Samir Murad

Primeira parada, Rio de Janeiro

Samir Murad se aventura com seu cachorro em picos clássicos do Rio de janeiro. Projeto é viajar de carro por todo o litoral brasileiro.
Samir Murad, Itacoatiara, Niterói (RJ)

O corona vírus veio pra ensinar muita coisa pra a gente. No meu caso, me encurralou a questionar tudo que sempre me incomodou na vida. Tomei a decisão de largar o emprego e ver o mundo. Mas, como o mundo está fechado, vou começar vendo todas as ondas que eu sempre quis surfar pela nossa costa.

A saída de São Paulo não foi fácil. Fazer qualquer mudança já é uma missão. Agora, se mudar no dia que vai começar uma viagem de meses dentro do carro, é foda. No checklist da vida tinha “carro na revisão, cachorro no veterinário, içar um sofá pela janela, embalar tudo, colocar tudo no carro…

P… esqueci o tripé! Onde está a lente da câmera? Eu tinha que ter saído mais cedo! Estas eram algumas das frases que vinham na minha cabeça, e imagina quantos coisas ficaram para trás.

Foi mais uma lição de desapego: o que eu realmente preciso para me virar? As perguntas sempre aparecem e as respostas vem no tempo de Deus. Com certeza, minha mãe achou que era pouco. Apareceu em casa com cinco pacotes de macarrão, massa pra panqueca, cebola desidratada. Cebola desidratada?

Primeira parada é o Rio de Janeiro, mais ou menos quatro horas de viagem. “Já sei, vou ligar pro Marcos Sifu, durmo lá hoje e amanhã parto cedinho pra Saquarema”, eram meus panos.

Corta a cena, sete dias depois e eu ainda estou aqui. Essa cidade engole a gente, sempre tem alguém para visitar, uma onda que nunca quebra, um treino com aquele monstro do jiu-jitsu, uma gatinha pra encontrar.

Primeiro dia de viagem e altas ondas na Barra da Tijuca, aquele dia perfeito. Sol, água azul, um metro perfeitinho. Direita. Esquerda. Tubo. Manobra.
Não tinha como sair da agua!

E o cachorro lá, brincando na areia, solto, me esperando sentado. “Opa, cadê esse bicho? Meu deus, não está na barraca. Volta aqui cara, na rua não pode”, eu dizia. Em São Paulo nunca levava ele na praia porque é proibido, algo que eu nunca consegui entender.

Como ele ainda não está acostumado a ficar na praia sozinho, deixo ele preso na barraquinha com um potinho de água enquanto eu surfo. As quedas não podem passar de 40 minutos. Mas, está tudo bem, tudo ótimo!

Depois do surfe, vou tomar uma gelada, comer bem e trocar sorrisos, histórias. O surfe é foda, quantas conexões de uma vida em um dia. Talvez seja melhor assim, conhecer o melhor de todo mundo, só nos momentos bons, felizes, vivendo o presente.

Me lembro quando conheci o Sifu no México há alguns anos. Eu cheguei lá sozinho e a galera toda se conhecia. Leva uns dias pra ser aceito, mas deu tudo certo e pegamos altas ondas em Zicatela, Barra Chipehua.

Tomando uma corona no Dragon, o Sifu me falou uma parada que mexeu comigo. “Eu estou tentando me tornar o homem dos meus sonhos”. Eu tinha 20 e poucos anos, e aquilo foi forte.

Sempre estive insatisfeito com o rumo da minha vida, onde eu morava, como consumia o único ativo que eu tenho na terra, o tempo. Acho que o homem dos meus sonhos está orgulhoso de mim, de ter aberto mão do certo e mergulhar no universo de possibilidades que podem existir.

A cada dia, chego um pouco mais perto dele. Uns metros de tubo a mais e muita história pra viver.

Tive uns problemas com a bateria do carro, coloquei uma geladeira que acabou com ela. Por um lado foi bom, porque a bateria já estava velha e isso acelerou, melhor dar ruim no Rio do que no meio do nada.

