Deu Austrália no Tahiti Pro 2025. Jack Robinson e Molly Picklum venceram a 11ª e última etapa da temporada regular da WSL e competirão pelos títulos mundiais em Fiji. Também classificados para a última prova do ano, Italo Ferreira terminou em quinto e Yago Dora em nono lugar na competição. Baterias de 35 minutos foram realizadas nesta quarta-feira (13) em ondas de 6 a 8 pés em Teahupoo.
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Jack chegou na decisão precisando vencer para garantir lugar no Finals. O aussie iniciou a bateria em alto nível. Aos sete minutos ele surfou um tubo profundo e saiu após a baforada para largar com 9.50 pontos. Griffin respondeu dois minutos depois com 8.00 pontos. O norte-americano assumiu a liderança aos 18 minutos com 5.67, mas rapidamente o australiano voltou para o primeiro lugar com 7.40 pontos.
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Griffin foi para o pico e ficou com a prioridade. Ele precisava de 8.91 pontos para vencer e só surfou mais uma onda. O atleta não completou o tubo e terminou a prova como vice-campeão. Apesar do segundo lugar, o atleta também garantiu lugar no WSL Finals. Ele ocupa o terceiro lugar no ranking. Jack é o quarto.
“Exatamente onde deveríamos estar”, disse Jack. “Quero apenas agradecer a todos que me apoiam. Só amor, sabe? Estou apenas absorvendo tudo neste momento. Eu tinha uma missão e fui atrás dela. Muito abençoado por estar indo para Fiji. Tudo se decide na última, e lá estamos nós de novo. Vamos com tudo”.
“Estar na final com o Griffin, eu meio que senti que estávamos nos conectando”, falou Jack. “A gente tem se visto todos os dias porque vai ao mesmo quiroprático e tal. E quando estávamos juntos, pensei: ‘Ah, estou sentindo isso’. Então, sim, fui muito abençoado por ter todos ali. Que dia”.
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Caminhos até a decisão – A quarta-feira teve 15 disputas do masculino e a final do feminino. Jack competiu pela primeira vez no dia nas oitavas contra o francês Marco Mignot.
O australiano se manteve na frente do placar na quarta bateria da fase durante todo o tempo, porém no final levou um susto. Jack chegou no último minuto com as quatro maiores notas do confronto, porém Marco usou a prioridade para surfar um tubo profundo. Ele buscava 8.24 para vencer, anotou 7.50 pontos e foi eliminado.
Italo cai pra Jack nas quartas – Nas quartas o duelo foi contra Italo Ferreira, brasileiro que chegou na fase já garantido no WSL Finals. A disputa iniciou com os dois lutando por espaço no pico. Aos nove minutos eles remaram juntos, mas não entraram na onda. O juiz de prioridade avaliou a situação e deu o direito de escolha para o brazuca. Logo depois Italo atuou, porém a onda correu e ele pulou da prancha. O atleta ficou ativo e voou numa esquerda pequena, mas errou a manobra.
Jack respondeu aos nove minutos com um canudo que valeu 7.50 pontos. Italo assumiu a primeira posição por pequena diferença aos 13 minutos. Ele completou um tubo que valeu 7.40 pontos.
Os dois passaram por dentro de Teahupoo aos 16 minutos. Italo foi na primeira e colocou 6.67 no somatório e Jack assumiu a liderança com 7.57 pontos. A bateria ficou morna até os 26 minutos. O australiano usou a prioridade para completar mais uma esquerda. A performance valeu 8.23 pontos. O brasileiro surfou um minuto depois. Italo entrou numa onda da série, mas não conseguiu completar o tubo que possivelmente valeria os 8.40 que ele precisava para vencer. O surfista não teve mais chances e se despediu da prova em quinto lugar. Com os resultados Italo terminou a temporada regular em quinto lugar no ranking.
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Jack na semi – Jack abriu a primeira semifinal do masculino com 8.83 e Crosby Colapinto respondeu com 5.83 pontos. Aos nove minutos o australiano ampliou a diferença com 6.07 e deixou o norte-americano na busca de 9.07 para ser finalista da etapa. Jack disparou na frente aos 20 minutos. Ele usou a prioridade para colocar 9.27 no somatório. Crosby ficou na necessidade de 18.10 pra vencer e não conseguiu nem sequer diminuir a diferença.
