Saquarema Surf Festival

Herdy estreia em alto nível

Catarinense Mateus Herdy faz as maiores marcas na última bateria da terça-feira (16) no Saquarema Surf Festival.
Saquarema Surf Festival 2021, Praia de Itaúna (RJ)

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, apresentado pela Prefeitura de Saquarema, abriu o Quiksilver Pro QS 3000 na terça-feira (16), com um show de surfe nas boas ondas da Praia de Itaúna. Na última bateria do dia, o catarinense Mateus Herdy usou os aéreos para bater todos os recordes, somando notas 8.50 e 7.50.

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O surfista patrocinado pela Quiksilver, superou as marcas dos outros destaques do dia, o local de Saquarema, Raoni Monteiro, Gabriel André e Felipe Alves. Foram realizadas 24 baterias, até a metade da segunda fase do Quiksilver Pro QS 3000, que continua a partir das 8h (de Brasília) da quarta-feira (17) na Praia de Itaúna. No terceiro dia, também será iniciado o Roxy Pro QS 3000 feminino. Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

Mateus já abriu sua bateria voando num aéreo full rotation incrível, que valeu nota 7.50. Depois, pegou outra direita que armou a rampa para repetir o giro completo no ar, ainda mais alto e com maior amplitude, para se tornar o recordista absoluto do Quiksilver Pro QS 3000, somando nota 8.50 na vitória por 16.00 pontos. O catarinense ainda não tinha surfado no mar gelado de Itaúna, pois sua bagagem e suas pranchas foram extraviadas e só chegaram em Saquarema na terça-feira.

“Eu quis chegar um pouco antes aqui, mas minha bagagem não veio e só chegaram hoje da companhia aérea. Então, nem deu tempo de surfar antes da bateria”, conta Mateus Herdy. “Mas, a prancha estava no pé e quando vi as ondas, nossa, estavam muito divertidas. Tem altas ondas e a imagem que tenho de Itaúna é exatamente esse mar que eu surfei. Tinha algumas esquerdas, que acabei nem olhando pra elas, porque esse vento na boca das direitas é muito bom para os aéreos, então deu tudo certo”.

O catarinense é uma das promessas da nova geração brasileira e está na briga direta por vagas para a elite do World Surf League Championship Tour de 2022, que serão decididas no evento que começa no dia 26 deste mês no Havaí. Mateus Herdy ganhou o título mundial Pro Junior Sub-18 em 2018 e foi semifinalista da penúltima etapa do WSL Challenger Series 2021, o Quiksilver Pro France, subindo para o 17º lugar no ranking que classifica 12 surfistas para o CT 2022. O Saquarema Surf Festival é sua última parada antes da batalha final por um lugar na “seleção brasileira” da WSL.

Mateus estreou na bateria que fechou a terça-feira e foi uma das melhores do dia. A briga pela outra vaga para a terceira fase do Quiksilver Pro QS 3000 foi intensa e só decidida nas ondas surfadas nos últimos minutos. O surfista da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, José Eduardo, pegou boas esquerdas em Itaúna e se classificava em segundo lugar. O paulista Diego Aguiar apostou nos aéreos de backside nas direitas e estava em terceiro. Já o peruano Miguel Tudela era o último, mas pegou uma boa direita para atacar forte de backside, com uma série de quatro pancadas verticais muito potentes que valeram nota 6.90. Com ela, eliminou os outros dois brasileiros.

“O Didi (Diego Aguiar) e o outro brasileiro (José Eduardo) que eu não conhecia direito, surfaram muito bem também e eu tava torcendo pro Didi”, confessa Mateus Herdy. “Só que o Miguel (Tudela) é um batalhador. A gente compete sempre no Circuito Mundial do QS, então foi bem emocionante e fechou o dia com chave de ouro”. O catarinense volta a se apresentar na bateria que também vai fechar a quarta-feira. Ela marcará a estreia do cabeça de chave número 1 do Quiksilver Pro QS 3000, o top do CT, Yago Dora.

Local de Saquarema – Dos 128 participantes da etapa masculina do WSL Qualifying Series promovida pelo Saquarema Surf Festival, 80 estrearam na terça-feira e apenas 32 seguem na disputa do título na Praia de Itaúna. Foram realizadas um total de 24 baterias, as 16 da rodada inicial e as 8 primeiras das 16 da segunda fase. Os únicos surfistas que ganharam os dois confrontos que disputaram, foram o local de Saquarema, Raoni Monteiro, o paulista Gabriel André, o paraibano Felipe Alves e o catarinense Heitor Mueller.

Raoni era muito amigo do homenageado pelo evento realizado pela 213 Sports, o bicampeão brasileiro Léo Neves, que também morava na Capital Nacional do Surf e faleceu em 2019, enquanto disputava uma bateria em um evento local nas mesmas ondas da Praia de Itaúna. Raoni vem de um excelente resultado na outra etapa da WSL Latin America, encerrada no domingo em Florianópolis, onde também entrou na primeira fase e só parou nas quartas de final. Ele foi o primeiro a se destacar em Saquarema, encabeçando as listas de recordes do evento após sua segunda vitória, surfando as direitas de Itaúna.

