Ericeira Pro 2024

Herdy é destaque em Portugal

Mateus Herdy sobrevoa Ribeira D'Ilhas e vence bateria do Ericeira Pro 2024 com segundo maior somatório da prova portuguesa. Além dele, oito brasileiros seguem vivos na categoria Masculino.
Ericeira Pro 2024, Ribeira D'Ilhas, Portugal

O Brasil segue forte no Ericeira Pro 2024. No total 11 atletas do país seguem vivos na competição portuguesa do CS após o quarto dia de disputas. A quarta-feira (2) foi toda dedicada à categoria masculina e a WSL realizou 14 confrontos de 30 minutos cada. Mateus Herdy foi o destaque brasileiro com aéreo de rotação completa, além de outras manobras expressivas. Ele e outros três brazucas estão garantidos no Round 3. Além deles, Brasil tem ainda sete atletas já confirmados nas oitavas de final, sendo cinco homens. Etapa válida como quinta e penúltima do circuito Challenger Series acontece até o próximo domingo (6).

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O pico de Ribeira D’Ilhas funcionou com direitas de 1 a 1,5 metro. Na maior parte do dia as séries ficaram demoradas e muitas ondas tinham seções balançadas. Mateus Herdy e Samuel Pupo começaram muito bem a 16ª e última bateria do Round 2.

Os brasileiros surfaram na mesma série aos cinco minutos. Samuel atuou primeiro e com cinco rasgadas conquistou 7.50 pontos. Mateus executou duas rasgadas e fechou a apresentação com uma forte batida na junção. A performance valeu 8.00 pontos. O norte-americano Jett Schilling abriu com 2.00 e aos 12 minutos anotou 6.17 para ficar em segundo lugar, atrás de Mateus que colocou mais 2.73 no somatório.

Jett assumiu a liderança aos 20 minutos com atuação de backside que teve duas rasgadas em partes cheias da onda, depois fez outra, porém mais forte, e uma batida potente. A atuação valeu 5.77 pontos. Samuel reagiu logo depois. O brasileiro rasgou, executou um cutback, outra rasgada e mais duas batidas para assumir a primeira posição com a nota 6.80 pontos.

A liderança trocou de mãos a 7 minutos do fim. Mateus tinha a terceira prioridade e entrou numa direita. O surfista acelerou e acertou um aéreo com rotação completa. A manobra valeu 8.07 pontos e deixou Jett em terceiro precisando de 8.13 para tirar o segundo lugar de Samuel. O norte-americano tentou a virada, mas os 6.57 não mudaram sua situação no confronto. O francês Mihimana Braye não foi bem na disputa, terminou em quarto lugar e foi eliminado com o norte-americano. Mateus venceu com o segundo maior somatório da competição, 16.07 pontos.


Mais dobradinhas – O dia teve outras duas dobradinhas brasileiras. A primeira aconteceu na mesma fase, no duelo de número 13. Michael Rodrigues começou com 6.17 pontos, e quase na metade do confronto assumiu a liderança depois de colocar mais 4.63 no somatório. O norte-americano Levi Slawson estava em segundo lugar com 5.50 e 3.67 no placar. Cauã Costa largou com 4.50, mas depois caiu de produção.

Rafael Teixeira voltou pra briga no início da segunda metade da bateria. Ele, que tinha como única nota 3.00, usou a prioridade e com cinco ataques anotou 5.60 pontos. Levi aumentou o ritmo aos 18 minutos quando conquistou 5.60 e assumiu a liderança.

Cauã acelerou a 7 minutos do fim. Ele precisava de 6.30 pontos para avançar na etapa. O brazuca rasgou duas vezes, passou uma parte cheia da onda, entrou no inside e decolou com reverse para inserir 5.43 no somatório.

Rafael entrou nos 5 minutos finais em último lugar. A 4 do término ele usou a prioridade numa direita da série, executou cinco manobras, conquistou 7.50 e foi para a liderança. Levi tentou dar o troco logo depois, mas não mexeu no placar. Pior para ele, pois Michael usou a prioridade quando restavam 12 segundos para o fim. O brasileiro rasgou duas vezes, bateu com força e comemorou. Ele precisava de 4.93 para assumir o segundo lugar e marcou 6.67 para seguir vivo na competição. Levi (3º) e Cauã (4º) foram eliminados.

