LayBack Pro

Sophia é campeã sul-americana

Irmã de Gabriel Medina, Sophia vence última bateria da sexta-feira (8) e garante título sul-americano. Laura Raupp confirma vaga no Challenger Series, e Michael Rodrigues e Wesley Leite fazem novos recordes no LayBack Pro.
LayBack Pro 2022, Praia Mole, Florianópolis (SC)

A jovem irmã do tricampeão mundial, Sophia Medina, é a nova campeã sul-americana da temporada 2021/2022 da World Surf League Latin America. O título foi confirmado com sua classificação para as quartas de final do LayBack Pro apresentado pela Prefeitura de Florianópolis, na bateria que fechou a sexta-feira (8) de boas ondas na Praia Mole. A catarinense Laura Raupp já havia tirado a maior nota do dia entre as meninas, para seguir na busca do bicampeonato nesta etapa que estreou em 2021. E novos recordes foram registrados por Michael Rodrigues e Wesley Leite na categoria masculina. O show de surfe continua neste sábado, a partir das 8h (de Brasília) ao vivo de Florianópolis aqui no Waves.

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“Nem sei o que falar, porque a ficha não caiu ainda, mas estou muito feliz”, vibra Sophia Medina. “Eu nem sabia que seria campeã sul-americana se passasse essa bateria, então foi emocionante. Mas, toda honra e toda a glória para Deus, porque sem Ele eu não estaria aqui. Eu sempre falo que a gente não merece nada, mas eu pude treinar para colher todo o fruto do meu trabalho, junto com o meu pai, minha mãe, com o Juca, minha família toda. Agradeço aos meus patrocinadores por acreditarem em mim e agora vamos rumo ao Challenger”.

Sophia tem apenas 16 anos de idade e repetiu até mais jovem, o feito do seu irmão, Gabriel Medina, que conquistou o primeiro dos seus dois títulos sul-americanos de surfe profissional em 2011, com 17 anos. O primeiro lugar no ranking 2021/2022 da WSL Latin America, foi confirmado com a passagem para as quartas de final do LayBack Pro. Com os 500 pontos já garantidos no ranking, atingiu imbatíveis 4.000 pontos, somando com os mesmos 500 pontos do quinto lugar na Praia Mole em 2021 e os 3.000 da vitória na etapa de Saquarema.

Ela dominou toda a sua bateria, que fechou a sexta-feira de chuva e céu nublado em Florianópolis, mas com boas ondas na Praia Mole. Sophia já largou na frente com notas 4.33 e 6.17 nas primeiras que surfou. Depois, conseguiu um 6.57 para totalizar 12.74 pontos. A cearense Yanca Costa ficou com a última vaga para as quartas de final, eliminando a paranaense Gabriely Vasque e a paulista Isabela Saldanha. A meta da campeã sul-americana agora é fechar a temporada com vitória na Ilha de Santa Catarina.

“Estou muito empolgada com essa conquista, mas agora é colocar a cabeça no lugar, pôr o pezinho no chão, porque esse foi só o começo desse campeonato”, diz Sophia Medina. “É preciso focar bateria por bateria, porque tem algumas baterias ainda pra passar até a final. Com certeza, o objetivo num campeonato é sempre ganhar, então tem um longo caminho ainda e, se Deus quiser, vai dar tudo certo”.

Quem também tem o mesmo objetivo é a defensora do título do evento. A catarinense Laura Raupp iniciou sua carreira profissional com vitória em sua primeira etapa do WSL Qualifying Series, com apenas 15 anos de idade. Ela não começou bem sua bateria na sexta-feira, mas achou uma boa onda para mostrar a potência do seu surfe e conseguir a maior nota do dia entre as meninas, 8.00. Com ela, saiu do último para o primeiro lugar e já garantiu sua classificação para o Challenger Series 2022, com a passagem para as quartas de final.

Junto com ela, estreou uma concorrente direta por vaga, Arena Rodriguez Vargas. A peruana ocupava a terceira posição no ranking regional da WSL Latin America, que indica quatro surfistas para a divisão de acesso a elite do World Surf League Championship Tour. Laura era a quarta colocada e já ultrapassou a peruana, que acabou eliminada pela cearense Juliana Santos. Arena agora pode perder a última vaga para o Challenger Series, caso a brasileira Summer Macedo chegue na grande final do LayBack Pro em Florianópolis.