“Está aquela Itaúna não muito fácil, com maré cheia, vento leste bem forte e eu tentei pegar as direitas mesmo”, diz Raoni Monteiro. “Na primeira, eu fiz uma manobra ali no limite, depois um cutback bom e um floater no buraco, que senti a prancha flutuando. Mas, segurei pra conseguir uma nota boa (6,75). Foi difícil, mas consegui passar em primeiro de novo, então agora é descansar, para vir preparado amanhã (quarta-feira)”.

Outros destaques – Logo após Raoni Monteiro derrotar três jovens surfistas, Amando Tenorio, Fernando Junior e Luan Wood, o paulista Gabriel André superou todos os seus recordes no confronto seguinte. O guarujaense usou muita força nas manobras, para receber notas 8.25 e 7.00 na terceira bateria da segunda fase do Quiksilver Pro QS 3000. Estas marcas só foram superadas por Mateus Herdy, que aumentou os recordes de nota para 8.50 e o de pontos de 15.25 para 16.00.

“Só tenho que agradecer a Deus por estar de volta as competições, porque já tinha até pensado em parar de surfar, pela falta de um patrocinador principal”, conta Gabriel André. “Mas, resolvi competir nessas duas etapas do Brasil e Saquarema é um lugar que me sinto bem. Gosto dessa onda pra caramba, é pesada, forte, já consegui bons resultados aqui como amador e só quero mostrar o meu surfe. Eu estava focando em mandar uma primeira manobra forte, porque sabia que se abrisse com um manobrão grande, a nota ia pra cima. Foi o que aconteceu e amanhã tem mais”.

O catarinense Niccolas Padaratz, filho do ex-top do CT, Neco Padaratz, passou junto com Gabriel André para a rodada de estreia das principais estrelas do Saquarema Surf Festival, na terceira fase do Quiksilver Pro QS 3000. Na disputa seguinte, o paraibano Felipe Alves também superou as marcas do Raoni Monteiro. Ele recebeu nota 7,75 na melhor onda e totalizou 13,85 pontos, ficando em terceiro lugar nas listas de recordes do campeonato.

Alguns surfistas de outros países também avançaram para enfrentar os cabeças de chave do evento realizado em memória a Léo Neves e apresentado pela Prefeitura Municipal de Saquarema. Os chilenos Leon De La Torre e Gustavo Dvorquez estrearam na quinta bateria da segunda fase, eliminando dois brasileiros que vieram classificados da rodada inicial. O uruguaio Sebastian Olarte barrou mais dois, para passar em segundo na bateria vencida por Matheus Navarro. E na última do dia, o peruano Miguel Tudela despachou mais dois no minuto final.

Mais estreias – Na quarta-feira, mais 32 surfistas vão estrear no Quiksilver Pro QS 3000. Serão 16 entrando nas 8 baterias restantes da segunda fase, que ficaram para abrir o terceiro dia do Saquarema Surf Festival. Os outros fazem parte da lista dos 32 cabeças de chave da terceira e última rodada com 16 baterias. As oito primeiras vão fechar a quarta-feira e nelas estão dois surfistas que já venceram etapas do WSL Qualifying Series em Saquarema, o catarinense Willian Cardoso campeão em 2010 e Alex Ribeiro na última em 2015.

Willian está na segunda bateria, junto com os igualmente experientes Raoni Monteiro e Hizunomê Bettero e o mais jovem, Renan Pulga. Alex entra na quarta, com o argentino José Gundesen e dois classificados na terça-feira, Felipe Alves e Niccolas Padaratz. Na oitava, que vai fechar o terceiro dia, estreia o cabeça de chave número 1 do Quiksilver Pro QS 3000, Yago Dora, contra Mateus Herdy, Krystian Kymerson e local de Saquarema, Arthur Máximo.

Roxy Pro QS 3000 – Entre as oito baterias restantes da segunda fase e as oito primeiras da terceira fase masculina, será dada a largada no Roxy Pro QS 3000. As 32 concorrentes ao título feminino, estão divididas em oito baterias na rodada inicial. Entre elas, três atletas que participaram da estreia do surfe nas Olimpíadas, esse ano no Japão, a peruana Daniella Rosas na primeira bateria, a equatoriana Dominic Barona na terceira e a brasileira Silvana Lima na oitava.

Todas as atenções também estarão voltadas para a jovem surfista patrocinada pela Roxy, Laura Raupp, que vai defender a liderança do ranking regional da WSL Latin America no Saquarema Surf Festival. A jovem catarinense, de apenas 15 anos de idade, surpreendeu ao vencer a primeira etapa do WSL Qualifying Series que disputou, encerrada no último domingo em Florianópolis. Laura está escalada na quinta bateria, com a peruana Sol Aguirre e duas brasileiras, Karol Ribeiro e Sol Carrion.

