Gold Coast Pro 2026

Brasil dita ritmo

Filipe Toledo beira perfeição e enfrenta Gabriel Medina nas oitavas de final. Mateus Herdy também brilha em dia com domínio brasileiro e reação australiana. Próxima chamada acontece neste sábado (2), às 17h45 (de Brasília).

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Filipe Toledo faz melhor apresentação do dia.

Os brasileiros foram protagonistas no segundo dia do Bonsoy Gold Coast Pro 2026, com atuações dominantes de Filipe Toledo e Gabriel Medina, além do destaque de Mateus Herdy em um dos duelos mais aguardados da fase. Em condições clássicas de Snapper Rocks, o evento também foi marcado por alto nível geral, com destaque para australianos e performances consistentes em todas as baterias. A próxima chamada acontece neste sábado (2) às 17h45 para um possível início às 18h05 (de Brasília).

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Um dia incrível de surfe aconteceu no segundo dia do Bonsoy Gold Coast Pro apresentado por GWM, terceira etapa do Championship Tour 2026 da WSL. Um total de 11 notas excelentes — o maior número em um único dia na temporada até agora — marcou o ritmo da competição, com Snapper Rocks funcionando com ondas de 1,2 a 1,5 metro, oferecendo linhas longas e perfeitas para os melhores surfistas do mundo atacarem. As 14 baterias restantes da segunda fase masculina foram concluídas, junto com as duas primeiras baterias da segunda fase feminina.

Uma retomada dos australianos apareceu lado a lado com a continuidade do domínio brasileiro. Entre os líderes da perna australiana, a havaiana Gabriela Bryan e Gabriel Medina seguiram vestindo as lycras amarelas com performances de destaque.

A última bateria do dia, entre a norte-americana Caitlin Simmers e a francesa Vahine Fierro, foi interrompida com menos de cinco minutos restantes.

“Um tubarão foi avistado dentro de 500 metros da zona de competição durante a bateria 3 da segunda fase feminina, e a bateria foi imediatamente interrompida de acordo com os protocolos de segurança da WSL”, disse Renato Hickel, vice-presidente de tours e competição da WSL. “Os oficiais do evento e a equipe de segurança monitoraram a situação e decidiram manter a bateria em espera até o próximo dia de competição. Após ativar nossos protocolos e discutir com as surfistas, a bateria poderá ser retomada ou reiniciada dependendo das condições no próximo dia de competição. A segurança dos nossos surfistas e equipe continua sendo nossa maior prioridade”.

Filipe domina e enfrenta Medina – Filipe Toledo mostrou exatamente por que já venceu duas vezes na Gold Coast. O brasileiro registrou a maior somatória do evento, 18.00, incluindo um 9.50 — maior nota do campeonato até agora — deixando o norte-americano Cole Houshmand em combinação.

“Estou muito feliz por finalmente pegar ondas muito boas para abrir o surfe e ter várias oportunidades de surfar e performar”, disse Filipe. “Nos dois primeiros eventos eu estava me sentindo muito bem, confiante; provavelmente é o melhor que já estive mentalmente e fisicamente. Só não aconteceu como eu queria nesses dois eventos. Eu não estava realmente estressado com o que iria acontecer, eram apenas dois eventos. Estou apenas confiando no processo. Eu sei que a minha hora vai chegar. Por enquanto, seguimos trabalhando. Enquanto você estiver forte mentalmente, isso ajuda a guiar todo o resto na sua vida. O último ano foi muito bom para mim. Acabei de ter meu terceiro filho e voltei a morar no Brasil, tudo está se encaixando, me sinto ótimo”.

 

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Na terceira fase, Filipe enfrentará Gabriel Medina, atual número 1 do mundo e também campeão mundial, cuja vitória no Gold Coast Pro de 2014 o colocou no caminho para seu primeiro título mundial.

Medina pareceu nem precisar sair da primeira marcha em sua quinta vitória consecutiva sobre o australiano Morgan Cibilic no CT. Levando a melhor na troca inicial com um 8.33, Medina rapidamente adicionou 7.23 ao seu somatório, enquanto Morgan buscava uma nota na faixa excelente para igualar seu 7.50 inicial, mas acabou não conseguindo.

