Samir Murad

Primeira parada, Rio de Janeiro

Samir Murad se aventura com seu cachorro em picos clássicos do Rio de janeiro. Projeto é viajar de carro por todo o litoral brasileiro.
Samir Murad, Itacoatiara, Niterói (RJ)

O corona vírus veio pra ensinar muita coisa pra a gente. No meu caso, me encurralou a questionar tudo que sempre me incomodou na vida. Tomei a decisão de largar o emprego e ver o mundo. Mas, como o mundo está fechado, vou começar vendo todas as ondas que eu sempre quis surfar pela nossa costa.

A saída de São Paulo não foi fácil. Fazer qualquer mudança já é uma missão. Agora, se mudar no dia que vai começar uma viagem de meses dentro do carro, é foda. No checklist da vida tinha “carro na revisão, cachorro no veterinário, içar um sofá pela janela, embalar tudo, colocar tudo no carro…

P… esqueci o tripé! Onde está a lente da câmera? Eu tinha que ter saído mais cedo! Estas eram algumas das frases que vinham na minha cabeça, e imagina quantos coisas ficaram para trás.

Foi mais uma lição de desapego: o que eu realmente preciso para me virar? As perguntas sempre aparecem e as respostas vem no tempo de Deus. Com certeza, minha mãe achou que era pouco. Apareceu em casa com cinco pacotes de macarrão, massa pra panqueca, cebola desidratada. Cebola desidratada?

Primeira parada é o Rio de Janeiro, mais ou menos quatro horas de viagem. “Já sei, vou ligar pro Marcos Sifu, durmo lá hoje e amanhã parto cedinho pra Saquarema”, eram meus panos.

Corta a cena, sete dias depois e eu ainda estou aqui. Essa cidade engole a gente, sempre tem alguém para visitar, uma onda que nunca quebra, um treino com aquele monstro do jiu-jitsu, uma gatinha pra encontrar.

Primeiro dia de viagem e altas ondas na Barra da Tijuca, aquele dia perfeito. Sol, água azul, um metro perfeitinho. Direita. Esquerda. Tubo. Manobra.
Não tinha como sair da agua!

E o cachorro lá, brincando na areia, solto, me esperando sentado. “Opa, cadê esse bicho? Meu deus, não está na barraca. Volta aqui cara, na rua não pode”, eu dizia. Em São Paulo nunca levava ele na praia porque é proibido, algo que eu nunca consegui entender.

Como ele ainda não está acostumado a ficar na praia sozinho, deixo ele preso na barraquinha com um potinho de água enquanto eu surfo. As quedas não podem passar de 40 minutos. Mas, está tudo bem, tudo ótimo!

Depois do surfe, vou tomar uma gelada, comer bem e trocar sorrisos, histórias. O surfe é foda, quantas conexões de uma vida em um dia. Talvez seja melhor assim, conhecer o melhor de todo mundo, só nos momentos bons, felizes, vivendo o presente.

Me lembro quando conheci o Sifu no México há alguns anos. Eu cheguei lá sozinho e a galera toda se conhecia. Leva uns dias pra ser aceito, mas deu tudo certo e pegamos altas ondas em Zicatela, Barra Chipehua.

Tomando uma corona no Dragon, o Sifu me falou uma parada que mexeu comigo. “Eu estou tentando me tornar o homem dos meus sonhos”. Eu tinha 20 e poucos anos, e aquilo foi forte.

Sempre estive insatisfeito com o rumo da minha vida, onde eu morava, como consumia o único ativo que eu tenho na terra, o tempo. Acho que o homem dos meus sonhos está orgulhoso de mim, de ter aberto mão do certo e mergulhar no universo de possibilidades que podem existir.

A cada dia, chego um pouco mais perto dele. Uns metros de tubo a mais e muita história pra viver.

Tive uns problemas com a bateria do carro, coloquei uma geladeira que acabou com ela. Por um lado foi bom, porque a bateria já estava velha e isso acelerou, melhor dar ruim no Rio do que no meio do nada.

Por outro foi péssimo, 600 mangos a menos na conta. Fiquei mais uns dias no Sifu junto com o Blanquito. Luiz Blanco, mestre, um artista de verdade. Suas fotos de surfe transcendem o esporte.

