Márcio Freire

Um raro surfista de alma

Personalidades do mundo do surfe deixam seu depoimento para homenagear a passagem do surfista baiano Márcio Freire.
Marcio Freire

A morte prematura de Márcio Freire deixou perplexa a comunidade do surfe. Desbravador das ondas de Jaws na remada, em Maui, Havaí, ao lado dos amigos também baianos Danilo Couto e Yuri Soledade, Márcio Freire foi uma pessoa especial, amável, gentil e cordial, aliás, como todos deveriam ser.

Clique aqui para saber mais sobre a morte de Márcio Freire

Passei toda a minha carreira de jornalista contando a história da vida dos surfistas nas revistas e no site Waves. É fácil falar da vida deles todos. Porém, falar da morte de um amigo, ou mesmo de um conhecido, é bastante difícil e penoso. Mas alguém tem que assumir a missão.

A seguir, alguns depoimentos da galera que conviveu ou admirava a trajetória deste baiano sangue bom e atirado nas ondas, um verdadeiro Mad Dog em sua loucura saudável e ao mesmo tempo insana de amar as ondas grandes.

Bruno Lemos, fotógrafo e produtor do filme Mad Dogs – Eu poderia muito bem dizer que o mundo do surfe está em luto hoje, mas, na verdade, o planeta está em luto hoje com a passagem desse incrível e único ser humano chamado Márcio Freire.

Um dos caras mais tranquilos e alegres que já conheci. Viveu pra surfar e faleceu surfando. Dava pra ver o brilho nos olhos e a felicidade de estar prestes a dar mais uma caída épica em Jaws, lugar que amava. Vamos todos sentir sua falta, amigo!

Jaime Viudes, longboarder – Ser chamado de cachorro louco poderia soar ofensivo em algum outro esporte, mas no caso do surfe de ondas gigantes o “elogio” massageia o ego de qualquer um desses caras que colocam suas vidas em risco a cada swell.

Porém isso nunca parece ter inflado o ego do Márcio Freire. Bastava olhar no seu rosto para perceber que era um cara simples. Para conseguir respeito na meritocracia do surfe, a nível internacional, ou você é excepcionalmente técnico ou você tem muita atitude para dropar as maiores.

Hoje, com cada vez mais segurança para o big surf, cresce o número de surfistas se aventurando nas ondas grandes, mas são poucos os remanescentes dos legítimos big riders, que encaravam os maiores dias no braço, sem jet skis, coletes e tubos de oxigênio.

E ainda que sua imagem de big rider tenha sido construída após a chegada dos jets, ele encarou muitas sessões de surfe só com a prancha, a cordinha e seus dois parceiros de fé para garantir sua segurança. Quem tem um pouco de noção desse universo sabe que isso não garante a vida de ninguém na hora que o bicho pega.

E ainda dá para imaginar quantos mares bizarros ele deve ter pegado sozinho. Isso pode ser uma prova de que ele nunca teve intenção de construir uma reputação, apenas queria fazer o que amava. Para um cara ser chamado de Mad Dog pelos havaianos, pode ter certeza que mesmo que, nunca ninguém, nem a mídia, tivesse tocado no nome dele, ele estaria pegando ondas grandes de qualquer jeito. Essa era primeira coisa que eu pensava quando ouvia falar do Márcio Freire. Surfista de verdade!

Tulio Brandão, jornalista multimídia – Márcio era um cara querido na comunidade, do bem, humilde, um dos grandes representantes da essência mais raiz do surfe. Um cara que resolveu descer o cliff e entrar remando em Jaws.

Um cara que aceitou trabalhar duro para pagar pelo seu sonho, diante da falta de patrocínio. Pouca gente está disposta a isso. A morte trágica pode em algum momento nos colocar num lugar de crítica, por conta da ausência de colete inflável e de uma possível falta de forma, mas a esta altura isso não faz sentido.

