93 não mudou a situação dele na bateria. Leo surfou logo depois e repetiu a nota 6.17 que já tinha no somatório. Ele necessitava de 9.23 para avançar às oitavas de final.

O italiano diminuiu a diferença no placar aos 23 minutos. Ele conquistou 7.20 pontos com três ataques linkados na direita de Punta Roca. Ele passou a buscar 8.20 para vencer.

A bateria ficou morna, até que nos segundos finais Italo foi para o tudo ou nada. Ele tinha a segunda prioridade e entrou numa onda embolado na espuma. O campeão mundial de 2019 trabalhou na parte cheia da onda, depois acelerou e voou com reverse, mas caiu na aterrissagem. Medina ainda surfou na mesma série, mas não mexeu no placar. Ele venceu e garantiu vaga nas oitavas. Italo (2º) enfrentará o salvadorenho Bryan Perez na repescagem e Leo (3º) vai pra cima do marroquino Ramzi Boukhiam.

“Estou feliz por estar em El Salvador e feliz com meu desempenho também. As ondas estão incríveis, muito boas”, disse Gabriel Medina. “Ficou um pouco devagar no final da bateria, mas o começo foi incrível. É tudo uma questão de feeling, você vê a onda vindo e decide qual ir. O que eu tentei fazer, era escolher as ondas certas. Eu sabia que qualquer um poderia tirar uma nota boa, então tentei ser mais seletivo e acho que consegui pegar as que tinham mais parede. Foi bom e vitória é sempre uma vitória”.


Tati perde na estreia, mas se recupera – A primeira participação brasileira no El Salvador Pro 2024 não foi boa. Tatiana Weston-Webb competiu na terceira bateria do Round 1 das mulheres, ficou em segundo lugar e caiu para a repescagem. Disputa foi contra duas norte-americanas e terminou com vitória de Cailtin Simmers.

Os 14 minutos iniciais do duelo tiveram atuações fracas. Tati fez a primeira onda mais longa da bateria. Ela tinha a terceira prioridade e a direita era uma intermediária. A brasileira executou quatro ataques, sendo o último, uma batida na junção, o melhor. A atuação valeu 4.00 pontos. Caitlin Simmers usou o direito de escolha de onda na mesma série. A norte-americana fez ataques mais fortes e colocou 5.83 no somatório. Lakey Peterson ameaçou reagir com 3.33 pontos.

Aos 18 minutos Tati surfou novamente uma direita que não era da série e anotou 3.67 pontos. Naquele momento ela era a líder, porém Caitlin precisava de apenas 1.84 para assumir o primeiro lugar e tinha a prioridade.

A brasileira seguiu ativa e pegou ondas ruins, porém a 7 minutos do fim ela entrou numa direita intermediária que ofereceu boas seções. Tati executou seis ataques e anotou 6.40 pontos. Caitlin atuou na direita seguinte da mesma série. A norte-americana atingiu o lip, depois passou por uma seção cheia e bateu forte na junção passando as quilhas por cima da crista. Ela precisava de 4.58 e assumiu a liderança com 6.33 pontos. Caitlin avançou às quartas. Tati e Lakey (3ª) caíram para a repescagem.

Tati avança às quartas – Lakey Peterson competiu pela repescagem e foi eliminada pela havaiana Gabriela Bryan. Já o caminho da brasileira foi melhor. Tati enfrentou a surfista dos Estados Unidos Sawyer Lindblad e venceu com a única nota no critério excelente marcada no dia por uma mulher.

Sawyer largou na frente com 5.83 pontos. Na atuação ela executou duas rasgadas e duas batidas. Tati começou com 3.50, nota recebida depois de rasgar com força, fazer dois cutbacks e cair na prancha numa parte balançada da direita. A brasileira voltou a atuar aos 17 minutos. Ela tinha a segunda prioridade quando executou um cutback, mais três rasgadas e uma forte batida. A atuação valeu 8.00 pontos.

A norte-americana ficou no pico esperando uma onda mágica e a brasileira permaneceu atenta à oportunidades deixadas pela adversária. Foi assim que Tati surfou duas ondas e trocou 3.50 por 3.93 para deixar Sawyer na necessidade de 6.11 para vencer.

Sawyer só surfou sua segunda onda no minuto final. A surfista dos Estados Unidos fez ataques numa direita pequena e a nota 4.50 não evitou sua eliminação. Tati ainda teve tempo de pegar a direita seguinte, conquistou 5.43 e venceu pelo placar de 13.43 a 10.33 pontos. Sawyer se despediu da prova em 9º lugar e Tati encara a norte-americana Caitlin Simmers nas quartas de final.

João fica em terceiro – O outro brasileiro na competição é João Chianca. O atleta terminou a temporada 2023 como quarto melhor surfista do mundo, porém sofreu um acidente em Pipeline no início do último mês de dezembro e não competiu na primeira metade do tour. Ele foi cortado da segunda metade, porém já tem garantida uma vaga para 2025.

João não fez boa estreia e caiu para a repescagem. Vice-líder do ranking, o norte-americano Griffin Colapinto venceu e avançou às oitavas de final.