Edgard e Alejo – A outra dobradinha aconteceu no segundo confronto do Round 3. Edgard Groggia dominou os 15 minutos iniciais. Ele abriu com 5.50 pontos e aos 14 minutos bateu duas vezes, depois rasgou e acertou mais duas pancadas para anotar 7.77 e abrir vantagem na frente do placar. O francês Justin Becret tinha duas direitas surfadas (4.17 e 5.20) e ocupava a segunda posição. Alejo Muniz só surfou aos 14 minutos, caiu na segunda manobra (rabetada) e largou com 2.50 pontos. Já o australiano Oscar Berry não havia entrado em ação no duelo.

Alejo surfou pela segunda vez na bateria aos 16 minutos, porém com os 4.57 pontos ele não saiu do terceiro lugar. Oscar fez sua estreia no confronto a 9 minutos do fim e anotou 4.43 pontos. Alejo surfou na mesma série e rasgou cinco vezes. Oscar voltou a pegar uma direita logo em seguida. A nota do australiano foi divulgada antes do que a do brasileiro (5.23) e ele assumiu o segundo lugar. Alejo, que estava em último e precisava de 5.10, conquistou 6.07 e tirou o aussie da vice-liderança.

Justin tentou eliminar Alejo a 3 minutos do fim. Ele usou a prioridade e foi em busca dos 5.45 que precisava para seguir vivo no Ericeira Pro 2024. O francês executou uma curva lenta, depois um curtback com pressão, uma rasgada, outras duas curvas sem muita força e uma batida agressiva na junção. Ele bateu na trave com 5.33 e o máximo que conseguiu foi subir de quarto para o terceiro lugar. Ele foi eliminado com Oscar. Edgard venceu a bateria.

Miguel passa duas fases – Miguel Pupo foi o único brasileiro a participar de duas baterias nesta quarta-feira. A primeira dele foi a 11ª do Round 2. O australiano Jackson Baker (7.00) e o francês Charly Quivront (6.17) começaram bem, mas depois perderam ritmo. O também aussie Joel Vaughan surfou duas direitas nos 5 minutos iniciais (4.00 e 5.50) e assumiu a liderança.

Joel voltou a atuar aos 11 minutos. Ele tinha a quarta prioridade e Charly, que tinha a segunda, entrou na onda a alguns metros dele. O australiano achou espaço para completar um aéreo com rotação antes de chegar no adversário. Ele anotou 6.57 e aumentou a vantagem para os oponentes. O restante da onda foi ruim e o francês não mexeu muito no placar.

Miguel pegou sua primeira onda na bateria aos 15 minutos. O brasileiro acertou seis manobras e caiu na sétima. A atuação valeu 5.77 pontos. Quatro minutos depois ele voltou a surfar e voou alto, porém caiu na aterrissagem. Ele precisava de 4.91 para avançar na competição.

Jackson assumiu o primeiro lugar a 8 minutos do fim. Ele anotou 5.37 pontos e deixou o brasileiro na busca de 6.31 para seguir vivo na etapa. Miguel usou a prioridade 4 minutos depois. O surfista andou na crista num floater, na sequência rasgou levando a prancha mais para perto da espuma e acertou mais duas pancadas. Miguel vibrou muito. A performance valeu 8.17 pontos e ele subiu da quarta para a primeira posição.

Joel atuou logo depois de Miguel. Ele precisava de 5.81 pontos para assumir o segundo lugar, conquistou 6.83 e eliminou Jackson (3º). Charly (4º) também se despediu do Ericeira Pro 2024.

Miguel no Round 3 – Leonardo Fioravanti marcou as duas maiores notas da 6ª bateria do Round 3 (7.33 e 6.77) nas suas primeiras atuações e ficou tranquilo na liderança até o fim. Miguel chegou na metade duelo em último lugar, tendo 4.83 pontos como melhor nota. Perto do último terço da disputa o brasileiro executou uma batida forte e vertical para conquistar 6.50 e subir para a segunda posição. Miguel se distanciou um pouco mais do terceiro colocado a 5 minutos do fim, quando anotou 5.17 pontos. O peruano Lucca Mesinas (3º) e o espanhol Kai Odriozola (4º) não tiveram mais tempo para reagir e foram eliminados.

