Tahiti Pro 2025

Jack é campeão em Teahupoo

Jack Robinson vence Tahiti Pro 2025 e confirma vaga no WSL Finals. Líder do ranking, Molly Picklum se dá bem no feminino.
Tahiti Pro 2025, Teahupoo

Deu Austrália no Tahiti Pro 2025. Jack Robinson e Molly Picklum venceram a 11ª e última etapa da temporada regular da WSL e competirão pelos títulos mundiais em Fiji. Também classificados para a última prova do ano, Italo Ferreira terminou em quinto e Yago Dora em nono lugar na competição. Baterias de 35 minutos foram realizadas nesta quarta-feira (13) em ondas de 6 a 8 pés em Teahupoo.

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Jack chegou na decisão precisando vencer para garantir lugar no Finals. O aussie iniciou a bateria em alto nível. Aos sete minutos ele surfou um tubo profundo e saiu após a baforada para largar com 9.50 pontos. Griffin respondeu dois minutos depois com 8.00 pontos. O norte-americano assumiu a liderança aos 18 minutos com 5.67, mas rapidamente o australiano voltou para o primeiro lugar com 7.40 pontos.

Griffin foi para o pico e ficou com a prioridade. Ele precisava de 8.91 pontos para vencer e só surfou mais uma onda. O atleta não completou o tubo e terminou a prova como vice-campeão. Apesar do segundo lugar, o atleta também garantiu lugar no WSL Finals. Ele ocupa o terceiro lugar no ranking. Jack é o quarto.

“Exatamente onde deveríamos estar”, disse Jack. “Quero apenas agradecer a todos que me apoiam. Só amor, sabe? Estou apenas absorvendo tudo neste momento. Eu tinha uma missão e fui atrás dela. Muito abençoado por estar indo para Fiji. Tudo se decide na última, e lá estamos nós de novo. Vamos com tudo”.

“Estar na final com o Griffin, eu meio que senti que estávamos nos conectando”, falou Jack. “A gente tem se visto todos os dias porque vai ao mesmo quiroprático e tal. E quando estávamos juntos, pensei: ‘Ah, estou sentindo isso’. Então, sim, fui muito abençoado por ter todos ali. Que dia”.


Caminhos até a decisão – A quarta-feira teve 15 disputas do masculino e a final do feminino. Jack competiu pela primeira vez no dia nas oitavas contra o francês Marco Mignot.

O australiano se manteve na frente do placar na quarta bateria da fase durante todo o tempo, porém no final levou um susto. Jack chegou no último minuto com as quatro maiores notas do confronto, porém Marco usou a prioridade para surfar um tubo profundo. Ele buscava 8.24 para vencer, anotou 7.50 pontos e foi eliminado.

Italo cai pra Jack nas quartas – Nas quartas o duelo foi contra Italo Ferreira, brasileiro que chegou na fase já garantido no WSL Finals. A disputa iniciou com os dois lutando por espaço no pico. Aos nove minutos eles remaram juntos, mas não entraram na onda. O juiz de prioridade avaliou a situação e deu o direito de escolha para o brazuca. Logo depois Italo atuou, porém a onda correu e ele pulou da prancha. O atleta ficou ativo e voou numa esquerda pequena, mas errou a manobra.

Jack respondeu aos nove minutos com um canudo que valeu 7.50 pontos. Italo assumiu a primeira posição por pequena diferença aos 13 minutos. Ele completou um tubo que valeu 7.40 pontos.

Os dois passaram por dentro de Teahupoo aos 16 minutos. Italo foi na primeira e colocou 6.67 no somatório e Jack assumiu a liderança com 7.57 pontos. A bateria ficou morna até os 26 minutos. O australiano usou a prioridade para completar mais uma esquerda. A performance valeu 8.23 pontos. O brasileiro surfou um minuto depois. Italo entrou numa onda da série, mas não conseguiu completar o tubo que possivelmente valeria os 8.40 que ele precisava para vencer. O surfista não teve mais chances e se despediu da prova em quinto lugar. Com os resultados Italo terminou a temporada regular em quinto lugar no ranking.