O Saquarema Surf Festival apresentado pela Prefeitura Municipal de Saquarema, é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar uma etapa do WSL Qualifying Series e seletivas sul-americanas para os mundiais das categorias Pro Junior e Longboard, todas para homens e mulheres competirem na Praia de Itaúna. O evento tem patrocínio da Quiksilver, ROXY, 51 ICE, Corona, apoio da Orthopride, Stanley Brasil, Monster Energy e parceria da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema (ASS), MegAçaí e do Waves.

Saquarema Surf Festival – Quiksilver Pro QS 3000
Resultados da terça-feira na Praia de Itaúna
Primeira fase
3º=97º lugar (60 pts) e 4º=113º lugar (24 pts)

1ª 1-Caio Costa (BRA), 2-Amando Tenorio (BRA), 3-Kainan Meira (BRA), 4-Renan Rodrigues (BRA)

2ª 1-Raoni Monteiro (BRA), 2-Ian Casal (BRA), 3-Luiz Mendes (BRA), 4-Martin Ottado (URU)

3ª 1-Gabriel André (BRA), 2-Hedieferson Junior (BRA), 3-Thiago Meneses (BRA), 4-Belo Junior (BRA)

4ª 1-Felipe Alves (BRA), 2-João Cypriano (BRA), 3-Juninho Malta (BRA), 4-Felipe Ximenes (BRA)

5ª 1-Ricardo João (BRA), 2-Sebastian Olarte (URU), 3-Giuliano Arreyes (ARG), 4-Lucas Bezerra (BRA)

6ª 1-Denisson Santos (BRA), 2-João Ferreira (BRA), 3-Valentin Neves (BRA), 4-Kayki Araujo (BRA)

7ª 1-Lucas Isaias (BRA), 2-José Eduardo (BRA), 3-Facundo Arreyes (ARG), 4-Patrick Plachi (BRA)

8ª 1-Miguel Tudela (PER), 2-Heitor Mueller (BRA), 3-Mariano Arreyes (ARG), 4-Arthur Alves (BRA)

9ª 1-Luciano Brulher (BRA), 2-Noel De La Torre (CHL), 3-Glauciano Rodrigues (BRA), 4-Thiago Eduardo (BRA)

10: 1-Fabrício Rocha (BRA), 2-Caetano Vargas (BRA), 3-Samuel Igo (BRA), 4-Marcos Aurelio Alves (BRA)

11: 1-Daniel Adisaka (BRA), 2-Pericles Dimitri (BRA), 3-Pedro Araujo (BRA), 4-Pedro Amorim (BRA)

12: 1-Gabriel Ramos (BRA), 2-Theo Fresia (BRA), 3-Israel Junior (BRA), 4-Cauet Frazão (BRA)

13: 1-Yagê Araujo (BRA), 2-Rodrigo Saldanha (BRA), 3-Jannifer de Sousa (BRA), 4-Philippe Neves (BRA)

14: 1-Gustavo Henrique (BRA), 2-Thiago Guimarães (BRA), 3-Eric Bahia (BRA), 4-Luan Ferreyra de Assis (BRA)

15: 1-Daniel Templar (BRA), 2-Alan Jhones (BRA), 3-Samuel José Alves (BRA), 4-Wallace Vasco (BRA)

16: 1-Gustavo Borges (BRA), 2-Giovani Pontes (BRA), 3-Willian Feiden (BRA), 4-Murilo Brandt (BRA)

Segunda fase – entrada dos 32 pré-classifcados pelo ranking da WSL
3º=65º lugar (160 pts) e 4º=81º lugar (120 pts)

1ª 1-Kauê Germano (BRA), 2-Hizunomê Bettero (BRA), 3-Caio Costa (BRA), 4-Ian Casal (BRA)

2ª 1-Raoni Monteiro (BRA), 2-Amando Tenorio (BRA), 3-Fernando Junior (BRA), 4-Luan Wood (BRA)

3ª 1-Gabriel André (BRA), 2-Niccolas Padaratz (BRA), 3-Alan Donato (BRA), 4-João Cypriano (BRA)

4ª 1-Felipe Alves (BRA), 2-Igor Moraes (BRA), 3-Luan Carvalho (BRA), 4-Hedieferson Junior (BRA)

5ª 1-Leon De La Torre (CHL), 2-Gustavo Dvorquez (CHL), 3-Ricardo João (BRA), 4-João Ferreira (BRA)

6ª 1-Matheus Navarro (BRA), 2-Sebastian Olarte (URU), 3-Luan Hanada (BRA), 4-Denisson Santos (BRA)

7ª 1-Heitor Mueller (BRA), 2-Krystian Kymerson (BRA), 3-Lucas Isaias (BRA), 4-Artur Silva (BRA)

8ª 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Miguel Tudela (PER), 3-José Eduardo (BRA), 4-Diego Aguiar (BRA)