Trocamos muitas ideias e muitos ensinamentos. Engraçado como as vezes nos vemos de uma maneira muito diferente que os outros. Só nós mesmos podemos sair de onde não queremos estar, e tudo começa na mente.

Me entender para poder entender o outro, acho que esse é o caminho. Resolvi passar umas noites na casa do Gabriel Sodré. Tube rider brabo, um dos melhores que ja vi. Faixa preta, casca grossa.

Quando eu o conheci, também no México, foi difícil. Claro né, um playboy paulista, que ninguém conhece, tem que se dedicar para ser levado a sério. O cara é “poucas”. Sangue nos olhos, mas com um coração gigante.

Demos um treino juntos, “agora é a hora que eu ganho respeito”, pensei. Ali, eu vi como é formada a alma de um campeão. Saímos na mão forte e no fim do treino, um sorrisão aberto. Aquela sensação que só quem treina jiu-jitsu sabe.

Resenha braba no tatame com o mestre Wilcox, outro cara nota mil. A mentalidade de faixa branca me leva pra onde eu quiser. Sempre aprendendo, aberto, quebrando os meus próprios conceitos todo dia. Escutar, analisar e por em pratica. Ou não.

Às vezes, a gente ouve muita merda por ai, mas aprender com o erro do outro é uma dádiva.

O mar baixou e estava ruim de surfe por uns dias, mas no Rio de Janeiro sempre tem o que fazer. “Porra, queria voar o drone no pôr do sol, mas esse tempo está foda”. F… Vou para a praia de qualquer jeito, sentar ali e deixar o cachorro brincar.

Andando pelo calçadão do Leblon passa ao meu lado Alceu Valença. O primo da minha avó, a minha herança musical. O trunfo que eu uso pra impressionar a gatinha no lual. Mas, será que é ele? O cabelo era igual. Aquele oclinhos inconfundível . As mãos enfiadas no bolso de traz. É muito estilo pra uma pessoa normal.

Ele olhou para mim e eu vidrado olhando para ele. Um segundo de olho no olho. Passando na minha frente. Será que ele me reconheceu? Toda hora deve ter um louco olhando pra ele com cara de trouxa.

Ele passou. “Vira para me olhar”, torci. Mas não virou, e assim tivemos nosso momento.
Passando na rua, ele com alguma coisa na cabeça e eu em choque de ter perdido a oportunidade que o universo me deu.

Tudo bem. Nada perdido. A gente se conheceu ali, naquele segundo. Na profundeza dos nossos olhos. Acho que minha avó estava ali também. Quer dizer, claro que ela estava ali, ela sempre está.

Deu um jeito de me mostrar que está do meu lado, me protegendo e me guiando. Momentos assim não me deixam esquecer que isso aqui é só uma passagem, breve como um piscar de olhos.

Os pequenos milagres do dia a dia me fazem parar de correr atrás do rabo, de aceitação, de dinheiro, de curtidas. A palavra já diz, curtição, curtir a ação. Me norteio pela poesia de parachoque “A vida é curta, então curta”. Seja lá como, onde e quando, mas eu vou curtir.

Itacoatiara

Tinha um swell apontando e eu decidi ver a lendária onda de Itacoatiara de perto.
Também, não dava mais para ficar no Rio. Precisava sair daquela cidade, senão minha viagem só acabaria ano que vem.

Junta as coisas. Todas as muitas coisas. Sobe escada, põe no carro. “Pronto, está tudo aqui, espero que esteja”. A Ponte Rio-Niterói já não teve transito? Acho que não.
Cheguei umas 8 da noite. Que pico massa. Vilinha que respira surfe. Calma, tranquila e com todos os números das casas trocados.

“Bom, esse motoboy deve saber. Sabe nada, como que vai saber”, eu me questionava. O telefone da senhora que ia me hospedar não atendia. “Qualquer coisa a gente dorme aqui, Kauai”.

Ele já me olhou com aquela cara. Atendeu, dormimos. Acordamos zero hora para o surfe.
“Tem as bombas, dá para ouvir. Bora”.

Mas, sempre tempo pra um papo com um casal bem simpático que estava hospedado na casinha. Quando o assunto começou a rondar os ares de Lula e Bolsonaro, eu fingi demência e saí correndo. Não dá mais, quer dizer, nunca deu.

