Saquarema Surf Festival

Yago voa alto em Itaúna

Integrante do grupo de elite do surfe, Yago Dora bate recorde de nota no Saquarema Surf Festival com um aéreo espetacular na Praia de Itaúna (RJ).
Saquarema Surf Festival 2021, Praia de Itaúna (RJ)

O show de surfe no Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, apresentado pela Prefeitura de Saquarema, continuou até debaixo da chuva que desabou na sexta-feira (19) na Capital Nacional do Surf. O evento realizado pela 213 Sports, chegou a ser paralisado algumas vezes, mas a Praia de Itaúna não parou de bombar boas ondas. O início da decisão dos títulos sul-americanos da categoria Pro Junior Sub-20, abriu o dia e depois todos os recordes do Quiksilver Pro QS 3000 foram batidos. Yago Dora voou num aéreo incrível que valeu 9.50 pontos e Willian Cardoso e João Chianca fizeram as maiores pontuações da semana nas ondas de Itaúna, 16.73 e 16.24, respectivamente.

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No sábado (20), acontecem as quartas de final das etapas masculinas e femininas do WSL Qualifying Series e do Pro Junior, depois da quinta fase do Quiksilver Pro QS 3000, que começa às 7h (de Brasília) em Saquarema. Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

A sexta-feira amanheceu com uma neblina muito forte na Praia de Itaúna, que paralisou o início do Saquarema Surf Festival Junior Pro por falta de visibilidade em alguns momentos. Depois veio a chuva, que caiu quase o dia todo. Mas, as ondas seguiram entrando com boas condições, garantindo o show dos surfistas. Desde os da nova geração, até as principais estrelas do Quiksilver Pro QS 3000.

O primeiro a se destacar foi Kainan Meira, que venceu a quinta bateria do dia com as marcas a serem batidas, nota 8.17 e 15.50 pontos. Na segunda fase do Saquarema Surf Festival Junior Pro, Ryan Kainalo aumentou o recorde de nota para 8.67 e chegou perto desse placar, totalizando 14.34 pontos. Ele e Daniel Templar, foram os únicos que passaram para as quartas de final do Pro Junior e para a quinta fase do Quiksilver Pro QS 3000, que vai abrir o sábado na Praia de Itaúna.

 

Foi nessas baterias da tarde chuvosa na Capital Nacional do Surf, que todos os recordes do Saquarema Surf Festival em homenagem a Leo Neves foram batidos. O local da cidade, Raoni Monteiro, ganhou a primeira com o argentino José Gundesen avançando com ele. Na seguinte, se classificaram dois surfistas que já venceram etapas do WSL Qualifying Series em Saquarema, Willian Cardoso em 2010 e Alex Ribeiro, campeão da última em 2015.

Willian mostrou o seu power surf com as conhecidas “patadas do Panda” nas direitas e esquerdas da Praia do Itaúna. Começou fazendo duas manobras muito grandes que valeram 8.73, chegando perto do 8.75 que o discípulo de Leo Neves, Arthur Maximo, conseguiu na quarta-feira (17). Depois, usou a verticalidade do seu backside numa esquerda, para registrar um novo recorde de 16.73 pontos. Alex Ribeiro também surfou bem para passar em segundo, somando um 7.60 no placar de 14.10 pontos.

“Estou bem feliz com a minha performance, fazendo duas ondas acima dos 8 pontos”, diz Willian Cardoso. “Consegui abrir bem a bateria, o que me deu tranquilidade para procurar a onda que eu tava querendo surfar. Ela acabou vindo e consegui fazer dois arcos bem grandes, da forma que eu queria, e saiu minha maior nota do campeonato até agora, então estou bem amarradão. O mar melhorou muito de como estava pela manhã, está bem legal e o show de surfe está acontecendo”.

