New Zealand Pro 2026

Yago dá show em Raglan

Yago Dora vence com o maior somatório, avança com outros dois brasileiros e país chega às oitavas de final com seis atletas. Líder do ranking, Luana Silva cai por pouco. Próxima chamada acontece às 16h20 (de Brasília).
New Zealand Pro 2026, Manu Bay, Raglan, Nova Zelândia

O Brasil começou o segundo dia do New Zealand Pro 2026, em Manu Bay, Raglan, com forte protagonismo e presença dominante entre os classificados. Yago Dora brilhou com a melhor performance do evento até aqui, Italo Ferreira confirmou o domínio dos campeões mundiais, e Miguel Pupo também avançou. Gabriel Medina, Filipe Toledo e Alejo Muniz já estava garantidos nas oitavas de final e folgaram no dia. No feminino, a líder do ranking Luana Silva acabou eliminada por margem mínima, deixando a disputa pela lycra amarela em aberto.

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A competição seguiu neste domingo (17), válida pela quarta etapa do Championship Tour 2026, com ondas de 0,5 a no máximo 1 metro, a maioria limpa, mas em alguns momentos lentas. Um grande público acompanhou a realização de 16 baterias, que definiram as quartas de final femininas e a oitavas do masculino. A próxima chamada acontece neste domingo (17), às 16h20 (horário de Brasília), com possível início às 16h35.

O grande nome do dia foi Yago Dora. Mesmo surfando apenas duas ondas, o atual campeão mundial somou 17.76 pontos, maior somatório da etapa até o momento, em sua estreia na Nova Zelândia. O brasileiro abriu com um aéreo reverse alto para conquistar 8.83 e depois cravou 8.93, explorando a parede da onda com combinações fluidas, velocidade e variedade em seções praticamente intermináveis. “Foi muito bom, é como uma reparação histórica surfar para a esquerda e performar bem para a esquerda. É incrível como goofy-footer. Estou muito feliz de estar aqui, é um lugar incrível. Não só a onda, mas as pessoas, a natureza, tudo tem uma vibe muito boa. Tem sido uma semana muito legal até agora. Hoje está muito divertido, as ondas estão boas e com parede. Elas continuam oferecendo seções. É divertido brincar com isso, trazer variedade e fazer tudo parecer fluido. Eu me sinto livre, me sinto feliz surfando essa onda”.

 

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Também campeão mundial, Italo Ferreira seguiu um caminho oposto ao de Yago e apostou em volume para avançar. O potiguar abriu com 7.83, depois somou 5.50 para fechar com 13.33 e vencer o havaiano Seth Moniz com tranquilidade. “Está bem difícil lá fora, tem muitas ondas, mas demora para as séries entrarem. Todos os brasileiros estão surfando muito bem essa onda, especialmente o Yago na primeira bateria do dia. As ondas estavam muito limpas, ele fez curvas de borda muito boas e misturou com aéreos, foi muito bom de assistir. Eu pensei: agora é a minha vez, vamos. Mas a maré subiu e entrou vento, então pensei: ok, vamos brincar com isso. Estou ansioso para surfar de novo, vou tentar me manter focado”.

Além deles, Miguel Pupo também avançou no dia. Gabriel Medina, Filipe Toledo e Alejo Muniz já tinham competido pela segunda fase e também garantem forte presença brasileira nas oitavas de final — com destaque para o duelo direto entre Medina e Filipe.

Nem todos tiveram o mesmo destino. Mateus Herdy foi eliminado pelo italiano Leonardo Fioravanti em uma virada dramática nos instantes finais. O brasileiro construiu sua pontuação com velocidade e progressão, enquanto o italiano manteve prioridade por boa parte da bateria e encontrou a melhor onda para 7.33 ponts. Precisando de 4.41 com menos de dois minutos restantes, Leo achou uma onda menor, mas com potencial, arrancando 5.50 para virar a bateria. “Durante todo o evento, olhando a previsão, eu disse: vou dar o meu máximo, tentar tomar boas decisões, e o que acontecer, aconteceu. Comecei bem, deixei algumas ondas passarem e entrei na melhor onda da bateria. Depois fiquei esperando: 10 minutos, vai vir uma onda. Cinco minutos, vai vir uma onda. Dois minutos, já não sabia mais. E fui com tudo naquela última onda. O Mateus é um surfista incrível. Eu sabia que ele tinha feito uma boa bateria, e se não viessem ondas, mérito dele. Mas sou grato por aquela onda. Estou muito animado para continuar, porque quero ficar na Nova Zelândia. Esse é um dos lugares mais bonitos do mundo”.

Samuel Pupo também acabou eliminado, superado por Cole Houshmand com uma virada no estouro do cronômetro, que garantiu ao norte-americano sua primeira vitória em baterias na temporada.

