MEO Pro Portugal 2025

Italo é destaque em Supertubos

Italo Ferreira inicia luta pelo tricampeonato do MEO Pro Portugal com maior nota e maior somatório do sábado (15) em Supertubos. Ele e outros quatro brasileiros estão garantidos no Round 3 do masculino.
MEO Pro Portugal 2025, Supertubos, Peniche

O atual líder do ranking deu show no primeiro dia do MEO Pro Portugal 2025. Italo Ferreira voou alto nas ondas de Supertubos e conquistou a maior nota e o maior somatório do sábado (15). Além dele, outros quatro brasileiros estão classificados para o Round 3 dos homens. No feminino Tatiana Weston-Webb e Luana Silva caíram para a repescagem. Abertura da etapa europeia do CT teve 18 baterias de 30 minutos realizadas em ondas de 1 a 1,5 metro. A praia de Peniche amanheceu com o mar liso, porém com o passar das horas o vento maral estragou a formação das direitas e esquerdas e as condições para o surfe ficaram ruins na maior parte do tempo.

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Italo participou da sexta bateria e surfou três ondas em cinco minutos. Na primeira ele voou de backside com reverse. O brasileiro colocou as costas na água durante a aterrissagem e completou a manobra para largar com 4.50 pontos. As duas seguintes foram de frontside para esquerda, mas ele errou os ataques.

Jackson também ficou ativo no início da bateria e com manobras anotou 2.33 e 3.83 para assumir a liderança. Frederico começou com três ataques de backside que valeram 3.77 pontos. O havaiano subiu o nível aos 7 minutos. Jackson voou de backside com rotação e aumentou a vantagem no placar com a nota 7 pontos.

Italo voltou a decolar de backside aos 10 minutos, porém errou a manobra e não chegou perto da nota 6.34 que precisava para assumir a primeira posição no confronto. Jackson respondeu logo depois com dois ataques de frontside. Ele anotou 4.30 e deixou Italo na busca de no mínimo 6.81 pra vencer.

Os três voltaram a atuar perto da metade do confronto. Italo surfou duas ondas. Na primeira errou o segundo ataque após executar boa rasgada, e na segunda bateu e acertou um floater na junção. Jackson ficou fundo num tubo pra esquerda, porém não achou a saída. Frederico surfou pela segunda vez na bateria e com três ataques na esquerda (5.17) pegou o segundo lugar de Italo. O brasileiro voltou a voar, mas não completou a manobra. Ele buscava 4.45 para evitar a repescagem.

A virada aconteceu a 8 minutos do fim. Italo acelerou de backside na direita de Supertubos, voou alto com rotação, aterrissou de forma perfeita e bateu na junção. O brazuca comemorou a performance que valeu 8.83 e a liderança na disputa. Italo ainda teve tempo de trocar nota duas vezes atuando de backside. Numa delas executou dois fortes ataques (5.13) e na outra voou alto (7.60) para disparar na frente a confirmar a vitória. Jackson avançou em segundo lugar e Frederico caiu para a repescagem.


Yago e Samuel – Yago Dora e Samuel Pupo participaram do duelo seguinte. O australiano Joel Vaughan completou a bateria que começou com muita ação. Yago largou com 5.40 numa direita e colocou mais 4.83 numa esquerda. Joel iniciou com 4.67 e depois anotou 4.60 pontos. Samuel conquistou 3.50 pontos. Aos 7 minutos o australiano voou numa direita, conseguiu 5.23 e passou a buscar 5.01 para assumir a liderança.

Yago melhorou sua situação no confronto aos 12 minutos. O brasileiro atuou de frontside na esquerda, executou um forte layback e uma rasgada. A atuação valeu 6.10 pontos. A bateria chegou na metade com Joel buscando 6.27 para vencer e Samuel de 6.40 para evitar a repescagem.

A melhor atuação de Samuel aconteceu a 5 minutos do fim. O brasileiro entrou numa direita, rasgou e bateu. Ele conquistou 4.07 e passou a necessitar de 5.83 para avançar na competição. Perto do minuto final ele acertou forte pancada, mas caiu no segundo ataque (3.00). Samuel não conseguiu a virada e enfrentará a repescagem. Yago e Joel não mexeram no placar na segunda metade do duelo e avançaram juntos.


Bateria 100% brasileira – A décima bateria foi 100% brasileira. Alejo Muniz, Filipe Toledo e Ian Gouveia começaram a disputa com notas fracas. Alejo rasgou duas vezes e bateu numa pequena junção da direita (3.17). Filipe e Ian não passaram da casa de 1 ponto em suas primeiras atuações. Aos 6 minutos Ian executou uma manobra na esquerda e conquistou 2.50 pontos.

