LayBack Pro Rio

Walley Guimarães faz maior nota

Catarinense Walley Guimarães é destaque do primeiro dia do LayBack Pro Rio depois de conseguir nota excelente nas ondas da Prainha, Rio de Janeiro (RJ)

O Layback Pro Prainha apresentado por Instituto O Grito abriu a competição masculina da etapa carioca do QS na última quinta-feira (11) de céu nublado, mas com boas ondas na Prainha, santuário ecológico da capital do Rio de Janeiro. Foram realizadas as 16 baterias das duas primeiras fases, com 48 surfistas estreando no primeiro dia. Apenas 16 se classificaram para enfrentar os 16 principais cabeças de chave, que só estreiam na terceira fase desta quarta etapa da temporada 2024/2025 da WSL América do Sul.

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O destaque da quinta-feira foi o catarinense Walley Guimarães, que achou a rampa para voar numa esquerda da Prainha, fazer o giro completo no ar e aterrissar com segurança, completando um full rotation que ganhou a maior nota do dia, 9.17. O recorde foi em sua segunda participação, contra o também catarinense Takeshi Oyama e dois do Rio de Janeiro, Yan Sondahl e Gustavo Henrique, que se classificou em segundo lugar. Só mais dois venceram duas baterias na quinta-feira, o argentino Thiago Passeri e o paulista Philippe Chagas, de Ubatuba. Na primeira fase, Walley Guimarães derrotou três do Rio de Janeiro, Daniel Templar de Saquarema, Yuri Fernandes e Ian Alho.

“Felizmente, eu achei a finaleira ali, a onda que eu tava precisando”, diz Walley Guimarães. “Foi muito bom e estou feliz demais que consegui mandar um aéreo legal, um full rotation, pra passar a bateria. Estou muito contente e já muito focado pra próxima também. Eu competi aqui em 2022, é um lugar especial que dá altas ondas e estou feliz por estar aqui de novo. Agora é dar uma descansada e ir com tudo na próxima”.

A próxima do recordista de nota do Layback Pro Prainha esse ano, é a terceira bateria da segunda fase, que tem como cabeças de chave o paranaense terceiro do ranking, Peterson Crisanto, o paulista Caio Costa e Sunny Pires, de Búzios, que também passou pelas duas fases na quinta-feira. Na segunda, Sunny avançou junto com Daniel Templar, que fez o maior somatório do dia, 12.83 pontos. Eles passaram para a terceira fase contra dois que estavam estreando, o ex top da elite da WSL, Wiggolly Dantas, e Samuel Igo, recordista da temporada com 18.40 pontos numa bateria em Saquarema.

No Layback Pro Prainha, os recordes foram registrados na primeira edição em 2022, a nota 9.50 do carioca Anderson da Silva e o até agora imbatíveis 17.54 pontos do Santiago Muniz. Anderson é o conhecido Pikachu da comunidade do Cantagalo, revelado nos projetos do Arpoador Surf Club e da Favela Surf Club, que tiram crianças da ociosidade para surfar. Anderson estreou com vitória no penúltimo confronto da quinta-feira e não conseguiu outra nota excelente, mas fez o suficiente para vencer os paulistas Daniel Adisaka, Gabriel André, e o cearense Guilherme Lemos, que mora no Rio de Janeiro.

Bateria de top 7 – Um dos principais confrontos da quinta-feira, foi o que abriu a segunda fase com dois surfistas que estão entre os top 7 do ranking da WSL América do Sul, grupo que se classifica para o Challenger Series, circuito de acesso para o CT. O vice-líder Franco Radziunas, da Argentina, surfou a melhor onda e a nota 7.50 garantiu a vitória em sua estreia no Layback Pro Prainha. O número 4 do ranking, Igor Moraes, de São Sebastião (SP), já havia vencido a primeira bateria do dia e avançou em segundo lugar nessa. Os dois eliminaram outro argentino, Francisco Laxalde, e Moises Estevan, do Rio de Janeiro.

“Estou muito contente. Esse já é o meu quarto QS aqui no Brasil esse ano, as ondas estão bem divertidas e estou feliz por passar a bateria”, fala Franco Radziunas. “É a primeira vez que eu venho na Prainha e gostei bastante. Sempre que vim pro Rio (de Janeiro), fui direto pra Saquarema, nunca fiquei aqui no Rio e agora estou conhecendo essa linda onda e linda praia também. Esse lugar é muito lindo, as ondas já vi que são boas e estou feliz por conhecer esse lugar tão bonito”.