Quem começou melhor a terceira bateria masculina do evento foi Ryan Callinan. O australiano atuou aos 5 minutos, logo após o brasileiro abrir a disputa com uma onda curta. Ryan fez uma sequência de ataques de backside e conquistou 5.17 pontos. O brazuca voltou a surfar aos 14 minutos. Ele caiu no quinto ataque e anotou 3.67 pontos. Griffin atuou na mesma série e executou uma forte rasgada invertendo a direção da prancha, depois bateu chutando a rabeta, porém caiu. A performance valeu 3.97 pontos. João seguiu ativo e colocou mais 4.50 no somatório com seis manobras.

Griffin pegou sua segunda onda na disputa aos 19 minutos. Ele fez cinco curvas antes de bater na junção. O norte-americano assumiu a liderança com 5.67 pontos, mas ficou pouco tempo no topo. Logo depois o australiano fez ataques verticais, inseriu mais 5.67 no somatório e foi para a primeira posição. Griffin passou a buscar 5.17 para vencer e João de 6.34 pontos para evitar a repescagem.

O norte-americano voltou para a liderança a 8 minutos do fim. Griffin rasgou, depois bateu chutando a rabeta, fez um cutback e acertou a junção. João surfou a onda seguinte. Ele bateu, depois rasgou com força, fez outra curva mais curta, rasgou mais duas vezes e acelerou para voar com reverse sem ir alto e numa parte pequena da direita. Griffin anotou 6.93 e João 5.43 pontos. O brasileiro não saiu da última posição e passou a buscar 7.17 para sair da água vitorioso. Em segundo, Ryan buscava 6.93 para avançar às oitavas.

João entrou numa direita a 4 minutos do fim, porém Griffin usou a prioridade, bloqueou o brasileiro e fez oito ataques para complicar ainda mais o caminho dos adversários com a nota 7.50 pontos. Ryan (2º) e João (3º) não tiveram tempo para reagir e caíram para a repescagem. O próximo adversário do australiano é o também aussie Liam O’Brien. O brasileiro vai pra cima do havaiano Barron Mamiya.

Previsão das ondas e próxima chamada – A próxima chamada para o El Salvador Pro 2024 acontece nesta sexta-feira (7/6), às 10h (de Brasília). A previsão das ondas indica boa condições de surfe com séries de até 8 pés de face em Punta Roca. O vento esperado é um lateral durante a manhã e maral na parte da tarde.

El Salvador Pro 2024
Round 1 Masculino

1 Ethan Ewing (AUS) 12.73 x Rio Waida (IDN) 9.93 x Matthew McGillivray (AFR) 8.10

2 Jack Robinson (AUS) 13.60 x Connor O’Leary (AUS) 13.27 x Crosby Colapinto (EUA) 9.66

3 Griffin Colapinto (EUA) 14.43 x Ryan Callinan (AUS) 10.84 x João Chianca (BRA) 9.93

4 John John Florence (HAV) 16.33 x Liam O’Brien (AUS) 13.56 x Bryan Perez (ELS) 13.20

5 Gabriel Medina (BRA) 15.40 x Italo Ferreira (BRA) 13.93 x Leonardo Fioravanti (ITA) 13.37

6 Jordy Smith (AFR) 10.60 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.57 x Seth Moniz (HAV) 9.57

7 Jake Marshall (EUA) 13.17 x Kanoa Igarashi (JAP) 13.04 x Imaikalani deVault (HAV) 8.84

8 Yago Dora (BRA) 16.64 x Cole Houshmand (EUA) 10.84 x Barron Mamiya (HAV) 5.90

Repescagem

1 Italo Ferreira (BRA) x Bryan Perez (ELS)

2 Ramzi Boukhiam (MAR) x Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Barron Mamiya (HAV) x João Chianca (BRA)

4 Rio Waida (IDN) x Seth Moniz (HAV)

5 Cole Houshmand (EUA) x Connor O’Leary (AUS)

6 Crosby Colapinto (EUA) x Imaikalani deVault (HAV)

7 Kanoa Igarashi (JAP) x Matthew McGillivray (AFR)

8 Ryan Callinan (AUS) x Liam O’Brien (AUS)

Round 1 Feminino

1 Johanne Defay (FRA) 13.33 x Caroline Marks (EUA) 12.43 x Tyler Wright (AUS) 10.57

2 Brisa Hennessy (CRI) 12.80 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 12.20 x Leilani McGonagle (CRI) 8.40

3 Caitlin Simmers (EUA) 12.16 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 10.40 x Lakey Peterson (EUA) 6.36

4 Molly Picklum (AUS) 13.90 x Gabriela Bryan (HAV) 12.36 x Sawyer Lindblad (EUA) 12.93

Repescagem

1 Caroline Marks (EUA) 14.50 x 12.03 Leilani McGonagle (CRI)

2 Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.43 x 10.33 Sawyer Lindblad (EUA)

3 Gabriela Bryan (HAV) 14.33 x 13.44 Lakey Peterson (EUA)

4 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 13.97 x 12.00 Tyler Wright (AUS)

Quartas de final

1 Caitlin Simmers (EUA) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

2 Molly Picklum (AUS) x Gabriela Bryan (HAV)

3 Brisa Hennessy (CRI) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

4 Johanne Defay (FRA) x Caroline Marks (EUA)

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) 1 – Caitlin Simmers (EUA) 11.33 x 10.26 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Molly Picklum (AUS) 8.63 x 7.40 Lakey Peterson (EUA) Final 1 – Caitlin Simmers (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.