Haleiwa Challenger

Esquenta a briga pelas vagas no CT

João Chianca, Michael Rodrigues, Mateus Herdy e Lucas Silveira avançam no Haleiwa Challenger e seguem com chances de classificação para o CT 2023.
Haleiwa Challenger, Oahu, Havaí

O segundo dia de ação do Haleiwa Challenger marcou a estreia de vários atletas que chegaram ao Havaí com o sonho de se classificarem para o CT 2023. Pelo Brasil, dos sete que tinham chances, João Chianca, Michael Rodrigues, Mateus Herdy e Lucas Silveira ainda podem ter um final de ano feliz na meca do surfe mundial.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

O Haleiwa Challenger dará dez vagas masculinas e cinco femininas na temporada 2023 do circuito da elite do esporte. O italiano Leonardo Fioravanti, o indonésio Rio Waida e o australiano Ryan Callinan já chegaram no Havaí com seus nomes garantidos, assim como as australianas Macy Callaghan e Molly Picklum, além da norte-americana Caitlin Simmers. Nesta quarta-feira (30) o quarto colocado no ranking, o marroquino Ramzi Boukhiam, foi eliminado do evento, porém outros resultados asseguraram sua entrada na primeira divisão do surfe. Restam agora seis vagas para os homens, e apenas duas para as mulheres.

A quarta-feira teve as 16 baterias da segunda fase masculina. Os duelos foram realizadas em ondas de até 6 pés de face, que em muitas baterias demoravam para aparecer no outside. Pela manhã o mar estava liso, com direitas rápidas, correndo muito na bancada do pico do lado norte da ilha de Oahu. Com o passar das horas o swell perdeu força e o vento maral passou a soprar, com isso as condições para o surfe pioraram bastante.

Lucas Silveira competiu na primeira bateria do dia. O brasileiro surfou duas ondas no primeiro terço da disputa de 30 minutos e marcou 3.40 e 4.17 pontos. O australiano Ethan Ewing, integrante do CT, abriu com 6.67 após surfar a melhor direita que entrou na bateria.

O duelo chegou perto do fim com Lucas em segundo. O australiano Joel Vaughan, que estava em terceiro, usou a prioridade e tentou virar, mas o brasileiro deu a resposta instantes depois. Lucas foi mais sólido, marcou 4.40 pontos, assumiu a liderança e avançou junto com Ethan (2º). O brazuca chegou ao Havaí em 27º lugar no ranking e precisa ser no mínimo vice-campeão da etapa para se classificar para o CT. Joel, que estava em 28º lugar na lista dos melhores, deu adeus ao sonho de integrar a elite em 2023. O mexicano Alan Cleland (4º) também foi eliminado.

O segundo confronto do dia também teve brasileiro. João Chianca, atual oitavo melhor do circuito Challenger Series 2022, encarou o havaiano Ezekiel Lau, que está em nono lugar no ranking, além do taitiano Mihimana Braye e do norte-americano John Mel.

João abriu a disputa logo no início, e marcou 2.67 pontos. As séries sumiram e a segunda onda só foi surfada aos dez minutos, também pelo brasileiro. A onda foi curta, mas ele achou espaço para uma rasgada e uma batida na junção. A performance valeu a nota 5.00. John Mel surfou no minuto seguinte e encaixou algumas manobras para começar com 5.23.

Os atletas ficaram mais ativos. Mihimana surfou uma direita ruim, e aos 13 minutos Ezekiel fez sua primeira apresentação na disputa. O havaiano fez uma batida e uma rasgada fortes, além de mais uma pancada na parte final e menor da onda. A nota foi 6.40. João rapidamente fez outra apresentação. A direita era uma intermediária, mas ele fez bons movimentos para anotar 4.77.

O confronto chegou na metade com João em segundo lugar, atrás de John Mel. Mihimana então fez o uso da prioridade e apresentou um ataque vertical de backside para marcar 6.67 pontos. John voltou a atuar. O goofy foi incisivo nas manobras e abriu vantagem na frente ao marcar 6.27. O brasileiro respondeu à atitude dos adversários e também escovou uma direita que valeu 5.70.

O último terço da bateria começou sem ondas, e com Mihimana em terceiro e Ezekiel em quarto, ambos necessitando de ondas na casa dos quatro pontos. O havaiano tinha a prioridade. João tinha a quarta prioridade e atuou quando restava três minutos. O brasileiro trabalhou bem e trocou de nota, inserindo mais 6.03 no seu somatório. Com isso ele assumiu a liderança.