“As duas ondas que eu peguei foram muito boas. A formação da onda é muito crítica e fica esperando você para bater muito forte”, disse Medina. “A previsão parece muito boa para os próximos dias, então estou animado. É incrível ter tanta gente na praia. O surfe significa muito para todo mundo; é um estilo de vida. Para mim, é realmente o meu trabalho, mas é um estilo de vida que todos aproveitam. É engraçado porque a gente se diverte muito lá fora e as pessoas ficam felizes com isso, o que é meio estranho, mas eu agradeço todo o amor e apoio. O surfe merece isso, é um esporte muito divertido. Sou muito fã e muito feliz de fazer parte disso para fazer a diferença. Tenho uma grande missão, espero conseguir ativar minha missão. Vamos continuar, está sendo divertido”.

 

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Mateus brilha e Colapintos caem – O norte-americano Jake Marshall abriu sua bateria contra o norte-americano Crosby Colapinto com 8.83, somando depois 7.00 para vencer com 15.83.

“As ondas estavam meio difíceis, então não acreditei como aquela onda foi dobrando e oferecendo seção após seção”, disse Jake. “Ela começou pequena e virou uma grande onda. A onda roubou a cena e fiquei feliz de começar bem. Nos primeiros eventos mal surfei. Foi muito bom finalmente pegar uma onda e fazer uma boa nota”.

Na sequência, Mateus Herdy venceu Griffin Colapinto em uma das melhores baterias do dia. Após trocas de notas, o brasileiro garantiu a vitória com um 8.33 pontos.

“Griffin é muito bom, eu sabia que seria uma bateria muito difícil”, disse Mateus. “Eu falei com todo mundo ao meu redor e eles disseram para dar o meu melhor e não segurar nada. No começo eu estava tentando entender o pico porque já estava diferente de ontem. Muda muito com a corrente. Eu admiro muito o Griffin. Quando ele fez 7.83, pensei que precisava surfar no meu melhor nível. Graças a Deus aquela onda veio e eu sabia exatamente o que estava procurando”.

 

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Pupos avançam e se enfrentam – Os irmãos Samuel Pupo e Miguel Pupo também avançaram e irão se enfrentar na terceira fase após vencerem baterias consecutivas contra João Chianca e o havaiano Eli Hanneman, respectivamente.

Australianos reagem e Callum elimina Yago – Os australianos mantiveram a crescente iniciada por George Pittar, vencedor em Margaret River. Pittar foi um dos cinco australianos a avançar.

Callum Robson seguiu esse embalo ao eliminar o atual campeão mundial Yago Dora. O australiano foi estratégico, abriu com 7.50, somou uma segunda nota e depois encontrou um 7.10 após longa espera, superando qualquer resposta de Yago.

“Eu fiz o Challenger Series com o George no ano passado e vi como todos nós somos reais”, disse Callum. “Somos todos humanos e ver ele ir até o fim e ir tão bem acende algo em todos nós australianos, especialmente os mais jovens. Porque você tem surfistas de altíssimo nível como os brasileiros — Yago, Medina — e poder enfrentá-los e dar o seu melhor como ele fez acende uma chama. Me deixa muito orgulhoso fazer parte dessa nova geração australiana”.

Liam O’Brien (AUS), competindo no dia do seu aniversário, conseguiu finalmente vencer o japonês Kanoa Igarashi após quatro derrotas anteriores e enfrentará Pittar na próxima fase.

 

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Jack e Ethan engrenam – O australiano Jack Robinson encontrou dois dos melhores tubos do evento logo no início contra o mexicano Alan Cleland, somando 7.50 e 7.57 e praticamente decidindo a bateria.

“Sinto como se estivesse em casa, sinto muito amor aqui”, disse Jack. “Muitas pessoas vieram assistir e eu pensei: preciso aproveitar isso. Eu sabia que o Alan era perigoso. Só queria pegar alguns tubos atrás da pedra. É um processo de recuperação de seis meses e agora já passei disso. É sobre me libertar e deixar minha mente livre para ser eu mesmo”.

Já o australiano Ethan Ewing venceu o indonésio Rio Waida em uma virada emocionante no fim. Após sair atrás, Ethan encontrou um 8.17 — primeira excelente do dia — e depois 7.33 no minuto final para virar.