Márcio era gigante, exímio no que fazia, e o perdemos porque no surfe de ondas gigantes há, sim, espaço para a morte. Ele morreu como viveu, amando profundamente o que fazia. Esta pra mim é a maior lição.

Motaury Porto, fotógrafo – A melhor e maior onda da vida! Nós, como surfistas, sempre buscamos as melhores ondas e alguns buscam as maiores. Deslizar sobre o mar em cima de uma prancha, independente de qual modalidade, é algo que nunca poderá ser descrito em palavras.

Mas, é facilmente observável na vida de vários surfistas mundo afora. O surfista de alma vive para se manter perto do mar e das ondas. Márcio Freire era exatamente um destes surfistas e que nos deixa para surfar a mais perfeita, a maior onda de todas e também a mais misteriosa, a eternidade!

Que nosso Pai, criador das nossas ondas e da onda eterna, console o coração dos familiares do Márcio, assim como amigos e fãs. Enquanto isso, que possamos pegar nossas ondas aqui neste mundo, ondas de compreensão, perdão, paz e, principalmente, de amor, que tem o poder que transcende tudo. Com carinho, meus sentimentos.

Yordan Bosco, jornalista especializado – Encontrei Márcio pela última vez há cerca de um ou dois anos na Praia do Forte, quando tivemos a oportunidade de um bom papo. Ele tinha vindo do Havaí, estava feliz e cheio de planos de viajar e surfar.

O mesmo cara tranquilo, manso e sereno que conheci no início dos anos 90, nas competições, quando ele corria a categoria mirim ou junior e eu era juiz.

Uma perda inestimável para toda a comunidade do surfe. Deixa um legado de coragem, de atitude, de luz e de amor. Um cara que passava a lição, no semblante e no seu jeito, de que não precisamos de muito para ser feliz.

Thiago Rausch, freesurfer – Tive o privilégio de conhecer o Marcinho há dois anos, no Passo de Torres. Surfamos umas marolas no meio do Rio Mampituba e foi muita vibe, o cara era muito humilde e surfava muito, a bateria foi casca-grossa.

Entre uma onda e outra, já que estávamos sozinhos no pico, eu aproveitei e fiz o máximo de perguntas sobre Jaws que pude, já que não é todo dia que recebemos no quintal de casa um verdadeiro mito do surfe mundial. De maneira muito gentil e tranquila, ele respondeu, ou melhor, me contou um pouco de sua linda história.

O mar estava bem mais ou menos, o vento nordeste e o sorriso no rosto nos acompanhava, os botos também. Marcinho estava viajando pelo Brasil, um sonho que estava realizando, conhecendo lugares, pessoas aleatórias como eu e visitando amigos.

No caso, o destino era Tramandaí, onde vive seu amigo dos tempos de Havaí, Peterson Marchese. Ele também veio visitar o Pedra Dornelles. Acho que estes simples fatos, a diversão nas marolas, ele super humilde comigo, que recém havia conhecido, e vir de longe visitar um amigo querido como o Peterson, mostram um pouco do grande ser humano que ele foi.

João Cabral, free surfer, Jaguaboy – Márcio era uma pessoa extremamente simples, uma pessoa que tinha coração aberto. Não é porque o cara morreu, não é nada disso. Duvido que exista uma pessoa na face da Terra capaz de falar alguma coisa contra ele. O cara era bem quisto em todo o lugar que chegava. Todo mundo gostava dele, era humilde ao extremo.

É até difícil falar dele, era uma pessoa boa demais. Casca grossa, da pesada, depois que voltou ao Brasil ele parou de treinar em onda grande, estava mais relaxado. Começou a pegar mais onda pequena e isso atrapalhou bastante.

Era um cara iluminado, e tenho certeza de que ele morreu feliz, fazendo o que mais gostava. Ele morreu onde mais queria estar, amarradão. O último áudio que ele mandou para o Jacaré foi para dizer que no dia anterior tinha surfado altas ondas na remada. E estava feliz da vida que iria fazer um tow-in com o Chumbo. Era um cara nota 10, nota 1.000.

