BC Surf Festival

Definidos campeões brasileiros

BC Surf Festival, Praia Central, Balneário Camboriú (SC)

O BC Surf Festival 2023 conheceu os campeões brasileiros das categorias Surf e SUP Surf na última sexta-feira de disputas na praia Central, Balneário Camboriú (SC). A SUP Race também estreou na competição com duas baterias das categorias Masculina e Feminina.

As condições do mar se mantiveram boas como nos primeiros dias, com as ondas chegando a 1 metro nas séries.

O cronograma começou com as semifinais das categorias Grand Kahuna e Legends pendentes do dia anterior, para fechar as cinco finais do surf nesta segunda etapa do circuito, que teve sua abertura no estado de Sergipe no último mês de agosto.

Roni Ronaldo (SC) venceu a primeira semifinal e iniciou a arrancada para o título brasileiro da Grand Kahuna desta temporada, com Fábio Gouveia na segunda colocação, ambos classificados para a final.

Na bateria seguinte, o catarinense Steward Dean fez a maior média das semifinais somando 9.96 pontos em suas duas ondas. Ele avançou em primeiro, superando o ídolo Jojó de Olivença(SP), segundo na bateria.

Semifinais da Legends (acima de 55 anos)

A primeira semi Legends teve a vitória de Jojó de Olivença (SP), com o catarinense Rubens Farias se classificando na segunda posição, após ele achar uma esquerda que valeu 4.80 pontos em sua segunda tentativa.

O então vice-líder do ranking Sérgio Noronha (RJ) ficou mais perto do título brasileiro ao vencer a outra semifinal. Na segunda colocação ficou o pernambucano Cláudio Marroquim, mais um grande nome do surfe brasileiro dos anos 80 presentes ao evento. Ambos se credenciaram para a grande final Legends.

SUP Surf Masculino Pro em ação

O segundo round do SUP Surf Masculino Pro definiu os semifinalistas da modalidade em duas baterias de alto nível. Welington Reis e o campeão brasileiro de 2021 Leonardo Gimenes se classificaram bem para a final, superando um dos favoritos ao título, o também paulista Luiz Diniz. O jovem baiano Pedro Veiga terminou em quarto.

Na disputa seguinte, o santista Alex Salazar, filho do legend Picuruta Salazar, teve um confronto acirrado com o local Adriano Trinca Ferro pela primeira posição na bateria. Melhor para Salazar, que marcou 10.40 contra 9.77 de Trinca Ferro, segundo colocado. Não deu para o paulista Carlos Bahia (3º) e o capixaba Bruno Medeiros (4º).

Semifinais SUP Surf Masculino Pro

As semifinais foram no sistema homem a homem (bateria com apenas dois atletas), e o local de Balneário Camboriú Adriano Trinca Ferro colocou o nome da cidade na final de sua categoria. Ele derrotou o paulista Wellington Reis pelo placar de 11.77 contra 9.37 pontos.

Na segunda semi, os paulistas Alex Salazar e Leonardo Gimenes travaram um duelo sensacional pela vaga na decisão. Ambos elevaram o nível da competição, se alternando na liderança da disputa.

A cinco minutos do fim, Gimenes fez 5.83 em sua melhor nota e deixou Alex Salazar precisando de 5.90 para a virada que não veio. Estava formada assim a final da SUP Surf Masculino Pro entre Adriano Trinca Ferro(SC) e Leonardo Gimenes(SP).

SUP Surf Feminino Pro – Semifinais

As paulistas Aline Adisaka e Kaylane Souza tiveram uma disputa equilibrada pela vaga na grande final na Sup Surf Feminino Pro, com Kaylane vencendo a bateria pelo placar de 7.26 contra 6.03 de Adisaka.

Na sequência, foi a vez da ubatubense Gabi Sztamfater fazer a melhor soma desta fase (9.06) para avançar à final, e ficar mais perto do título brasileiro. Ela derrotou a cearense Kilvia Cardoso, que terminou a prova na terceira colocação empatada com Aline Adisaka(SP).

