O primeiro dia do Bonsoy Gold Coast Pro 2026, em Snapper Rocks, teve apenas um brasileiro na água, e Mateus Herdy fez valer a presença. O novato na elite superou o australiano Reef Heazlewood com uma atuação sólida, combinando variedade e progressão para somar 14.43 pontos e garantir vaga na próxima fase.
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O retorno de Snapper Rocks ao Championship Tour pela primeira vez desde 2018 aconteceu em grande estilo, com ondas limpas na faixa de 1 a 1,5 metro e alto nível técnico desde as primeiras baterias. Entre os destaques, Mateus mostrou leitura rápida das condições e crescimento ao longo da bateria. Depois de ver o adversário largar na frente, o brasileiro reagiu com aéreos bem executados e manobras verticais, anotando 7.50 e 6.93 pontos.
“Quando você está surfando ali no free surf, todas aquelas ondas que você pega já são muito boas, você ficaria feliz de pegar aquelas ondas no free surf, mas não são necessariamente as melhores ondas do mar. Então é um pouco complicado, mas eu fui entendendo o que os juízes queriam de mim. Acho que eles realmente gostam da variedade. Na minha onda 7.50, eu estava tentando lembrar o que eu fiz, e pensei nisso nas minhas últimas ondas. Acho que foi aí que comecei a conseguir o 6.93, e na minha última onda eu não sabia a nota que precisava, mas feliz de ter passado. O Reef é um cara muito gente boa. A gente estava conversando durante a bateria. Tenho muito respeito por ele, ele surfa muito”.
Com a vitória, Herdy encara o norte-americano Griffin Colapinto na próxima fase.
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O dia marcou o retorno triunfal de Snapper Rocks ao circuito mundial. Homens e mulheres competiram em ondas perfeitas, e a previsão indica condições ainda melhores para os próximos dias, com nova chamada marcada para esta sexta-feira (1), às 17h45 (de Brasília).
Entre as mulheres, o grande destaque ficou para o duelo de gerações entre Carissa Moore e Tya Zebrowski. A havaiana virou a bateria nos segundos finais em uma disputa emocionante.
“Sou uma grande fã da Tya Zebrowski e do surfe dela. Acho que ela é muito madura para a idade, e é muito bonita de ver surfando. Eu sabia que seria uma bateria muito difícil, e tenho muito respeito por ela, então não levei nada disso de forma leve. Fiquei pressionada durante boa parte da bateria e tenho estado bastante cansada desde a etapa do Oeste da Austrália, além de estar aprendendo a fazer tudo isso sendo mãe. Então fiquei muito emocionada porque não sabia se aquilo iria dar certo para mim. Claro que quero continuar na competição. Isso é um sonho realizado. O sonho de todo surfista é surfar nessas ondas. Eu quero estar aqui. Quero vencer baterias e adoraria vencer um evento se der certo. Eu me importo muito com isso”.
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Outro nome de peso, a australiana Stephanie Gilmore venceu sua primeira bateria no retorno ao circuito. Ela superou a canadense Erin Brooks. “Estou enferrujada, não vou mentir. Fiquei de fora durante duas temporadas, então só de passar dessas primeiras baterias e voltar ao ritmo das coisas já é importante. Eu estava caindo bastante, mas não importava. Era pegar mais ondas, entrar no ritmo, e você pode surfar Snapper praticamente sem ninguém no mar, então isso foi o mais importante. A Erin é uma competidora muito difícil. Achei que ela tinha conseguido a nota no final. Ela é muito inteligente e estratégica. Nós duas temos o mesmo treinador, então foi até engraçado. Eu sei que preciso continuar evoluindo se quiser seguir vencendo baterias. Toda essa nova geração está me impressionando muito. Estou muito feliz de estar aqui, fazer parte disso e conseguir uma vitória”.
A francesa Vahine Fierro brilhou com a melhor performance do dia. Ela venceu a costa-riquenha Brisa Hennessy com direito a nota 8.67 e somatório de 16.50 pontos. “Snapper é meu evento favorito no Tour, empatado com Teahupoo. Eu me sinto muito bem, me sinto em casa, adoro a atmosfera aqui. Estive disputando o Challenger nos últimos anos para tentar me classificar aqui em Snapper. Agora que estou no CT, é incrível conseguir notas tão boas. E com a Brisa, ela sempre tira o melhor de mim. Ela é uma competidora muito forte. Eu sabia que ela precisava de um 8.70. Ela pode fazer 10 em qualquer onda, então tentei dar o meu melhor para conseguir uma boa segunda nota. Foi bom entrar no ritmo do oceano”.