Por outro foi péssimo, 600 mangos a menos na conta. Fiquei mais uns dias no Sifu junto com o Blanquito. Luiz Blanco, mestre, um artista de verdade. Suas fotos de surfe transcendem o esporte.

Trocamos muitas ideias e muitos ensinamentos. Engraçado como as vezes nos vemos de uma maneira muito diferente que os outros. Só nós mesmos podemos sair de onde não queremos estar, e tudo começa na mente.

Me entender para poder entender o outro, acho que esse é o caminho. Resolvi passar umas noites na casa do Gabriel Sodré. Tube rider brabo, um dos melhores que ja vi. Faixa preta, casca grossa.

Quando eu o conheci, também no México, foi difícil. Claro né, um playboy paulista, que ninguém conhece, tem que se dedicar para ser levado a sério. O cara é “poucas”. Sangue nos olhos, mas com um coração gigante.

Demos um treino juntos, “agora é a hora que eu ganho respeito”, pensei. Ali, eu vi como é formada a alma de um campeão. Saímos na mão forte e no fim do treino, um sorrisão aberto. Aquela sensação que só quem treina jiu-jitsu sabe.

Resenha braba no tatame com o mestre Wilcox, outro cara nota mil. A mentalidade de faixa branca me leva pra onde eu quiser. Sempre aprendendo, aberto, quebrando os meus próprios conceitos todo dia. Escutar, analisar e por em pratica. Ou não.

Às vezes, a gente ouve muita merda por ai, mas aprender com o erro do outro é uma dádiva.

O mar baixou e estava ruim de surfe por uns dias, mas no Rio de Janeiro sempre tem o que fazer. “Porra, queria voar o drone no pôr do sol, mas esse tempo está foda”. F… Vou para a praia de qualquer jeito, sentar ali e deixar o cachorro brincar.

Andando pelo calçadão do Leblon passa ao meu lado Alceu Valença. O primo da minha avó, a minha herança musical. O trunfo que eu uso pra impressionar a gatinha no lual. Mas, será que é ele? O cabelo era igual. Aquele oclinhos inconfundível . As mãos enfiadas no bolso de traz. É muito estilo pra uma pessoa normal.

Ele olhou para mim e eu vidrado olhando para ele. Um segundo de olho no olho. Passando na minha frente. Será que ele me reconheceu? Toda hora deve ter um louco olhando pra ele com cara de trouxa.

Ele passou. “Vira para me olhar”, torci. Mas não virou, e assim tivemos nosso momento.
Passando na rua, ele com alguma coisa na cabeça e eu em choque de ter perdido a oportunidade que o universo me deu.

Tudo bem. Nada perdido. A gente se conheceu ali, naquele segundo. Na profundeza dos nossos olhos. Acho que minha avó estava ali também. Quer dizer, claro que ela estava ali, ela sempre está.

Deu um jeito de me mostrar que está do meu lado, me protegendo e me guiando. Momentos assim não me deixam esquecer que isso aqui é só uma passagem, breve como um piscar de olhos.

Os pequenos milagres do dia a dia me fazem parar de correr atrás do rabo, de aceitação, de dinheiro, de curtidas. A palavra já diz, curtição, curtir a ação. Me norteio pela poesia de parachoque “A vida é curta, então curta”. Seja lá como, onde e quando, mas eu vou curtir.

Itacoatiara

Tinha um swell apontando e eu decidi ver a lendária onda de Itacoatiara de perto.
Também, não dava mais para ficar no Rio. Precisava sair daquela cidade, senão minha viagem só acabaria ano que vem.

Junta as coisas. Todas as muitas coisas. Sobe escada, põe no carro. “Pronto, está tudo aqui, espero que esteja”. A Ponte Rio-Niterói já não teve transito? Acho que não.
Cheguei umas 8 da noite. Que pico massa. Vilinha que respira surfe. Calma, tranquila e com todos os números das casas trocados.