Os surfistas seguiram ativos, porém não conseguiam boas notas. Filipe subiu um pouco o nível aos 11 minutos. Ele bateu e ficou um pouco preso na esquerda, mas seguiu para mais um ataque, dessa vez mais forte e passando as quilhas por cima da onda. A atuação valeu 4.67 e ele assumiu a liderança, porém Alejo respondeu rapidamente. O atleta acertou forte pancada e mais duas rasgadas para voltar à primeira posição com a nota 3.50 pontos.

Filipe reassumiu o primeiro posto logo após a metade da disputa. Ele rasgou forte duas vezes e também acertou duas pancadas em partes pequenas e espumadas da esquerda. O atleta precisava de 2.00 pontos e anotou 4.43 para deixar Alejo na busca de 5.60 para vencer. Ian estava em último e buscava no mínimo 4.14 para pular a repescagem. Aos 18 minutos Filipe executou um Alley Oop numa direita pequena, mas não mexeu no placar (4.17).

Ian chegou perto da virada aos 22 minutos. Ele usou a prioridade, entrou numa direita, rasgou duas vezes em seções cheias e acertou forte ataque de backside na junção. A performance valeu 3.77 pontos e ele passou a necessitar de 2.90 para avançar. Alejo se distanciou um pouco de Ian a 2 minutos do fim. O surfista pegou uma esquerda, passou uma seção com floater, rasgou forte derrapando a rabeta e bateu um pouco atrasado na junção. Ele anotou 4.37 e deixou Ian na busca de 4.10 pontos. Ian respondeu numa esquerda, mas caiu no segundo ataque. No último minuto ele rasgou e bateu numa direita, mas anotou 2.67 e caiu para a repescagem.


Miguel dá primeiro passo – Miguel Pupo também está garantido na terceira fase do MEO Pro Portugal 2025. O atleta fechou o Round 1 do masculino com vitória e avançou com o italiano Leonardo Fioravanti. Deivid Silva fez péssima bateria e ficou em último lugar como somatório de 1.17 ponto.

Leo largou com 5.17 pontos, nota conquistada com dois ataques de backside na esquerda. Miguel abriu com atuação fraca (0.50), mas entrou no jogo aos cinco minutos. O surfista rasgou e executou um floater de backside na direita. A nota foi 4.67 pontos. O italiano mexeu no placar com 2.17, e aos 11 minutos bateu duas vezes na esquerda para conquistar 4.43 para se distanciar na liderança.

Miguel assumiu o primeiro lugar aos 14 minutos. Ele necessitava de 4.94 e com rasgada forte, além de batida poderosa na junção da esquerda, anotou 5.50 pontos. Miguel e Leo não mexeram no placar na segunda metade do duelo. Deivid Silva ficou na última posição. Ele surfou oito ondas na bateria e não chegou na casa de 1 ponto em nenhuma delas.


João e Edgard perdem na primeira fase – Os outros dois brasileiros que caíram para a repescagem do masculino foram Edgard Groggia e João Chianca. Edgard participou da primeira bateria do evento e não foi bem. Ele botou pra dentro logo no início, porém não completou o tubo. O norte-americano Cole Housmand ficou muito ativo, mas não conseguiu abrir muita vantagem no placar. Barron Mamiya atuou pela primeira vez no confronto aos 6 minutos. O havaiano ficou fundo de backside num canudo, saiu e colocou 7.00 pontos no somatório.

O brasileiro tentou voltar pra briga com manobra (2.60) e um tubo curto (3.67), porém chegou nos dez minutos finais em último lugar. Cole seguiu sem passar por dentro, mas fazendo ataques de borda (3.80 e 3.17), enquanto Barron ficou mais tranquilo na frente do placar após bater duas vezes de backside e anotar 5.00 pontos.

Edgard precisava de pouco para virar (3.31), mas não conseguiu encaixar mais de uma manobra nas ondas rápidas de Supertubos. Ele também procurou os tubos, mas na vez que achou a saída ficou na porta e por pouco tempo. Barron trocou de notas duas vezes (5.33 e 7.50) e venceu. Na melhor atuação o havaiano passou por dentro do pico de Peniche de frontside e ainda atingiu a junção. Cole ampliou a diferença no placar para Edgard (3.77) e também avançou para o Round 3. O brazuca ficou em último lugar e caiu para a repescagem.