“Estou muito feliz, tanto pelo resultado, como pela onda que consegui achar na bateria”, diz Laura Raupp. “Estava muito difícil, porque não vinha onda pra mim e todas as meninas estavam pegando ondas, fazendo notas. Daí me afastei um pouco delas, fui mais pra direita e graças a Deus veio a onda. Aí consegui fazer uma manobra com potência e estou mega feliz por passar essa primeira bateria. Eu estava muito nervosa, mas agora é se preparar para amanhã”.

As quartas de final femininas do LayBack Pro serão realizadas neste sábado (9). A primeira bateria será entre a bicampeã sul-americana de 2019 e 2020/2021, Daniella Rosas, do Peru, e a cearense Juliana Santos. Laura Raupp disputa a segunda vaga nas semifinais, com a também catarinense Kiany Hyakutake. Na bateria seguinte, a cearense Yanca Costa enfrenta outra catarinense, Maya Carpinelli. E a última é a da nova campeã sul-americana, Sophia Medina, com a concorrente pela última vaga para o Challenger Series, Summer Macedo, que sempre morou no Havaí e é filha de pais brasileiros.

Novos recordes – Antes das meninas competirem na sexta-feira, os homens comandaram o show nas ondas da Praia Mole, registrando novos recordes na história da etapa. O cearense Michael Rodrigues aumentou seu próprio recorde de pontos do ano passado, de 16.30 para 16.33. Ele igualou a nota 9.00, que foi a maior de 2021, com um aéreo “full rotation stalefish” incrível de frontside, colocando a mão de trás na borda da prancha.

“Eu quase não acerto esse aéreo no freesurf, mas na hora estava bem confortável pra arriscar a manobra e deu certo”, diz Michael Rodrigues. “Eu estou tranquilão, já classificado para o Challenger Series que era a principal meta e fiquei a semana passada inteira sem surfar, fazendo toda a logística de viagem para a Austrália. Esse evento vou aproveitar bem mais do que o do ano passado, que eu precisava muito de um bom resultado. Eu moro aqui há mais de 10 anos, surfo quase todos os dias na Praia Mole e espero bater mais recordes de novo”.

Michael Rodrigues só tinha perdido uma das seis baterias que disputou na Praia Mole em 2021, justamente a grande final do campeonato, para o paulista Eduardo Motta. O defensor do título acabou eliminado em sua estreia no LayBack Pro, pelos também paulistas Ryan Kainalo e Kim Matheus. Michael agora pode tentar a vitória que escapou no ano passado, mas seu recorde de nota já foi batido na bateria seguinte à da sua estreia na sexta-feira, por outro paulista, Wesley Leite.

Assim como Michael Rodrigues, Wesley já está garantido na lista dos dez surfistas que o ranking da WSL Latin America classifica para o Challenger Series, único caminho para se chegar na elite do World Surf League Championship Tour. Wesley acertou um aéreo muito alto de frontside com a mão na borda numa esquerda, com grande amplitude e fazendo um giro rápido na aterrissagem. Um dos cinco juízes deu nota 10 para a manobra e a média ficou 9.10, a maior das duas edições do LayBack Pro até agora.

“Eu venho treinando muito, estou aqui na Mole surfando há mais de 1 mês, treinando como nunca. Já consegui minha vaga pro Challenger Series, então é um sonho realizado e vou com tudo, com muita garra, porque nunca foi nada fácil na minha vida”, diz Wesley Leite. “Eu treino bastante os aéreos e estou feliz porque agora tenho um patrocinador de bico, a Freesurf, que dá uma motivação a mais. Estou amarradão com tudo e dedico isso ao meu irmão, minha família, amigos, patrocinadores e à Deus, por poder estar vivendo esse sonho”.

Vagas no Challenger Series – A batalha pelas últimas vagas para o Challenger Series 2022 foi intensa durante toda a sexta-feira na Praia Mole. Na lista dos dez nomes indicados pelo ranking regional da WSL Latin America, sete já estão definidos, Willian Cardoso, Eduardo Motta, Alex Ribeiro, Michael Rodrigues, Wesley Leite, Marco Fernandez e Raoni Monteiro. Além deles, Robson Santos, Matheus Navarro e Santiago Muniz, chegaram em Florianópolis dentro do G-10, defendendo as três últimas vagas contra 14 surfistas com chances matemáticas.

