Saquarema Surf Festival

Yago e Sophia vencem em Itaúna

QS Saquarema Surf Festival termina com vitórias de Yago Dora e Sophia Medina nas ondas de Itaúna (RJ). Cauã Costa e Sol Aguirre, do Peru, são os melhores na Pro Junior Sub-20.
Saquarema Surf Festival 2021, Praia de Itaúna (RJ)

Um domingo (21) de Sol, boas ondas e praia lotada, fechou com chave de ouro o Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, apresentado pela Prefeitura de Saquarema. As quatro decisões foram um espetáculo de surfe na Praia de Itaúna e Yago Dora comandou o show, ganhando até uma nota 10 com seus aéreos. O catarinense venceu a última final, do Quiksilver Pro QS 3000 contra o saquaremense João Chianca.

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No Roxy Pro QS 3000, a jovem Sophia Medina festejou sua primeira vitória, carimbando a faixa da bicampeã sul-americana, Daniella Rosas. Mas, outra peruana, Sol Aguirre, conquistou o tricampeonato Pro Junior derrotando Laura Raupp e Cauã Costa brilhou na disputa pelo outro título sul-americano Sub-20, com Ryan Kainalo.

O resultado do Saquarema Surf Festival fez justiça, com os recordistas de cada categoria se sagrando campeões nas baterias decisivas. O melhor de todos nas boas ondas do domingo, sem dúvidas, foi o cabeça de chave número 1 do Quiksilver Pro QS 3000. O catarinense Yago Dora mostrou a sua variedade de aéreos nas esquerdas de Itaúna, para ganhar as seis maiores notas de toda a semana na etapa masculina do WSL Qualifying Series. A apresentação mais fantástica foi nas semifinais, quando arrancou a única nota 10 dos juízes e totalizou 19.23 pontos de 20 possíveis.

“Acho que vai ser difícil fazer uma bateria melhor do que essa com o Alex (Ribeiro) agora. Mas, o trabalho ainda não está feito, porque falta a final e tem que tirar mais coisas da manga para completar o objetivo”, disse Yago Dora. Nessa bateria, o número 9 do mundo esse ano, ultrapassou até o maior placar do World Surf League Championship Tour 2021, de 18.77 pontos do Gabriel Medina na final da etapa de Sidney, na Austrália. Ele ainda descartou notas 8.73 e 8.00 de outros aéreos completados nesta semifinal, contra outro top do CT 2021, Alex Ribeiro.

O local de Saquarema, João Chianca, o Chumbinho, que já viaja para o Havaí, onde a partir de sexta-feira (26) começa a defender o sexto lugar no ranking que vai classificar doze surfistas para a elite da WSL de 2022, passou pelo baiano Marco Fernandez também dando um show na Praia de Itaúna. No domingo, ele preferiu surfar as direitas, ao contrário de Yago Dora. A última decisão de título do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves começou assim.

Chumbinho abriu a bateria muito bem, levantando a torcida que lotou a praia no domingo, numa direita destruída por uma série quase interminável de batidas e rasgadas, executadas com pressão e velocidade. Os juízes deram nota 8.83 e logo ele pega outra direita, atacando forte de novo para somar mais uma nota boa, 6.67. Yago só surfa sua primeira onda depois de 15 minutos e foi uma esquerda, para usar sua arma mortal, o aéreo full rotation de frontside. Ele já começou com nota 8.67 e arrisca outro aéreo, porém não completou esse.

Enquanto João segue apostando nas direitas, Yago insiste nas esquerdas e acha outra que forma a rampa para decolar num aéreo reverse com a mão na borda muito alto, aterrissando na base para assumir a ponta com nota 9.17. Chumbinho já passa a precisar de 9.02 para vencer e destrói outra direita, manobrando com muita pressão e vibra na finalização, mas a nota sai 8.03. Yago faz o mesmo numa esquerda, com dois laybacks incríveis que recebem 8.33, nota que é descartada.

Faltando 3 minutos, Yago Dora seguiu dando seu show. Dessa vez numa direita, voando muito alto de backside, fazendo o giro completo no ar e aterrissando com perfeição mais uma vez. Ele abre os braços pedindo nota e os juízes dão 9.80, pelo alto risco da manobra. Com ela, confirma a vitória com o segundo maior placar do Quiksilver Pro QS 3000, 18.97 pontos. João Chianca surfa outra direita boa no minuto final, fazendo batidas, rasgadas e um aéreo para fechar sua grande apresentação também, registrando a terceira maior pontuação do campeonato, 16.86.