“Bom, esse motoboy deve saber. Sabe nada, como que vai saber”, eu me questionava. O telefone da senhora que ia me hospedar não atendia. “Qualquer coisa a gente dorme aqui, Kauai”.

Ele já me olhou com aquela cara. Atendeu, dormimos. Acordamos zero hora para o surfe.
“Tem as bombas, dá para ouvir. Bora”.

Mas, sempre tempo pra um papo com um casal bem simpático que estava hospedado na casinha. Quando o assunto começou a rondar os ares de Lula e Bolsonaro, eu fingi demência e saí correndo. Não dá mais, quer dizer, nunca deu.

Praia lotada e todo mundo me olhando. Não por causa do surfe, por causa do Kauai mesmo. O bicho fica louco na praia. Joga areia em todo mundo, corre igual a um queniano no sprint final e cava a praia inteira tentando chegar na China. Depois de algum tempo, prendi o bicho no guarda-sol, deixei água no potinho do lado e fui surfar!

“P…, mas está grande, não tenho prancha para isso. Resolvi encarar mesmo assim. Esperei passar a série e remei igual maluco. Uma ou duas ondas depois já estava confortável.

Só não dava para pegar a boa, porque sabe como é né, nem em Maresias eu pego, não vai ser no primeiro dia em Itacoatiara que eu vou pegar. Mas, estava irado. As intermediarias eram animais, água azul, sol, vento fraco e aqueles tubos de corrente cheio de areia.

Corta a cena.

Guarda-sol voando. “Mas o cachorro estava preso nele”, pensei. Não estava, eu já tinha soltado o demônio da Tazmania na praia de novo. O maral estava comendo solto. Não tinha mais surfe. Era a hora de rangar, tomar uma gelada e cama.

Amanheceu e o Kauai já foi caçar o gato da dona da casinha que eu tava. Que que acontece com gato e cachorro? Não dá pra entender, os bichos ficam loucos. Para ajudar tinha um macaquinho na árvore. Tive que dar comida pra ele se distrair.

Mais um dia de tubo na areia e eu não pegando a boa. Dessa vez foi pior, fui rabeado duas vezes e a que sobrou pra mim eu escorreguei. Algumas parafinas são uma merda.

Depois do surfe a saga das malas. Quando você acha que não pode piorar, um vidro de azeite quebra dentro do cooler de comida. Lava e limpa tudo. Uma hora depois, começa a saga de levantar acampamento. “Vamos cachorro, agora você vai virar homem de verdade, vamos para Saquarema”.

Saquarema

Liguei o carro e o Waze estava marcando uma hora e meia de viagem, tranquilo. Vou ouvindo uns tutoriais do YouTube. Geração miojo, né? Hoje em dia você fica pró em qualquer coisa com cinco minutos. Foda, estamos inibindo a criação de gênios.

Pode ser que tenha um ou outro a moda antiga por ai, mas o processo é de extinção mesmo. Como vai nascer um novo Jimmy Page se ninguém fica com o som ligado e tirando tudo de ouvido mais? Por outro lado, é cada vez mais fácil de disseminar conhecimento.

Meia hora de conhecimento sobre câmeras e chego a Saquarema. Quinta-feira, cidade movimentada e um centro relativamente grande. Olhei para os lados e pensei, “onde será que estou me metendo”.

Bate aquele medo de segundos e depois passa. Cheguei na casa do Evereste, sim esse é o nome dele, homenagem ao médico que fez seu parto. Aqueles coroas essência do surfe.

Dedicou a vida ao esporte e mostra com orgulho as fotos do Havaí na década de 80.
O bicho botava para baixo nas bombas. As histórias eram infinitas, o tempo todo. Ele gosta de falar, para não ser indelicado.

Um dia colou um mudo lá para falar com ele. Eles ficaram quatro horas conversando. O mais bizarro é que o mudo falava mais que ele. Mudinho é uma lenda do surfe, mestre na arte de shapear long. Como muitos, desvalorizado. Não damos mais atenção aos poucos mestres que ainda existem.