Giovanni Mancuso, empresário e free surfer – Infelizmente não tive a sorte de conhecer o Márcio pessoalmente. Mas conhecia ele muito bem da mídia do surfe. Desde que li sobre os malucos brasileiros que desbravaram Jaws na remada ele entrou no meu radar e nunca mais saiu.

Daqueles personagens que a gente grava o nome e nunca mais esquece. Mas se eu não tive a sorte de encontrá-lo pessoalmente, muitos amigos meus conviveram com ele. E todos, sem exceção, falam a mesma coisa: um ser humano especial, amigão, generoso, atencioso, divertido, bem humorado e muito, mas muito casca grossa!

Portanto é mais um daqueles casos dos bons nos deixando cedo. A gente tem dificuldade de compreender isto. Mas, examinando com atenção, somos obrigados a acreditar que em algum lugar, esta galera deve estar pegando altas ondas. E se isto for verdade, quando eu for pra lá vou fazer questão de encontrar o Márcio!

Alexandre Toledo Piza, jornalista especializado – Desde que vim morar na Bahia a lenda viva dos Mad Dogs era ponto central nas rodas de conversas sobre surfe e o ápice das façanhas obtidas pelo big surf baiano na esfera mundial.

Quando Márcio voltou definitivamente do Havaí, estivemos juntos algumas vezes, seja surfando, seja com ele fazendo imagens. Sempre amarradão, cativante, sorridente, pilhando a cada série e sempre muito educado. Um verdadeiro legend soul surfer coroado em vida e agora na memória para toda eternidade.

Márcia Portes, longboarder – Márcio era um surfista de alma. Junto com os Mad Dogs, tinham amor à adrenalina. Ele partiu fazendo o que mais gostava, sem medos, sem receios.

Acompanhava a trajetória dele durante algum tempo. Envio energias positivas e minhas condolências aos amigos e familiares. É o amor ao surfe, às ondas grandes, a adrenalina e loucura única de desbravar um oceano mágico e cheio de energia. Admiro o Márcio, surfista de alma. Descanse em paz.

Wilson Piolho, jornalista especializado – O mundo do surfe e principalmente do big surf está atônito com a prematura passagem do Mad Dog Márcio Freire. Protagonista da revolução do surfe na assustadora Jaws ao encarar as montanhas de água na remada, algo inimaginável antes de Márcio e seus parceiros Danilo e Yuri.

O canhão de Nazaré abateu o Mad Dog Márcio Freire. Deixa um legado enorme e chama a atenção para a risco que esse surfistas correm ao desafiar as maiores ondas do mundo.
Grandes homens com grandes feitos tem a honra de escolher seu derradeiro momento fazendo aquilo que amam. Vá em paz, Márcio Freire .

Tony Kaluama, shaper – Sempre tive uma grande admiração por Márcio Freire e pelos Mad Dogs baianos. Pois nos tempos de hoje, ondas como Jaws, por exemplo, e Nazaré, todos surfam de tow-in, enquanto ele, pelo menos em Jaws, se jogava na remada, justificando o apelido de Mad Dog. Então, acredito realmente que foi uma fatalidade o que houve com ele. O surfe mundial, não só o brasileiro, perdeu muito. R.I.P, Márcio.

Sebastian Rojas, fotógrafo – Conversei com o Márcio algumas vezes durante umas idas pra Jaws, em Maui. Como todos os surfistas baianos que gostam de ondas grandes, ele foi pra Maui surfar Jaws na companhia dos amigos e teve como referências Danilo Couto e Yuri Soledade, entre outros tantos outros e acabou fixando residência por lá. Ele era divertido e brincalhão e muito fissurado no surfe de remada em ondas gigantes. Era um surfista raiz apaixonado pela força do oceano e pelo esporte.

