Gold Coast Pro 2026

Brasil dita ritmo

Filipe Toledo beira perfeição e enfrenta Gabriel Medina nas oitavas de final. Mateus Herdy também brilha em dia com domínio brasileiro e reação australiana. Próxima chamada acontece neste sábado (2), às 17h45 (de Brasília).
Gold Coast Pro 2026, Snapper Rocks, Queensland, Austrália

Os brasileiros foram protagonistas no segundo dia do Bonsoy Gold Coast Pro 2026, com atuações dominantes de Filipe Toledo e Gabriel Medina, além do destaque de Mateus Herdy em um dos duelos mais aguardados da fase. Em condições clássicas de Snapper Rocks, o evento também foi marcado por alto nível geral, com destaque para australianos e performances consistentes em todas as baterias. A próxima chamada acontece neste sábado (2) às 17h45 para um possível início às 18h05 (de Brasília).

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Um dia incrível de surfe aconteceu no segundo dia do Bonsoy Gold Coast Pro apresentado por GWM, terceira etapa do Championship Tour 2026 da WSL. Um total de 11 notas excelentes — o maior número em um único dia na temporada até agora — marcou o ritmo da competição, com Snapper Rocks funcionando com ondas de 1,2 a 1,5 metro, oferecendo linhas longas e perfeitas para os melhores surfistas do mundo atacarem. As 14 baterias restantes da segunda fase masculina foram concluídas, junto com as duas primeiras baterias da segunda fase feminina.

Uma retomada dos australianos apareceu lado a lado com a continuidade do domínio brasileiro. Entre os líderes da perna australiana, a havaiana Gabriela Bryan e Gabriel Medina seguiram vestindo as lycras amarelas com performances de destaque.

A última bateria do dia, entre a norte-americana Caitlin Simmers e a francesa Vahine Fierro, foi interrompida com menos de cinco minutos restantes.

“Um tubarão foi avistado dentro de 500 metros da zona de competição durante a bateria 3 da segunda fase feminina, e a bateria foi imediatamente interrompida de acordo com os protocolos de segurança da WSL”, disse Renato Hickel, vice-presidente de tours e competição da WSL. “Os oficiais do evento e a equipe de segurança monitoraram a situação e decidiram manter a bateria em espera até o próximo dia de competição. Após ativar nossos protocolos e discutir com as surfistas, a bateria poderá ser retomada ou reiniciada dependendo das condições no próximo dia de competição. A segurança dos nossos surfistas e equipe continua sendo nossa maior prioridade”.

Filipe domina e enfrenta Medina – Filipe Toledo mostrou exatamente por que já venceu duas vezes na Gold Coast. O brasileiro registrou a maior somatória do evento, 18.00, incluindo um 9.50 — maior nota do campeonato até agora — deixando o norte-americano Cole Houshmand em combinação.

“Estou muito feliz por finalmente pegar ondas muito boas para abrir o surfe e ter várias oportunidades de surfar e performar”, disse Filipe. “Nos dois primeiros eventos eu estava me sentindo muito bem, confiante; provavelmente é o melhor que já estive mentalmente e fisicamente. Só não aconteceu como eu queria nesses dois eventos. Eu não estava realmente estressado com o que iria acontecer, eram apenas dois eventos. Estou apenas confiando no processo. Eu sei que a minha hora vai chegar. Por enquanto, seguimos trabalhando. Enquanto você estiver forte mentalmente, isso ajuda a guiar todo o resto na sua vida. O último ano foi muito bom para mim. Acabei de ter meu terceiro filho e voltei a morar no Brasil, tudo está se encaixando, me sinto ótimo”.

 

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Na terceira fase, Filipe enfrentará Gabriel Medina, atual número 1 do mundo e também campeão mundial, cuja vitória no Gold Coast Pro de 2014 o colocou no caminho para seu primeiro título mundial.

Medina pareceu nem precisar sair da primeira marcha em sua quinta vitória consecutiva sobre o australiano Morgan Cibilic no CT. Levando a melhor na troca inicial com um 8.33, Medina rapidamente adicionou 7.23 ao seu somatório, enquanto Morgan buscava uma nota na faixa excelente para igualar seu 7.50 inicial, mas acabou não conseguindo.