Montei o acampamento e meti o pé para o point. Quando cheguei na praia vi um visual que não tinha visto ainda. Fim de tarde, pinheiros, uma neblina baixa e o sol baixando atrás da Igreja de Itaúna. A cidade respira surfe, é foda.

O mar ia subir no dia seguinte, e quando sobe aqui, a cobra fuma. Acordei cedo e o vento estava comendo. Demos um role nas dunas e na lagoa vermelha. Pico alucinante, chamam de mar morto pela quantidade de sal na água.

Fomos atrás do final de tarde com o mestre das bombas, Marcos Monteiro. Ele me perguntou onde estava minha prancha e eu falei que estava na caçamba. Ele olhou, e falou “Ahhh 5’11 né. Surfa de bodyboard logo”. Já vi que a parada ia tremer.

Estava tudo passado e fomos para Backdoor, uma onda difícil, tem um slab alucinante no começo e depois corre uma parede para o meio da praia.

O mar não estava bom, tinha muito vento. Ele caiu e eu ia filmar. É tanta coisa para tirar do carro, por na mala, que sempre passa algo despercebido. Perdi o momento, mas no dia seguinte ia ter. Previsão estava para a Barrinha, onda internacional.

Cinco da manhã, coloco água pra ferver. Evereste aparece já contando suas histórias. “Phill Rajzman vai passar aqui para pegar uma prancha que o Mudinho fez pra ele”. Phill passou lá e o Kauai fez participação especial no canal do YouTube dele.

Quando fui para a praia, encontrei o Rafa e o Gui de Cabo Frio, irmãos que conheci no Luisfer, no Peru, em 2012. Reencontramos no México em 2017 e conectamos aqui de novo.

O mar estava grande e ruim. O terral que estava marcado não entrou.
Quem entrou foram os locais cascas grossas de prancha grande e o João Chumbinho de pranchinha. O moleque é bizarro.

Decidimos subir para Arraial do Cabo. Arrumei as paradas e me despedi do Evereste.
Mais uma despedida que senti que estava deixando minha casa pra trás.

Arraial / Cabo frio

“Praia Grande é Cabo Frio ou Arraial?” Sei lá, tudo a mesma coisa pra mim. Quando cheguei vi de longe um mar clássico. Altas ondas, sol, terral fumando. A onda é um point de esquerda nas pedras, parecia Pavones. E o crowd parecia Pipeline.

Mil pessoas, uma em cima da outra, dando mais volta que o Senna na Fórmula 1 em 92. Fui parar meu carro e já fui abordado por um maninho na rua. Quando eu tirei as coisas do carro ele gritou:

“Aí, vai passa o dia na praia né? Está com tudo do cachorro aí”. Praticamente me avisou que ia me roubar. Não dá para entender, porque todo mundo que vê paulista acha que é otário?

Bom, melhor assim. Dei meia volta e fui procurar um estacionamento. Achei um lá em cima do morro e fui para água. Peguei umas, mas de novo não a boa. Tem que entender, eles mesmo ali se dão voltinha, rabeiam e brigam.

Sei lá, surfe pra mim é outra coisa, outra energia, mas cada um cada um. Dois ali se estranharam, um coroa e um moleque. O coroa disse que o moleque não era de lá e o moleque disse que o coroa era um moleque. Moleque não, “garotão”.

No dia seguinte, o mar ainda estava bufando e tentamos achar uma vala no meio da Praia Grande. Até achamos, mas de fora estava melhor do que de dentro. A Região dos Lagos me deixou com essa impressão, sempre parece melhor de fora.

No dia seguinte a gente foi para Monte Alto, tinha acertado um pouco e deu altas.
Uma vala que vem comendo lá de fora e depois fica manobrável, estava animal. Triste é ver como a região está perigosa. Um paraíso, água cor do caribe, altas ondas, e a praia está sendo chamada de Faixa de Gaza. Tem até barricada para atrapalhar a invasão da policia.

Queria dar um role nas dunas da Praia do Foguete em Cabo Frio, e falaram que lá é área de desova de corpo. Ainda bem que estou protegido por Deus. Fiquei na casa do Tapin, brother que conheci no Rio há um tempão. Ele viu que eu estava na área e juntamos.