Ezekiel surfou pela segunda vez no confronto na mesma série, marcou 5.13 e tomou o segundo lugar de John Mel. Mihimana ainda foi para o tudo ou nada numa onda pequena, mas acabou eliminado junto com o norte-americano (3º). Com os resultados desta quarta-feira, João precisa passar apenas uma bateria para regressar ao CT.

“Eu estava realmente focado, confiante em fazer meu surfe da melhor maneira possível e funcionou. Mas, era uma bateria muito difícil”” disse João Chianca. “Coloquei na cabeça que toda onda que eu pegasse, teria que surfar o melhor que eu pudesse. Era só nisso que eu estava focado. Quero agradecer a Volcom e a Channel Islands, que me dão um grande apoio aqui no Havaí e todos os locais havaianos também. Estamos tendo um lindo dia de competição aqui em Haleiwa, então estou feliz por ter começado bem e obrigado a todos pela torcida”.

Michael Rodrigues, atual número 12 do ranking, precisa chegar nas semifinais para confirmar sua vaga na elite do surfe. Ele ficou muito ativo na sexta disputa. Ele surfou um total de 11 direitas, e suas melhores notas foram conquistadas na antepenúltima e na penúltima.

O brasileiro chegou nos últimos sete minutos em quatro lugar, até que, enfim, ele entrou numa onda boa. Michael fez uma série de manobras e no final comemorou. Ele necessitava de apenas 4.61 pontos. Antes da divulgação da nota, Michael entrou mais uma vez em ação e novamente manobrou forte. Ele recebeu 6.87 e 7.17 pontos para sair da água vitorioso e com o sonho vivo de retornar para o CT.

O australiano Jordan Lawler avançou em segundo lugar. O norte-americano Cole Houshmand (3º) e o havaiano Ian Gentil (4º) foram eliminados. Ian ocupa atualmente a quinta colocação no ranking.

“Para ser honesto, está sendo muito difícil para conseguir dormir esses dias. Fiquei a noite toda pensando nessa bateria, que era muito importante para mim”, confessou Michael Rodrigues. “Eu só queria surfar o meu melhor, porque aqui você só pensa em se classificar para o CT e eu nunca consegui um bom resultado no Havaí. Eu tento pensar na família, na minha filha, para não pensar no evento e é muito difícil, porque a pressão é muito grande aqui. Mas, o primeiro passo já foi dado e vou continuar trabalhando para passar mais baterias”.

Mateus Herdy é outro surfista que precisa ficar no mínimo em segundo lugar no Haleiwa Challenger pra figurar no CT em 2023. Ele competiu na 13ª disputa do dia, num momento em que as direitas já estavam irregulares.

O brasileiro começou com uma onda fraca, mas aos três minutos voltou a surfar e anotou 5.23 pontos. O havaiano Shion Crawford, melhor surfista do primeiro dia do Haleiwa Challenger, colocou as notas 5.00 e 4.10 no somatório para ficar na liderança. Com sete minutos Shion foi ainda melhor, e com 7.10 disparou na frente.

O norte-americano Griffin Colapinto, integrante do CT, surfou pela segunda vez na bateria quando o cronômetro da WSL marcou dez minutos. Ele, que tinha 3.07 pontos, colocou mais 5.77 no somatório. Com a nota ele iria para a segunda posição, porém Mateus surfou a direita seguinte. O brasileiro executou um floater, fez uma rasgada alongada e potente, e executou uma batida. A performance valeu 6.17.

A bateria ainda não estava na metade, porém dali pra frente as posições não foram alteradas. Shion venceu sem precisar surfar outras ondas, e Mateus avançou em segundo lugar. Griffin também optou por esperar uma boa oportunidade para virar o resultado, mas ela não apareceu. Já o norte-americano Nolan Rapoza ficou em último e também saiu do evento.


Mais brasileiros no Round 3 – Além de Lucas, João, Michael e Mateus, o Brasil tem ainda Samuel Pupo na terceira fase do Haleiwa Challenger. Ele foi o melhor brasileiro do dia.