Jack na semi – Jack abriu a primeira semifinal do masculino com 8.83 e Crosby Colapinto respondeu com 5.83 pontos. Aos nove minutos o australiano ampliou a diferença com 6.07 e deixou o norte-americano na busca de 9.07 para ser finalista da etapa. Jack disparou na frente aos 20 minutos. Ele usou a prioridade para colocar 9.27 no somatório. Crosby ficou na necessidade de 18.10 pra vencer e não conseguiu nem sequer diminuir a diferença.


Caminho de Griffin – Griffin começou o dia contra João Chianca na última bateria das oitavas de final. Ele abriu o duelo com um tubo longo numa onda pequena. A atuação valeu 4.67 pontos. João respondeu aos quatro minutos com um drope “de cabeça pra baixo”, seguido de um tubo profundo. A performance valeu 7.00 pontos. O norte-americano respondeu aos oito minutos, mas o brasileiro também atuou na mesma série. Griffin anotou 7.77 e João 7.67 para seguir na liderança.

João tentou aumentar a diferença aos 13 minutos. O brazuca completou mais um canudo, mas os 6.17 pontos não entraram no somatório. Griffin seguiu no pico com a prioridade. Ele buscava 6.90 para vencer. A virada aconteceu aos 15 minutos. O norte-americano entrou numa esquerda que não ofereceu tubo na primeira seção, mas ele seguiu, passou por dentro e saiu para anotar 6.97 pontos.

O brasileiro e o norte-americano surfaram uma série aos 23 minutos. João usou a prioridade e desapareceu dentro de Teahupoo durante longos segundos. Griffin também sumiu, por menos tempo, porém numa onda maior. O brazuca assumiu a liderança momentaneamente com 7.30 pontos. O surfista dos Estados Unidos passou a necessitar de 7.20 para virar e conquistou 7.23 para recuperar a primeira posição.

João ficou no pico com o direito de escolha e Griffin seguiu surfando. A sete minutos do fim ele descartou 6.27 pontos. Logo depois fez um drope difícil, mas não completou o tubo. A dois minutos do término ele passeou por dentro da esquerda, mas os 6.63 também não mudaram o placar. O brasileiro não surfou mais e acabou eliminado.


Ethan fora do Finals – A última disputa das quartas era importantíssima para os dois dois surfistas. Griffin começou forte. O atleta colocou duas notas na casa dos oito pontos nos dez minutos iniciais. Ethan Ewing surfou sua primeira onda na metade do duelo. Com 7.17 ele passou a buscar 9.59 para vencer. O australiano surfou outras quatro ondas, mas o máximo que conseguiu foi 7.03 pontos. Ele foi eliminado e terminou a temporada regular em sexto no ranking, fora da lista dos classificados para o WSL Finals.


Sete viradas – A segunda semifinal teve sete viradas e Griffin saiu da água vencedor. Em segundo lugar, o norte-americano assumiu a liderança aos 11 minutos quando precisava de 5.76 e anotou 6.50 pontos. Logo depois o taitiano Mihimana Braye reverteu a situação. Ele buscava 5.18 e conquistou 7.17 pontos.

Griffin voltou para a primeira posição aos 14 minutos. O atleta buscava 6.18 e colocou 6.93 no placar. Seis minutos depois ele caiu para segundo novamente. Mihimana necessitava de 6.26 e anotou 6.50 pontos. O surfista dos Estados Unidos reassumiu o primeiro posto aos 23 minutos. Ele precisava de 6.75 e anotou 7.23 pontos. Mas Mihimana deu o troco. O taitiano surfou a seis minutos do fim para conquistar no mínimo 7.00 e inseriu 7.07 no placar.

O norte-americano conseguiu a última virada a cinco minutos do término. Ele pegou a esquerda e foi na caça dos 7.01 que precisava. Ele saiu do tubo para conquistar 7.60 e ficar com a vaga na decisão.

Yago e Jordy – Além de Italo (5º), Jack (4º) e Griffin (3º), Yago Dora e Jordy Smith também lutarão pelo título mundial no WSL Finals em Fiji, entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro. Yago chegou no Tahiti Pro 2025 já confirmado na etapa e fincou o pé na primeira posição no ranking após a derrota de Jordy nas oitavas.