O moleque pegava altas onda, e por algum motivo parou de surfar. Isso ai não entra na minha cabeça. A vibe estava boa demais e fui com ele buscar um casal de amigos em Búzios. O Vitor e a Ariane moram num pequeno sitio onde fazem Agrofloresta, plantando para comer e vender.

Poderiam estar no interior mas decidiram ficar ali por ser perto do surfe. Na manhã seguinte fomos para o Peró. Eu queria conhecer aquela onda, depois que foi explanada na internet. Estava marola, mas dava para ver que a onda é animal. Deve dar altas, sem ninguém e com uma praia maravilhosa.

Búzios

Como ainda não conhecia Búzios resolvi ficar em Geribá uns dias. Conectei com o Davi, filmmaker do Phill para fazermos umas imagens para um projeto que eu estou montando.

Mais uma conexão animal. Me hospedei ao lado dele e da Gabi, sua namorada.
Caímos cedinho em Geribá. O sol nasce atrás do morro, coisa linda. Praia deserta, um paraíso para o Kauai, e agora dava para deixar ele solto.

Ele tem brincado tanto na praia que outro dia ele fez um coco de areia. Três bolinhas de areia despedaçando no chão. Todo mundo se apaixona por esse cachorro, ele é de fato, muito especial.

Quando falei que ia viajar pelo Brasil com ele, todo mundo falou “só com ele?”.
Eu juro que não consigo pensar em uma companhia melhor, sempre na vibe, tranquilo, parceiro, educado e amoroso.

Ter um cachorro é uma responsabilidade muito grande, como um filho. Triste ver algumas pessoas que compram ou pegam para cobrir algum buraco emocional que estejam vivendo e depois não conseguem dar a atenção necessária. Isso acontece com filho também, infelizmente.

No meu caso, eu casei com o Kauai. Desde que entrou na minha vida não saiu do meu lado. Levava ele pro trabalho todo dia, para todo restaurante que eu ia e todas as viagens.

Já levei até num samba, não sei se ele gostou. Só não levava para praia porque São Paulo não permite. Não dá pra entender como o ser humano é tão arrogante e proíbe outro animal de frequentar a natureza.

Engraçado que o guardinha que vai te falar para sair da praia com seu cachorro, não tira o lixo dos porcos que deixam tudo na praia quando vão embora.

Eu não peguei as ondas que gostaria em Búzios, mas deu para ver o potencial e a vibe do lugar. Astral demais e com muito lugar pra ser explorado.

Desde que comecei a viagem venho sonhando em pegar um swell bom para Regência.
Mesmo não sendo época, apontou um swell no radar e fiquei de olho, “se entrar mesmo eu meto o pé”.

Colamos na Rua das Pedras a noite para tomar umas e decidi tocar no meio da rua. Assisti a um seminário online sobre biohacking. Um termo novo que tem sido utilizado para várias ações ou intervenções que você faz na sua própria natureza, quase como se tivesse hackeando a sua vida.

Um dos experimentos era se colocar por 30 dias em situações que você acredita que seria rejeitado. Isso me faria me acostumar com o sentimento de rejeição e, em teoria, elevaria a minha confiança.

Tocar na rua foi meu último desafio. Pedi para tirar foto com pessoas aleatórias na rua.
Fiz um café na máquina de expresso de um restaurante.

Cheguei a pedir para o fotógrafo do Chumbinho, que eu tinha acabado de conhecer, para me emprestar o adaptador da lente da câmera dele.

Nunca tinha tocado assim, ainda mais sozinho. Ganhei oito reais! Mas, muito mais que isso, aprendi que muitas vezes basta pedir, o ser humano é melhor do que a gente imagina.

Depois dessa noite de emoção, decidi seguir o swell e ir pra Regência num tiro só, parece que esse vai ser bom e com pouca gente.

Acompanhe Samir Murad no Instagram, @samir_murad.

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    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.