E o show de surfe continuou acontecendo mesmo. Na bateria seguinte, Yago Dora também apresentou a sua principal característica, voando num aéreo de frontside muito alto, fazendo o giro completo no ar e aterrissando com perfeição. Ele comemorou a manobra de alto risco que completou. Os juízes deram nota 9.50, a maior de todas as seis competições que estão sendo promovidas pelo Saquarema Surf Festival. Depois, Yago só surfou mais uma onda para vencer por 14.57 pontos e Thiago Camarão avançou em segundo lugar, eliminando Alejo Muniz e o argentino Leandro Usuna.

“Eu dei 10 para mim nessa onda (risos). Eu não vi a imagem ainda, para saber como foi, mas o meu sentimento foi de 10 mesmo”, comenta Yago Dora. “Eu já estava começando a ficar nervoso, porque esperava que ia começar pegando mais ondas. Só que demorei um pouco e, quando veio essa onda, eu vi que ela era meio curta, então arrisquei o aéreo, porque se voltasse, eu sabia que iniciaria forte. A onda tem bastante backwash e foi uma manobra bem arriscada, mas deu tudo certo e eu consegui aterrissar suave”.

Locais de Saquarema – Na disputa seguinte, quem comandou o show foi o peruano Miguel Tudela, na bateria que o discípulo do Leo Neves, que tinha conseguido a maior nota do Quiksilver Pro QS 3000 na quarta-feira, Arthur Maximo, acabou eliminado. Tudela pegou as melhores ondas para vencer por 15.67 pontos, com notas 8.17 e 7.50. Na briga pela segunda vaga para a próxima fase, Matheus Navarro superou o uruguaio Sebastian Olarte por 11.84 a 10.07 e Arthur Maximo ficou em quarto lugar, com 9.70 pontos.

Mas, outro local de Saquarema logo brilhou na sexta-feira. João Chianca, o Chumbinho, competiu duas baterias depois e começou muito bem numa esquerda, que armou o paredão para mandar um pancadão muito forte, jogando água pra cima, emendando mais uma manobra forte e um layback na junção pra finalizar. Os juízes deram nota 8.67 nessa primeira onda. Depois, Chumbinho destruiu uma direita com três manobras muito potentes de frontside, que valeram 7.57. Com essa nota, atingiu 16.24 pontos, o segundo maior placar do Quiksilver Pro QS 3000.

“Eu cheguei na praia bem em cima da hora da bateria, porque fiquei em casa relaxando um pouquinho a mais”, conta João Chianca. “Eu sabia que, quando o mar quando sobe desse jeito, as condições ficam bem difíceis. Mas, cheguei e já defini minha vala, onde eu ia entrar, confiei naquela onda bem aberta e acabou dando certo. Estou feliz por começar com um high-score (nota alta), que é sempre bom. Mas, é até difícil pegar outra onda rápido, porque você fica ali meio sem saber de como é que fiz isso. Só depois que volta ao normal, respira um pouquinho e começa a bateria do zero”.

O show continuou nas baterias seguintes, com Jessé Mendes surfando duas notas na casa dos 7 pontos na penúltima do dia. Na última, a chuva aumentou e entrou uma neblina forte, que interrompeu o confronto. Os juízes já não enxergavam mais com clareza e os surfistas tiveram que esperar o tempo melhorar, para a bateria ser reiniciada. Wesley Leite só surfou duas ondas e venceu por 13.40 pontos, com outro local de Saquarema, Daniel Templar, ficando com a última vaga do dia, superando um dos favoritos ao título do Quiksilver Pro QS 3000, Samuel Pupo.

Vagas nas quartas de final – Os dezesseis que passaram por esta rodada que fechou a sexta-feira, vão disputar classificação para as quartas de final na quinta e última fase de confrontos formados por quatro competidores do Saquarema Surf Festival em homenagem a Leo Neves. Elas vão abrir o sábado (20), com Raoni Monteiro entrando na primeira bateria, que começa às 8h, junto com Willian Cardoso, Thiago Camarão e Matheus Navarro.