Próximas baterias do Saquarema Surf Festival
Segunda fase do Quiksilver Pro QS 3000
3º=65º lugar (160 pts) e 4º=81º lugar (120 pts)

9ª Pedro Dib (BRA), Roberto Araki (CHL), Luciano Brulher (BRA), Caetano Vargas (BRA)

10: Ryan Kainalo (BRA), Mateus Sena (BRA), Fabricio Rocha (BRA), Noel De La Torre (CHL)

11: Santiago Muniz (ARG), Manuel Selman (CHL), Daniel Adisaka (BRA), Theo Fresia (BRA)

12: Vitor Ferreira (BRA), Deyvson Santos (BRA), Gabriel Ramos (BRA), Pericles Dimitri (BRA)

13: Pedro Neves (BRA), Felipe Oliveira (BRA), Yage Araujo (BRA), Thiago Guimarães (BRA)

14: Wesley Leite (BRA), Kim Matheus (BRA), Gustavo Henrique (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA)

15: Luel Felipe (BRA), Pedro Bianchini (BRA), Daniel Templar (BRA), Giovani Pontes (BRA)

16: Cauã Costa (BRA), Douglas Silva (BRA), Gustavo Borges (BRA), Alan Jhones (BRA)

Terceira fase – entrada dos 32 principais cabeças de chave
3º=33º lugar (200 pts) e 4º=49º lugar (180 pts)

1ª Caio Ibelli (BRA), Lucas Vicente (BRA), Kauê Germano (BRA), Amando Tenorio (BRA)

2ª Willian Cardoso (BRA), Renan Pulga (BRA), Raoni Monteiro (BRA), Hizunomê Bettero (BRA)

3ª Weslley Dantas (BRA), Robson Santos (BRA), Gabriel André (BRA), Igor Moraes (BRA)

4ª Alex Ribeiro (BRA), José Gundesen (ARG), Felipe Alves (BRA), Niccolas Padaratz (BRA)

5ª Ian Gouveia (BRA), Leandro Usuna (ARG), Leon De La Torre (CHL), Sebastian Olarte (URU)

6ª Thiago Camarão (BRA), Leo Casal (BRA), Matheus Navarro (BRA), Gustavo Dvorquez (CHL)

7ª Alejo Muniz (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Heitor Mueller (BRA), Miguel Tudela (PER)

8ª Yago Dora (BRA), Arthur Maximo (BRA), Mateus Herdy (BRA), Krystian Kymerson (BRA)

9ª Adriano de Souza (BRA), Lucas Chianca (BRA)

10: Michael Rodrigues (BRA), Eduardo Motta (BRA)

11: Alonso Correa (PER), Bino Lopes (BRA)

12: João Chianca (BRA), Marcos Correa (BRA)

13: Wiggolly Dantas (BRA), Marco Fernandez (BRA)

14: Samuel Pupo (BRA), Jessé Mendes (BRA)

15: Uriel Sposaro (BRA), Victor Bernardo (BRA)

16: Jadson André (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

Primeira fase do Roxy Pro QS 3000
3ª=17º lugar (200 pts) e 4ª=25º lugar (75 pts)

1ª Daniella Rosas (PER), Marina Rezende (BRA), Isabelle Nalu (BRA), Yasmin Neves (BRA)

2ª Naire Marquez (BRA), Arena R. Vargas (PER), Kemily Sampaio (BRA), Kiany Hyakutake (BRA)

3ª Dominic Barona (ECU), Isabela Saldanha (BRA), Yanca Costa (BRA), Kayane Reis (BRA)

4ª Summer Macedo (BRA), Coco Cianciarulo (ARG), Paloma Santos (BRA), Valeria Ojeda (VNZ)

5ª Sol Aguirre (PER), Laura Raupp (BRA), Karol Ribeiro (BRA), Sol Carrion (BRA)

6ª Julia Duarte (BRA), Sophia Medina (BRA), Bruna Carderelli (BRA), Larissa Santos (BRA)

7ª Melanie Giunta (PER), Tainá Hinckel (BRA), Kalea Gervasi (PER), Pamella Mel (BRA)

8ª Silvana Lima (BRA), Julia dos Santos (BRA), Monik Santos (BRA), Sophia Gonçalves (BRA)

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    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.

    Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Apesar do tamanho das ondas, a previsão indica predominância do vento de sudeste, que costuma prejudicar a qualidade das condições em Teahupoo. Conhecido localmente como Maaramu, este vento traz consigo a estação mais seca e fria, afetando as condições de navegação e surfe na região. Na prática, isso significa um cenário de muito tamanho, mas com condições potencialmente mais difíceis para os atletas. Entre os dias 11 e 12 de agosto, a previsão sugere uma combinação mais favorável, reunindo ventos mais favoráveis, ondas ainda com bom tamanho e boas possibilidades para a realização da competição. Depois desse período, o Maraamu pode voltar a ganhar força. Para o restante da janela, o cenário ainda é instável nos modelos de previsão. Existe a possibilidade de uma nova ondulação forte durante a segunda metade do evento, mas as próximas atualizações deverão trazer uma definição mais precisa. Medina embarca para o Taiti em momento delicado Às vésperas da etapa de Teahupoo, Gabriel Medina, um dos maiores nomes da história deste evento, embarcou para o Taiti vivendo um momento delicado fora d’água. O tricampeão mundial e sua esposa Isabella Arantes perderam o filho que esperavam após a gestação não evoluir. Mesmo diante da notícia, ele seguiu viagem para o Taiti, onde disputará uma etapa importante na reta final do Championship Tour. Atual quarto colocado do ranking mundial, o tricampeão segue na disputa pelo título da temporada. Kelly Slater lidera lista de convidados da etapa A WSL confirmou Kelly Slater como convidado da etapa de Teahupoo. Dono de 11 títulos mundiais e cinco vitórias na onda taitiana, o norte-americano retorna ao CT em busca de mais um resultado expressivo em um dos palcos mais marcantes de sua carreira. Além de Slater, também foram confirmados os taitianos Eimeo Czermak e Kelia Gallina, vencedores das Tahiti Trials, seletiva local que reuniu mais de 36 surfistas. Aos 13 anos, Gallina disputará o evento principal pelo segundo ano consecutivo e tentará aproveitar a experiência adquirida em 2025. Já Czermak fará sua estreia no Championship Tour após finalmente conquistar a classificação para a etapa em sua onda de casa. Horário das chamadas As chamadas da WSL costumam acontecer por volta das 7h30 da manhã no Taiti, o que normalmente corresponde às 14h30 no horário de Brasília. Esse horário pode variar de acordo com as condições do mar. A primeira chamada acontece neste sábado (8). Chaves de baterias Masculino Round 1 Ramzi Boukhiam (MAR) × Oscar Berry (AUS)Luke Thompson (AFS) × Matthew McGillivray (AFS)Seth Moniz (HAV) × Eimeo Czermak (TAH)Eli Hanneman (HAV) × Kelly Slater (EUA) Round 2 Kauli Vaast (FRA) × Crosby Colapinto (EUA)Samuel Pupo (BRA) × Alan Cleland (MEX)Yago Dora (BRA) × Seth Moniz (HAV) ou Eimeo Czermak (TAH)Marco Mignot (FRA) × Barron Mamiya (HAV)Filipe Toledo (BRA) × Connor O’Leary (JAP)Italo Ferreira (BRA) × Luke Thompson (AFS) ou Matthew McGillivray (AFS)Liam O’Brien (AUS) × Jake Marshall (EUA)Ethan Ewing (AUS) × Joel Vaughan (AUS)Leonardo Fioravanti (ITA) × Ramzi Boukhiam (MAR) ou Oscar Berry (AUS)Morgan Cibilic (AUS) × João Chianca (BRA)Kanoa Igarashi (JAP) × Alejo Muniz (BRA)George Pittar (AUS) × Cole Houshmand (EUA)Gabriel Medina (BRA) × Eli Hanneman (HAV) ou Kelly Slater (EUA)Jack Robinson (AUS) × Callum Robson (AUS)Griffin Colapinto (EUA) × Rio Waida (IND)Miguel Pupo (BRA) × Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC) Galeria de campeões do Tahiti Pro 1999 – Mark Occhilupo (AUS)2000 – Kelly Slater (EUA)2001 – Cory Lopez (EUA)2002 – Andy Irons (HAV)2003 – Kelly Slater (EUA)2004 – C.J. Hobgood (EUA)2005 – Kelly Slater (EUA)2006 – Bobby Martinez (EUA)2007 – Damien Hobgood (EUA)2008 – Bruno Santos (BRA)2009 – Bobby Martinez (EUA)2010 – Andy Irons (HAV)2011 – Kelly Slater (EUA)2012 – Mick Fanning (AUS)2013 – Adrian Buchan (AUS)2014 – Gabriel Medina (BRA)2015 – Jeremy Flores (FRA)2016 – Kelly Slater (EUA)2017 – Julian Wilson (AUS)2018 – Gabriel Medina (BRA)2019 – Owen Wright (AUS)2020 – Não realizada (COVID-19)2021 – Não realizada (Cancelada)2022 – Miguel Pupo (BRA)2023 – Jack Robinson (AUS)2024 – Italo Ferreira (BRA)2025 – Jack Robinson (AUS)

    Primeira chamada para etapa do Tahiti acontece sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado.