Com a vitória, Franco Radziunas foi para a primeira bateria da terceira fase, que é encabeçada pelo campeão do Layback Pro Prainha no ano passado, Cauã Costa, e o experiente carioca Leandro Bastos. O vice-campeão sul-americano Pro Junior da WSL esse ano, Cauet Frazão, cearense como Cauã que também mora no Recreio dos Bandeirantes, completa este primeiro confronto da rodada dos cabeças de chave. Já Igor Moraes foi para a segunda bateria, com dois conterrâneos de São Sebastião estreando, o jovem Rodrigo Saldanha e o vice-campeão na final do ano passado com Cauã Costa, Kaue Germano. Igor Moraes foi um dos que passaram pelas duas fases na quinta-feira.

“Foi difícil. Tem altas ondas, mas ao mesmo tempo, está difícil de achar as boas, então estou muito feliz por avançar as duas baterias”, conta Igor Moraes. “Infelizmente, eu perdi o prazo da inscrição, porque o planejamento financeiro é difícil sem patrocínio. Mas é isso, vamos que vamos, estou amarradão e quero fazer um bom resultado. Eu já fiz um nono lugar nesse evento em 2022, aqui dá altas ondas, é a maior vibe, sempre sou bem recebido pela galera local e estou amarradão. Que venha um resultado bom aí, com fé em Deus até para vencer o campeonato”.

Estreia das meninas – Nesta sexta-feira (12) será a vez das meninas competirem no evento apresentado pelo Instituto O Grito. O segundo dia começa pela primeira fase feminina e na sequência será disputada a segunda rodada com quatro baterias, quando estrearão as 8 cabeças de chave da única etapa carioca da temporada 2024/2025 da WSL América do Sul. Entre elas, a líder do ranking e campeã do Layback Pro Prainha no ano passado, Laura Raupp, que está escalada na primeira bateria. A catarinense também venceu o primeiro Layback Pro da história, em 2021 na Praia Mole de Florianópolis (SC).

Laura Raupp e mais duas cabeças de chave, a paulista Sophia Medina e a peruana Daniella Rosas, estão vindo direto do Challenger Series encerrado na segunda-feira na África do Sul, para competir no Rio de Janeiro. Sophia foi semifinalista do Ballito Pro em KwaZulu-Natal e vai estrear na terceira bateria da segunda fase. A tricampeã sul-americana, Daniella Rosas, é a vice-líder do ranking e vai disputar as duas últimas vagas para as quartas de final. Todas as surfistas e os surfistas, são unânimes em afirmar que competir na Prainha é especial, tem altas ondas e um visual único quando está dentro d’água.

35 anos da Asap – A Prainha é uma área cercada por encostas íngremes cobertas pela Mata Atlântica, onde está localizado o Parque Estadual da Pedra Branca. Em 1989, os surfistas frequentadores da Prainha, se uniram e fundaram a Associação de Surfistas e Amigos da Prainha (Asap), para divulgar e alertar a população sobre a existência de um projeto para construção de um condomínio residencial e hoteleiro na área. Foi então iniciada uma série de manifestações a favor da preservação do local, o que motivou a criação da Área de Proteção Ambiental da Prainha, com cerca de 166 hectares.

No início dos anos 90, foram realizadas negociações entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e proprietários da área da Prainha, para viabilizar a implantação de um Parque Público, garantindo assim a preservação do local. Em 1999 foi concluído o processo de transferência da área para o município, criando-se assim o Parque Natural Municipal da Prainha. E em 15 de setembro de 2001, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio de Janeiro, inaugurou o Parque Municipal Ecológico da Prainha, como mais um espaço de lazer e aprendizado ambiental para a população.

Atrações extras – Começou o show de surfe, mas o Layback Pro Prainha não é só um campeonato e várias atrações extras para o público, estão rolando nesta semana. Na quarta-feira já foram iniciadas as aulas de yoga e jiu-Jitsu no Parque Natural da Prainha, com a mini-ramp de skate e o Local Market também funcionando no estacionamento da Prainha e à noite teve a Festa de Abertura no Layback Park. Na quinta-feira começou a competição na Prainha e as outras atividades seguirão acontecendo todos os dias, com o Layback Park no Recreio também promovendo atrações para o público curtir todas as noites.

Programação oficial – LayBack Park: Rua Fernando Bujones, 66 – Recreio dos Bandeirantes

Sexta-feira (12) às 20h: Popcorn Session´s – exibições Entrelar, EP.16, Otherwise e Layback Team X-Games Ventura Final

Sábado (13) às 14h na Prainha – After Contest com DJ Zion
Sábado (13) à noite – Festa Oficial do Layback Pro com Emanno convida Helite Bentes na Longboard Paradise na Av. Paulo Tapajós, 616 – Recreio

Domingo (14) às 14h na Prainha – After Contest com DJ David Tabalipa
Domingo (14) às 18h no Layback Park: Layback Pro After Party – Encerramento