O novo recordista de nota desta semana na Praia de Itaúna, Yago Dora, está na segunda do dia, com Alex Ribeiro, o peruano Miguel Tudela e o argentino José Gundesen. Na terceira, dois surfistas de Saquarema, João Chianca e Daniel Templar, enfrentam Marco Fernandez e Ryan Kainalo. E as últimas vagas para as quartas de final, serão disputadas por Jessé Mendes, Wesley Leite, o peruano Alonso Correa e o argentino Santiago Muniz.

Pro Junior Sub-20 – Na categoria Pro Junior Sub-20, as quartas de final já foram definidas na sexta-feira. Dos 32 participantes da competição masculina do Saquarema Surf Festival Junior Pro, apenas oito seguem na busca do título sul-americano da WSL Latin America, que será decidido no domingo. A primeira batalha pelas vagas nas semifinais, será entre Ryan Kainalo e Caio Costa. Na segunda, Diego Aguiar enfrenta Cauã Gonçalves. Na terceira, estão Cauã Costa e Heitor Mueller. E o saquaremense Daniel Templar disputa a última quarta de final com Daniel Adisaka.

Nenhum deles tem o título sul-americano Pro Junior no currículo, enquanto na categoria feminina, a catarinense Tainá Hinckel e a peruana Sol Aguirre podem igualar um feito único da paraibana Diana Cristina, tricampeã da categoria nos anos de 2008, 2009 e 2010. Depois, teve a peruana Miluska Tello vencendo os títulos de 2014 e 2015, a Sol em 2017 e 2018 e a Tainá em 2016 e 2019. Em 2016, o limite de idade da categoria Pro Junior passou a ser até 18 anos. Mas, voltou para 20 anos nesta temporada, por causa da pandemia do Covid-19 que paralisou as competições de surfe em 2020.

Tricampeonato – Tainá conquistou o último título disputado em 2019, no maior Circuito Sul-americano Pro Junior da história da WSL Latin America, com sete etapas realizadas no Brasil, Chile e Peru. Ela terá um desafio duríssimo nas quartas de final do Saquarema Surf Festival Junior Pro neste sábado, contra a campeã da etapa do WSL Qualifying Series encerrada no domingo passado em Florianópolis e nova sensação do surfe brasileiro, Laura Raupp.

As duas catarinenses vão disputar a segunda vaga para as semifinais. A primeira será entre Julia Duarte e Maju Freitas. Na sexta-feira, Julia venceu o confronto que Tainá passou em segundo lugar, enquanto Maju avançou junto com Laura Raupp, que fez o maior placar feminino do Saquarema Surf Festival Junior Pro, 12.17 pontos, com a nota 8.00 da sua última onda.

“Estou muito feliz de ter passado essa bateria, mas só consegui achar ondas no final, porque no início ficou 10 minutos sem vir uma onda”, diz Laura Raupp. “Foi bizarro isso, mas consegui achar uma direita de 4 pontos e na última onda agora tirei um 8.00, então estou muito feliz. Tinha mais backwash do que onda na bateria, mas tem que se adaptar as condições do mar, achar as ondas pra fazer as notas e estou muito feliz por ter conseguido isso”.

Na chave de baixo, um duelo entre Brasil e Peru vai apontar a segunda finalista na decisão do título sul-americano Pro Junior de 2021 da WSL Latin America. Isto porque a terceira bateria será 100% verde-amarela, entre Pamella Mel e a irmã do tricampeão mundial, Sophia Medina. E na última estão duas surfistas do Peru, Sol Aguirre e Arena Rodriguez Vargas.

Centro de Treinamento de Surf Leo Neves – O Centro de Treinamento de Surf Leo Neves, construído pela Prefeitura Municipal de Saquarema na Av. Oceânica, na Praia de Itaúna, ia ser inaugurado na sexta-feira, mas a cerimônia foi cancelada devido as chuvas que caíram na cidade o dia todo. A Prefeitura anunciou que, com a melhora do tempo para o fim de semana, a inauguração está confirmada para este sábado, às 18h, para que os participantes do Saquarema Surf Festival possam conhecer as instalações de mais uma homenagem da cidade para o bicampeão brasileiro Leo Neves.