    O Waves passa a oferecer, a partir de hoje, o modo Clássico de visualização da previsão de águas rasas. A novidade já está disponível na plataforma e pode ser acessada pelo botão “Clássico”, localizado na página da previsão detalhada de todos os picos. A experiência retorna preservando a forma de leitura que acompanhou gerações de surfistas, integrada ao novo Waves e com uma evolução importante: a previsão passa de sete para até 16 dias. Clique aqui para visualizar o modelo clássico Desde o lançamento da nova plataforma, recebemos centenas de mensagens com sugestões, elogios, dúvidas e críticas sobre a experiência da previsão. Cada uma delas foi lida com atenção pela nossa equipe. Afinal, ninguém conhece melhor o Waves do que quem consulta a previsão todos os dias antes de entrar no mar. Ao longo de quase três décadas, aprendemos que evoluir também significa saber ouvir. E foi justamente desse diálogo com a comunidade que nasceu a decisão de trazer de volta a visualização Clássica, ampliando as formas de acompanhar a previsão e permitindo que cada surfista escolha a experiência que faz mais sentido para ele. O Clássico evoluiu junto com o Waves Quem já utilizava a visualização Clássica vai encontrar uma experiência muito familiar. A organização das informações, os mapas, os gráficos e a forma de interpretar a previsão permanecem praticamente os mesmos, preservando a leitura que se tornou referência para milhões de surfistas ao longo dos anos. A principal novidade está no alcance da previsão. Antes limitada a sete dias, ela agora passa a oferecer informações para até 16 dias, permitindo acompanhar a evolução dos swells com muito mais antecedência e planejar viagens, sessões e expedições com uma janela muito maior. O modo Clássico também passa a fazer parte da nova plataforma do Waves e seguirá evoluindo ao lado das demais formas de visualização da previsão. Não se trata de substituir uma experiência pela outra, mas de oferecer mais opções para que cada usuário acompanhe o mar da maneira que preferir. Muito além de uma interface Embora muita gente associe o Clássico ao seu formato visual, o grande diferencial sempre esteve na tecnologia por trás da previsão. O Waves utiliza um modelo de águas rasas, desenvolvido para calcular como a energia das ondas se transforma ao se aproximar da costa. Enquanto grande parte das previsões disponíveis mostra apenas o comportamento das ondas em águas profundas, este modelo representa os processos físicos que acontecem quando as ondulações começam a interagir com o fundo do mar. É nesse momento que fatores como a profundidade, o relevo submarino, ilhas, costões e bancos de areia passam a influenciar diretamente a direção, a velocidade, o comprimento e a altura das ondas. Na prática, isso significa que um mesmo swell pode produzir condições completamente diferentes em praias separadas por poucos quilômetros. É justamente essa transformação que o modelo de águas rasas procura representar, oferecendo ao surfista uma estimativa muito mais próxima daquilo que ele realmente encontrará quando chegar ao pico. Essa tecnologia, utilizada há anos pelo Waves, nasceu da aplicação de modelos científicos originalmente desenvolvidos para estudos costeiros, obras portuárias, engenharia naval e prevenção de desastres. Adaptada ao universo do surf, tornou-se um dos principais diferenciais da previsão e ajudou o Waves a construir sua credibilidade junto à comunidade ao longo de quase três décadas. Cada surfista lê o mar de um jeito Nenhum surfista interpreta a previsão exatamente da mesma maneira. Há quem prefira uma leitura rápida, tradicional e familiar. Outros gostam de explorar gráficos, mapas, novas visualizações e recursos interativos para analisar cada detalhe das condições do mar. Por isso, o retorno do modo Clássico amplia as possibilidades da plataforma e passa a conviver com as demais experiências de visualização disponíveis no Waves. Nosso objetivo é simples: permitir que cada surfista escolha a forma como prefere acompanhar a previsão, sem abrir mão da confiabilidade que sempre esteve no centro do nosso trabalho. O compromisso continua o mesmo O mar muda todos os dias. A tecnologia também. Ao longo dos últimos 28 anos, o Waves evoluiu inúmeras vezes. Novas funcionalidades foram incorporadas, novas ferramentas surgiram e a maneira de consumir informação mudou. Mas uma coisa permaneceu exatamente igual: o compromisso de oferecer uma previsão confiável para ajudar cada surfista a tomar a melhor decisão antes de entrar na água. O retorno do modo Clássico faz parte dessa evolução. Ele preserva uma forma de visualização que marcou a história do Waves, agora integrada a uma plataforma mais completa, com novos recursos e previsão de até 16 dias. Ao longo de quase três décadas, muita coisa mudou no Waves. Mas existe algo que nunca deixaremos de buscar: a confiança de quem consulta a nossa previsão para decidir quando entrar no mar.