Robson Santos e o último colocado na lista, Santiago Muniz, estrearam na segunda bateria do dia e já tiraram um concorrente da briga, Daniel Templar. Santiago é irmão mais jovem do ex-top do CT, Alejo Muniz, que mais tarde também foi eliminado e saiu da disputa por vaga no Challenger Series 2022. “Toda bateria é importante e essa primeira do campeonato, sempre tem aquela ansiedade”, diz Santiago Muniz, após a estreia com vitória. “Graças a Deus, consegui pegar duas ondas pra avançar e vamo que vamo, porque tem bastante coisa ainda para acontecer até domingo”.

Na bateria que Wesley Leite conseguiu a maior nota da história do LayBack Pro até agora, tinham mais dois concorrentes diretos por vagas no Challenger Series e somente um passou, o paulista Jessé Mendes. O baiano Bino Lopes foi barrado e saiu da briga pela classificação para o Challenger Series 2022. Jessé é o 11º colocado na lista dos 10 indicados pelo ranking regional da WSL Latin America e quatro que estão atrás dele já haviam avançado, Thiago Camarão, José Francisco, Ryan Kainalo e o argentino José Gundesen.

“Sem dúvidas, é um evento superimportante não só pra mim, como para mais uns dez que estão ali no bololô da classificação pro Challenger Series”, diz Jessé Mendes. “O Santiago (Muniz) passou a bateria dele de manhã, o Thiago Camarão, o José Gundesen, o José Francisco também. Enfim, eu sabia que o mínimo que eu tinha que fazer era passar, senão já estava fora da briga. Agora o foco é pra próxima, porque eu tenho que passar mais baterias. Tem muita gente boa para poucas vagas, então tenho que seguir avançando”.

A batalha da classificação para o Challenger Series 2022 prossegue neste sábado na Praia Mole. Santiago Muniz defende a última vaga no G-10 na primeira bateria do dia. Robson Santos está na segunda com um concorrente direto, José Gundesen, além de um dos destaques da sexta-feira, Mateus Herdy. E Matheus Navarro, que divide a última posição no G-10 com Santiago Muniz, enfrentará os recordistas da história do LayBack Pro, Michael Rodrigues e Wesley Leite, na penúltima bateria desta quinta fase.

Agenda LayBack – Assim como no ano passado, a LayBack Beer está promovendo uma agenda de eventos com festas em todas as noites do LayBack Pro apresentado pela Prefeitura de Florianópolis. Na quarta-feira, aconteceu a abertura oficial na Casa Di Praia Layback. Na quinta-feira, teve a Layback Cine Session com o filme Deja-vú na Layback Basement. E os dois próximos agitos serão no John Bull na Lagoa da Conceição, com o Juicy Hip Hop Special Ed na sexta-feira e o Layback Pro Party no sábado. E no domingo (10), tem Sunset do Campeão na Layback Surf House. Ingressos disponíveis no www.sympla.com.br/laybackpro22.

A Prefeitura de Florianópolis apresenta o LayBack Pro é uma realização da Federação Catarinense de Surf (FECASURF) com a Agência Esporte & Arte (AEA) como correalizadora e licenciada pela WSL Latin America para promover uma etapa do WSL Qualifying Series.

O evento é patrocinado pela Metha Energia, com apoio da BOLD, SIBON Charters, Goedert Group, Hotel Selina, The Search House, da Fundação Municipal de Esportes e da Prefeitura Municipal de Florianópolis, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, além da Associação de Surf da Praia Mole (ASPM) e do Site Waves, com transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com produzida pela FIRMA.

LayBack Pro
Baterias programadas para o sábado
Quinta fase masculina
3º=17º lugar (200 pts) e 4º=25º lugar (150 pts)

1 Weslley Dantas (BRA), Santiago Muniz (ARG), Artur Silva (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA)
2 Mateus Herdy (BRA), Robson Santos (BRA), José Gundesen (ARG), Vitor Ferreira (BRA)
3 Rafael Teixeira (BRA), Alan Jhones (BRA), Heitor Alves (BRA), Cauã Gonçalves (BRA)
4 Alex Ribeiro (BRA), José Francisco (BRA), Wiggolly Dantas (BRA), Mateus Sena (BRA)
5 Adriano de Souza (BRA), Marco Fernandez (BRA), Krystian Kymerson (BRA), Kim Matheus (BRA)
6 Thiago Camarão (BRA), Edgard Groggia (BRA), Daniel Adisaka (BRA), Ryan Kainalo (BRA)
7 Michael Rodrigues (BRA), Wesley Leite (BRA), Matheus Navarro (BRA), Heitor Mueller (BRA)
8 Jessé Mendes (BRA), Ian Gouveia (BRA), Marcos Correa (BRA), Caetano Vargas (BRA)