Dentro do Centro de Treinamento de Surf Leo Neves, foi criado o Museu de Surfe de Saquarema com um espaço dedicado a apresentar a história do surfe, destacando a importância da cidade como a Meca do esporte no Brasil. Além disso, será inaugurada a Calçada da Fama, com as marcas dos pés e as assinaturas de surfistas famosos. Alguns já eternizaram suas pegadas, como os campeões mundiais Gabriel Medina, John John Florence, Adriano de Souza, Stephanie Gilmore, das vice-campeãs mundiais Tatiana Weston-Webb, Silvana Lima e Jacqueline Silva, entre outros que virão.

O Saquarema Surf Festival apresentado pela Prefeitura Municipal de Saquarema, é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar uma etapa do WSL Qualifying Series e seletivas sul-americanas para os mundiais das categorias Pro Junior e Longboard, todas para homens e mulheres competirem na Praia de Itaúna. O evento tem patrocínio da Quiksilver, ROXY, 51 ICE, Corona, apoio da Orthopride, Stanley Brasil, Monster Energy e parceria da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema (ASS), MegAçaí e do Waves.

Próximas baterias do Saquarema Surf Festival
Quinta fase do Quiksilver Pro QS 3000
1º e 2º=Quartas de Final / 3º=9º lugar (US$ 750 e 1.050 pts) e 4º=13º lugar (US$ 550 e 885 pts)

1ª Raoni Monteiro (BRA), Thiago Camarão (BRA), Willian Cardoso (BRA), Matheus Navarro (BRA)

2ª Yago Dora (BRA), Alex Ribeiro (BRA), Miguel Tudela (PER), José Gundesen (ARG)

3ª João Chianca (BRA), Marco Fernandez (BRA), Ryan Kainalo (BRA), Daniel Templar (BRA)

4ª Jessé Mendes (BRA), Alonso Correa (PER), Santiago Muniz (ARG), Wesley Leite (BRA)

Quartas de final do Roxy Pro QS 3000
5º lugar com 1.500 pontos e US$ 1.000

1ª Arena R. Vargas (PER) x Isabelle Nalu (BRA)

2ª Daniella Rosas (PER) x Summer Macedo (BRA)

3ª Laura Raupp (BRA) x Sophia Medina (BRA)

4ª Larissa Santos (BRA) x Sol Carrion (BRA)

Quartas de final do Pro Junior Sub-20
5º lugar com 500 pontos e US$ 150

1ª Ryan Kainalo (BRA) x Caio Costa (BRA)

2ª Diego Aguiar (BRA) x Cauã Gonçalves (BRA)

3ª Cauã Costa (BRA) x Heitor Mueller (BRA)

4ª Daniel Adisaka (BRA) x Daniel Templar (BRA)

Quartas de final do Pro Junior Feminino
5º lugar com 500 pontos e US$ 150

1ª Julia Duarte (BRA) x Maju Freitas (BRA)

2ª Tainá Hinckel (BRA) x Laura Raupp (BRA)

3ª Sophia Medina (BRA) x Pamella Mel (BRA)

4ª Sol Aguirre (PER) x Arena Rodriguez Vargas (PER)

Resultados da sexta-feira na Praia de Itaúna
Primeira fase do Pro Junior Sub-20 Masculino
3º=17º lugar (200 pts) e 4º=25º lugar (75 pts)

1ª 1-Eduardo Motta (BRA), 2-Caio Costa (BRA), 3-João Cypriano (BRA), 4-Ytalo Oliveira (BRA)

2ª 1-Diego Aguiar (BRA), 2-Lucas Bezerra (BRA), 3-Noel De La Torre (CHL), 4-Wallace Vasco (BRA),

3ª 1-Cauã Gonçalves (BRA), 2-Renan Rodrigues (BRA), 3-Leo Casal (BRA), 4-Kaue Germano (BRA)