    Depois de ouvir a comunidade, o Waves traz de volta a visualização clássica da previsão de águas rasas, agora integrada à nova plataforma e com previsão das ondas para até 16 dias.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe volta ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, conhecida pelas ondas fortes e rápidas, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. Em cinco anos, o circuito já realizou 21 etapas, recebeu mais de duas mil inscrições e contou com mais de 700 atletas únicos de 15 nacionalidades, consolidando-se como a principal plataforma de desenvolvimento e revelação de talentos do surfe profissional na América do Sul.  Após abrir a temporada em Imbituba (SC), o Circuito passou por Ubatuba (SP) e agora chega ao Nordeste dando sequência à corrida por vagas no Challenger Series, divisão de acesso ao CT. A expectativa é reunir alguns dos principais surfistas e promessas da América do Sul em disputas de alto nível técnico nas ondas da Praia de Miami. O Rio Grande do Norte ocupa um lugar importante na história da modalidade. O estado revelou nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do CT, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones, Israel Junior e Mateus Sena. Além das disputas dentro d’água, a etapa contará também com uma programação gratuita ao público, com ativações, experiências e ações voltadas à conexão com os fãs, atletas e universo do surfe. Natal também marcou a história do evento ao ser a primeira cidade a receber a bateria especial do Festival Tamo Junto BB, em 2024, que reuniu atletas, ex-atletas e integrantes do Squad BB, como Italo Ferreira, Bob Burnquist, Tainá Hinckel, Isaquias Queiroz, Augusto Akio, Daniela Vitória, Rony Gomes e Fernando Araujo. A etapa também impulsiona o turismo e a economia local ao transformar a Praia de Miami em um ponto de encontro para atletas, equipes, profissionais da indústria, fãs e visitantes de diferentes regiões do país. Durante os dias de competição, o evento movimenta a rede hoteleira, bares, restaurantes, comércio e demais serviços da capital potiguar, reforçando Natal como um dos principais destinos do surfe brasileiro. “O Banco do Brasil acredita no poder de transformação social e econômica do esporte. O Circuito BB de Surfe cumpre o papel de abrir portas do cenário internacional para os talentos da nova geração, bem como democratiza o acesso ao esporte por meio de ativações gratuitas e promove a conscientização ambiental com as ações de preservação. Investir no surfe é reforçar o compromisso do Banco em valorizar e impulsionar o futuro do esporte brasileiro”, destaca Larissa Novais, diretora de marketing e comunicação do BB. A etapa de Natal distribuirá uma premiação total de US$60 mil, além de 4.000 pontos no ranking da WSL South America.  A disputa também será decisiva para a classificação da temporada 2026/27 da WSL South America. No feminino, Sophia Medina chega à etapa na liderança do ranking após conquistar as duas primeiras etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Imbituba (QS 6.000), em março, e Ubatuba (QS 4.000), em maio. No masculino, a corrida pela liderança também promete equilíbrio, com Luan Wood liderando o ranking, com 6.532 pontos, seguido por Heitor Mueller, com 5.728, e Jadson André, com 5.560.  “O Rio Grande do Norte faz parte da identidade do surfe brasileiro. É um estado que revelou alguns dos maiores atletas da história da modalidade e continua formando novos talentos todos os anos. Voltar a Natal com o Circuito Banco do Brasil de Surfe significa fortalecer esse legado, criar novas oportunidades para a próxima geração e aproximar ainda mais o esporte da população. É exatamente esse o propósito da WSL ao construir um calendário que percorre diferentes regiões do Brasil”, comenta Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina. O evento também mantém iniciativas de sustentabilidade por meio do programa WSL One Ocean, além do WSL Novas Ondas, projeto que aproxima a comunidade local dos atletas profissionais por meio de atividades educativas e experiências dentro do mar. Nesta temporada, o Circuito Banco do Brasil de Surfe passou a dar visibilidade a organizações e projetos dedicados à preservação da fauna local, tendo como símbolo um animal característico de cada destino do calendário. Em Natal, o animal-símbolo será o golfinho-rotador, mas a ação iniciou-se em Imbituba (SC), que destacou a baleia-franca-austral em parceria com o Instituto Australis. Já em Ubatuba (SP), o animal-símbolo foi a tartaruga-marinha, com ações desenvolvidas ao lado da Fundação Projeto Tamar voltadas à educação ambiental e à conservação da espécie.  O Circuito Banco do Brasil de Surfe é reconhecido como porta de entrada internacional do QS e principal funil rumo ao Challenger Series. No ciclo total entre 2022 e 2028, estão previstas 33 etapas, sendo 18 realizadas entre 2022 e 2025 e outras 15 programadas até 2028, um crescimento de 54% no número de eventos. Ao longo desse percurso, o circuito já passou por nove estados brasileiros, fortalecendo polos formadores de talentos.

    Etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe acontece entre 7 e 9 de agosto na Praia de Miami (RN), em disputas válidas pelo Qualifying Series (QS) 4.000 e pela corrida por vagas no Challenger Series.

