Saquarema Surf Festival

Domingo de decisão

Neste domingo acontece decisão de seis categorias do Saquarema Surf Festival que acontece na Praia de Itaúna (RJ).
Sophia Medina chega à segunda final do Saquarema Surf Festival.

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, apresentado pela Prefeitura de Saquarema, decide seis títulos neste domingo, na Capital Nacional do Surf. No sábado, foram definidas as finais do QS 5000, que está abrindo o Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023.

A masculina será entre Ian Gouveia e Luel Felipe e a feminina entre Sophia Medina e Tainá Hinckel. As decisões estão previstas para começar, às 11 horas, e as do Longboard serão as primeiras a serem disputadas na Praia de Itaúna. O último dia do maior festival de surfe da América Latina, será iniciado às 7 horas, pelas quartas de final da categoria Pro Junior, com transmissão ao vivo pelo site e TikTok da WSL Brasil.

A final pernambucana do QS 5000, entre Ian Gouveia e Luel Felipe, vale a liderança no ranking de 2023/2024 da WSL South America para o campeão do Saquarema Surf Festival. Ian foi o destaque nas boas ondas do sábado de praia cheia em Itaúna.

Logo na primeira bateria do dia, iniciada às 7 horas, ele detonou uma onda com três pancadas verticais, muito fortes, executadas com pressão sem perder velocidade. Os juízes deram nota 9,50, a maior desta terceira edição do campeonato realizado pela 213 Sports, em homenagem ao bicampeão brasileiro, Leo Neves.

Nessa primeira batalha por vagas para as quartas de final, Ian Gouveia fez o maior placar deste sábado de boas ondas na Praia de Itaúna, 16,90 pontos. Ele também pegou as melhores ondas que entraram no duelo de surfistas do Challenger Series, para vencer o capixaba Rafael Teixeira.

Depois, enfrentou o catarinense Lucas Vicente, que nas quartas de final passou pelo recordista de pontos desta etapa do QS 5000, que está abrindo o Circuito Banco do Brasil de Surfe. Lucas fez o segundo maior somatório do sábado – 16,17 pontos – na vitória sobre Cauã Costa. Mas, Ian Gouveia ganhou o tira-teima dos melhores do dia, por 13,50 a 11,50 pontos, somando uma nota 7,67.

“Estou amarradão. Realmente, hoje foi um dia muito bom, produtivo, passei três baterias e, agora, estou na final. Vou voltar pra pousada agora pra trocar meu voo para a Austrália. Eu já estava me preparando para embarcar hoje à noite, mas vou mudar para fazer essa final aqui amanhã”, disse Ian Gouveia, um dos brasileiros que vão disputar as primeiras etapas do Challenger Series na Austrália.

“Eu já estou vindo de uma vitória no Circuito Brasileiro, agora já é a segunda final seguida, então está tudo caminhando muito bem, para eu chegar lá na Austrália mais motivado ainda. Meu foco principal esse ano é o Challenger Series, para buscar minha qualificação para o CT.”

Na outra semifinal, Luel Felipe ganhou um confronto de gerações com o catarinense Mateus Herdy e confirmou uma decisão 100% pernambucana na terceira edição do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves. Luel tem 31 anos de idade e já havia vencido o jovem potiguar Mateus Sena, 21 anos, nas quartas de final. Contra Mateus Herdy, 22 anos, Luel voltou a usar a força das suas manobras usando a borda da prancha, para neutralizar o ataque aéreo dos seus adversários.

Herdy já abriu a bateria voando num “alley oop full rotation” nas direitas da Praia de Itaúna e largou na frente com nota 8,33. Luel respondeu com 7,50, jogando água pra cima com suas batidas e rasgadas de frontside nos pontos mais críticos da onda. Enquanto Mateus segue arriscando os aéreos, Luel seguiu o plano de manobrar forte e ganhou notas 8,27 e 7,60 em duas ondas seguidas. Mateus Herdy, ainda, acertou um aéreo no final que valeu 6,83, mas precisava de 7,54 para virar o placar, encerrado em 15,87 a 15,16 pontos para Luel Felipe.

“Eu tentei ficar o mais calmo possível e esse foi meu maior somatório do evento todo. Pedi a Deus para me dar sabedoria e inteligência pra jogar bem o jogo, pois eu sabia que ele ia vir com os aéreos, que não são o meu forte. Eu fui pras manobras de borda e vieram duas ondas boas para eu fazer o meu jogo, então estou feliz em chegar nessa final”, disse Luel Felipe, que confirmou uma decisão pernambucana em Saquarema.