Lima Junior, fotógrafo – Márcio Freire sempre foi uma referência para todos os surfistas nordestinos, principalmente os que sonham em se tornar surfista de ondas grandes. Ele foi um exemplo que é possível sim, sair do Nordeste e ganhar o mundo em busca do sonho de surfar ondas grandes. Sua passagem vai deixar saudades e muita inspiração para todos de nossa região. Que Deus o tenha.

João Valente, jornalista especializado em Portugal – Era uma questão de tempo até acontecer um acidente fatal. Tivemos algumas situações que ficaram perto disso. Koxa, Scooby, Maya, Alex Botelho, Andrew Cotton, várias situações mas por felicidade nada aconteceu.

Agora aconteceu com o Márcio, uma tristeza imensa. Mas, são os riscos de quem assume o surfe de ondas grandes como um meio de vida, fonte de prazer. Há muito tempo que eu falo que a Nazaré é que nem o Everest. Pode não ser tecnicamente a onda mais exigente, outras exigem mais, assim como tem montanhas que exigem muito mais tecnicamente do que o Everest. Negócio do Everest é altura e ausência de ar. Negócio da Nazaré é tamanho, volume de água e toda aquela dinâmica. Não é o lado técnico da onda que faz ela se destacar. É o tamanho mesmo e a dimensão toda.

Enfim, era esperado que uma hora acontecesse uma vítima. Claro que agora a gente fique encontrando as razões. Ah, não usou colete de flutuação, não estava em forma etc. Mas, nos acidentes que chegaram perto, as pessoas eram muito bem preparadas e teve uma grande dose de sorte de não ter acontecido nada. Por isso, sem dúvida, preparem-se, não facilitem com questões de segurança. Não é qualquer um que vai subir o Everest sem garrafa de oxigênio. Tem uns que fazem, estão nessa missão, mas estão preparados para isso.

Por isso, quem quiser enfrentar o mar em Nazaré tem que saber exatamente para o que estar preparado. Mas, acho que nada disso seja garantia. O risco é muito alto. E às vezes os mais preparados podem se ver numa situação que não tem saída. Que descanse em paz, Márcio. Todo mundo só fala bem dele. Deixou boas memórias e morreu fazendo o que gosta.

Felipe Fernandes, jornalista especializado – Muito triste o que aconteceu. Mas, já era para ter acontecido antes, pelo nível de risco do local. Eu já estive lá três vezes para olhar as ondas, eu nunca surfei em Nazaré. Sei que não é todo dia que está daquele jeito. As ondas não ficam sempre daquele tamanho. Mas, eu nunca tive a oportunidade de surfar lá ondas de 2, 3 metros. Estive lá três vezes com ondas imensas. A primeira vez foi em 1993, com meus amigos Zé Loiro e Zé Negrella.

Paramos o carro na praia e não tinha ninguém pra gente perguntar alguma coisa e eu acredito que as ondas deviam estar de 18 a 20 pés. A gente acabou nem surfando porque o mar estava enorme.

Voltei em 2013, no dia em que a Maya Gabeira se acidentou. Depois, voltei com a minha mulher em 2017. Em duas vezes que estive lá, quase dois acidentes fatais, com a Maya e com o inglês Andrew Cotton. Não cheguei a ver nenhum destes dois acidentes, aconteceram antes da minha chegada.

Eu sinto muito a morte do Márcio Freire, conheço ele das reportagens. Sinto muito a perda deste surfista porque ele era uma referência, um dos desbravadores de Jaws na remada. Maior respeito por ele, mas não tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente. Que Deus o tenha.

Regi Galvão, fotógrafo – Infelizmente, 2023 começou de forma brutal com a partida do Mad Dog Márcio Freire.