    Poucas pessoas no mundo sobreviveram a um acidente como esse. Depois de ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava em Pavones, na Costa Rica, o catarinense Fabiano Duarte da Costa voltou ao Brasil e contou ao Waves como escapou da morte, enfrentou duas paradas cardíacas e por que pretende voltar ao mar. Local de Itajaí (SC), Fabiano tem uma longa relação com o mar. Além de surfar desde garoto, ele pratica natação em águas abertas e toca um clube de canoa havaiana em sua terra natal, chamado Kaikala, onde realiza travessias e participa de competições da modalidade. O catarinense conta que estava no último dia de uma barca inesquecível com 15 amigos, desfrutando das famosas esquerdas de Pavones quando sofreu o acidente que mudou sua vida. O clima era de dever cumprido após dias intensos de surfe. Ele estava tranquilamente sentado na prancha, no outside, apenas esperando a próxima série entrar, quando o impacto brutal e silencioso aconteceu. O bico rígido e afiado do peixe-agulha perfurou seu tórax com a força de um projétil. Para se ter uma ideia da gravidade do acidente, foi como se o surfista catarinense tivesse sido apunhalado no peito. “Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida” Fabiano Duarte Apesar de não ser agressivo, o peixe-agulha costuma nadar próximo à superfície e pode realizar saltos em alta velocidade, o que explica acidentes raros como esse quando cruza a trajetória de embarcações ou surfistas. Em 2024, a surfista italiana Giulia Manfrini morreu após ser atingida no peito por um peixe da mesma espécie enquanto surfava nas Ilhas Mentawai, na Indonésia. No caso de Fabiano, porém, o desfecho foi diferente graças a uma sucessão de circunstâncias que acabaram salvando sua vida. Ele teve a sorte de ter sido atendido na praia por um médico antes de ser encaminhado ao hospital, onde viria a sofrer uma parada cardíaca e precisaria ser reanimado. Fabiano conta que não se lembra de absolutamente nada do acidente. Sua última lembrança é de um cenário de pura celebração com amigos na água: “A minha memória do trauma em si apagou, o cérebro bloqueou essa parte”, relata. “A última lembrança que carrego daquele momento é a energia incrível da água, o sol baixando e a alegria de estar ali dividindo o pico com meus grandes amigos. De repente, tudo mudou”. Entre a vida e a morte, com o peito perfurado, os primeiros instantes foram cruciais para que essa história não terminasse em tragédia. A gravidade do ferimento exigia ação imediata, e foi a irmandade do surfe que entrou em cena. Seus amigos perceberam o acidente e o retiraram da água, com a ajuda de surfistas locais, em uma corrida contra o tempo. Na areia, o que se viu foi uma sucessão de milagres. Fabiano sofreu uma parada cardíaca que durou longos dois minutos. Foi nesse momento que o destino interveio: um médico alemão, que estava na praia por um acaso absoluto, assumiu os primeiros socorros e conseguiu estabilizá-lo o suficiente para o resgate. “Como eu e minha família processamos essa sorte? É algo que transcende a explicação. Ter um médico ali, de prontidão na areia, foi a pessoa certa no lugar exato. Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história”, pondera. Mas a luta pela vida estava apenas começando. Devido à extrema gravidade da lesão no coração, Fabiano precisou ser transferido às pressas, de avião, para um hospital em San José, capital da Costa Rica. Lá, ele foi submetido a uma cardiorrafia de emergência, uma cirurgia delicadíssima para suturar o músculo cardíaco cortado pelo acidente. O procedimento foi conduzido pelo cirurgião Dr. Carlos Bolaños, que precisou massagear o coração de Fabiano diretamente com as mãos para mantê-lo batendo após outra parada cardíaca na sala de cirurgia. Fabiano conta que o médico e seus assistentes comemoram como se fosse um gol em uma partida de futebol o momento em que seu coração voltou a bater. O reencontro entre o surfista e o médico, dias depois, foi registrado em vídeo por um canal de TV e emocionou o mundo do surfe. “Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história” Fabiano Duarte “Acordar no hospital, cheio de tubos, e entender a gravidade de tudo foi um choque imenso”, revela o catarinense. “Mas ver as imagens da minha própria cirurgia, saber que o Dr. Bolaños segurou meu coração nas mãos… Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida”, ele completa. O retorno ao mar e a nova perspectiva Hoje, de volta ao conforto de sua casa em Itajaí, Fabiano celebra cada amanhecer ao lado da esposa, Priscilla. Como educador físico e surfista de alma, o oceano sempre foi seu refúgio e seu ambiente natural. Um trauma tão raro e severo poderia afastar qualquer um da água, mas para ele, o efeito foi de profunda transformação espiritual. “O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade” Fabiano Duarte “Compreendi o valor da vida de uma forma totalmente inédita. O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade. Já existe aquela ansiedade gostosa para voltar a remar, sentir a água salgada, mas agora eu volto com uma gratidão imensa. A mensagem que deixo para a comunidade que torceu por mim é simples: celebrem cada dia, cada onda e as pessoas que estão ao seu redor. A vida é um sopro”, finaliza. Pouco tempo antes de tudo acontecer, Fabiano estava apenas sentado na prancha, esperando a próxima série entrar em uma das ondas mais icônicas da Costa Rica. Agora, depois de sobreviver a um acidente quase impossível, espera ansiosamente pela próxima oportunidade de voltar ao mar, desta vez com uma perspectiva completamente diferente sobre a vida.

    Brasileiro conta como sobreviveu após ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava na Costa Rica.