“As duas ondas que eu peguei foram muito boas. A formação da onda é muito crítica e fica esperando você para bater muito forte”, disse Medina. “A previsão parece muito boa para os próximos dias, então estou animado. É incrível ter tanta gente na praia. O surfe significa muito para todo mundo; é um estilo de vida. Para mim, é realmente o meu trabalho, mas é um estilo de vida que todos aproveitam. É engraçado porque a gente se diverte muito lá fora e as pessoas ficam felizes com isso, o que é meio estranho, mas eu agradeço todo o amor e apoio. O surfe merece isso, é um esporte muito divertido. Sou muito fã e muito feliz de fazer parte disso para fazer a diferença. Tenho uma grande missão, espero conseguir ativar minha missão. Vamos continuar, está sendo divertido”.

 

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Mateus brilha e Colapintos caem – O norte-americano Jake Marshall abriu sua bateria contra o norte-americano Crosby Colapinto com 8.83, somando depois 7.00 para vencer com 15.83.

“As ondas estavam meio difíceis, então não acreditei como aquela onda foi dobrando e oferecendo seção após seção”, disse Jake. “Ela começou pequena e virou uma grande onda. A onda roubou a cena e fiquei feliz de começar bem. Nos primeiros eventos mal surfei. Foi muito bom finalmente pegar uma onda e fazer uma boa nota”.

Na sequência, Mateus Herdy venceu Griffin Colapinto em uma das melhores baterias do dia. Após trocas de notas, o brasileiro garantiu a vitória com um 8.33 pontos.

“Griffin é muito bom, eu sabia que seria uma bateria muito difícil”, disse Mateus. “Eu falei com todo mundo ao meu redor e eles disseram para dar o meu melhor e não segurar nada. No começo eu estava tentando entender o pico porque já estava diferente de ontem. Muda muito com a corrente. Eu admiro muito o Griffin. Quando ele fez 7.83, pensei que precisava surfar no meu melhor nível. Graças a Deus aquela onda veio e eu sabia exatamente o que estava procurando”.

 

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Pupos avançam e se enfrentam – Os irmãos Samuel Pupo e Miguel Pupo também avançaram e irão se enfrentar na terceira fase após vencerem baterias consecutivas contra João Chianca e o havaiano Eli Hanneman, respectivamente.

Australianos reagem e Callum elimina Yago – Os australianos mantiveram a crescente iniciada por George Pittar, vencedor em Margaret River. Pittar foi um dos cinco australianos a avançar.

Callum Robson seguiu esse embalo ao eliminar o atual campeão mundial Yago Dora. O australiano foi estratégico, abriu com 7.50, somou uma segunda nota e depois encontrou um 7.10 após longa espera, superando qualquer resposta de Yago.

“Eu fiz o Challenger Series com o George no ano passado e vi como todos nós somos reais”, disse Callum. “Somos todos humanos e ver ele ir até o fim e ir tão bem acende algo em todos nós australianos, especialmente os mais jovens. Porque você tem surfistas de altíssimo nível como os brasileiros — Yago, Medina — e poder enfrentá-los e dar o seu melhor como ele fez acende uma chama. Me deixa muito orgulhoso fazer parte dessa nova geração australiana”.

Liam O’Brien (AUS), competindo no dia do seu aniversário, conseguiu finalmente vencer o japonês Kanoa Igarashi após quatro derrotas anteriores e enfrentará Pittar na próxima fase.

 

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Jack e Ethan engrenam – O australiano Jack Robinson encontrou dois dos melhores tubos do evento logo no início contra o mexicano Alan Cleland, somando 7.50 e 7.57 e praticamente decidindo a bateria.

“Sinto como se estivesse em casa, sinto muito amor aqui”, disse Jack. “Muitas pessoas vieram assistir e eu pensei: preciso aproveitar isso. Eu sabia que o Alan era perigoso. Só queria pegar alguns tubos atrás da pedra. É um processo de recuperação de seis meses e agora já passei disso. É sobre me libertar e deixar minha mente livre para ser eu mesmo”.

Já o australiano Ethan Ewing venceu o indonésio Rio Waida em uma virada emocionante no fim. Após sair atrás, Ethan encontrou um 8.17 — primeira excelente do dia — e depois 7.33 no minuto final para virar.