O campeão do MEO Pro Portugal em 2023 não fez boa estreia na edição 2025 do evento. A 11ª bateria foi sua primeira apresentação no pico após a vitória, já que em 2024 ele não competiu na prova por estar lesionado. O japonês Kanoa Igarashi venceu e avançou com o sul-africano Matthew McGillivray.

Kanoa começou a bateria ativo e expressivo. Aos 4 minutos ele entrou numa direita, executou duas batidas fortes e anotou 6.17 pontos. Depois de uma nota fraca, três minutos depois ele voltou a atuar de frontside. O japonês bateu e voou com reverse para anotar 4.83 pontos.

João largou com 3.67 e aos nove minutos bateu e executou forte layback na direita para anotar 4.07 pontos. Matthew também se manteve no jogo com ataques de frontside na direita que valeram 4.67 pontos. Aos dez minutos o japonês aumentou a diferença para os adversários. Kanoa acertou forte pancada, depois rasgou com pressão e atingiu novamente a crista numa seção menor da direita. A atuação valeu 6.17 pontos.

A bateria chegou na metade com João em segundo lugar. Ele buscava 8.27 pontos para vencer. Matthew estava na última posição e precisava de 3.07 para pular a repescagem. O brasileiro aumentou a diferença para o sul-africano aos 16 minutos com ataques de backside que valeram 4.27 pontos. Matthew respondeu rapidamente com dois ataques de backside, sendo um expressivo. Ele anotou 5.53 e assumiu o segundo lugar. João passou a precisar de 5.93 para avançar.

Enquanto João e Matthew lutavam pela segunda posição, Kanoa seguia surfando e a 8 minutos do fim disparou na frente do placar. O atleta rasgou na direita, depois acelerou, voou com reverse e ainda acertou duas batidas. A performance valeu 7.17 pontos.

João usou a prioridade a 5 minutos do fim. Ele bateu forte numa esquerda e saiu da onda. A atuação não mexeu no placar e ele seguiu na busca de 5.93 para garantir vaga no Round 3. O brasileiro surfou mais duas ondas antes do fim, mas não saiu da terceira posição. Kanoa venceu e avançou com Matthew.

Luana e Tati – Luana Silva foi a primeira brasileira a competir no MEO Pro Portugal 2025. Ela participou da segunda bateria e chegou a ser líder, porém sofreu a virada das adversárias e não conseguiu reagir. A canadense Erin Brooks venceu o confronto e avançou com a australiana Molly Picklum (2ª) às oitavas de final.

Erin começou melhor. Os três minutos ela surfou uma esquerda e com três manobras anotou 3.67 pontos. Luana largou com 0.20 e aos oito minutos acertou forte batida na direita para conquistar 3.77 pontos. Molly embolou a disputa logo depois. A australiana bateu de backside para marcar também uma nota na casa dos 3 pontos (3.50). Molly assumiu a liderança aos 12 minutos com uma rasgada na direita que valeu 2.70 pontos.

Luana assumiu a liderança quase na metade do confronto. A brasileira voltou a bater de frontside. A atuação valeu 3.17 pontos. Erin tomou a posição da brasileira aos 18 minutos. A canadense atuou de frontside na esquerda e com duas rasgadas fortes conquistou 6.50 pontos. Molly tentou reagir nas direitas, mas caiu da prancha na volta de batidas. Ela precisava de 3.45 para avançar.

A australiana pegou o segundo lugar da brasileira a sete minutos do fim. Molly atuou de backside na esquerda, bateu forte na junção e anotou 4.83 pontos. Luana passou a necessitar de 4.57 para evitar a repescagem. A brazuca ficou com a prioridade no final, mas não conseguiu achar uma onda boa para tentar a virada e caiu para a repescagem.

Tati sofre virada no fim – O Brasil chegou perto de confirmar uma atleta nas oitavas de final do MEO Pro Portugal 2025, porém Tatiana Weston-Webb sofreu uma virada nos minutos finais e caiu para repescagem. A havaiana Bettylou Sakura Johnson conseguiu o que precisava a 3 minutos do fim e tomou a vaga da brazuca. A norte-americana Sawyer Lindblad venceu o duelo de 30 minutos realizado em ondas ruins de até 1 metro em Supertubos, Peniche.

Sawyer teve bom início. A norte-americana atuou de frontside para a esquerda. Ela bateu, rasgou duas vezes e acertou a junção. A nota foi 5.00 pontos. Bettylou também surfou no início da disputa, mas não chegou na casa de 1 ponto (0.73). A havaiana voltou a atuar aos sete minutos e conquistou 2.17 pontos.