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A espanhola Nadia Erostarbe também se destacou. “Sou cem por cento uma competidora totalmente diferente nesta temporada. Assim que terminei o Challenger, algo virou na minha cabeça e cheguei aqui com uma mentalidade diferente do ano passado. Parece que está funcionando, vamos torcer para continuar assim. Uma das coisas que eu fazia muito errado no começo aqui, nos primeiros anos, era tentar dar uma manobra muito forte logo no início e a onda sempre corria rápido. Aqui é tudo sobre tempo, sobre fazer a linha, fazer uma boa linha alta no começo e depois ir manobra por manobra. Claro que você precisa fazer manobras fortes para conseguir notas excelentes. Fiquei muito grata por ter aquela oportunidade naquela onda (8.33)”.
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No confronto português, Yolanda Hopkins levou a melhor sobre Francisca Veselko. “As condições estavam insanas. Parecia que assim que entramos na água, as ondas começaram a vir série atrás de série. Era como no free surf, você quer pegar tudo, e na competição você pensa muito no que quer fazer e tenta não errar porque a onda é perfeita. Acho que falhei um pouco nas minhas primeiras ondas, mas isso é até bom, porque tenho muito mais para mostrar na próxima fase. Foi incrível, o sol apareceu, tudo alinhou. Estou muito feliz, está perfeito”.
No masculino, Morgan Cibilic e Callum Robson avançaram e vão enfrentar Gabriel Medina e Yago Dora. “Tem sido um começo difícil, sinto que não consegui entrar no ritmo ainda. Ver um dos seus melhores amigos vencer um evento do CT é o que todos nós sonhamos. Ver o George Pittar destruindo todo mundo foi icônico. Espero que isso acenda algo em nós, jovens australianos, e que consigamos mais vitórias este ano. Esse é o objetivo final, queremos estar lá em cima. Estou me sentindo bem com meu surfe, em um bom momento mental e com uma boa equipe ao meu redor. Vou dar o meu melhor e tentar vencer o número um do mundo”, disse Morgan.
“É bem difícil no Round 1, você nem sente que está no evento porque não enfrenta os melhores ainda. Tive um começo complicado nessas primeiras baterias, então é muito bom finalmente entrar no round principal. Vou enfrentar o Yago agora, então vai ser um confronto grande. Você sai de um cara forte como o Oscar direto para o Yago, depois provavelmente outro grande nome. Não para nunca, mas é isso que é o circuito mundial. É sobre surfar contra os melhores do mundo. Vou ajustar minha performance e tentar fazer o melhor possível”, contou Callum.
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O fim do dia ainda teve vitórias de Marco Mignot e Kauli Vaast no duelo francês. “É muito bom ter ondas perfeitas e estar só eu e o Jordy (Smith) na bateria. Não foi uma bateria fácil, mas agora toda bateria no CT é praticamente uma final, especialmente com o novo formato. Eu adoro o Jordy, sou muito fã do surfe dele, e estar na água com ele foi um momento incrível. Eu só queria surfar, as ondas estavam perfeitas”, disse Kauli.
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Bonsoy Gold Coast Pro 2026
Round 1 Masculino
1 Callum Robson (AUS) 11.33 x 11.27 Oscar Berry (AUS)
2 Mateus Herdy (BRA) 14.43 x 12.93 Reef Heazlewood (AUS)
3 Luke Thompson (AFR) 12.04 x 10.76 Winter Vincent (AUS)
4 Morgan Cibilic (AUS) 13.10 x 12.93 Ramzi Boukhiam (MAR)
Round 2
1 Marco Mignot (FRA) 13.40 x 13.17 Barron Mamiya (HAV)