SUP Surf Master – Semifinais

A categoria SUP Surf Master foi a última a conhecer seus finalistas. Adriano Trinka Ferro (SC) partiu para sua segunda final na etapa ao derrotar os paulistas Michel Bastos (2º) e Luk Luciano (3º) na primeira semifinal.

Em seguida, o catarinense Carlos Veloso também se qualificou para a decisão ao vencer a segunda semifinal junto com o paulista Luciano Alemão (2º), desclassificando o catarinense Maicon Rosa (3º) e o paulista Ricardo Casselhas (4º).

Finais do BC Surf Festival 2023

A primeira final realizada deste terceiro dia foi a bateria na SUP Surf Sub-18. O baiano Pedro Veiga dominou as ações na final de 20 minutos contra o catarinense João Neumann e ficou com o título da etapa pelo placar final de 8.87 a 4.67 pontos para o baiano. De quebra, ele conquistou o título brasileiro SUP Surf Sub-18.

A segunda final do dia veio com a SUP Surf Master, onde o local Adriano Trinca Ferro fez a festa da torcida local na conquista do título da etapa e do circuito deste ano.

“É muito especial vencer em casa um evento dessa grandiosidade, ainda mais representando Balneário Camboriú diante da torcida num circuito que está cada vez mais forte. Foi um ano positivo pra mim e só tenho a agradecer” disse o campeão.

Em segundo ficou o paulista Michel Bastos, com o catarinense Carlos Veloso em terceiro e Leandro Alemão em quarto lugar.

As atletas do SUP Surf Feminino Pro se enfrentaram com Gabi Sztamfater (SP) dominando sua conterrânea Kaylane Souza na final e ficando com o título da etapa e do circuito deste ano.

A final do SUP Surf Masculino Pro teve um ingrediente a mais na disputa entre o local Adriano Trinca Ferro contra o paulista Leonardo Gimenes. Ambos chegaram empatados nesta etapa decisiva e quem vencesse a bateria ficaria com o título nacional.

Melhor para Gimenes que forçou nas batidas, rasgadas e snaps de frontside para somar 13.50 pontos (7.0 e 6.50) e se consagrar bicampeão brasileiro de sua categoria, repetindo o feito alcançado em 2021. “Estava bem tranquilo em relação a pressão. Foi legal porque eu e o Trinca disputamos o título na ultima bateria do ano, e acabou dando certo para mim”, disse Gimenes.

Finais do surf no BC Surf Festival 2023

A primeira das cinco finais do surfe começou com a categoria Legends (acima de 55 anos). O bicampeão brasileiro de surf dos anos 90 Jojó de Olivença (SP) mostrou seu tradicional surfe de backside com manobras encaixadas para conquistar o título da etapa, em um grande confronto contra o carioca Sérgio Noronha, outra lenda do surfe brasileiro.

Mesmo com a melhor nota na final (5.50), Noronha não conseguiu virar o resultado e ficou em segundo lugar na competição, o suficiente para lhe dar o título brasileiro de 2023. Cláudio Marroquim (PE) e Rubens Farias (SC) terminaram na terceira e quarta colocações respectivamente.

A segunda final a entrar na água foi a categoria Grand Kahuna (acima de 50 anos). Fábio Gouveia mostrou estar se recuperando bem da cirurgia feita no quadril há alguns meses, e sagrou-se campeão da etapa. Ele exibiu seu tradicional estilo polido que deu tantas glórias ao surfe brasileiro no passado para marcar a melhor nota da decisão (6.27).

“Antes do evento pensei até em passar a minha inscrição pra frente, pois estava desmotivado sem poder treinar corretamente devido às dores no quadril. Na final me concentrei bem, fazendo uma estratégia melhor do que na semifinal e as ondas vieram no local que eu havia observado antes de entrar na água. Estão todos de parabéns por esse circuito alucinante”, disse Fabinho com mais um grande título em sua carreira vitoriosa no surf.