“Eu peguei a primeira onda rápido, mas depois fiquei preso na corrente procurando uma onda específica que não vinha”, disse Ethan. “O Rio estava construindo suas notas. Eu não via muito nas ondas dele, mas ele conseguiu boas pontuações. Fiquei remando bastante até que a onda que eu queria apareceu. Senti que o momento virou ali. Eu estava pensando: isso não pode estar acontecendo. Não quero sair tão cedo do evento. Só quero surfar. Espero que agora eu consiga surfar mais solto”.

Gabriela domina e Nadia surpreende no feminino – Gabriela Bryan apresentou uma verdadeira aula de força e fluidez na primeira bateria do CT surfada em Snapper Rocks pela atual número 1 do mundo. Em duelo equilibrado contra a australiana Sally Fitzgibbons, a havaiana garantiu a vitória com um 8.83 — a maior nota feminina do evento até o momento — e um total de 16.66 pontos. Enquanto Sally apostou na fluidez e chegou a completar um aéreo limpo em uma longa parede, Gabriela respondeu com força bruta e técnica impecável.

“Foi muito divertido, honestamente, ter o pico vazio em Snapper”, disse Gabriela. “Eu quase não sabia o que fazer porque estava disputando com umas 20 surfistas por ondas pequenas (nos treinos). Eu tive a escolha do pico, o que foi incrível. Aquela última onda que peguei foi provavelmente a melhor onda alinhada que já tive aqui. Acho que poderia ter forçado ainda mais. Eu só quero me colocar nas ondas e mostrar meu surfe. Esse é meu objetivo este ano. Quando você surfa em um Snapper perfeito, não é difícil fazer isso”.

 

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A novata Nadia Erostarbe, da Espanha, seguiu impressionando ao derrotar a norte-americana Caroline Marks, campeã mundial de 2023. Após já ter conquistado sua primeira nota excelente no CT na fase anterior, a espanhola repetiu o feito com um 8.00, colocando Caroline em combinação ainda na metade da bateria. Marks reagiu com 7.50, mas não foi suficiente.

“É incrível vencer a Caroline aqui em Snapper. Ela é uma das melhores de backside e eu me inspiro muito nela”, disse Nadia. “Eu sabia que precisava ir com tudo e consegui duas boas ondas. Mesmo cometendo um erro no final ao deixar ela pegar aquela onda, estou feliz por avançar. E ainda mais por chegar na praia e ver tantos espanhóis aqui. Muitos eu nem conheço, mas é incrível ter esse apoio tão longe de casa”.

 

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Com Snapper Rocks entregando condições de alto nível e previsão favorável, o evento segue com grandes expectativas — especialmente para o aguardado confronto entre Filipe Toledo e Gabriel Medina.

Bonsoy Gold Coast Pro 2026
Round 2 Masculino

3 Italo Ferreira (BRA) 12.50 x 10.66 Luke Thompson (AFR)

4 Ethan Ewing (AUS) 15.50 x 13.44 Rio Waida (INA)

5 Jake Marshall (EUA) 15.83 x 12.17 Crosby Colapinto (EUA)

6 Mateus Herdy (BRA) 15.33 x 14.00Griffin Colapinto (EUA)

7 George Pittar (AUS) 14.47 x 9.00 Alejo Muniz (BRA)

8 Liam O’Brien (AUS) 14.67 x 13.53 Kanoa Igarashi (JAP)

9 Callum Robson (AUS) 14.60 x 11.50 Yago Dora (BRA)

10 Connor O’Leary (JAP) 15.83 x 10.10 Joel Vaughan (AUS)

11 Jack Robinson (AUS) 15.07 x 7.33 Alan Cleland (MEX)

12 Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.67 Seth Moniz (HAV)

13 Gabriel Medina (BRA) 15.56 x 10.17 Morgan Cibilic (AUS)

14 Filipe Toledo (BRA) 18.00 x 14.87 Cole Houshmand (EUA)

15 Samuel Pupo (BRA) 12.54 x 9.00 João Chianca (BRA)

16 Miguel Pupo (BRA) 11.60 x 6.77 Eli Hanneman (HAV)

Baterias realizadas na sexta-feira (1)