Jordy caiu para o local que compete pela França, Kauli Vaast. Enquanto o sul-africano ficou no pico esperando por ondas muito boas, o taitiano abriu a disputa com duas notas na casa dos cinco pontos e na metade da bateria colocou mais 7.50 no somatório.

O atleta da África do Sul pegou sua primeira esquerda aos 25 minutos, mas não chegou a sumir dentro do tubo e largou com 2.83 pontos. Jordy seguiu sem conexão com Teahupoo. Ele pegou apenas mais uma onda e novamente não achou o canudo. Quase no fim Kauli pegou a maior esquerda da disputa, passou por dentro, colocou mais 7.93 no somatório e avançou às quartas de final.

Yago em quinto – Não deu para Yago Dora nas oitavas de final do Tahiti Pro 2025. O brasileiro perdeu de virada para Mihimana Braye nos últimos segundos numa bateria de poucas oportunidades. O brazuca começou ativo, mas sem pegar ondas boas (0.17 e 0.50). Aos nove minutos o primeiro tubo da bateria foi surfado. Yago fez a esquerda e anotou 4.00 pontos. Mihimana atuou pela primeira vez aos 15 minutos e foi pra liderança com 5.60 pontos.

O brasileiro ficou no pico com a prioridade. Ele buscava 1.61 ponto para avançar. As séries ficaram muito demoradas e Yago assumiu o primeiro lugar a quatro minutos do fim. A atuação valeu 3.33 e deixou o taitiano na busca de 1.73 para avançar. O brasileiro tentou aumentar a diferença logo depois, mas não completou o tubo.

Mihimana teve uma chance a 41 segundos do fim, mas não conseguiu botar pra dentro. Ele saiu da onda e achou outra, surfou um canudo e venceu a disputa com a nota 5.17 pontos.


Final do feminino – Molly Picklum dominou a final do feminino. A australiana abriu a disputa com 4.33 pontos. Caitlin Simmers anotou duas notas na casa de 1 ponto e viu a adversária crescer no duelo aos 11 minutos. Molly completou um bom tubo e deu um passo importante para o título com 8.83 pontos. As duas atuaram aos 19 minutos. A norte-americana não completou o tubo e Molly saiu ilesa para trocar 4.33 por 8.43 pontos e disparar na frente para ficar com o título.

“Para ser sincera, foi tão bom conseguir pegar algumas ondas e não ser tão castigada”, contou Molly. “Sinto que ganhei minhas credenciais neste evento e estou muito feliz. Gostaria que a Caity tivesse, obviamente, completado uma. Teria deixado tudo mais emocionante. A pobre garota estava exausta no final. Mas já estive desse lado também, e estou muito feliz por conquistar mais uma”.

Molly vai para Fiji em primeiro lugar no ranking e Caitlin com a terceira posição. A havaiana Gabriela Bryan (2ª), a norte-americana Caroline Marks (4ª) e a havana Bettylou Sakura Johnson (5ª) também disputarão o título mundial feminina da temporada nas ondas de Cloudbreak.

“Estou tão animada”, disse Molly. “Que lugar especial, o Taiti. Você sente toda a energia. É simplesmente maravilhoso. Estou olhando para as montanhas agora e encarando um azul perfeito. É onde o sonho se torna realidade. E Fiji vem em seguida. Vou aproveitar pelo que é. Terminei em primeiro lugar este ano. É um passo enorme na direção certa. Espero conseguir, você sabe, aquela cerejinha de novo em Fiji”.

Tahiti Pro 2025
Final Masculino

Jack Robinson (AUS) 16.90 x 13.67 Griffin Colapinto (EUA)

Semifinais

1 Jack Robinson (AUS) 18.10 x 11.66 Crosby Colapinto (EUA)

2 Griffin Colapinto (EUA) 14.83 x 14.77 Mihimana Braye (TAI)

Quartas de final

1 Crosby Colapinto (EUA) 16.63 x 15.54 Kauli Vaast (FRA)

2 Jack Robinson (AUS) 15.80 x 14.07 Italo Ferreira (BRA)

3 Mihimana Braye (TAI) 14.93 x 11.50 Cole Houshmand (EUA)

4 Griffin Colapinto (EUA) 16.76 x 14.20 Ethan Ewing (AUS)

Oitavas de final

1 Kauli Vaast (FRA) 15.43 x 3.33 Jordy Smith (AFR)

2 Crosby Colapinto (EUA) 9.34 x 9.20 Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Italo Ferreira (BRA) 11.33 x 1.94 Rio Waida (IDN)