“Eu peguei a primeira onda rápido, mas depois fiquei preso na corrente procurando uma onda específica que não vinha”, disse Ethan. “O Rio estava construindo suas notas. Eu não via muito nas ondas dele, mas ele conseguiu boas pontuações. Fiquei remando bastante até que a onda que eu queria apareceu. Senti que o momento virou ali. Eu estava pensando: isso não pode estar acontecendo. Não quero sair tão cedo do evento. Só quero surfar. Espero que agora eu consiga surfar mais solto”.

Ethan Ewing avança em Snapper Rocks.

Gabriela domina e Nadia surpreende no feminino – Gabriela Bryan apresentou uma verdadeira aula de força e fluidez na primeira bateria do CT surfada em Snapper Rocks pela atual número 1 do mundo. Em duelo equilibrado contra a australiana Sally Fitzgibbons, a havaiana garantiu a vitória com um 8.83 — a maior nota feminina do evento até o momento — e um total de 16.66 pontos. Enquanto Sally apostou na fluidez e chegou a completar um aéreo limpo em uma longa parede, Gabriela respondeu com força bruta e técnica impecável.

“Foi muito divertido, honestamente, ter o pico vazio em Snapper”, disse Gabriela. “Eu quase não sabia o que fazer porque estava disputando com umas 20 surfistas por ondas pequenas (nos treinos). Eu tive a escolha do pico, o que foi incrível. Aquela última onda que peguei foi provavelmente a melhor onda alinhada que já tive aqui. Acho que poderia ter forçado ainda mais. Eu só quero me colocar nas ondas e mostrar meu surfe. Esse é meu objetivo este ano. Quando você surfa em um Snapper perfeito, não é difícil fazer isso”.

 

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A novata Nadia Erostarbe, da Espanha, seguiu impressionando ao derrotar a norte-americana Caroline Marks, campeã mundial de 2023. Após já ter conquistado sua primeira nota excelente no CT na fase anterior, a espanhola repetiu o feito com um 8.00, colocando Caroline em combinação ainda na metade da bateria. Marks reagiu com 7.50, mas não foi suficiente.

“É incrível vencer a Caroline aqui em Snapper. Ela é uma das melhores de backside e eu me inspiro muito nela”, disse Nadia. “Eu sabia que precisava ir com tudo e consegui duas boas ondas. Mesmo cometendo um erro no final ao deixar ela pegar aquela onda, estou feliz por avançar. E ainda mais por chegar na praia e ver tantos espanhóis aqui. Muitos eu nem conheço, mas é incrível ter esse apoio tão longe de casa”.

 

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Com Snapper Rocks entregando condições de alto nível e previsão favorável, o evento segue com grandes expectativas — especialmente para o aguardado confronto entre Filipe Toledo e Gabriel Medina.

Bonsoy Gold Coast Pro 2026

Round 2 Masculino

3 Italo Ferreira (BRA) 12.50 x 10.66 Luke Thompson (AFR)

4 Ethan Ewing (AUS) 15.50 x 13.44 Rio Waida (INA)

5 Jake Marshall (EUA) 15.83 x 12.17 Crosby Colapinto (EUA)

6 Mateus Herdy (BRA) 15.33 x 14.00Griffin Colapinto (EUA)

7 George Pittar (AUS) 14.47 x 9.00 Alejo Muniz (BRA)

8 Liam O’Brien (AUS) 14.67 x 13.53 Kanoa Igarashi (JAP)

9 Callum Robson (AUS) 14.60 x 11.50 Yago Dora (BRA)

10 Connor O’Leary (JAP) 15.83 x 10.10 Joel Vaughan (AUS)

11 Jack Robinson (AUS) 15.07 x 7.33 Alan Cleland (MEX)

12 Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.67 Seth Moniz (HAV)

13 Gabriel Medina (BRA) 15.56 x 10.17 Morgan Cibilic (AUS)

14 Filipe Toledo (BRA) 18.00 x 14.87 Cole Houshmand (EUA)

15 Samuel Pupo (BRA) 12.54 x 9.00 João Chianca (BRA)

16 Miguel Pupo (BRA) 11.60 x 6.77 Eli Hanneman (HAV)

Baterias realizadas na sexta-feira (1)