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Caminho de Griffin – Griffin começou o dia contra João Chianca na última bateria das oitavas de final. Ele abriu o duelo com um tubo longo numa onda pequena. A atuação valeu 4.67 pontos. João respondeu aos quatro minutos com um drope “de cabeça pra baixo”, seguido de um tubo profundo. A performance valeu 7.00 pontos. O norte-americano respondeu aos oito minutos, mas o brasileiro também atuou na mesma série. Griffin anotou 7.77 e João 7.67 para seguir na liderança.
João tentou aumentar a diferença aos 13 minutos. O brazuca completou mais um canudo, mas os 6.17 pontos não entraram no somatório. Griffin seguiu no pico com a prioridade. Ele buscava 6.90 para vencer. A virada aconteceu aos 15 minutos. O norte-americano entrou numa esquerda que não ofereceu tubo na primeira seção, mas ele seguiu, passou por dentro e saiu para anotar 6.97 pontos.
O brasileiro e o norte-americano surfaram uma série aos 23 minutos. João usou a prioridade e desapareceu dentro de Teahupoo durante longos segundos. Griffin também sumiu, por menos tempo, porém numa onda maior. O brazuca assumiu a liderança momentaneamente com 7.30 pontos. O surfista dos Estados Unidos passou a necessitar de 7.20 para virar e conquistou 7.23 para recuperar a primeira posição.
João ficou no pico com o direito de escolha e Griffin seguiu surfando. A sete minutos do fim ele descartou 6.27 pontos. Logo depois fez um drope difícil, mas não completou o tubo. A dois minutos do término ele passeou por dentro da esquerda, mas os 6.63 também não mudaram o placar. O brasileiro não surfou mais e acabou eliminado.
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Ethan fora do Finals – A última disputa das quartas era importantíssima para os dois dois surfistas. Griffin começou forte. O atleta colocou duas notas na casa dos oito pontos nos dez minutos iniciais. Ethan Ewing surfou sua primeira onda na metade do duelo. Com 7.17 ele passou a buscar 9.59 para vencer. O australiano surfou outras quatro ondas, mas o máximo que conseguiu foi 7.03 pontos. Ele foi eliminado e terminou a temporada regular em sexto no ranking, fora da lista dos classificados para o WSL Finals.
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Sete viradas – A segunda semifinal teve sete viradas e Griffin saiu da água vencedor. Em segundo lugar, o norte-americano assumiu a liderança aos 11 minutos quando precisava de 5.76 e anotou 6.50 pontos. Logo depois o taitiano Mihimana Braye reverteu a situação. Ele buscava 5.18 e conquistou 7.17 pontos.
Griffin voltou para a primeira posição aos 14 minutos. O atleta buscava 6.18 e colocou 6.93 no placar. Seis minutos depois ele caiu para segundo novamente. Mihimana necessitava de 6.26 e anotou 6.50 pontos. O surfista dos Estados Unidos reassumiu o primeiro posto aos 23 minutos. Ele precisava de 6.75 e anotou 7.23 pontos. Mas Mihimana deu o troco. O taitiano surfou a seis minutos do fim para conquistar no mínimo 7.00 e inseriu 7.07 no placar.
O norte-americano conseguiu a última virada a cinco minutos do término. Ele pegou a esquerda e foi na caça dos 7.01 que precisava. Ele saiu do tubo para conquistar 7.60 e ficar com a vaga na decisão.
Yago e Jordy – Além de Italo (5º), Jack (4º) e Griffin (3º), Yago Dora e Jordy Smith também lutarão pelo título mundial no WSL Finals em Fiji, entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro. Yago chegou no Tahiti Pro 2025 já confirmado na etapa e fincou o pé na primeira posição no ranking após a derrota de Jordy nas oitavas.