“Estou muito feliz e aliviado, pois fiquei com muito medo de perder essa final pro João, porque ele fez altas ondas nas direitas”, fala Yago Dora. “O que eu fiz de diferente agora, acho que foi o full rotation de backside ali no final, porque vi que o vento virou de Sul pra Leste e usei isso a meu favor. Foi animal e parabéns para o João também. Ele é meu parceraço e, vim pra cá ano passado, ficamos surfando juntos uns dez dias, treinando, então estou muito feliz em compartilhar essa final com ele. Espero que ele continue nesse ritmo animal e consiga garantir sua vaga no CT também”.

João Chianca também ficou feliz pelo vice-campeonato no Quiksilver Pro QS 3000: “Eu estou, como se fala em inglês: over the moon (na lua). É muita felicidade, porque o que eu mais queria era botar o meu surfe pra fora, dar o melhor de mim e foi demais fazer a final com o Yago. Ele é um espelho para a próxima geração e um exemplo de como o trabalho e o esforço compensam. Estou feliz em fazer essa final na minha casa, por conseguir surfar bem e ver os aéreos do Yago ali. Foi muito bom”.

Homenagem a Leo Neves – Os dois também falaram sobre a homenagem realizada pela 213 Sports, para o bicampeão brasileiro Leonardo Neves no Saquarema Surf Festival. Ele morava na cidade e faleceu nas mesmas ondas de Itaúna, enquanto disputava uma bateria de uma competição local em 2019. “O Léo foi o primeiro surfista profissional que olhou pra mim e me deu atenção, quando eu era uma criança ainda. Esse é o sonho de qualquer grommet e ele foi a pessoa que acreditou em mim. Estar me tornando o surfista que ele imaginava pra mim, é um sonho se realizando agora. Então essa é para você Léo. Obrigado”, diz João Chianca.

“Eu também dedico esse título ao Leo”, fala o campeão Yago Dora. “Ele foi um cara muito especial. O pouco contato que tive com ele, ele sempre passou uma vibe absurdamente positiva. É um cara que vai fazer falta pra sempre, então é muito legal ter um evento em homenagem a ele e fico feliz de ir pra casa com meu nome escrito como campeão do evento para o Leo Neves”.

O nome de Sophia Medina também foi o primeiro a ser gravado no Troféu Leo Neves do Saquarema Surf Festival, que ficará exposto no Centro de Treinamento de Surf Leo Neves, inaugurado pela Prefeitura de Saquarema no sábado (20). Ela foi a primeira campeã da etapa feminina do WSL Qualifying Series, também encabeçando a lista de recordes do Roxy Pro QS 3000.

Campeã aos 16 anos – Em 2009, o hoje tricampeão mundial Gabriel Medina, se tornou o surfista mais jovem a vencer uma etapa da World Surf League com apenas 15 anos de idade, em Florianópolis. Neste domingo, sua irmã conseguiu sua primeira vitória, aos 16 anos. Somente Sophia Medina disputou duas semifinais no domingo decisivo do Saquarema Surf Festival. Ela perdeu a do Pro Junior para Sol Aguirre, mas derrotou a também peruana Daniella Rosas na decisão do Roxy Pro QS 3000. A vitória valia a liderança no ranking regional da WSL Latin America, classificatório para o WSL Challenger Series de 2022, novo campo de batalha por vagas para a elite do CT.

“Eu nem estou acreditando que acabei de ganhar um QS 3000. Esse sempre foi meu maior sonho, era uma das minhas maiores metas e estou muito feliz”, vibrou Sophia Medina, depois de ser carregada pelo pai e treinador, Charles, do mar até a arena do evento. “É muito difícil passar do amador pro profissional. É um choque de realidade e eu treinei muito para estar aqui hoje. Eu me emociono, porque foi muito trabalho duro para chegar até aqui e Deus é muito bom. Foi Ele que me deu a vitória e estou muito feliz por todo esse trabalho estar sendo recompensado”.

Para chegar na primeira final em etapas do WSL Qualifying Series da sua carreira, Sophia Medina fez o maior placar do Roxy Pro QS 3000 na semifinal contra a cearense Larissa Santos. Foi quando atingiu 15.33 pontos, somando a maior nota do dia entre as meninas, 8.00. Seu ponto forte na Praia de Itaúna foi as direitas, onde pôde mostrar toda a agressividade do seu frontside. A atleta olímpica, Daniella Rosas, começou na frente, com notas 5.67 e 6.67. Sophia errou as manobras nas primeiras ondas, mas depois entrou na sintonia com as séries em Itaúna.

Em três ondas seguidas, ganhou notas 6.47, 7.57 e 6.70, abrindo uma sólida vantagem de 7.60 pontos. A peruana não conseguiu reverter a situação e Sophia Medina festejou a vitória por 14.27 a 12.34 pontos. Mas, Daniella Rosas também recebeu um troféu de campeã no pódio do Saquarema Surf Festival, pelo segundo título sul-americano da WSL Latin America consecutivo, da temporada 2020/2021, encerrada nas duas etapas disputadas em junho no Equador. No masculino, o campeão foi o paulista Wiggolly Dantas.