Deivid e Lucas – Deivid Silva e Lucas Silveira também avançaram às oitavas de final no dia. Eles entraram na quarta-feira já classificados para o Round 3 e passaram suas disputas ocupando o segundo lugar. O japonês Kanoa Igarashi venceu o duelo de Deivid com a maior nota (8.77) e o maior somatório (17.34) do evento.


Mais do Brasil – O Brasil tem, além desses nove homens, duas mulheres vivas no Ericeira Pro 2024. Laura Raupp e Luana Silva estão classificadas para as oitavas de final femininas.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Ericeira Pro 2024 acontece na madrugada desta quinta-feira (03/10), às 3h30 (de Brasília). De acordo com a previsão o pico de Ribeira D’Ilhas deve funcionar com direitas de 1 metro em média. O vento deve ser lateral na maior parte do tempo.

Ericeira Pro 2024
Round 2 Masculino
Baterias realizadas na terça-feira (01/10)

1 Carlos Muñoz (CRI) 13.57 x Justin Becret (FRA) 11.13 x George Pittar (AUS) 9.34 x Luke Slijpen (AFR) 3.96

2 Nolan Rapoza (EUA) 11.30 x Oscar Berry (AUS) 10.84 x Caio Ibelli (BRA) 10.10 x Tully Wylie (AUS) 7.43

3 Edgard Groggia (BRA) 12.37 x Luke Thompson (AFR) 10.57 x Shion Crawford (HAV) 9.37 x Dimitri Poulos (EUA) 7.87

4 Alejo Muniz (BRA) 11.80 x Jorgann Couzinet (FRA) 11.50 x Reef Heazlewood (AUS) 9.87 x Josh Burke (BAR) 7.34

5 Nat Young (EUA) 12.27 x Jackson Bunch (HAV) 11.30 x Ian Gentil (HAV) 11.06 x Owen Moss (EUA) 4.84

6 Deivid Silva (BRA) 11.84 x Lucas Silveira (BRA) 11.16 x Joaquim Chaves (POR) 11.16 X Mikey McDonagh (AUS) 9.70

7 Jacob Willcox (AUS) 12.83 x Afonso Antunes (POR) 10.20 X Jarvis Earle (AUS) 9.83 x Heitor Mueller (BRA) 9.40

8 Callum Robson (AUS) 12.17 x Kanoa Igarashi (JAP) 1.33 x Keijiro Nishi (JAP) 9.90 x Daniel Emslie (AFR) 9.20

Baterias realizadas nesta quarta-feira (02/10)