Jordy caiu para o local que compete pela França, Kauli Vaast. Enquanto o sul-africano ficou no pico esperando por ondas muito boas, o taitiano abriu a disputa com duas notas na casa dos cinco pontos e na metade da bateria colocou mais 7.50 no somatório.
O atleta da África do Sul pegou sua primeira esquerda aos 25 minutos, mas não chegou a sumir dentro do tubo e largou com 2.83 pontos. Jordy seguiu sem conexão com Teahupoo. Ele pegou apenas mais uma onda e novamente não achou o canudo. Quase no fim Kauli pegou a maior esquerda da disputa, passou por dentro, colocou mais 7.93 no somatório e avançou às quartas de final.
Yago em quinto – Não deu para Yago Dora nas oitavas de final do Tahiti Pro 2025. O brasileiro perdeu de virada para Mihimana Braye nos últimos segundos numa bateria de poucas oportunidades. O brazuca começou ativo, mas sem pegar ondas boas (0.17 e 0.50). Aos nove minutos o primeiro tubo da bateria foi surfado. Yago fez a esquerda e anotou 4.00 pontos. Mihimana atuou pela primeira vez aos 15 minutos e foi pra liderança com 5.60 pontos.
O brasileiro ficou no pico com a prioridade. Ele buscava 1.61 ponto para avançar. As séries ficaram muito demoradas e Yago assumiu o primeiro lugar a quatro minutos do fim. A atuação valeu 3.33 e deixou o taitiano na busca de 1.73 para avançar. O brasileiro tentou aumentar a diferença logo depois, mas não completou o tubo.
Mihimana teve uma chance a 41 segundos do fim, mas não conseguiu botar pra dentro. Ele saiu da onda e achou outra, surfou um canudo e venceu a disputa com a nota 5.17 pontos.
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Final do feminino – Molly Picklum dominou a final do feminino. A australiana abriu a disputa com 4.33 pontos. Caitlin Simmers anotou duas notas na casa de 1 ponto e viu a adversária crescer no duelo aos 11 minutos. Molly completou um bom tubo e deu um passo importante para o título com 8.83 pontos. As duas atuaram aos 19 minutos. A norte-americana não completou o tubo e Molly saiu ilesa para trocar 4.33 por 8.43 pontos e disparar na frente para ficar com o título.
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“Para ser sincera, foi tão bom conseguir pegar algumas ondas e não ser tão castigada”, contou Molly. “Sinto que ganhei minhas credenciais neste evento e estou muito feliz. Gostaria que a Caity tivesse, obviamente, completado uma. Teria deixado tudo mais emocionante. A pobre garota estava exausta no final. Mas já estive desse lado também, e estou muito feliz por conquistar mais uma”.
Molly vai para Fiji em primeiro lugar no ranking e Caitlin com a terceira posição. A havaiana Gabriela Bryan (2ª), a norte-americana Caroline Marks (4ª) e a havana Bettylou Sakura Johnson (5ª) também disputarão o título mundial feminina da temporada nas ondas de Cloudbreak.
“Estou tão animada”, disse Molly. “Que lugar especial, o Taiti. Você sente toda a energia. É simplesmente maravilhoso. Estou olhando para as montanhas agora e encarando um azul perfeito. É onde o sonho se torna realidade. E Fiji vem em seguida. Vou aproveitar pelo que é. Terminei em primeiro lugar este ano. É um passo enorme na direção certa. Espero conseguir, você sabe, aquela cerejinha de novo em Fiji”.