4ª 1-Mateus Sena (BRA), 2-Ryan Kainalo (BRA), 3-Kayki Araujo (BRA), 4-Philippe Neves (BRA)

5ª 1-Kainan Meira (BRA), 2-Daniel Templar (BRA), 3-Valentin Neves (BRA), 4-Diogo Santos (BRA)

6ª 1-Cauã Costa (BRA), 2-Thiago Eduardo (BRA), 3-Luiz Mendes (BRA), 4-Nazareno Pereyra (ARG)

7ª 1-Heitor Mueller (BRA), 2-Pedro Bianchini (BRA), 3-Kalany Ratto (BRA), 4-Diego Brigido (BRA)

8ª 1-Ian Casal (BRA), 2-Daniel Adisaka (BRA), 3-Murillo Coura (BRA), 4-Rodrigo Saldanha (BRA)

Segunda fase Masculina
1ª e 2ª=Quartas de Final / 3º=9º lugar (350 pts) e 4º=13º lugar (295 pts)

1ª 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-Diego Aguiar (BRA), 3-Eduardo Motta (BRA), 4-Renan Rodrigues (BRA)

2ª 1-Cauã Gonçalves (BRA), 2-Caio Costa (BRA), 3-Lucas Bezerra (BRA), 4-Mateus Sena (BRA)

3ª 1-Cauã Costa (BRA), 2-Daniel Adisaka (BRA), 3-Kainan Meira (BRA), 4-Pedro Bianchini (BRA)

4ª 1-Daniel Templar (BRA), 2-Heitor Mueller (BRA), 3-Ian Casal (BRA), 4-Thiago Eduardo (BRA)

Pro Junior Sub-20 Feminino
1ª e 2ª=Quartas de Final / 3ª=9º lugar (350 pts) e 4ª=13º lugar (295 pts)

1ª 1-Julia Duarte (BRA), 2-Tainá Hinckel (BRA), 3-Naire Marquez (BRA), 4-Kemily Sampaio (BRA)

2ª 1-Laura Raupp (BRA), 2-Maju Freitas (BRA), 3-Isabelle Nalu (BRA), 4-Kiany Hyakutake (BRA)

3ª 1-Sophia Medina (BRA), 2-Arena Rodriguez Vargas (PER), 3-Daniella Rosas (PER), 4-Coco Cianciarulo (ARG)

4ª 1-Sol Aguirre (PER), 2-Pamella Mel (BRA), 3-Kalea Gervasi (PER), 4-Luana Paes (BRA)

Quarta fase do Quiksilver Pro QS 3000
3º=17º lugar (US$ 350 e 600 pts) e 4º=25º lugar (US$ 250 e 500 pts)

1ª 1-Raoni Monteiro (BRA), 2-José Gundesen (ARG), 3-Gabriel André (BRA), 4-Lucas Vicente (BRA)

2ª 1-Willian Cardoso (BRA), 2-Alex Ribeiro (BRA), 3-Robson Santos (BRA), 4-Amando Tenorio (BRA)

3ª 1-Yago Dora (BRA), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Leandro Usuna (ARG), 4-Alejo Muniz (BRA)

4ª 1-Miguel Tudela (PER), 2-Matheus Navarro (BRA), 3-Sebastian Olarte (URU), 4-Arthur Máximo (BRA)

5ª 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-Santiago Muniz (ARG), 3-Marcos Correa (BRA), 4-Caetano Vargas (BRA)

6ª 1-João Chianca (BRA), 2-Alonso Correa (PER), 3-Pedro Dib (BRA), 4-Mateus Sena (BRA)

7ª 1-Jessé Mendes (BRA), 2-Marco Fernandez (BRA), 3-Giovani Pontes (BRA), 4-Victor Bernardo (BRA)

8ª 1-Wesley Leite (BRA), 2-Daniel Templar (BRA), 3-Samuel Pupo (BRA), 4-Gustavo Borges (BRA)

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. Clique aqui para ver ao vivo no site da WSL No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h30 (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.