Quando recebi a notícia, pensei que era outra pessoa, mas a ficha caiu rapidamente com a notícia sendo publicada em alto volume nas rede sociais. Estou particularmente muito triste, uma vez que acompanhamos toda trajetória desse bom baiano nas maiores ondas do planeta e ficamos buscando respostas pela forma como aconteceu. Desejo muita força e expresso meus sentimentos à família, amigos e fãs. Márcio Freire sempre.

Paulo Kid, legend – Eu não conheci pessoalmente o Márcio Freire, acompanhei, claro, as performances dele em Jaws, à distância, pela mídia.

O que eu sempre percebi que ele estava ali pelo prazer, por gostar de se atirar nas bombas. E o que leio sobre ele é o testemunho dos mais próximos falando que ele era uma pessoa do bem!

Uma perda sempre é triste para os amigos, os familiares, mas se existe algum conforto nesse momento é que ele partiu fazendo aquilo que ele amava, em condições que ele se sentia à vontade.

Com certeza, é uma grande perda para o big surf brasileiro. Márcio Freire deixa seu legado de amor, paixão e go for it no surf.

James Thisted, fotógrafo – Não convivi muito com o Marcio Freire, mas como fotógrafo claro q a gente se conhecia lá do Havaí. Lembro bem do começo do surfe em Jaws, quando eu ia pra Maui registrar as sessions de tow-in dos brazucas, numa época em que se chegava no cliff de Jaws e não tinha quase ninguém por ali, muito diferente do circo que é hoje.

E um dos surfistas certo de encontrar ali era o Márcio Freire, sempre na fissura de pegar umas na remada, numa época que os caras tiravam pra louco quem pensasse em fazer isso. E ele sempre humilde, na dele, o cara era gente boa demais. Era nessas ocasiões que eu tive mais contato com ele. E algumas outras em Oahu mesmo.

Depoimentos publicados no Facebook
Rosaldo Cavalcanti, legend – Márcio Freire, Mad Dog era um cara legal. Sempre sorrindo. Humilde e gentil. Definitivamente, espalhava boas vibrações. O tipo de cara que todo mundo gostava.

Ele morou em Maui por um longo tempo e enquanto estava lá costumava praticar paddle surf em Jaws. Ele gostava de ir para a esquerda, embora a maioria dos outros surfistas costumava ir para a direita.

Ele sofreu muitas quedas verticais lá fora. Mas, há alguns anos ele teve que deixar as ilhas. Foi quando sua vida mudou. Ele voltou ao Brasil e continuou surfando, o amor de sua vida.

Infelizmente, desmaiou ontem em Nazaré, Portugal, depois de pegar sua última carona. Uma canhota que fechou e o empurrou para debaixo d’água. Aparentemente, levou algumas pancadas na cabeça e de alguma forma se afogou. É uma grande perda para sua família e amigos, bem como para a comunidade de surfe de ondas grandes. Descanse em paz, Márcio Freire.

Christian Barnard Beserra, representante do surfistas do CT – Poxa Pancinha. Tá difícil aceitar essa sua partida tão prematura. Seu sorriso, seus dropes insanos, seu sotaque de rei baiano, suas serenatas desafinadas de ukulele e o seu coração maior que as morras surfadas por você, jamais serão esquecidos.

Obrigado pelo privilégio de ter te conhecido e obrigado por todas as ondas que surfamos juntos no passado. Muita luz e amor pra você e sua família. RIP, meu rei!

Thiago Jacaré, free surfer, Jaguaboy – Descanse em paz, meu grande amigo Márcio Freire. Os homens do mar morrem no mar. Você foi especial em nossas vidas. Hoje você iria embora, mas a sua partida foi diferente, juntamente a Deus. Sei que você surfou sua última onda, mas em nossos corações você será eterno. Ahh, não esquece do tutu, meu amigo pra sempre.

Eduardo Sampaio, produtor de Mad Dogs – Nem sei o que escrever. Fui pego completamente de surpresa.