O melhor estreante da temporada 2022 do CT, garantido para a elite de 2023, apresentou um surfe veloz e agressivo. Samuel começou com 5.83 pontos, depois conquistou 7.07 e na sequência 7.40. A melhor apresentação aconteceu aos 13 minutos de bateria, quando o brazuca fez uma rasgada potente e uma batida vertical. Essa foi a maior nota conquistada por um brasileiro no dia. Ele venceu com 14.47 pontos, marca também não alcançada por um conterrâneo nesta quarta-feira.


Baixas brasileiras – Dos 11 brasileiros que competiram neste segundo dia do evento, 6 foram eliminados. As derrotas mais sofridas foram de Alejo Muniz, Deivid Silva e Edgard Groggia, atletas que ainda sonhavam com a classificação para o CT.

Alejo Muniz caiu na terceira disputa do dia. O brasileiro chegou ao Havaí na necessidade de chegar nas semifinais e terminar no mínimo em terceiro lugar na bateria para garantir uma vaga no CT. Ele entrou nos últimos dez minutos finais de bateria em primeiro lugar, porém o português Vasco Ribeiro, que estava em segundo, assumiu a liderança, e o francês Justin Becret trocou de nota duas vezes para pegar a segunda posição. Alejo terminou em terceiro e foi eliminado, junto com o havaiano Seth Moniz (4º) que não entrou em sintonia com Haleiwa nesta quarta-feira.

Deivid Silva necessitava ser vice-campeão do Haleiwa Challenger para chegar na elite. Ele participou da bateria que teve a maior nota do dia, a nona da segunda fase. Os 8.93 pontos foram conquistados pelo japonês do CT, Kanoa Igarahi, após fazer um layback poderoso, uma batida reta e outra pancada na junção. Kanoa venceu e o francês Kauli Vaast, que também marcou uma nota no critério excelente, 8.17, avançou em segundo lugar. Deivid (3º) e o norte-americano Jett Schilling (4) se despediram da etapa.

Edgard Groggia também precisava ser no mínimo vice-campeão da etapa para entrar no CT. O brasileiro surfou apenas uma onda na primeira metade da 11ª bateria (1.67). Ele ocupava a última posição, quando aos 16 minutos encaixou duas batidas de frontisde e anotou 4.03 pontos. Logo depois surfou outra direita, deu duas pancadas passando as quilhas por cima do lip, conquistou 5.17 e assumiu a liderança. O neozelandês Te Kehukehu Butler chegou nos sete minutos finais em terceiro lugar e com a quarta prioridade, porém ele achou uma direita sozinha e surfou pra tomar a primeiro posição do brasileiro.

Perto do fim os surfistas voltaram a surfar. O norte-americano Conner Coffin meteu a borda na água em movimentos fortes, anotou 6.83 pontos e foi para a liderança. Com isso Te Kehukehu caiu pra segundo e Edgard para terceiro. O brasileiro partiu pra reação, porém errou a segunda manobra. Ele não desistiu e perto do minuto final voou com rotação e comemorou. Edgard necessitava de 5.63 e conquistou 5.53, nota que foi insuficiente para ele sair do terceiro lugar. Conner venceu e Te Kehukehu avançou em segundo lugar. O norte-americano Nat Young terminou em último.

John John e Wiggolly – O Haleiwa Challenger marcou o retorno do bicampeão mundial John John Florence às etapas. O havaiano, que não competia desde o CT de G-Land, no último mês de junho, participou da sétima bateria da segunda fase e venceu.

Gatien Delahaye, da França, foi quem começou melhor. Aos quatro minutos ele fez uma batida não muito expressiva, mas depois rasgou com força e atingiu a junção. A nota foi 4.50 pontos. Após duas ondas fracas, o japonês Taichi Wakita fez duas batidas, sendo a segunda agressiva e vertical. Ele recebeu 4.17 pela apresentação. Aos nove minutos, logo após a apresentação de Taichi, Wigoolly fez três manobras de backside e anotou 6.33.

John John surfou sua segunda direita no confronto quando restavam nove minutos. A onda era uma intermediária e ele usou a prioridade. O havaiano rasgou forte, bateu para passar a seção e fez duas rasgadas na parte menor da direita (6.93). Gatien foi na mesma série e colocou outra nota na casa dos quatro pontos no somatório (4.20). O brasileiro pegou a prioridade, mas o japonês achou uma direita, acertou duas pancadas e conquistou 4.03 pontos.