Praia lotada e todo mundo me olhando. Não por causa do surfe, por causa do Kauai mesmo. O bicho fica louco na praia. Joga areia em todo mundo, corre igual a um queniano no sprint final e cava a praia inteira tentando chegar na China. Depois de algum tempo, prendi o bicho no guarda-sol, deixei água no potinho do lado e fui surfar!

“P…, mas está grande, não tenho prancha para isso. Resolvi encarar mesmo assim. Esperei passar a série e remei igual maluco. Uma ou duas ondas depois já estava confortável.

Só não dava para pegar a boa, porque sabe como é né, nem em Maresias eu pego, não vai ser no primeiro dia em Itacoatiara que eu vou pegar. Mas, estava irado. As intermediarias eram animais, água azul, sol, vento fraco e aqueles tubos de corrente cheio de areia.

Corta a cena.

Guarda-sol voando. “Mas o cachorro estava preso nele”, pensei. Não estava, eu já tinha soltado o demônio da Tazmania na praia de novo. O maral estava comendo solto. Não tinha mais surfe. Era a hora de rangar, tomar uma gelada e cama.

Amanheceu e o Kauai já foi caçar o gato da dona da casinha que eu tava. Que que acontece com gato e cachorro? Não dá pra entender, os bichos ficam loucos. Para ajudar tinha um macaquinho na árvore. Tive que dar comida pra ele se distrair.

Mais um dia de tubo na areia e eu não pegando a boa. Dessa vez foi pior, fui rabeado duas vezes e a que sobrou pra mim eu escorreguei. Algumas parafinas são uma merda.

Depois do surfe a saga das malas. Quando você acha que não pode piorar, um vidro de azeite quebra dentro do cooler de comida. Lava e limpa tudo. Uma hora depois, começa a saga de levantar acampamento. “Vamos cachorro, agora você vai virar homem de verdade, vamos para Saquarema”.

Saquarema

Liguei o carro e o Waze estava marcando uma hora e meia de viagem, tranquilo. Vou ouvindo uns tutoriais do YouTube. Geração miojo, né? Hoje em dia você fica pró em qualquer coisa com cinco minutos. Foda, estamos inibindo a criação de gênios.

Pode ser que tenha um ou outro a moda antiga por ai, mas o processo é de extinção mesmo. Como vai nascer um novo Jimmy Page se ninguém fica com o som ligado e tirando tudo de ouvido mais? Por outro lado, é cada vez mais fácil de disseminar conhecimento.

Meia hora de conhecimento sobre câmeras e chego a Saquarema. Quinta-feira, cidade movimentada e um centro relativamente grande. Olhei para os lados e pensei, “onde será que estou me metendo”.

Bate aquele medo de segundos e depois passa. Cheguei na casa do Evereste, sim esse é o nome dele, homenagem ao médico que fez seu parto. Aqueles coroas essência do surfe.

Dedicou a vida ao esporte e mostra com orgulho as fotos do Havaí na década de 80.
O bicho botava para baixo nas bombas. As histórias eram infinitas, o tempo todo. Ele gosta de falar, para não ser indelicado.

Um dia colou um mudo lá para falar com ele. Eles ficaram quatro horas conversando. O mais bizarro é que o mudo falava mais que ele. Mudinho é uma lenda do surfe, mestre na arte de shapear long. Como muitos, desvalorizado. Não damos mais atenção aos poucos mestres que ainda existem.

Montei o acampamento e meti o pé para o point. Quando cheguei na praia vi um visual que não tinha visto ainda. Fim de tarde, pinheiros, uma neblina baixa e o sol baixando atrás da Igreja de Itaúna. A cidade respira surfe, é foda.

O mar ia subir no dia seguinte, e quando sobe aqui, a cobra fuma. Acordei cedo e o vento estava comendo. Demos um role nas dunas e na lagoa vermelha. Pico alucinante, chamam de mar morto pela quantidade de sal na água.

Fomos atrás do final de tarde com o mestre das bombas, Marcos Monteiro. Ele me perguntou onde estava minha prancha e eu falei que estava na caçamba. Ele olhou, e falou “Ahhh 5’11 né. Surfa de bodyboard logo”. Já vi que a parada ia tremer.