Cresci tendo Márcio como referência desde a época de escola. Ele era o cara que matava aula pra ir surfar no Barravento e que ganhava todos os campeonatos de surfe. Eu sempre quis matar aula pra ir surfar.

Depois ele foi morar no Havaí e tornou-se um dos maiores exemplos de pioneirismo no surfe de ondas grandes da história. Um cara extremamente humilde e com um coração enorme. Um amigo que vai deixar saudades em muita gente e um legado importante no esporte.

Tive o privilégio e a sorte de registrar parte da vida e dos feitos dele e dos Mad Dogs com o documentário que produzimos. Poxa, cara, por que você teve que partir tão cedo? Você vai fazer muita falta! Só tenho boas lembranças de você. Fique em paz!

Roberto Vieira Nascimento, free surfer – Difícil escrever neste momento de tristeza sobre Márcio Freire, um ser humano incrível que só trazia alegria com sua simplicidade e humildade, um ídolo, um amigo, um irmão, não só pra mim, mas pra todos que passavam no seu caminho, ele só levava luz e alegria pra todos .

Conheço Pancinha e Buno Freire e Silva desde dos meus 13 anos de idade. A gente começou a surfar juntos em Barra do Pote, Ilha de Itaparica (BA). No verão de 85 eu vi Marcinho completar seu primeiro 360 com 10 anos de idade com uma prancha sem quilhas.

Sua alegria foi tão contagiante que me marcou até hoje. Depois, muito free surf juntos, baterias de campeonatos, surf trips. A trip derradeira foi ano passado. Passamos dois meses na Indonésia, dias de sonho que jamais irei esquecer !

Obrigado, painhooo, por todos os momentos vividos, pelos ensinamentos, principalmente de que a vida se vive o hoje. O que me conforta é quando fecho o olho e vejo você sorrindo e dizendo, relaxe Roberdose, tá tudo bem!

Vá em paz, irmão, sua energia jamais se apagará! Meus sentimentos a Bruno Freire e Silva e a toda família e amigos!

The Inertia, site norte-americano – A morte de Freire abala fortemente a comunidade das ondas grandes. Nossas mais sinceras condolências vão para os amigos, familiares e todos os afetados pela morte de Freire.

Abaixo, talvez a última entrevista de Márcio Freire, concedida ao canal Lets Surf.