Roni Ronaldo (SC) terminou em segundo e com esse resultado se tornou campeão brasileiro Grand Kahuna 2023, com Jojó de Olivença, baiano radicado no Guarujá (SP) há muitos anos em terceiro e o catarinense Steward Dean na quarta posição.

A decisão da Kahuna (acima de 45 anos) foi mais um show de surf na praia Central de Balneário Camboriú entre Junior Rocha (RN), Márcio Veiga (PR), Adriano Lemos (SC) e Jerônimo Bonfim (BA).

Com as duas melhores ondas da final (6.70 e 5.73) e um frontside mortal para a esquerda desde o início do evento, Junior Rocha (RN) saiu de Balneário Camboriú (SC) com o título da etapa e do circuito.

O paranaense Márcio Veiga chegou junto, mas não conseguiu a virada, ficando na segunda colocação. Adriano Lemos (SC) e Jerônimo Bonfim (BA) fecharam a grande final na terceira e quarta posições.

O baiano Flávio Morais fechou a temporada com um aproveitamento de 100% no circuito, após conquistar sua segunda vitória no ano em Santa Catarina. Ele já havia vencido a etapa de abertura em Sergipe, e ratificou o título nacional da Grand Master ficando novamente em primeiro.

“Esse é meu primeiro título nacional como Grand Master. Só tenho a agradecer a Deus que me ajudou muito por tudo que passei nos últimos anos. Devo esse título a Ele”, disse Morais.

Márcio Farney (SC) não deu mole e fez frente na decisão, mas acabou em segundo lugar com Diego Rosa (SC) em terceiro e Fellipe Ximenes (SC) na quarta colocação.

A última final do evento foi a categoria Master (acima de 35 anos). O paranaense Jihad Khodr dominou do início ao fim a disputa e colocou seus oponentes em combinação de notas após surfar duas direitas fortes na bateria.

Ele marcou 8.17 e 7.83 em suas duas melhores ondas para festejar mais um título em sua carreira. “Não estou competindo mais em eventos com propósitos de ranking, ou classificação para algo. Estou escolhendo os campeonatos que participo, e como Balneário é perto de Matinhos (PR), não poderia deixar de vir prestigiar um evento desse porte, uma verdadeira celebração da história do surfe brasileiro”, disse o campeão Jihad Khodr.

Completaram esta final o também paranaense de Matinhos (PR) Péricles Dimitri, um dos destaques do evento desde a primeira fase. Ele terminou em segundo lugar na final e empatou na pontuação geral com o cearense Itim Silva. O título só foi confirmado pelo critério de desempate a favor de Péricles Dimitri, novo campeão brasileiro Master 2023.

O catarinense Diego Rosa fez uma grande campanha e terminou em terceiro na etapa, com o cearense Itim Silva na quarta posição.

Premiação

Os campeões das categorias Master, Grand Master, Kahuna, Grand Kahuna e Legends receberam R$ 5 mil e 1.000 pontos no ranking pelos títulos. Os vices-campeões ganharam R$ 4 mil e 860 pontos, com os terceiros colocados embolsando R$ 3 mil e 730 pontos e os quartos lugares ficando com R$ 2 mil e 670 pontos.

Os campeões da SUP Surf Masculino e Feminino Pro ganharam R$ 7 mil de premiação e 1.000 pontos no ranking pelos títulos. Os vice-campeões receberam R$ 4.5 mil e 860 pontos. Os terceiros colocados levaram R$ 2.5 mil e 730 pontos.

As categorias SUP Surf Master e Sub-18 receberam medalhas e pontos para a formação dos rankings para a próxima temporada.

SUP Race Masculino e Feminino na praia Central

Após as finais do Surf e do SUP Surf, foi disputada a modalidade SUP Race Técnico com as categorias Masculina e Feminina. O percurso da prova foi estipulado pela organização, que demarcou a área de competição com boias, formando um circuito de remada com 1.7 Km de extensão aproximadamente.