2 Kauli Vaast (FRA) 15.16 x 13.40 Jordy Smith (AFR)
Próximas baterias
3 Italo Ferreira (BRA) x Luke Thompson (AFR)
4 Ethan Ewing (AUS) x Rio Waida (INA)
5 Crosby Colapinto (EUA) x Jake Marshall (EUA)
6 Griffin Colapinto (EUA) x Mateus Herdy (BRA)
7 George Pittar (AUS) x Alejo Muniz (BRA)
8 Kanoa Igarashi (JAP) x Liam O’Brien (AUS)
9 Yago Dora (BRA) x Callum Robson (AUS)
10 Connor O’Leary (JAP) x Joel Vaughan (AUS)
11 Jack Robinson (AUS) x Alan Cleland (MEX)
12 Leonardo Fioravanti (ITA) x Seth Moniz (HAV)
13 Gabriel Medina (BRA) x Morgan Cibilic (AUS)
14 Filipe Toledo (BRA) x Cole Houshmand (EUA)
15 Samuel Pupo (BRA) x João Chianca (BRA)
16 Miguel Pupo (BRA) x Eli Hanneman (HAV)
Round 1 Feminino
1 Yolanda Hopkins (POR) 11.27 x 10.86 Francisca Veselko (POR)
2 Sally Fitzgibbons (AUS) 12.33 x 11.60 Bella Kenworthy (EUA)
3 Vahine Fierro (FRA) 16.50 x 12.10 Brisa Hennessy (CRI)
4 Carissa Moore (HAV) 12.33 x 12.10 Tya Zebrowski (FRA)
5 Nadia Erostarbe (ESP) 15.16 x 13.17 Alyssa Spencer (EUA)
6 Tyler Wright (AUS) 11.37 x 7.36 Anat Lelior (ISR)
7 Stephanie Gilmore (AUS) 13.26 x 12.63 Erin Brooks (CAN)
8 Sawyer Lindblad (EUA) 13.84 x 11.84 Dimity Stoyle (AUS)
Round 2
1 Gabriela Bryan (HAV) x Sally Fitzgibbons (AUS)
2 Caroline Marks (EUA) x Nadia Erostarbe (ESP)
3 Caitlin Simmers (EUA) x Vahine Fierro (FRA)
4 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Stephanie Gilmore (AUS)
5 Molly Picklum (AUS) x Yolanda Hopkins (POR)
6 Isabella Nichols (AUS) x Sawyer Lindblad (EUA)
7 Lakey Peterson (EUA) x Carissa Moore (HAV)
8 Luana Silva (BRA) x Tyler Wright (AUS)
Ranking Masculino do CT 2026
1 Gabriel Medina (BRA) – 13.885
2 George Pittar (AUS) – 13.320
3 Miguel Pupo (BRA) – 13.320
4 Yago Dora (BRA) – 12.545
5 Samuel Pupo (BRA) – 10.830
6 Griffin Colapinto (EUA) – 9.405
7 Italo Ferreira (BRA) – 9.405
8 Kanoa Igarashi (JAP) – 8.065
9 Leonardo Fioravanti (ITA) – 8.065
10 Crosby Colapinto (EUA) – 5.745
11 Barron Mamiya (HAV) – 5.745
12 Joel Vaughan (AUS) – 5.745
13 Ethan Ewing (AUS) – 5.745
14 Filipe Toledo (BRA) – 4.320
15 Rio Waida (INA) – 4.320
16 Jordy Smith (AFR) – 4.320
17 Marco Mignot (FRA) – 4.320
18 Joao Chianca (BRA) – 4.320
19 Jake Marshall (EUA) – 4.320
20 Connor O’Leary (JAP) – 4.320
21 Jack Robinson (AUS) – 4.320
22 Alejo Muniz (BRA) – 4.320
23 Liam O’Brien (AUS) – 3.820
24 Kauli Vaast (FRA) – 2.000
25 Eli Hanneman (HAV) – 2.000
26 Seth Moniz (HAV) – 2.000
27 Cole Houshmand (EUA) – 2.000
28 Morgan Cibilic (AUS) – 2.000
29 Alan Cleland (MEX) – 2.000
30 Ramzi Boukhiam (MAR) – 1.500
31 Luke Thompson (AFR) – 1.500
32 Mateus Herdy (BRA) – 1.500
33 Callum Robson (AUS) – 1.000
34 Oscar Berry (AUS) – 1.000
Ranking Feminino do CT 2026
1 Gabriela Bryan (HAV) – 14.745
2 Lakey Peterson (EUA) – 14.745
3 Molly Picklum (AUS) – 12.545
4 Luana Silva (BRA) – 12.545
5 Caitlin Simmers (EUA) – 10.830
6 Isabella Nichols (AUS) – 8.085
7 Alyssa Spencer (EUA) – 7.085
8 Sawyer Lindblad (EUA) – 7.085
9 Carissa Moore (HAV) – 6.745
10 Caroline Marks (EUA) – 6.745
11 Bettylou Sakura Johnson (HAV) – 6.745
12 Erin Brooks (CAN) – 4.000
13 Sally Fitzgibbons (AUS) – 4.000
14 Francisca Veselko (POR) – 4.000
15 Vahine Fierro (FRA) – 3.000
16 Nadia Erostarbe (ESP) – 3.000
17 Anat Lelior (ISR) – 3.000
18 Yolanda Hopkins (POR) – 3.000
19 Tyler Wright (AUS) – 3.000
20 Tya Zebrowski (FRA) – 2.000
21 Bella Kenworthy (EUA) – 2.000
22 Brisa Hennessy (CRC) – 2.000
23 Stephanie Gilmore (AUS) – 2.000