1 Marco Mignot (FRA) 13.40 x 13.17 Barron Mamiya (HAV)

2 Kauli Vaast (FRA) 15.16 x 13.40 Jordy Smith (AFR)

Oitavas de final

1 Marco Mignot (FRA) x Kauli Vaast (FRA)

2 Italo Ferreira (BRA) x Ethan Ewing (AUS)

3 Jake Marshall (EUA) x Mateus Herdy (BRA)

4 George Pittar (AUS) x Liam O’Brien (AUS)

5 Callum Robson (AUS) x Connor O’Leary (JAP)

6 Jack Robinson (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)

7 Gabriel Medina (BRA) x Filipe Toledo (BRA)

8 Samuel Pupo (BRA) x Miguel Pupo (BRA)
Oitavas de final Feminino

1 Gabriela Bryan (HAV) 16.66 x 13.60 Sally Fitzgibbons (AUS)

2 Nadia Erostarbe (ESP) 14.67 x 13.93 Caroline Marks (EUA)

3 Caitlin Simmers (EUA) 14.26 x 10.60 Vahine Fierro (FRA)

Próximas baterias

4 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Stephanie Gilmore (AUS)

5 Molly Picklum (AUS) x Yolanda Hopkins (POR)

6 Isabella Nichols (AUS) x Sawyer Lindblad (EUA)

7 Lakey Peterson (EUA) x Carissa Moore (HAV)

8 Luana Silva (BRA) x Tyler Wright (AUS)

Ranking Masculino do CT 2026
1 Gabriel Medina (BRA) – 13.885

2 George Pittar (AUS) – 13.320

3 Miguel Pupo (BRA) – 13.320
4 Yago Dora (BRA) – 12.545
5 Samuel Pupo (BRA) – 10.830

6 Griffin Colapinto (EUA) – 9.405

7 Italo Ferreira (BRA) – 9.405

8 Kanoa Igarashi (JAP) – 8.065

9 Leonardo Fioravanti (ITA) – 8.065

10 Crosby Colapinto (EUA) – 5.745

11 Barron Mamiya (HAV) – 5.745

12 Joel Vaughan (AUS) – 5.745

13 Ethan Ewing (AUS) – 5.745

14 Filipe Toledo (BRA) – 4.320

15 Rio Waida (INA) – 4.320

16 Jordy Smith (AFR) – 4.320

17 Marco Mignot (FRA) – 4.320

18 Joao Chianca (BRA) – 4.320

19 Jake Marshall (EUA) – 4.320

20 Connor O’Leary (JAP) – 4.320

21 Jack Robinson (AUS) – 4.320

22 Alejo Muniz (BRA) – 4.320

23 Liam O’Brien (AUS) – 3.820

24 Kauli Vaast (FRA) – 2.000

25 Eli Hanneman (HAV) – 2.000

26 Seth Moniz (HAV) – 2.000

27 Cole Houshmand (EUA) – 2.000

28 Morgan Cibilic (AUS) – 2.000

29 Alan Cleland (MEX) – 2.000

30 Ramzi Boukhiam (MAR) – 1.500

31 Luke Thompson (AFR) – 1.500

32 Mateus Herdy (BRA) – 1.500

33 Callum Robson (AUS) – 1.000

34 Oscar Berry (AUS) – 1.000

Ranking Feminino do CT 2026

1 Gabriela Bryan (HAV) – 14.745

2 Lakey Peterson (EUA) – 14.745

3 Molly Picklum (AUS) – 12.545

4 Luana Silva (BRA) – 12.545

5 Caitlin Simmers (EUA) – 10.830

6 Isabella Nichols (AUS) – 8.085

7 Alyssa Spencer (EUA) – 7.085

8 Sawyer Lindblad (EUA) – 7.085

9 Carissa Moore (HAV) – 6.745

10 Caroline Marks (EUA) – 6.745

11 Bettylou Sakura Johnson (HAV) – 6.745

12 Erin Brooks (CAN) – 4.000

13 Sally Fitzgibbons (AUS) – 4.000

14 Francisca Veselko (POR) – 4.000

15 Vahine Fierro (FRA) – 3.000

16 Nadia Erostarbe (ESP) – 3.000

17 Anat Lelior (ISR) – 3.000

18 Yolanda Hopkins (POR) – 3.000

19 Tyler Wright (AUS) – 3.000

20 Tya Zebrowski (FRA) – 2.000

21 Bella Kenworthy (EUA) – 2.000

22 Brisa Hennessy (CRC) – 2.000

23 Stephanie Gilmore (AUS) – 2.000

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. Clique aqui para ver ao vivo no site da WSL No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h30 (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.