Estava tudo passado e fomos para Backdoor, uma onda difícil, tem um slab alucinante no começo e depois corre uma parede para o meio da praia.

O mar não estava bom, tinha muito vento. Ele caiu e eu ia filmar. É tanta coisa para tirar do carro, por na mala, que sempre passa algo despercebido. Perdi o momento, mas no dia seguinte ia ter. Previsão estava para a Barrinha, onda internacional.

Cinco da manhã, coloco água pra ferver. Evereste aparece já contando suas histórias. “Phill Rajzman vai passar aqui para pegar uma prancha que o Mudinho fez pra ele”. Phill passou lá e o Kauai fez participação especial no canal do YouTube dele.

Quando fui para a praia, encontrei o Rafa e o Gui de Cabo Frio, irmãos que conheci no Luisfer, no Peru, em 2012. Reencontramos no México em 2017 e conectamos aqui de novo.

O mar estava grande e ruim. O terral que estava marcado não entrou.
Quem entrou foram os locais cascas grossas de prancha grande e o João Chumbinho de pranchinha. O moleque é bizarro.

Decidimos subir para Arraial do Cabo. Arrumei as paradas e me despedi do Evereste.
Mais uma despedida que senti que estava deixando minha casa pra trás.

Arraial / Cabo frio

“Praia Grande é Cabo Frio ou Arraial?” Sei lá, tudo a mesma coisa pra mim. Quando cheguei vi de longe um mar clássico. Altas ondas, sol, terral fumando. A onda é um point de esquerda nas pedras, parecia Pavones. E o crowd parecia Pipeline.

Mil pessoas, uma em cima da outra, dando mais volta que o Senna na Fórmula 1 em 92. Fui parar meu carro e já fui abordado por um maninho na rua. Quando eu tirei as coisas do carro ele gritou:

“Aí, vai passa o dia na praia né? Está com tudo do cachorro aí”. Praticamente me avisou que ia me roubar. Não dá para entender, porque todo mundo que vê paulista acha que é otário?

Bom, melhor assim. Dei meia volta e fui procurar um estacionamento. Achei um lá em cima do morro e fui para água. Peguei umas, mas de novo não a boa. Tem que entender, eles mesmo ali se dão voltinha, rabeiam e brigam.

Sei lá, surfe pra mim é outra coisa, outra energia, mas cada um cada um. Dois ali se estranharam, um coroa e um moleque. O coroa disse que o moleque não era de lá e o moleque disse que o coroa era um moleque. Moleque não, “garotão”.

No dia seguinte, o mar ainda estava bufando e tentamos achar uma vala no meio da Praia Grande. Até achamos, mas de fora estava melhor do que de dentro. A Região dos Lagos me deixou com essa impressão, sempre parece melhor de fora.

No dia seguinte a gente foi para Monte Alto, tinha acertado um pouco e deu altas.
Uma vala que vem comendo lá de fora e depois fica manobrável, estava animal. Triste é ver como a região está perigosa. Um paraíso, água cor do caribe, altas ondas, e a praia está sendo chamada de Faixa de Gaza. Tem até barricada para atrapalhar a invasão da policia.

Queria dar um role nas dunas da Praia do Foguete em Cabo Frio, e falaram que lá é área de desova de corpo. Ainda bem que estou protegido por Deus. Fiquei na casa do Tapin, brother que conheci no Rio há um tempão. Ele viu que eu estava na área e juntamos.

O moleque pegava altas onda, e por algum motivo parou de surfar. Isso ai não entra na minha cabeça. A vibe estava boa demais e fui com ele buscar um casal de amigos em Búzios. O Vitor e a Ariane moram num pequeno sitio onde fazem Agrofloresta, plantando para comer e vender.

Poderiam estar no interior mas decidiram ficar ali por ser perto do surfe. Na manhã seguinte fomos para o Peró. Eu queria conhecer aquela onda, depois que foi explanada na internet. Estava marola, mas dava para ver que a onda é animal. Deve dar altas, sem ninguém e com uma praia maravilhosa.

Búzios

Como ainda não conhecia Búzios resolvi ficar em Geribá uns dias. Conectei com o Davi, filmmaker do Phill para fazermos umas imagens para um projeto que eu estou montando.