Títulos sul-americanos – No domingo, foram decididos mais dois títulos sul-americanos de 2021, da categoria Pro Junior Sub-20. A final feminina foi a primeira a entrar no mar, as 11h30 na Praia de Itaúna lotada. Foi a primeira das duas decisões entre Brasil e Peru das meninas no Saquarema Surf Festival. Nessa, o desenvolvimento e o resultado foram ao contrário da do Roxy Pro QS 3000. A brasileira Laura Raupp, com seus apenas 15 anos, largou na frente e liderou até os últimos minutos, quando Sol Aguirre conseguiu a virada.

A peruana tinha feito os recordes femininos da categoria Pro Junior, na semifinal contra Sophia Medina. Ela igualou a nota 8.17 da Nairê Marquez na sexta-feira (19) e somou um 7.17, para totalizar 15.34 pontos. Na grande final, a vencedora da outra etapa da WSL Latin America encerrada no domingo passado em Florianópolis, Laura Raupp, já começou com 7.50 na primeira onda, mas o máximo que conseguiu depois foi 4.93.

Sol Aguirre demorou para surfar e falhava na escolha. A maioria fechava rápido, mas enfim mostrou o seu surfe numa esquerda, com dois arcos e um batidão de backside na junção, que valeram 5.27. Depois, pegou outra esquerda e mandou três manobras de backside, recebendo 6.30. Laura seguia na frente, mas Sol achou uma direita há 5 minutos do fim, fez uma rasgada e atacou a junção com um layback muito forte, vibrando com a manobra.

Tricampeonato igualado – Os juízes deram nota 7.93 e a peruana virou o placar para 14.23 a 12.43 pontos. A brasileira passou a precisar de 6.74 para vencer, porém não entraram mais ondas com potencial para isso e Sol Aguirre ficou com o título do Saquarema Surf Festival Junior Pro. A peruana igualou um feito até então único da brasileira Diana Cristina, a índia Tininha da Paraíba, que foi tricampeã sul-americana Pro Junior em 2008, 2009 e 2010. Sol Aguirre tinha sido bicampeã em 2017 e 2018 e com o terceiro título já confirmou sua classificação para o Mundial Pro Junior de 2022.

“Não estou nem acreditando. As ondas estão muito boas, mas não comecei bem a bateria. Só que eu estava tranquila, porque sabia que ia vir mais ondas boas para mostrar o meu surfe”, diz Sol Aguirre. “Eu confiei em mim, na minha estratégia e consegui vencer. Nem consigo acreditar que sou tricampeã sul-americana agora e será um título que vou lembrar por toda a vida”.

Novo campeão – Na categoria masculina, o Saquarema Surf Festival Junior Pro incluiu um novo surfista na lista de campeões sul-americanos Pro Junior da WSL Latin America, junto com nomes como Italo Ferreira, Filipe Toledo, os irmãos Miguel e Samuel Pupo, Deivid Silva, Mateus Herdy, entre outros. O paulista Ryan Kainalo vinha sendo o destaque do evento para competidores com até 20 anos de idade, mas o cearense Cauã Costa não deu qualquer chance para ele na grande final.

A batalha aconteceu nas direitas de Itaúna e Cauã pegou as melhores para fazer uma combinação mortal de três manobras potentes de frontside, abrindo grandes leques de água, com a última delas sempre mais explosiva na junção. Ryan Kainalo largou na frente com nota 6.33, mas Cauã Costa já conseguiu 7.33 na segunda dele, 8.17 na terceira e 9.17 na quarta, se tornando o recordista absoluto do Saquarema Surf Festival Junior Pro com 17.34 pontos. Desde 2014, quando Pablo Paulino conquistou o título, que um surfista do Ceará não era campeão sul-americano Pro Junior.

“Estou muito feliz por ter conseguido ganhar esse título sul-americano e nem tenho palavras para descrever a emoção”, fala Cauã Costa, que já garantiu seu nome para o Mundial Pro Junior de 2022 da World Surf League. “Esse é o resultado do trabalho que venho fazendo com o meu pai, treinando todos os dias e estou muito feliz por ter ganhado. É um grande feito para mim. Deu tudo certo, graças a Deus, e vamos continuar no foco para as próximas competições”.

51 ICE Expression Session – Entre as semifinais as finais do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, aconteceu a 51 ICE Expression Session. A primeira bateria foi só para as meninas tentarem a manobra mais radical e a vencedora foi Silvana Lima, duas vezes vice-campeã mundial que por muitos anos defendeu o Brasil na elite do CT. A cearense completou um aéreo reverse para faturar o prêmio de R$ 2.500.