9 Ryan Huckabee (EUA) 14.67 x Leonardo Fioravanti (ITA) 13.83 x Kade Matson (EUA) 13.23 x Riaru Ito (JAP) 8.00

10 Hiroto Ohhara (JAP) 13.17 x Kai Odriozola (ESP) 11.07 x Winter Vincent (AUS) 10.54 x Hans Odriozola (ESP) 8.17

11 Miguel Pupo (BRA) 13.94 x Joel Vaughan (AUS) 13.40 x Jackson Baker (AUS) 12.37 x Charly Quivront (FRA) 10.40

12 Lucca Mesinas (PER) 12.10 x Morgan Cibilic (AUS) 11.67 x Alan Cleland (MEX) 9.83 x Frederico Morais (POR) 9.67

13 Rafael Teixeira (BRA) 13.10 x Michael Rodrigues (BRA) 12.84 x Levi Slawson (EUA) 11.10 x Cauã Costa (BRA) 9.93

14 Taro Watanabe (EUA) 14.53 x Maxime Huscenot (FRA) 13.00 x Alister Reginato (AUS) 11.90 x Marco Mignot (FRA) 10.60

15 Joan Duru (FRA) 12.03 x Gatien Delahaye (FRA) 10.46 x Dakoda Walters (AUS) 10.03 x Cody Young (HAV) 9.37

16 Mateus Herdy (BRA) 16.07 x Samuel Pupo (BRA) 14.30 x Jett Schilling (EUA) 12.74 x Mihimana Braye (FRA) 8.56

Terceira Fase

1 Jorgann Couzinet (FRA) 13.53 x Carlos Munoz (CRI) 9.50 x Nolan Rapoza (EUA) 9.30 x Luke Thompson (AFR) 9.30

2 Edgard Groggia (BRA) 13.27 x Alejo Muniz (BRA) 10.64 x Justin Becret (FRA) 10.53 x Oscar Berry (AUS) 9.66

3 Kanoa Igarashi (JAP) 17.34 x Deivid Silva (BRA) 13.37 x Afonso Antunes (POR) 12.07 x Nat Young (EUA) 10.56

4 Callum Robson (AUS) 15.50 x Lucas Silveira (BRA) 14.27 x Jackson Bunch (HAV) 9.57 x Jacob Willcox (AUS) 4.70

5 Ryan Huckabee (EUA) 12.73 x Joel Vaughan (AUS) 11.23 x Morgan Cibilic (AUS) 10.33 x Hiroto Ohhara (JAP) 9.90

6 Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x Miguel Pupo (BRA) 11.67 x Lucca Mesinas (PER) 9.17 x Kai Odriozola (ESP) 6.06

7 Rafael Teixeira (BRA) x Taro Watanabe (EUA) x Gatien Delahaye (FRA) x Samuel Pupo (BRA)

8 Michael Rodrigues (BRA) x Maxime Huscenot (FRA) x Joan Duru (FRA) x Mateus Herdy (BRA)
Oitavas de final Masculino
Em formação

1 Jorgann Couzinet (FRA) x Alejo Muniz (BRA)

2 Edgard Groggia (BRA) x Carlos Munoz (CRI)

3 Kanoa Igarashi (JAP) x Lucas Silveira (BRA)

4 Callum Robson (AUS) x Deivid Silva (BRA)

5 Ryan Huckabee (EUA) x Miguel Pupo (BRA)

6 Leonardo Fioravanti (ITA) x Joel Vaughan (AUS)

Oitavas de final Feminino

1 Sally Fitzgibbons (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)

2 Alyssa Spencer (EUA) x Laura Raupp (BRA)

3 Yolanda Hopkins (POR) x Ellie Harrison (AUS)

4 Noah Klapp (ALE) x Nadia Erostarbe (ESP)

5 Kirra Pinkerton (EUA) x Sol Aguirre (PER)

6 Vahine Fierro (FRA) x Bella Kenworthy (EUA)

7 Tessa Thyssen (FRA) x Isabella Nichols (AUS)

8 Tya Zebrowski (FRA) x Luana Silva (BRA)
Rankings do WSL Challenger Series 2024 após 4 etapas
Masculino
1 Ian Gouveia (BRA) – 22.810 pontos
2 Samuel Pupo (BRA) – 16.565

3 George Pittar (AUS) – 16.050

4 Alejo Muniz (BRA) – 13.720
5 Michael Rodrigues (BRA) – 13.285
6 Miguel Pupo (BRA) – 13.130

7 Jackson Bunch (HAV) – 13.130

8 Mikey McDonagh (AUS) – 13.000

9 Alan Cleland (MEX) – 13.000

10 Marco Mignot (FRA) – 12.200

Mais brasileiros
12 Edgard Groggia (BRA) – 10.285 pontos
20 Caio Ibelli (BRA) – 8.940
25 Deivid Silva (BRA) – 7.940
33 João Chianca (BRA) – 6.645
40 Mateus Herdy (BRA) – 5.200
43 Rafael Teixeira (BRA) – 5.100
46 Jadson André (BRA) – 4.800
47 Lucas Silveira (BRA) – 4.800
49 Lucca Mesinas (PER) – 4.700
57 Heitor Mueller (BRA) – 3.600
61 Luel Felipe (BRA) – 3.150
71 Cauã Costa (BRA) – 1.850
83 Leo Casal (BRA) – 950
Feminino

1 Isabella Nichols (AUS) – 24.150 pontos

2 Erin Brooks (CAN) – 22.820

3 Sally Fitzgibbons (AUS) – 21.660

4 Bella Kenworthy (EUA) – 21.190

5 Nadia Erostarbe (ESP) – 20.320

Brasileiras
6 Luana Silva (BRA) – 17.765 pontos
10 Sophia Medina (BRA) – 14.800
29 Laura Raupp (BRA) – 6.000
35 Tainá Hinckel (BRA) – 4.000
53 Anne dos Santos (BRA) – 1.700

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) 1 – Caitlin Simmers (EUA) 11.33 x 10.26 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Molly Picklum (AUS) 8.63 x 7.40 Lakey Peterson (EUA) Final 1 – Caitlin Simmers (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.