Mais uma conexão animal. Me hospedei ao lado dele e da Gabi, sua namorada.
Caímos cedinho em Geribá. O sol nasce atrás do morro, coisa linda. Praia deserta, um paraíso para o Kauai, e agora dava para deixar ele solto.

Ele tem brincado tanto na praia que outro dia ele fez um coco de areia. Três bolinhas de areia despedaçando no chão. Todo mundo se apaixona por esse cachorro, ele é de fato, muito especial.

Quando falei que ia viajar pelo Brasil com ele, todo mundo falou “só com ele?”.
Eu juro que não consigo pensar em uma companhia melhor, sempre na vibe, tranquilo, parceiro, educado e amoroso.

Ter um cachorro é uma responsabilidade muito grande, como um filho. Triste ver algumas pessoas que compram ou pegam para cobrir algum buraco emocional que estejam vivendo e depois não conseguem dar a atenção necessária. Isso acontece com filho também, infelizmente.

No meu caso, eu casei com o Kauai. Desde que entrou na minha vida não saiu do meu lado. Levava ele pro trabalho todo dia, para todo restaurante que eu ia e todas as viagens.

Já levei até num samba, não sei se ele gostou. Só não levava para praia porque São Paulo não permite. Não dá pra entender como o ser humano é tão arrogante e proíbe outro animal de frequentar a natureza.

Engraçado que o guardinha que vai te falar para sair da praia com seu cachorro, não tira o lixo dos porcos que deixam tudo na praia quando vão embora.

Eu não peguei as ondas que gostaria em Búzios, mas deu para ver o potencial e a vibe do lugar. Astral demais e com muito lugar pra ser explorado.

Desde que comecei a viagem venho sonhando em pegar um swell bom para Regência.
Mesmo não sendo época, apontou um swell no radar e fiquei de olho, “se entrar mesmo eu meto o pé”.

Colamos na Rua das Pedras a noite para tomar umas e decidi tocar no meio da rua. Assisti a um seminário online sobre biohacking. Um termo novo que tem sido utilizado para várias ações ou intervenções que você faz na sua própria natureza, quase como se tivesse hackeando a sua vida.

Um dos experimentos era se colocar por 30 dias em situações que você acredita que seria rejeitado. Isso me faria me acostumar com o sentimento de rejeição e, em teoria, elevaria a minha confiança.

Tocar na rua foi meu último desafio. Pedi para tirar foto com pessoas aleatórias na rua.
Fiz um café na máquina de expresso de um restaurante.

Cheguei a pedir para o fotógrafo do Chumbinho, que eu tinha acabado de conhecer, para me emprestar o adaptador da lente da câmera dele.

Nunca tinha tocado assim, ainda mais sozinho. Ganhei oito reais! Mas, muito mais que isso, aprendi que muitas vezes basta pedir, o ser humano é melhor do que a gente imagina.

Depois dessa noite de emoção, decidi seguir o swell e ir pra Regência num tiro só, parece que esse vai ser bom e com pouca gente.

Acompanhe Samir Murad no Instagram, @samir_murad.