“É a minha primeira final em uma etapa importante do QS e estou feliz por isso. Conheço o Ian (Gouveia) desde criança, a gente cresceu surfando juntos lá em Maracaípe (praia no sul do estado) e vai ser muito bom fazer essa final com ele.”

Mateus Herdy é um dos brasileiros que vão disputar vagas para a elite mundial da World Surf League nas etapas do Challenger Series, que começa na próxima semana na Gold Coast, Austrália. Ele também estava com voo marcado para à noite do sábado, então não precisará mudar a passagem, como Ian Gouveia teve que fazer.

Os outros que também competiram no Saquarema Surf Festival e vão direto do Rio de Janeiro para a Austrália, são o Lucas Silveira, Rafael Teixeira, Ryan Kainalo que está nas quartas de final do Pro Junior que vão abrir o domingo, Leo Casal e Weslley Dantas.

Semifinais femininas – As semifinais femininas do QS 5000 do Saquarema Surf Festival que abre o Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, foram disputadas logo após as masculinas. Nas quartas de final, foram registrados os recordes do dia entre as meninas. Sophia Medina venceu a saquaremense Taís Almeida por 15,03 pontos, somando notas 7,53 e 7,50. Na bateria seguinte, a catarinense Isabelle Nalu conseguiu a maior nota – 8,00 – e derrotou a paulista Nairê Marquez por 14,83 pontos.

Sophia Medina foi a primeira surfista a escrever o seu nome no Troféu Leo Neves, na estreia do Saquarema Surf Festival em 2021. Foi a primeira vitória em etapas do Qualifying Series (QS) da irmã do tricampeão mundial, Gabriel Medina. Sophia tinha apenas 15 anos de idade e acabou se tornando campeã sul-americana da WSL South America naquele ano. Neste sábado, ela surfou bem de novo na semifinal com a argentina Vera Jarisz e vai fazer a sua segunda final na Praia de Itaúna.

“Nossa, sem palavras, estou muito grata em disputar mais uma final nesse campeonato, que é mais do que especial pra mim”, disse Sophia Medina, que falou sobre a sua primeira vitória em Saquarema.

“Deus fez grandes coisas na minha vida em 2021 e eu nunca vou esquecer daquela vitória aqui. Uma coisa que tenho em mim, é o de pensar no novo, deixar o que passou e focar no agora, que, em nome de Jesus, vai dar certo também. Aqui sempre tem altas ondas, é muito constante, um lugar que você pode mostrar o que realmente surfa e estou feliz pela vitória.”

Sophia Medina chega em segunda final do Saquarema Surf Festival como nova líder no ranking regional de 2023/2024 da WSL South America, que vai classificar três surfistas para o Challenger Series do ano que vem. Isto porque Tainá Hinckel tirou sua última concorrente no duelo catarinense com Isabelle Nalu. Tainá superou a recordista de nota do sábado com o maior somatório das semifinais, 13,60 a 9,67 pontos, com as notas 6,93 e 6,67 das melhores ondas que surfou.

“É a minha primeira final no QS aqui em Saquarema, minha primeira final num QS 5000 e a segunda final esse ano. Eu fiz a final do QS 3000, em Floripa, com a Silvana Lima esse ano, mas valia pra temporada passada, então estou amarradona em chegar em outra final”, disse Tainá Hinckel.

“Eu ainda não consegui soltar o meu surfe aqui, mas estou passando bateria por bateria e agora estou aí na final. Eu vejo que, as vezes, as pessoas não me consideram da nova geração, mas eu também faço parte ainda (risos), pela minha idade (19 anos). As meninas estão evoluindo bastante, então só quero surfar bem e fazer sempre o meu melhor, porque é isso que importa.”

Pro Junior – O sábado de praia lotada em Itaúna, foi encerrado com a estreia dos cabeças de chave da categoria Pro Junior Sub-20 na terceira fase, já disputando classificação para as quartas de final do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves. O líder do ranking sul-americano de 2023, o paulista Ryan Kainalo, que venceu a primeira etapa da temporada no Peru, ganhou a primeira bateria contra Patrick Plachi, Rafael Lufty e Eduardo Mulford.