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    Poucas pessoas no mundo sobreviveram a um acidente como esse. Depois de ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava em Pavones, na Costa Rica, o catarinense Fabiano Duarte da Costa voltou ao Brasil e contou ao Waves como escapou da morte, enfrentou duas paradas cardíacas e por que pretende voltar ao mar. Local de Itajaí (SC), Fabiano tem uma longa relação com o mar. Além de surfar desde garoto, ele pratica natação em águas abertas e toca um clube de canoa havaiana em sua terra natal, chamado Kaikala, onde realiza travessias e participa de competições da modalidade. O catarinense conta que estava no último dia de uma barca inesquecível com 15 amigos, desfrutando das famosas esquerdas de Pavones quando sofreu o acidente que mudou sua vida. O clima era de dever cumprido após dias intensos de surfe. Ele estava tranquilamente sentado na prancha, no outside, apenas esperando a próxima série entrar, quando o impacto brutal e silencioso aconteceu. O bico rígido e afiado do peixe-agulha perfurou seu tórax com a força de um projétil. Para se ter uma ideia da gravidade do acidente, foi como se o surfista catarinense tivesse sido apunhalado no peito. “Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida” Fabiano Duarte Apesar de não ser agressivo, o peixe-agulha costuma nadar próximo à superfície e pode realizar saltos em alta velocidade, o que explica acidentes raros como esse quando cruza a trajetória de embarcações ou surfistas. Em 2024, a surfista italiana Giulia Manfrini morreu após ser atingida no peito por um peixe da mesma espécie enquanto surfava nas Ilhas Mentawai, na Indonésia. No caso de Fabiano, porém, o desfecho foi diferente graças a uma sucessão de circunstâncias que acabaram salvando sua vida. Ele teve a sorte de ter sido atendido na praia por um médico antes de ser encaminhado ao hospital, onde viria a sofrer uma parada cardíaca e precisaria ser reanimado. Fabiano conta que não se lembra de absolutamente nada do acidente. Sua última lembrança é de um cenário de pura celebração com amigos na água: “A minha memória do trauma em si apagou, o cérebro bloqueou essa parte”, relata. “A última lembrança que carrego daquele momento é a energia incrível da água, o sol baixando e a alegria de estar ali dividindo o pico com meus grandes amigos. De repente, tudo mudou”. Entre a vida e a morte, com o peito perfurado, os primeiros instantes foram cruciais para que essa história não terminasse em tragédia. A gravidade do ferimento exigia ação imediata, e foi a irmandade do surfe que entrou em cena. Seus amigos perceberam o acidente e o retiraram da água, com a ajuda de surfistas locais, em uma corrida contra o tempo. Na areia, o que se viu foi uma sucessão de milagres. Fabiano sofreu uma parada cardíaca que durou longos dois minutos. Foi nesse momento que o destino interveio: um médico alemão, que estava na praia por um acaso absoluto, assumiu os primeiros socorros e conseguiu estabilizá-lo o suficiente para o resgate. “Como eu e minha família processamos essa sorte? É algo que transcende a explicação. Ter um médico ali, de prontidão na areia, foi a pessoa certa no lugar exato. Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história”, pondera. Mas a luta pela vida estava apenas começando. Devido à extrema gravidade da lesão no coração, Fabiano precisou ser transferido às pressas, de avião, para um hospital em San José, capital da Costa Rica. Lá, ele foi submetido a uma cardiorrafia de emergência, uma cirurgia delicadíssima para suturar o músculo cardíaco cortado pelo acidente. O procedimento foi conduzido pelo cirurgião Dr. Carlos Bolaños, que precisou massagear o coração de Fabiano diretamente com as mãos para mantê-lo batendo após outra parada cardíaca na sala de cirurgia. Fabiano conta que o médico e seus assistentes comemoram como se fosse um gol em uma partida de futebol o momento em que seu coração voltou a bater. O reencontro entre o surfista e o médico, dias depois, foi registrado em vídeo por um canal de TV e emocionou o mundo do surfe. “Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história” Fabiano Duarte “Acordar no hospital, cheio de tubos, e entender a gravidade de tudo foi um choque imenso”, revela o catarinense. “Mas ver as imagens da minha própria cirurgia, saber que o Dr. Bolaños segurou meu coração nas mãos… Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida”, ele completa. O retorno ao mar e a nova perspectiva Hoje, de volta ao conforto de sua casa em Itajaí, Fabiano celebra cada amanhecer ao lado da esposa, Priscilla. Como educador físico e surfista de alma, o oceano sempre foi seu refúgio e seu ambiente natural. Um trauma tão raro e severo poderia afastar qualquer um da água, mas para ele, o efeito foi de profunda transformação espiritual. “O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade” Fabiano Duarte “Compreendi o valor da vida de uma forma totalmente inédita. O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade. Já existe aquela ansiedade gostosa para voltar a remar, sentir a água salgada, mas agora eu volto com uma gratidão imensa. A mensagem que deixo para a comunidade que torceu por mim é simples: celebrem cada dia, cada onda e as pessoas que estão ao seu redor. A vida é um sopro”, finaliza. Pouco tempo antes de tudo acontecer, Fabiano estava apenas sentado na prancha, esperando a próxima série entrar em uma das ondas mais icônicas da Costa Rica. Agora, depois de sobreviver a um acidente quase impossível, espera ansiosamente pela próxima oportunidade de voltar ao mar, desta vez com uma perspectiva completamente diferente sobre a vida.

    Brasileiro conta como sobreviveu após ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava na Costa Rica.

    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.