Entre os principais destaques internacionais, o australiano Jack Robinson voltou a vencer o francês Kauli Vaast em mais um capítulo da rivalidade iniciada na final olímpica de Paris 2024. Após uma longa disputa por prioridade e um início lento, a bateria ganhou intensidade no final. Kauli precisava de 8.84 e conseguiu um 9.00, maior nota do evento, mas Jack respondeu imediatamente com 7.93, somando 16.10 e retomando a liderança com rasgadas de backside precisas e variações técnicas. “Eu comecei bem e fui construindo, sem pensar muito. Vi a série chegando e pensei: lá vamos nós. Vi a onda dele e sabia que seria muito boa, então precisava estar em uma dessas séries para responder. Mas eu não estava pensando muito também. Só estava fazendo meu surfe normal e tentando me posicionar no lugar certo, porque o timing aqui é o mais importante. Se você acerta o tempo, todo o resto vem”.

 

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No feminino, a havaiana Carissa Moore registrou a melhor atuação do dia ao vencer a norte-americana Lakey Peterson no 21º confronto entre as duas no CT. Após uma longa calmaria, a bateria explodiu nos minutos finais, com Carissa somando 15.33, incluindo um 8.83, maior nota do evento entre as mulheres. “Foi uma espera muito longa. Acho que para mim e para a Lakey, nós duas odiamos surfar baterias tão estratégicas; preferimos que tudo seja decidido no surfe. Eu respeito muito a Lakey. Estamos no tour há mais de uma década e ela teve um início incrível de temporada. Eu sabia que seria um confronto muito difícil e eu a amo e respeito muito. Todo o crédito para a onda, ela simplesmente continuou oferecendo seções. Tivemos muita sorte durante a bateria, o vento diminuiu e essa é minha parte favorita do dia, a golden hour. Meu aquecimento antes da bateria hoje em dia são abraços em bebês”.

 

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A disputa pela lycra amarela ficou aberta após a eliminação de Luana Silva. A brasileira, que competia com o uniforme de líder pela primeira vez, fez a melhor nota da bateria, um 6.00, mas não encontrou uma segunda onda. Em condições difíceis, com maré baixa e vento lateral forte, ela precisava de apenas 3.00 no fim, pegou uma onda no estouro do cronômetro, mas recebeu 2.77 e acabou superada pela australiana Tyler Wright.

“Estou tão surpresa quanto qualquer um por ter passado, foi loucura. Você sabe que cada movimento que faz é vitória ou derrota. Só nos últimos dias comecei realmente a reaprender a surfar para a esquerda. Agradeço ao Dog (Richard Marsh) e ao Connor O’Leary por colocarem muito esforço nisso. Com o tamanho das ondas e algumas dificuldades que tive nos últimos anos surfando para a esquerda, sou extremamente grata pela experiência deles. Estou me divertindo muito. Tenho 32 anos, estou bem na segunda metade da carreira e estou me divertindo mais do que nunca. Acho isso muito importante. E também aproveitar onde estamos, é lindo, estamos muito felizes de estar aqui, a torcida é incrível”.

A havaiana Gabriela Bryan também foi destaque ao vencer Erin Brooks em uma bateria equilibrada, na qual sua força superou a precisão da canadense. “Não há dúvida de que a Erin é muito perigosa em qualquer esquerda, mas especialmente em uma esquerda de dois pés com esse vento. Ela era definitivamente uma adversária assustadora, mas deu tudo certo e estou muito feliz. Eu vim para a Nova Zelândia antes de Bells. Acho que foi uma das melhores decisões que tomei competitivamente, para estar pronta. Eu amo a Nova Zelândia e estou reacendendo meu backside, fazendo ele voltar a funcionar. Depois de Bells, eu pensei: ganhei a primeira, ótimo começo. Fui para a Austrália Ocidental e entrei quase em modo defensivo, pensando em manter minha posição. Mas agora continuo lembrando que o ano é longo. Eu posso ir buscar e me divertir no processo. Não é meu para perder, é meu para ganhar”.

A norte-americana Caroline Marks avançou ao vencer a francesa Tya Zebrowski com 14.63, somando altas notas em apenas três ondas e garantindo confronto contra Carissa Moore nas quartas. “Sinto que tive uma preparação muito boa durante todo o ano e durante todo o evento, e tive um início de temporada diferente do que estou acostumada. Mas, de certa forma, isso é legal porque me coloca em uma posição nova, então penso: vamos ver como posso lidar com isso. Felizmente consegui pegar algumas ondas e estou me sentindo bem. Sobre a Tya, é engraçado, eu lembro de estar exatamente na posição dela, sendo a mais jovem do tour. Você não sente tanta pressão, porque todos têm que te vencer. Mas quando é você mesma, quer fazer muito bem. O nível está muito alto, então estar nas melhores ondas é muito importante. Eu só fiz o meu surfe, sem me preocupar muito com ela, e acabou dando certo”.