Mas, os destaques do Pro Junior e do sábado na Praia de Itaúna, foram o catarinense Heitor Mueller e o bicampeão desta categoria no Saquarema Surf Festival em 2021 e 2022, Cauã Costa. Heitor ganhou a quinta bateria por 16,50 pontos, somando notas 9,00 e 7,50. Já o cearense venceu a última do dia por 16,43, igualmente com nota 9,00 na sua melhor onda. Também entraram na lista dos recordes, Rodrigo Saldanha com 15,93 pontos e nota 8,33 e Lukas Camargo com 14,70 e 7,67.

O domingo decisivo vai começar pelas quartas de final da categoria Pro Junior Sub-20. As da feminina começam às 7 horas, com a catarinense Laura Raupp enfrentando a argentina Vera Jarisz e as peruanas Kalea Gervasi e Sofia Artieda. Na segunda bateria, Isabelle Nalu defende a liderança do ranking sul-americano Junior contra Yasmin Dias, Sofia Tinoco e a chilena Rafaela Montesi. Depois, tem Tainá Hinckel, Kiany Hyakutake, Maya Carpinelli e a peruana Brianna Barthelmess na terceira bateria e na quarta só tem brasileiras, Sophia Medina, Luara Mandelli, Sol Carrion e Sophia Gonçalves.

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar etapas masculinas e femininas do Qualifying Series que estão abrindo o Circuito Banco do Brasil de Surfe esse ano, além do Pro Junior Sub-20 e Longboard. A Prefeitura Municipal de Saquarema apresenta o evento patrocinado pelo Banco do Brasil e G-Shock, com apoio de Garytos, New Era, Cerveja Enseada. As mídias oficiais são o Ricosurf, Flamboiar e Rádio Saquarema Surf Rock, previsão oficial do Surfguru e parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema, Blue Flag, Blue Birds e Pró Criança Cardíaca. A competição será transmitida ao vivo pelo Linksite e também pelo TikTok da WSL Brasil.

Sobre a 213 Sports – Fundada por Pedro Dau de Mesquita, Yuri Binder, Bernardo Montenegro e Marcelo Montenegro, a 213 Sports nasceu no ano de 2012. Em 2021, a agência foi adquirida pela V3A e, desde então, responde como vertical de esportes, que integra o pilar de Ventures da companhia.

Focada em marketing esportivo, a 213 Sports já realizou mais de 70 projetos para marcas globais e locais, impactando mais de 50 milhões de pessoas no Brasil e no mundo. A 213 Sports vê o esporte como uma plataforma de engajamento e conexão com forte apelo emocional entre as marcas e consumidores, resultando em uma experiência única de sportainment. Insights estratégicos alinhados com o posicionamento da marca, excelência na execução e resultados mensuráveis com retorno social, sempre que possível, são as bases que sustentam a excelência da 213 Sports. Responsável por inúmeros cases, a agência se destaca com os projetos: Oi Rio Pro, Sephora Beauty Run, Ceará Kite Pro, WSL House, CamelBak Mountain Race, Casa On Running, Praia Para Todos, Pelé Academia, Saquarema Surf Festival, WTR, Red Bull Pool Clash, SLS Super Crown World Championship, entre outros.

Programação do domingo no Saquarema Surf Festival

Quartas de final do Pro Junior Feminino

1a: Laura Raupp (BRA), Sofia Artieda (PER), Vera Jarisz (ARG), Kalea Gervasi (PER)

2a: Isabelle Nalu (BRA), Yasmin Dias (BRA), Rafaela Montesi (CHL), Sofia Tinoco (BRA)

3a: Tainá Hinckel (BRA), Brianna Barthelmess (PER), Kiany Hyakutake (BRA), Maya Carpinelli (BRA)

4a: Sol Carrion (BRA), Luara Mandelli (BRA), Sophia Medina (BRA), Sophia Gonçalves (BRA)

Quartas de final do Pro Junior Masculino

1a: Ryan Kainalo (BRA), Diego Aguiar (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA), Kainan Meira (BRA)

2.a: Samuel Joquinha (BRA), Caio Costa (BRA), Guilherme Ferreira (BRA), Patrick Plachi (BRA)

3a: Heitor Mueller (BRA), Gabriel Klaussner (BRA), Cauã Gonçalves (BRA), Lukas Camargo (BRA)