O homens foram os primeiros a entrarem na água, com 14 remadores largando da praia para o desafio de darem três voltas no circuito com tempo cronometrado. Quem chegasse primeiro vencia a prova.

Liderando a bateria do início ao fim, a vitória foi de Eri Tenório, com o tempo geral das três voltas totalizando 35:13 segundos. Em segundo chegou Guilherme dos Reis (36:31) e em terceiro Luiz Guida (37:54).

Entre as mulheres, a campeã Pan-americana de 2019 Lena Ribeiro (RJ) foi a melhor entre as sete remadoras e venceu essa primeira etapa com tempo de 42:44 minutos. A segunda colocada foi a Moah cravando 43:30 minutos, e a Paula Oliveira na terceira colocação (46:06 minutos).

A prova ainda não acabou. Nesse sábado, último dia de competição no BC Surf Festival 2023, acontecerá a segunda etapa do SUP Race, com a remada longa num circuito de 10 km para os atletas profissionais e 5 km para os amadores. Todos largarão juntos da areia, na competição que terá início às 8 horas da manhã.

Os campeões desta etapa sairão neste sábado, lembrando que a competição é válida pela segunda etapa do circuito deste ano. A etapa decisiva do SUP Race acontecerá na segunda quinzena de dezembro, e definirá os campeões nacionais dessa modalidade.

O BC Surf Festival 2023 tem patrocínioda Prefeitura de Balneário Camboriú e Fundação Municipal de Balneário Camboriú. Apoio: Oceano Surfwear, Matuto Restaurante, CCS Telecom, Clube Candeias, Fu-Wax, Surfland Brasil, Ambiens, Carbon OK, Nicky Ooh, Emasa, MB e D’Vicz. Homologação: Fecasurf.

Resultados do BC Surf Festival 2023
Master (acima de 35 anos)

1 Jihad Khodr (PR)

2 Péricles Dimitri (PR)

3 Diego Rosa (SC)

4 Itim Silva (CE)

Grand Master (acima de 40 anos)

1 Flávio Morais (RJ)

2 Márcio Farney (SC)

3 Diego Rosa (SC)

4 Fellipe Ximenes (SC)

Kahuna (acima de 45 anos)

1 Junior Rocha (RN)

2 Márcio Veiga (PR)

3 Adriano Lemos (SC)

4 Jerônimo Bonfim (BA)

Grand Kahuna (acima de 50 anos)

1 Fábio Gouveia (PB)

2 Roni Ronaldo (SC)

3 Jojó de Olivença (SP)

4 Steward Dean (SC)

Legends (acima de 55 anos)

1 Jojó de Olivença (SP)

2 Sérgio Noronha (RJ)

3 Cláudio Marroquin (PE)

4 Rubens Farias (SC)

SUP Surf Masculino Pro

1 Leonardo Gimenes (SP)

2 Adriano Trinca Ferro (SC)

3 Wellington Reis (SP)

3 Alex Salazar (SP)

SUP Surf Feminino

1 Gabi Sztamfater (SP)

2 Kaylane Souza (SP)

3 Aline Adsaka (SP)

3 Kilvia Cardoso (CE)

SUP Master

1 Adriano Trinca Ferro (SC)

2 Michel Bastos (SP)

3 Carlos Veloso (SC)

4 Leandro Alemão (SP)

SUP Masculino Sub 18

1 Pedro Veiga (BA)

2 João Neumann (SC)

Campeões Brasileiros 2023

Master: Pericles Dimitri (PR)

Gran Master: Flávio Morais (RJ)

Kahuna: Junior Rocha (RN)

Gran Kahuna: Roni Ronaldo (SC)

Legends: Sérgio Noronha (RJ)

SUP Surf Masculino Pro: Leonardo Gimenes (SP)

SUP Surf Feminino Pro: Gabi Sztamfater (SP)

SUP Surf Master: Adriano Trinca Ferro (SC)

SUP Surf Sub-18: Pedro Veiga (BA)

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    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.