Entre os homens, o primeiro aéreo bom foi o do filho do homenageado, Leo Neves, o Valentim Neves. Mas, Samuel Pupo fez um mais incrível depois para ganhar R$ 2.500 também, pois todas as competições do Saquarema Surf Festival foram realizadas com o princípio da igualdade na premiação para homens e mulheres.

O Saquarema Surf Festival apresentado pela Prefeitura Municipal de Saquarema, foi um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar uma etapa do WSL Qualifying Series e seletivas sul-americanas para os mundiais das categorias Pro Junior e Longboard, todas para homens e mulheres competirem na Praia de Itaúna. O evento teve patrocínio da Quiksilver, ROXY, 51 ICE, Corona, apoio da Orthopride, Stanley Brasil, Monster Energy e parceria da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema (ASS), MegAçaí e do Waves.

Domingo decisivo do Saquarema Surf Festival
Decisão do Quiksilver Pro QS 3000

Campeão: Yago Dora (BRA) por 18.97 pts (9.80 + 9.17) – US$ 8.000 e 3.000 pts

Vice: João Chianca (BRA) com 16.86 (8.83 + 8.03) – US$ 4.000 e 2.400 pts

Semifinais
3º lugar com 1.950 pontos e US$ 1.000

1ª Yago Dora (BRA) 19.23 x 14.50 Alex Ribeiro (BRA)

2ª João Chianca (BRA) 16.04 x 12.60 Marco Fernandez (BRA)

Decisão do Título do Roxy Pro QS 3000

Campeã: Sophia Medina (BRA) por 14.27 pts (7.57 + 6.70) – US$ 8.000 e 3.000 pts

Vice: Daniella Rosas (PER) com 12.34 pts (6.67 + 5.67) – US$ 4.000 e 2.400 pts

Semifinais
3º lugar com 1.950 pontos e US$ 1.000

1ª Daniella Rosas (PER) 12.77 x 9.66 Arena Rodriquez Vargas (PER)

2ª Sophia Medina (BRA) 15.33 x 6.90 Larissa Santos (BRA)

Decisão do título sul-americano Pro Junior Sub-20

Campeão: Cauã Costa (BRA) por 17.34 pts (9.17 + 8.17) – US$ 1.000

Vice-campeão: Ryan Kainalo (BRA) com 12.63 pts (6.33 + 6.30) – US$ 400

Semifinais
3º lugar com 650 pontos e US$ 250

1ª Ryan Kainalo (BRA) 15.33 x 14.73 Diego Aguiar (BRA)

2ª Cauã Costa (BRA) 15.86 x 14.30 Daniel Templar (BRA)

Decisão do Título Sul-americano Pro Junior Sub-20

Tricampeã: Sol Aguirre (PER) por 14.23 pontos (7.93 + 6.30) – US$ 1.000

Vice-campeã: Laura Raupp (BRA) com 12.43 pontos (7.50 + 4.93) – US$ 400

Semifinais
3º lugar com 650 pontos e US$ 250

1ª Laura Raupp (BRA) 13.27 x 12.80 Julia Duarte (BRA)

2ª Sol Aguirre (PER) 15.34 x 12.87 Sophia Medina (BRA)

Top-20 do ranking reginal da WSL Latin America – 2 etapas

1 Yago Dora (BRA) – 4.950 pontos
2 Willian Cardoso (BRA) – 3.450
3 Eduardo Motta (BRA) – 3.200
4 João Chianca (BRA) – 3.000
4 Alex Ribeiro (BRA) – 3.000
6 Michael Rodrigues (BRA) – 2.580
7 Wesley Leite (BRA) – 2.550
8 Marco Fernandez (BRA) – 2.450
9 Raoni Monteiro (BRA) – 2.385
10 Samuel Pupo (BRA) – 2.100
10 Robson Santos (BRA) – 2.100
12 Matheus Navarro (BRA) – 1.700
12 Santiago Muniz (ARG) – 1.700
14 Jessé Mendes (BRA) – 1.650
15 Thiago Camarão (BRA) – 1.550
15 Victor Bernardo (BRA) – 1.550
17 José Francisco (BRA) – 1.500
18 Alonso Correa (PER) – 1.385
19 Renan Pulga (BRA) – 1.250
19 José Gundesen (ARG) – 1.250
19 Ryan Kainalo (BRA) – 1.250

Top-10 do ranking regional da WSL Latin America

1 Sophia Medina (BRA) – 3.500 pontos
2 Daniella Rosas (PER) – 2.900
3 Arena Rodriguez Vargas (PER) – 2.600
4 Laura Raupp (BRA) – 2.500
5 Summer Macedo (BRA) – 2.150
6 Larissa Santos (BRA) – 2.025
7 Isabelle Nalu (BRA) – 2.000
8 Sol Carrion (BRA) – 1.500
9 Melanie Giunta (PER) – 1.400
9 Tainá Hinckel (BRA) – 1.400

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    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.