A norte-americana Sawyer Lindblad manteve sua grande fase ao vencer a australiana Stephanie Gilmore com 14.44, mesmo diante do vento lateral forte. “Acabou sendo muito divertido lá fora. Me lembrou de casa, de surfar em Lowers no inverno. É exatamente assim com esse vento. É muito bom fazer curvas de frontside, não vou mentir. Eu amo surfar de backside, mas é bom variar. Fico muito feliz que a WSL tenha colocado uma esquerda manobrável. Estou muito animada para continuar e espero pegar mais ondas. Seria um sonho vencer em uma esquerda divertida como essa. Quero ser consistente em todos os eventos e chegar em Pipeline no Top 5”.

 

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Fechando o trio de goofy-footers norte-americanas, Alyssa Spencer avançou ao derrotar Caitlin Simmers em uma bateria lenta, na qual a campeã mundial de 2024 surfou apenas uma onda. Alyssa garantiu sua segunda presença em quartas de final na temporada, repetindo o bom desempenho apresentado em Bells Beach.

Previsão das ondas – A previsão indica uma queda no tamanho das ondas, que devem quebrar pequenas, com 0,5 metro. Pouco deve mudar até o final da janela, que vai até o próximo dia 25. Os dois últimos dias apotam pequena melhora, porém a previsão ainda é incerta e as ondas não chegariam a 1 metro de altura com vento lateral forte.

New Zealand Pro 2026
Round 2 Masculino

9 Yago Dora (BRA) 17.76 x 10.34 Luke Thompson (AFR)

10 Marco Mignot (FRA) 13.16 x 9.50 Barron Mamiya (HAV)

11 Cole Houshmand (EUA) 11.67 x 10.33 Samuel Pupo (BRA)

12 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.83 x 11.74 Mateus Herdy (BRA)

13 Italo Ferreira (BRA) 13.33 x 9.73 Seth Moniz (HAV)

14 Kanoa Igarashi (JAP) 13.17 x 12.94 Joel Vaughan (AUS)

15 Jack Robinson (AUS) 16.10 x 15.83 Kauli Vaast (FRA)

16 Miguel Pupo (BRA) 12.83 x 9.90 Callum Robson (AUS)

Oitavas de final Feminino

1 Gabriela Bryan (HAV) 12.27 x 10.50 Erin Brooks (CAN)

2 Alyssa Spencer (EUA) 12.34 x 3.67 Caitlin Simmers (EUA)

3 Tyler Wright (AUS) 9.00 x 8.93 Luana Silva (BRA)

4 Sawyer Lindblad (EUA) 14.44 x 9.34 Stephanie Gilmore (AUS)

5 Molly Picklum (AUS) 9.84 x 9.40 Vahine Fierro (FRA)

6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 12.80 x 11.50 Isabella Nichols (AUS)

7 Carissa Moore (HAV) 15.33 x 7.50 Lakey Peterson (EUA)

8 Caroline Marks (EUA) 14.63 x 10.67 Tya Zebrowski (FRA)

Próximas baterias
Oitavas de final Masculino

1 Crosby Colapinto (EUA) x Griffin Colapinto (EUA)

2 Gabriel Medina (BRA) x Filipe Toledo (BRA)

3 Liam O’Brien (AUS) x Morgan Cibilic (AUS)

4 Rio Waida (IND) x Alejo Muniz (BRA)

5 Yago Dora (BRA) x Marco Mignot (FRA)

6 Cole Houshmand (EUA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

7 Italo Ferreira (BRA) x Kanoa Igarashi (JAP)

8 Jack Robinson (AUS) x Miguel Pupo (BRA)
Quartas de final Feminino

1 Gabriela Bryan (HAV) x Alyssa Spencer (EUA)

2 Tyler Wright (AUS) x Sawyer Lindblad (EUA)

3 Molly Picklum (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

4 Carissa Moore (HAV) x Caroline Marks (EUA)

Baterias realizadas na sexta-feira (15)
Round 2 Masculino

1 Crosby Colapinto (EUA) 10.70 x 9.40 Jordy Smith (AFR)

2 Griffin Colapinto (EUA) 14.17 x 10.50 Alan Cleland (MEX)

3 Gabriel Medina (BRA) 15.20 x 10.06 Eli Hanneman (HAV)

4 Filipe Toledo (BRA) 15.66 x 10.84 Joao Chianca (BRA)

5 Liam O’Brien (AUS) 11.97 x 11.46 Jake Marshall (EUA)

6 Morgan Cibilic (AUS) 14.33 x 10.00 Ethan Ewing (AUS)

7 Rio Waida (IND) 15.20 x 13.44 Connor O’Leary (JAP)

8 Alejo Muniz (BRA) 15.50 x 14.84 George Pittar (AUS)

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    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.