Após a divulgação das notas, Gatien foi pra liderança e Taichi assumiu o segundo lugar. John Jonh ficou em terceiro e Wiggolly em quarto, porém os dois precisavam de notas menores que dois pontos para seguirem vivos na competição.

Wiggolly usou a prioridade quando restavam pouco menos de dois minutos. Ele fez uma batida pra tentar ganhar a seção, mas a onda fechou. Logo depois ele entrou numa onda menor e executou uma rasgada e uma batida. John John pegou a onda seguinte, bateu no lip e na junção. A direita também era pequena. O havaiano recebeu 2.60 pontos, assumiu a primeira posição e deixou o brasileiro na necessidade de 2.37 para pegar o segundo lugar de Gatien. Porém, a melhor nota das duas últimas ondas de Wiggoly valeu apenas 2.13 e ele foi eliminado em terceiro lugar. Taichi (4º) também se despediu da competição.

As outra baixas brasileiras foram Ryan Kainalo e Matheus Navarro.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Haleiwa Challenger acontece nesta quinta-feira (1/12), às 14h30 para um possível início às 15h05 (de Brasília). A previsão indica que as ondas podem quebrar de 6 a 12 pés de face com formação de regular a boa.

Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

Haleiwa Challenger 2022
Round 2 Masculino

1 Lucas Silveira (BRA) 8.57, Ethan Ewing (AUS) 8.54, Joel Vaughan (AUS) 7.00, Alan Cleland (MEX) 2.86

2 João Chianca (BRA) 11.73, Ezekiel Lau (HAV) 11.53, John Mel (EUA) 11.50, Mihimana Braye (TAI) 10.50

3 Vasco Ribeiro (POR) 12.27, Justin Becret (FRA) 11.76, Alejo Muniz (BRA) 10.67, Seth Moniz (HAV) 8.80

4 Jessé Mendes (ITA) 10.53, Leonardo Fioravanti (ITA) 9.67, Ryan Kainalo (BRA) 8.73, Joan Duru (FRA) 8.46

5 Samuel Pupo (BRA) 14.47, Keanu Asing (HAV) 10.90, Alonso Correa (PER) 10.63, Sheldon Simkus (AUS) 8.70

6 Michael Rodrigues (BRA) 14.04, Jordan Lawler (AUS) 13.87, Cole Houshmand (EUA) 10.57, Ian Gentil (HAV) 9.83

7 John John Florence (HAV) 9.53, Gatien Delahaye (FRA) 8.70, Wiggolly Dantas (BRA) 8.46, Taichi Wakita (JAP) 8.20

8 Kalani Ball (AUS) 12.87, Mikey McDonagh (AUS) 10.14, Eithan Osborne (EUA) 9.73, Ramzi Boukhiam (MAR) 5.50

9 Kanoa Igarashi (JAP) 14.00, Kauli Vaast (FRA) 12.57, Deivid Silva (BRA) 10.17, Jett Schilling (EUA) 7.10

10 Chris Zaffis (AUS) 14.10, Maxime Huscenot (FRA) 13.10, Crosby Colapinto (EUA) 12.90, Dylan Moffat (AUS) 10.93

11 Conner Coffin (EUA) 11.00, Te Kehukehu Butler (NZL) 10.80, Edgard Groggia (BRA) 10.70, Nat Young (EUA) 9.10

12 Joshua Moniz (HAV) 14.43, Jacob Willcox (AUS) 10.73, Rio Waida (IDN) 8.50, Adur Amatriain (ESP) 7.17

13 Shion Crawford (HAV) 12.10, Mateus Herdy (BRA) 11.40, Griffin Colapinto (EUA) 8.84, Nolan Rapoza (EUA) 7.36

14 Morgan Cibilic (AUS) 12.47, Liam O’Brien (AUS) 10.00, Eli Hanneman (HAV) 9.67, Matheus Navarro (BRA) 8.83

15 Imaikalani deVault (HAV) 15.50, Barron Mamiya (HAV) 9.27, Brodi Sale (HAV) 8.60, Shane Sykes (AFR) 5.10

16 Frederico Morais (POR) 11.47, Ryan Callinan (AUS) 10.20, Michel Bourez (TAI) 8.60, Lucca Mesinas (PER) 5.10

Round 3