Quartas de final
5º lugar com US$ 250 e 500 pontos

1 Daniella Rosas (PER) x Juliana Santos (BRA)
2 Laura Raupp (BRA) x Kiany Hyakutake (BRA)
3 Yanca Costa (BRA) x Maya Carpinelli (BRA)
4 Sophia Medina (BRA) x Summer Macedo (BRA)

Resultados da sexta-feira na Praia Mole
Quarta fase – entrada dos 32 principais cabeças de chave
3º=33º lugar (66 pontos) e 4º=49º lugar (60 pontos)

1 1-Weslley Dantas (BRA), 2-Vitor Ferreira (BRA), 3-Geovane Ferreira (BRA), 4-Diego Aguiar (BRA)
2 1-Santiago Muniz (ARG), 2-Robson Santos (BRA), 3-Daniel Templar (BRA), 4-Ricardo João (BRA)
3 1-José Gundesen (ARG), 2-Artur Silva (BRA), 3-Tomas Lopez Moreno (ARG), 4-Victor Bernardo (BRA)
4 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Rodrigo Saldanha (BRA), 3-Alejo Muniz (BRA), 4-Messias Felix (BRA)
5 1-Alan Jhones (BRA), 2-José Francisco (BRA), 3-Marco Giorgi (URU), 4-Kaique Timidate (BRA)
6 1-Rafael Teixeira (BRA), 2-Mateus Sena (BRA), 3-Lucas Vicente (BRA), 4-João Ferreira (BRA)
7 1-Alex Ribeiro (BRA), 2-Cauã Gonçalves (BRA), 3-Luan Wood (BRA), 4-Renan Pulga (BRA)
8 1-Wiggolly Dantas (BRA), 2-Heitor Alves (BRA), 3-Gabriel André (BRA), 4-Jeverson Duarte (BRA)
9 1-Adriano de Souza (BRA), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Sebastian Olarte (URU), 4-Peterson Crisanto (BRA)
10 1-Marco Fernandez (BRA), 2-Daniel Adisaka (BRA), 3-Leo Casal (BRA), 4-Douglas Silva (BRA)
11 1-Edgard Groggia (BRA), 2-Krystian Kymerson (BRA), 3-Valentin Neves (BRA), 4-Guilherme Fernandes (BRA)
12 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-Kim Matheus (BRA), 3-Vitor Valentim (BRA), 4-Eduardo Motta (BRA)
13 1-Michael Rodrigues (BRA), 2-Caetano Vargas (BRA), 3-Francisco Bellorin (VEN), 4-Cauã Costa (BRA)
14 1-Wesley Leite (BRA), 2-Jessé Mendes (BRA), 3-Thiago Eduardo (BRA), 4-Bino Lopes (BRA)
15 1-Marcos Correa (BRA), 2-Matheus Navarro (BRA), 3-Gustavo Borges (BRA), 4-Kaue Germano (BRA)
16 1-Ian Gouveia (BRA), 2-Heitor Mueller (BRA), 3-Pedro Neves (BRA), 4-Theo Fresia (BRA)

Segunda fase – entrada das cabeças de chave
1ª e 2ª=Quartas de Final
3ª=9º lugar (US$ 300 e 350 pts) e 4ª=13º lugar (US$ 200 e 295 pts)

1 1-Daniella Rosas (PER), 2-Kiany Hyakutake (BRA), 3-Isabelle Nalu (BRA), 4-Marina Rezende (BRA)
2 1-Laura Raupp (BRA), 2-Juliana Santos (BRA), 3-Arena Rodriguez Vargas (PER), 4-Potira Castaman (BRA)
3 1-Maya Carpinelli (BRA), 2-Summer Macedo (BRA), 3-Tainá Hinckel (BRA), 4-Juliana Meneguel (BRA)
4 1-Sophia Medina (BRA), 2-Yanca Costa (BRA), 3-Gabriely Vasque (BRA), 4-Isabela Saldanha (BRA)

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    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.