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    Poucas pessoas no mundo sobreviveram a um acidente como esse. Depois de ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava em Pavones, na Costa Rica, o catarinense Fabiano Duarte da Costa voltou ao Brasil e contou ao Waves como escapou da morte, enfrentou duas paradas cardíacas e por que pretende voltar ao mar. Local de Itajaí (SC), Fabiano tem uma longa relação com o mar. Além de surfar desde garoto, ele pratica natação em águas abertas e toca um clube de canoa havaiana em sua terra natal, chamado Kaikala, onde realiza travessias e participa de competições da modalidade. O catarinense conta que estava no último dia de uma barca inesquecível com 15 amigos, desfrutando das famosas esquerdas de Pavones quando sofreu o acidente que mudou sua vida. O clima era de dever cumprido após dias intensos de surfe. Ele estava tranquilamente sentado na prancha, no outside, apenas esperando a próxima série entrar, quando o impacto brutal e silencioso aconteceu. O bico rígido e afiado do peixe-agulha perfurou seu tórax com a força de um projétil. Para se ter uma ideia da gravidade do acidente, foi como se o surfista catarinense tivesse sido apunhalado no peito. “Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida” Fabiano Duarte Apesar de não ser agressivo, o peixe-agulha costuma nadar próximo à superfície e pode realizar saltos em alta velocidade, o que explica acidentes raros como esse quando cruza a trajetória de embarcações ou surfistas. Em 2024, a surfista italiana Giulia Manfrini morreu após ser atingida no peito por um peixe da mesma espécie enquanto surfava nas Ilhas Mentawai, na Indonésia. No caso de Fabiano, porém, o desfecho foi diferente graças a uma sucessão de circunstâncias que acabaram salvando sua vida. Ele teve a sorte de ter sido atendido na praia por um médico antes de ser encaminhado ao hospital, onde viria a sofrer uma parada cardíaca e precisaria ser reanimado. Fabiano conta que não se lembra de absolutamente nada do acidente. Sua última lembrança é de um cenário de pura celebração com amigos na água: “A minha memória do trauma em si apagou, o cérebro bloqueou essa parte”, relata. “A última lembrança que carrego daquele momento é a energia incrível da água, o sol baixando e a alegria de estar ali dividindo o pico com meus grandes amigos. De repente, tudo mudou”. Entre a vida e a morte, com o peito perfurado, os primeiros instantes foram cruciais para que essa história não terminasse em tragédia. A gravidade do ferimento exigia ação imediata, e foi a irmandade do surfe que entrou em cena. Seus amigos perceberam o acidente e o retiraram da água, com a ajuda de surfistas locais, em uma corrida contra o tempo. Na areia, o que se viu foi uma sucessão de milagres. Fabiano sofreu uma parada cardíaca que durou longos dois minutos. Foi nesse momento que o destino interveio: um médico alemão, que estava na praia por um acaso absoluto, assumiu os primeiros socorros e conseguiu estabilizá-lo o suficiente para o resgate. “Como eu e minha família processamos essa sorte? É algo que transcende a explicação. Ter um médico ali, de prontidão na areia, foi a pessoa certa no lugar exato. Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história”, pondera. Mas a luta pela vida estava apenas começando. Devido à extrema gravidade da lesão no coração, Fabiano precisou ser transferido às pressas, de avião, para um hospital em San José, capital da Costa Rica. Lá, ele foi submetido a uma cardiorrafia de emergência, uma cirurgia delicadíssima para suturar o músculo cardíaco cortado pelo acidente. O procedimento foi conduzido pelo cirurgião Dr. Carlos Bolaños, que precisou massagear o coração de Fabiano diretamente com as mãos para mantê-lo batendo após outra parada cardíaca na sala de cirurgia. Fabiano conta que o médico e seus assistentes comemoram como se fosse um gol em uma partida de futebol o momento em que seu coração voltou a bater. O reencontro entre o surfista e o médico, dias depois, foi registrado em vídeo por um canal de TV e emocionou o mundo do surfe. “Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história” Fabiano Duarte “Acordar no hospital, cheio de tubos, e entender a gravidade de tudo foi um choque imenso”, revela o catarinense. “Mas ver as imagens da minha própria cirurgia, saber que o Dr. Bolaños segurou meu coração nas mãos… Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida”, ele completa. O retorno ao mar e a nova perspectiva Hoje, de volta ao conforto de sua casa em Itajaí, Fabiano celebra cada amanhecer ao lado da esposa, Priscilla. Como educador físico e surfista de alma, o oceano sempre foi seu refúgio e seu ambiente natural. Um trauma tão raro e severo poderia afastar qualquer um da água, mas para ele, o efeito foi de profunda transformação espiritual. “O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade” Fabiano Duarte “Compreendi o valor da vida de uma forma totalmente inédita. O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade. Já existe aquela ansiedade gostosa para voltar a remar, sentir a água salgada, mas agora eu volto com uma gratidão imensa. A mensagem que deixo para a comunidade que torceu por mim é simples: celebrem cada dia, cada onda e as pessoas que estão ao seu redor. A vida é um sopro”, finaliza. Pouco tempo antes de tudo acontecer, Fabiano estava apenas sentado na prancha, esperando a próxima série entrar em uma das ondas mais icônicas da Costa Rica. Agora, depois de sobreviver a um acidente quase impossível, espera ansiosamente pela próxima oportunidade de voltar ao mar, desta vez com uma perspectiva completamente diferente sobre a vida.

    Brasileiro conta como sobreviveu após ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava na Costa Rica.

    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.