1 Lucas Silveira (BRA) x João Chianca (BRA) x Justin Becret (FRA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

2 Ethan Ewing (AUS) x Ezekiel Lau (HAV) x Vasco Ribeiro (POR) x Jessé Mendes (ITA)

3 Samuel Pupo (BRA) x Michael Rodrigues (BRA) x Gatien Delahaye (FRA) x Mikey McDonagh (AUS)

4 Keanu Asing (HAV) x Jordan Lawler (AUS) x John John Florence (HAV) x Kalani Ball (AUS)

5 Kanoa Igarashi (JAP) x Chris Zaffis (AUS) x Te Kehukehu Butler (NZL) x Jacob Willcox (AUS)

6 Kauli Vaast (FRA) x Maxime Huscenot (FRA) x Conner Coffin (EUA) x Joshua Moniz (HAV)

7 Shion Crawford (HAV) x Morgan Cibilic (AUS) x Barron Mamiya (HAV) x Ryan Callinan (AUS)

8 Mateus Herdy (BRA) x Liam O’Brien (AUS) x Imaikalani deVault (HAV) x Frederico Morais (POR)

Round 2 Feminino

1 Carissa Moore (HAV) x Kirra Pinkerton (EUA) x Eweleiula Wong (HAV) x Nadia Erostarbe (ESP)

2 Alyssa Spencer (EUA) x Sophie McCulloch (AUS) x Dimity Stoyle (AUS) x Mafalda Lopes (POR)

3 Caitlin Simmers (EUA) x Sarah Baum (AFR) x Zahli Kelly (AUS) x Brianna Cope (HAV)

4 Molly Picklum (AUS) x Amuro Tsuzuki (JAP) x Maud Le Car (FRA) x Nora Liotta (HAV)

5 Gabriela Bryan (HAV) x Zoe McDougall (HAV) x Coco Ho (HAV) x Minami Nonaka (JAP)

6 Teresa Bonvalot (POR) x Vahine Fierro (FRA) x Anne Dos Santos (BRA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

7 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Sawyer Lindblad (EUA) x Zoë Steyn (AFR) x Sophia Medina (BRA)

8 Macy Callaghan (AUS) x Luana Silva (BRA) x India Robinson (AUS) x Ariane Ochoa (ESP)

Ranking masculino do Challenger Series após a etapa de Saquarema

1 Leonardo Fioravanti (ITA) 26.915

2 Rio Waida (IDN) 22.650

3 Ryan Callinan (AUS) 20.995

4 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.765

5 Ian Gentil (HAV) 17.470

6 Liam O’Brien (AUS) 16.050

6 Maxime Huscenot (FRA) 16.050

8 João Chianca (BRA) 15.185

9 Ezekiel Lau (HAV) 14.820

10 Dylan Moffat (AUS) 14.710

11 Morgan Cibilic (AUS) 14.705

12 Michael Rodrigues (BRA) 13.285

13 Eithan Osborne (EUA) 11.955

14 Lucca Mesinas (PER) 11.865

15 Jacob Willcox (AUS) 11.690

16 Joan Duru (FRA) 10.905

17 Alejo Muniz (BRA) 10.615
18 Edgard Groggia (BRA) 10.440

19 Callum Robson (AUS) 10.000

19 Gabriel Medina (BRA) 10.000
24 Mateus Herdy (BRA) 9.295
25 Deivid Silva (BRA) 9.195
27 Lucas Silveira (BRA) 9.020
33 Willian Cardoso (BRA) 6.720
40 Alex Ribeiro (BRA) 5.770
44 Matheus Navarro (BRA) 5.370
Ranking feminino do Challenger Series após a etapa de Saquarema

1 Macy Callaghan (AUS) 28.920

2 Molly Picklum (AUS) 28.630

3 Caitlin Simmers (EUA) 28.630

4 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 26.915

5 Teresa Bonvalot (POR) 22.725

6 Alyssa Spencer (EUA) 21.390

7 Bronte Macaulay (AUS) 20.320

8 Nikki Van Dijk (AUS) 19.185

9 Sophie McCulloch (AUS) 18.810

10 Vahine Fierro (FRA) 16.130

14 Luana Silva (BRA) 13.285
19 Summer Macedo (BRA) 10.665
33 Laura Raupp (BRA) 6.620
41 Sophia Medina (BRA) 5.200
46 Anne Dos Santos (BRA) 4.800

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.