Tati pegou sua primeira onda aos 13 minutos. A brazuca entrou numa direita, executou três rasgadas e uma batida numa junção pequena. Ela anotou 3.50 pontos. Sawyer colocou mais 2.50 no somatório logo depois. A surfista dos Estados Unidos rasgou de backside na direita e caiu da prancha numa seção espumada. Tati precisava de 4.01 para vencer e Bettylou de 1.34 para avançar em segundo lugar.

A bateria seguiu morna até os três minutos finais, quando Bettylou virou pra cima da brasileira com duas rasgadas curtas e uma pancada na pequena junção da direita de Supertubos. Ela precisava de 2.14 e anotou 3.10 pontos para assumir o segundo lugar. Tati ficou com a prioridade no pico. Ela precisava de 1.77 para avançar, porém não conseguiu surfar mais nenhuma onda e caiu para a repescagem.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o MEO Pro Portugal 2025 acontece na madrugada deste domingo (16), às 3h45 para um possível início às 4h05 (de Brasília). Dia pode começar com a repescagem do feminino e logo depois acontece a mesma fase do masculino. As oitavas das mulheres e o Round 3 dos homens podem ser realizados caso as condições para o surfe estejam satisfatórias. A previsão indica ondas com cerca de 1 metro com vento terral pela manhã e maral ao longo da tarde.

MEO Pro Portugal 2025
Round 1 Masculino

1 Barron Mamiya (HAV) 14.50 x Cole Houshmand (EUA) 7.57 x Edgard Groggia (BRA) 6.47

2 Crosby Colapinto (EUA) 10.53 x Rio Waida (IDN) 8.60 x Marco Mignot (FRA) 6.70

3 Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x Ian Gentil (HAV) 11.40 x George Pittar (AUS) 9.27

4 Jack Robinson (AUS) 10.83 x Gatien Delahaye (FRA) 8.64 x Liam O’Brien (AUS) 8.3

5 Ethan Ewing (AUS) 13.83 x Jorgann Couzinet (FRA) 7.74 x Seth Moniz (HAV) 4.23

6 Italo Ferreira (BRA) 16.43 x Jackson Bunch (HAV) 11.30 x Frederico Morais (POR) 8.94

7 Yago Dora (BRA) 11.50 x Joel Vaughan (AUS) 9.90 x Samuel Pupo (BRA) 7.57

8 Alan Cleland (MEX) 8.40 x Jordy Smith (AFR) 7.37 x Ramzi Boukhiam (MAR) 4.30

9 Imaikalani deVault (HAV) 10.00 x Connor O’Leary (JAP) 7.87 x Jake Marshall (EUA) 7.63

10 Filipe Toledo (BRA) 9.10 x Alejo Muniz (BRA) 7.87 x Ian Gouveia (BRA) 6.44

11 Kanoa Igarashi (JAP) 13.34 x Matthew McGillivray (AFR) 10.20 x João Chianca (BRA) 8.34

12 Miguel Pupo (BRA) 10.17 x Leonardo Fioravanti (ITA) 9.60 x Deivid Silva (BRA) 1.17
Repescagem

1 Jake Marshall (EUA) x Deivid Silva (BRA) x Frederico Morais (POR)

2 João Chianca (BRA) x Seth Moniz (HAV) x Marco Mignot (FRA)

3 Ian Gouveia (BRA) x Liam O’Brien (AUS) x Edgard Groggia (BRA)

4 Ramzi Boukhiam (MAR) x George Pittar (AUS) x Samuel Pupo (BRA)
Round 1 Feminino

1 Sally Fitzgibbons (AUS) 10.73 x Caroline Marks (EUA) 8.04 x Lakey Peterson (EUA) 7.90

2 Erin Brooks (CAN) 10.17 x Molly Picklum (AUS) 8.33 x Luana Silva (BRA) 6.94

3 Caitlin Simmers (EUA) 10.24 x Johanne Defay (FRA) 7.97 x Yolanda Hopkins (POR) 7.64

4 Vahine Fierro (FRA) 9.67 x Isabella Nichols (AUS) 9.50 x Brisa Hennessy (CRI) 8.33

5 Gabriela Bryan (HAV) 12.33 x Tyler Wright (AUS) 8.80 x Bella Kenworthy (EUA) 7.83

6 Sawyer Lindblad (EUA) 7.50 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 5.27 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 4.30
Repescagem

1 Brisa Hennessy (CRI) x Bella Kenworthy (EUA) x Yolanda Hopkins (POR)

2 Tatiana Weston-Webb (BRA) x Lakey Peterson (EUA) x Luana Silva (BRA)

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. Clique aqui para ver ao vivo no site da WSL A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10

    Próxima chamada nesta sexta-feira (18) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.