Tahiti Pro 2025
Final Masculino
Jack Robinson (AUS) 16.90 x 13.67 Griffin Colapinto (EUA)
Semifinais
1 Jack Robinson (AUS) 18.10 x 11.66 Crosby Colapinto (EUA)
2 Griffin Colapinto (EUA) 14.83 x 14.77 Mihimana Braye (TAI)
Quartas de final
1 Crosby Colapinto (EUA) 16.63 x 15.54 Kauli Vaast (FRA)
2 Jack Robinson (AUS) 15.80 x 14.07 Italo Ferreira (BRA)
3 Mihimana Braye (TAI) 14.93 x 11.50 Cole Houshmand (EUA)
4 Griffin Colapinto (EUA) 16.76 x 14.20 Ethan Ewing (AUS)
Oitavas de final
1 Kauli Vaast (FRA) 15.43 x 3.33 Jordy Smith (AFR)
2 Crosby Colapinto (EUA) 9.34 x 9.20 Leonardo Fioravanti (ITA)
3 Italo Ferreira (BRA) 11.33 x 1.94 Rio Waida (IDN)
4 Jack Robinson (AUS) 11.67 x 10.93 Marco Mignot (FRA)
5 Mihimana Braye (TAI) 10.77 x 7.33 Yago Dora (BRA)
6 Cole Houshmand (EUA) 10.67 x 5.53 Jake Marshall (EUA)
7 Ethan Ewing (AUS) 16.23 x 14.16 Alan Cleland (MEX)
8 Griffin Colapinto (EUA) 15.00 x 14.97 João Chianca (BRA)
Final Feminino
Molly Picklum (AUS) 17.26 x 4.94 Caitlin Simmers (EUA)
Ranking masculino após a temporada regular do CT (11 etapas)
Confirmados no WSL Finals
1Yago Dora (BRA) 54.750
2 Jordy Smith (AFR) 50.835
3 Griffin Colapinto (EUA) 48.965
4 Jack Robinson (AUS) 47.545
5 Italo Ferreira (BRA) 47.420
Fim de temporada
6 Ethan Ewing (AUS) 46.630
7 Kanoa Igarashi (JAP) 45.785
8 Filipe Toledo (BRA) 40.090
9 Leonardo Fioravanti (ITA) 38.540
10 Cole Houshmand (EUA) 37.535
11 Barron Mamiya (HAV) 37.450
12 Connor O’Leary (JAP) 34.770
13 Miguel Pupo (BRA) 33.705
14 Jake Marshall (EUA) 33.495
15 Crosby Colapinto (EUA) 32.470
16 Marco Mignot (FRA) 28.090
17 João Chianca (BRA) 27.230
18 Joel Vaughan (AUS) 26.665
19 Alan Cleland (MEX) 25.240
20 Rio Waida (IDN) 25.175
21 Seth Moniz (HAV) 22.185
22 Alejo Muniz (BRA) 18.980
Cortados da elite
23 Matthew McGillivray (AFR) 14.450
24 Liam O’Brien (AUS) 13.950
25 Jackson Bunch (HAV) 13.385
26 George Pittar (AUS) 13.385
27 Ian Gouveia (BRA) 11.670
28 Samuel Pupo (BRA) 11.395
29 Imaikalani deVault (HAV) 11.255
30 Deivid Silva (BRA) 10.895
31 Ian Gentil (HAV) 9.970
32 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.840
33 Edgard Groggia (BRA) 6.915
34 Ryan Callinan (AUS) 5.850
35 Gabriel Medina (BRA) 1.590 (lesionado desde o início da temporada)
Ranking feminino após a temporada regular do CT (11 etapas)
Confirmadas no WSL Finals
1 Molly Picklum (AUS) 71.145
2 Gabriela Bryan (HAV) 64.680
3 Caitlin Simmers (EUA) 60.280
4 Caroline Marks (EUA) 50.320
5 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 49.420
Fim de temporada
6 Isabella Nichols (AUS) 48.560
7 Tyler Wright (AUS) 45.505
8 Erin Brooks (CAN) 42.930
9 Lakey Peterson (EUA) 41.590
10 Luana Silva (BRA) 40.750
Afastadas no corte. mas garantidas no CT 2026
11 Sawyer Lindblad (EUA) 24.200
12 Vahine Fierro (FRA) 22.610
13 Bella Kenworthy (EUA) 22.065
14 Brisa Hennessy (CRI) 21.840
Cortadas da elite
15 Sally Fitzgibbons (AUS) 21.420
16 Johanne Defay (FRA) 11.535 (saiu por motivo de gravidez)
17 Tatiana Weston-Webb (BRA) 9.400 (Saiu para cuidar da saúde mental)
18 Nadia Erostarbe (ESP) 8.355