1 Marco Mignot (FRA) 13.40 x 13.17 Barron Mamiya (HAV)

2 Kauli Vaast (FRA) 15.16 x 13.40 Jordy Smith (AFR)

Oitavas de final

1 Marco Mignot (FRA) x Kauli Vaast (FRA)

2 Italo Ferreira (BRA) x Ethan Ewing (AUS)

3 Jake Marshall (EUA) x Mateus Herdy (BRA)

4 George Pittar (AUS) x Liam O’Brien (AUS)

5 Callum Robson (AUS) x Connor O’Leary (JAP)

6 Jack Robinson (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)

7 Gabriel Medina (BRA) x Filipe Toledo (BRA)

8 Samuel Pupo (BRA) x Miguel Pupo (BRA)

Oitavas de final Feminino

1 Gabriela Bryan (HAV) 16.66 x 13.60 Sally Fitzgibbons (AUS)

2 Nadia Erostarbe (ESP) 14.67 x 13.93 Caroline Marks (EUA)

3 Caitlin Simmers (EUA) 14.26 x 10.60 Vahine Fierro (FRA)

Próximas baterias

4 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Stephanie Gilmore (AUS)

5 Molly Picklum (AUS) x Yolanda Hopkins (POR)

6 Isabella Nichols (AUS) x Sawyer Lindblad (EUA)

7 Lakey Peterson (EUA) x Carissa Moore (HAV)

8 Luana Silva (BRA) x Tyler Wright (AUS)

Ranking Masculino do CT 2026

1 Gabriel Medina (BRA) – 13.885

2 George Pittar (AUS) – 13.320

3 Miguel Pupo (BRA) – 13.320

4 Yago Dora (BRA) – 12.545

5 Samuel Pupo (BRA) – 10.830

6 Griffin Colapinto (EUA) – 9.405

7 Italo Ferreira (BRA) – 9.405

8 Kanoa Igarashi (JAP) – 8.065

9 Leonardo Fioravanti (ITA) – 8.065

10 Crosby Colapinto (EUA) – 5.745

11 Barron Mamiya (HAV) – 5.745

12 Joel Vaughan (AUS) – 5.745

13 Ethan Ewing (AUS) – 5.745

14 Filipe Toledo (BRA) – 4.320

15 Rio Waida (INA) – 4.320

16 Jordy Smith (AFR) – 4.320

17 Marco Mignot (FRA) – 4.320

18 Joao Chianca (BRA) – 4.320

19 Jake Marshall (EUA) – 4.320

20 Connor O’Leary (JAP) – 4.320

21 Jack Robinson (AUS) – 4.320

22 Alejo Muniz (BRA) – 4.320

23 Liam O’Brien (AUS) – 3.820

24 Kauli Vaast (FRA) – 2.000

25 Eli Hanneman (HAV) – 2.000

26 Seth Moniz (HAV) – 2.000

27 Cole Houshmand (EUA) – 2.000

28 Morgan Cibilic (AUS) – 2.000

29 Alan Cleland (MEX) – 2.000

30 Ramzi Boukhiam (MAR) – 1.500

31 Luke Thompson (AFR) – 1.500

32 Mateus Herdy (BRA) – 1.500

33 Callum Robson (AUS) – 1.000

34 Oscar Berry (AUS) – 1.000

Ranking Feminino do CT 2026

1 Gabriela Bryan (HAV) – 14.745

2 Lakey Peterson (EUA) – 14.745

3 Molly Picklum (AUS) – 12.545

4 Luana Silva (BRA) – 12.545

5 Caitlin Simmers (EUA) – 10.830

6 Isabella Nichols (AUS) – 8.085

7 Alyssa Spencer (EUA) – 7.085

8 Sawyer Lindblad (EUA) – 7.085

9 Carissa Moore (HAV) – 6.745

10 Caroline Marks (EUA) – 6.745

11 Bettylou Sakura Johnson (HAV) – 6.745

12 Erin Brooks (CAN) – 4.000

13 Sally Fitzgibbons (AUS) – 4.000

14 Francisca Veselko (POR) – 4.000

15 Vahine Fierro (FRA) – 3.000

16 Nadia Erostarbe (ESP) – 3.000

17 Anat Lelior (ISR) – 3.000

18 Yolanda Hopkins (POR) – 3.000

19 Tyler Wright (AUS) – 3.000

20 Tya Zebrowski (FRA) – 2.000

21 Bella Kenworthy (EUA) – 2.000

22 Brisa Hennessy (CRC) – 2.000

23 Stephanie Gilmore (AUS) – 2.000