4 Jack Robinson (AUS) 11.67 x 10.93 Marco Mignot (FRA)

5 Mihimana Braye (TAI) 10.77 x 7.33 Yago Dora (BRA)

6 Cole Houshmand (EUA) 10.67 x 5.53 Jake Marshall (EUA)

7 Ethan Ewing (AUS) 16.23 x 14.16 Alan Cleland (MEX)

8 Griffin Colapinto (EUA) 15.00 x 14.97 João Chianca (BRA)
Final Feminino

Molly Picklum (AUS) 17.26 x 4.94 Caitlin Simmers (EUA)

Ranking masculino após a temporada regular do CT (11 etapas)
Confirmados no WSL Finals
1Yago Dora (BRA) 54.750

2 Jordy Smith (AFR) 50.835

3 Griffin Colapinto (EUA) 48.965

4 Jack Robinson (AUS) 47.545

5 Italo Ferreira (BRA) 47.420
Fim de temporada

6 Ethan Ewing (AUS) 46.630

7 Kanoa Igarashi (JAP) 45.785

8 Filipe Toledo (BRA) 40.090

9 Leonardo Fioravanti (ITA) 38.540

10 Cole Houshmand (EUA) 37.535

11 Barron Mamiya (HAV) 37.450

12 Connor O’Leary (JAP) 34.770

13 Miguel Pupo (BRA) 33.705

14 Jake Marshall (EUA) 33.495

15 Crosby Colapinto (EUA) 32.470

16 Marco Mignot (FRA) 28.090

17 João Chianca (BRA) 27.230

18 Joel Vaughan (AUS) 26.665

19 Alan Cleland (MEX) 25.240

20 Rio Waida (IDN) 25.175

21 Seth Moniz (HAV) 22.185

22 Alejo Muniz (BRA) 18.980
Cortados da elite

23 Matthew McGillivray (AFR) 14.450

24 Liam O’Brien (AUS) 13.950

25 Jackson Bunch (HAV) 13.385

26 George Pittar (AUS) 13.385

27 Ian Gouveia (BRA) 11.670
28 Samuel Pupo (BRA) 11.395

29 Imaikalani deVault (HAV) 11.255

30 Deivid Silva (BRA) 10.895

31 Ian Gentil (HAV) 9.970

32 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.840

33 Edgard Groggia (BRA) 6.915

34 Ryan Callinan (AUS) 5.850

35 Gabriel Medina (BRA) 1.590 (lesionado desde o início da temporada)
Ranking feminino após a temporada regular do CT (11 etapas)
Confirmadas no WSL Finals

1 Molly Picklum (AUS) 71.145

2 Gabriela Bryan (HAV) 64.680

3 Caitlin Simmers (EUA) 60.280

4 Caroline Marks (EUA) 50.320

5 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 49.420

Fim de temporada

6 Isabella Nichols (AUS) 48.560

7 Tyler Wright (AUS) 45.505

8 Erin Brooks (CAN) 42.930

9 Lakey Peterson (EUA) 41.590

10 Luana Silva (BRA) 40.750
Afastadas no corte. mas garantidas no CT 2026

11 Sawyer Lindblad (EUA) 24.200

12 Vahine Fierro (FRA) 22.610

13 Bella Kenworthy (EUA) 22.065

14 Brisa Hennessy (CRI) 21.840

Cortadas da elite

15 Sally Fitzgibbons (AUS) 21.420

16 Johanne Defay (FRA) 11.535 (saiu por motivo de gravidez)

17 Tatiana Weston-Webb (BRA) 9.400 (Saiu para cuidar da saúde mental)

18 Nadia Erostarbe (ESP) 8.355

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    A próxima chamada do MEO Rip Curl Pro Portugal está marcada para esta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) x Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) x Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) x Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) x Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) x Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) x Erin Brooks (CAN)

    Próxima chamada para o MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche acontece nesta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.