4a: Cauã Costa (BRA), Murillo Coura (BRA), Philippe Neves (BRA), Rickson Falcão (BRA)

Decisão do Longboard Feminino

Luana Soares (BRA), Evelin Neves (BRA), Julia Vianna (BRA)e Ayllar Cinti (BRA)

Decisão do Longboard Masculino

Phil Rajzman (BRA), Jefson Silva (BRA), Matias Maturano (PER), Darlan Marques (BRA)

Decisão do Longboard Feminino Pro Junior
Decisão do Título Masculino do Pro Junior
Saquarema Legends  

Rico de Souza, Otávio Pacheco, Mica da Silva e Carlos Mudinho

Decisão do QS 5000 Feminino

Sophia Medina (BRA) x Tainá Hinckel (BRA)

Decisão do QS 5000 Masculino

Ian Gouveia (BRA) x Luel Felipe (BRA)

Resultados de sábado do Saquarema Surf Festival
Quinta Fase do QS 5000 Masculino

1a: 1-Ian Gouveia (BRA), 2-Lucas Vicente (BRA), 3-Nacho Gundesen (ARG), 4-Rodrigo Saldanha (BRA)

2a: 1-Cauã Costa (BRA), 2-Rafael Teixeira (BRA), 3-Peterson Crisanto (BRA), w.o-Lucas Chianca (BRA)

3a: 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Mateus Sena (BRA), 3-Heitor Mueller (BRA), 4-Lucas Silveira (BRA)

4a: 1-Luel Felipe (BRA), 2-Valentin Neves (BRA), 3-José Francisco (BRA), 4-Alex Ribeiro (BRA)

Quartas de Final do QS 5000 

1a: Ian Gouveia (BRA) 14,26 x 10,74 Rafael Teixeira (BRA)

2a: Lucas Vicente (BRA) 16,17 x 9,83 Cauã Costa (BRA)

3a: Mateus Herdy (BRA) 14,34 x 11,30 Valentin Neves (BRA)

4a: Luel Felipe (BRA) 13,57 x 11,74 Mateus Sena (BRA)

Semifinais do QS 5000  

1.a: Ian Gouveia (BRA) 13,50 x 11,50 Lucas Vicente (BRA)

2.a: Luel Felipe (BRA) 15,87 x 15,16 Mateus Herdy (BRA)

Quartas de Final do QS 5000 Feminino

1a: Vera Jarisz (ARG) 13,77 x 5,33 Kayane Reis (BRA)

2a: Sophia Medina (BRA) 15,03 x 9,10 Taís Almeida (BRA)

3a: Isabelle Nalu (BRA) 14,83 x 8,36 Naire Marquez (BRA)

4a: Tainá Hinckel (BRA) 10,34 x 9,13 Kemily Sampaio (BRA)

Semifinais do QS Feminino

1a: Sophia Medina (BRA) 12,60 x 6,27 Vera Jarisz (ARG)

2a: Tainá Hinckel (BRA) 13,60 x 9,67 Isabelle Nalu (BRA)

Terceira Fase do Pro Junior Masculino

1a: 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-Patrick Plachi (BRA), 3-Rafael Lutfy (BRA), 4-Eduardo Mulford (BRA)

2a: 1-Rodrigo Saldanha (BRA), 2-Samuel Joquinha (BRA), 3-Cauet Frazão (BRA), 4-João Ferreira (BRA)

3a: 1-Guilherme Ferreira (BRA), 2-Diego Aguiar (BRA), 3-Sunny Pires (BRA), 4-Leo Casal (BRA)

4a: 1-Caio Costa (BRA), 2-Kainan Meira (BRA), 3-Yuri Gabriel Machado (BRA), 4-Luiz Mendes (BRA)

5a: 1-Heitor Mueller (BRA), 2-Rickson Falcão (BRA), 3-Luã da Silveira (BRA), 4-Ryan Coelho (BRA)

6a: 1-Lukas Camargo (BRA), 2-Philippe Neves (BRA), 3-Renan Rodrigues (BRA), 4-Luis Henrique Araújo (BRA)

7a: 1-Murillo Coura (BRA), 2-Gabriel Klaussner (BRA), 3-Fabricio Rocha (BRA), 4-Takeshi Oyama (BRA)

8a: 1-Cauã Costa (BRA), 2-Cauã Gonçalves (BRA), 3-Kayan Medeiros (BRA), 4-Diego Brigido (BRA)

 

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.