O Instituto O Grito apresenta o LayBack Pro Prainha 2024, uma realização da Agência Esporte & Arte (AEA), licenciada pela WSL Latin America para promover uma etapa do Qualifying Series (QS), com patrocínios da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Greenish, Burguer King, Corona e Real Estruturas, além do apoio da Evoke, Fu-Wax e Orla Rio; com suporte da ASAP (Associação dos Surfistas e Amigos da Prainha) e Feserj (Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro), parceria de mídia do Waves, o Hotel Oficial é o Ribalta, com a FIRMA produzindo a transmissão ao vivo do evento viabilizado pela Secretaria de Esporte e Lazer do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

O Layback Pro Prainha não está transmitindo imagens ao vivo pela internet esse ano, por causa das ressacas que atingiram a capital do Rio de Janeiro nos últimos dias e diminuíram bastante a faixa de areia na Prainha. Com isso, a estrutura do evento precisou ser reduzida para montar no asfalto, em meia pista da estrada, ficando sem espaço para instalar os equipamentos necessários para realizar a transmissão ao vivo. Apenas as notas e resultados das baterias estão sendo atualizadas na página do evento no WorldSurfLeague.com.

LayBack Pro Rio 
Primeira fase Masculino – 3.o=49.o lugar (60 pontos) e 4.o=57.o lugar (57)

1.a: 1 Igor Moraes (BRA), 2 Pedro Henrique (BRA), 3 Bernardo Bordovsky (POL), 4 Pedro Rian (BRA)
2.a: 1 Thiago Passeri (ARG), 2 Moises Estevan (BRA), 3 Gabriel Popo (BRA), 4 Igor Shibata (BRA)
3.a: 1 Walley Guimarães (BRA), 2 Daniel Templar (BRA), 3 Yuri Fernandes (BRA), 4 Ian Alho (BRA)
4.a: 1 Sunny Pires (BRA), 2 Yan Sondahl (BRA), 3 Gabriel Pablo Silva (BRA), 4 Caio Lobianco (BRA)
5.a: 1 Philippe Chagas (BRA), 2 Gabriel Klaussner (BRA), 3 Hugo Bittencourt (BRA), 4 Enrico Malhado (BRA)
6.a: 1 Mariano Arreyes (ARG), 2 Caio Knnapi (BRA), 3 Caique Gomes (BRA), 4 Cristiano Gomes (BRA)
7.a: 1 Daniel Adisaka (BRA), 2 Ethan Hollander (EUA), 3 Gabriel Pastori (BRA), 4 Luis Henrique Araujo (BRA)
8.a: 1 Rafael Lutfy (BRA), 2 Guilherme Lemos (BRA), 3 Thomas Smith (BRA), 4 Marcell Neves (BRA)

Segunda fase Masculino – entrada de 16 pré-classificados pelo ranking – 3.o=33.o lugar (66 pontos) e 4.o=41.o lugar (63)

1.a: 1 Franco Radziunas (ARG), 2 Igor Moraes (BRA), 3 Francisco Laxalde (ARG), 4 Moises Estevan (BRA)
2.a: 1 Thiago Passeri (ARG), 2 Cauet Frazão (BRA), 3 Pedro Henrique (BRA), 4 Philippe Neves (BRA)
3.a: 1 Walley Guimarães (BRA), 2 Gustavo Henrique (BRA), 3 Yan Sondahl (BRA), 4 Takeshi Oyama (BRA)
4.a: 1 Daniel Templar (BRA), 2 Sunny Pires (BRA), 3 Samuel Igo (BRA), 4 Wiggolly Dantas (BRA)
5.a: 1 Philippe Chagas (BRA), 2 Rickson Falcão (BRA), 3 Caio Knappi (BRA), 4 Pedro Martins (BRA)
6.a: 1 Eric Bahia (BRA), 2 Mariano Arreyes (ARG), 3 Gabriel Klaussner (BRA), 4 Pedro Neves (BRA)
7.a: 1 Anderson da Silva (BRA), 2 Daniel Adisaka (BRA), 3 Gabriel André (BRA), 4 Guilherme Lemos (BRA)
8.a: 1 Felipe Oliveira (BRA), 2 Kailani Renno (BRA), 3 Rafael Lufty (BRA), 4 Ethan Hollander (EUA)

Primeira fase Feminino – 3.a=17.o lugar (200 pontos) e 4.a=21.o lugar (174)

1 Yanca Costa (BRA), Catalina Zariquiey (PER), Paloma Olivero (BRA)
2 Mariana Areno (BRA), Kayane Reis (BRA), Nina Stein (BRA), Sarah Ozorio (BRA)
3 Tais Almeida (BRA), Sol Carrion (BRA), Vidda Cavalcanti (BRA)
4 Karol Ribeiro (BRA), Laiz Costa (BRA), Leticia Calleia (BRA)

Segunda fase Feminino – entrada das 8 cabeças de chave – 1.a e 2=Quartas de Final

1 Laura Raupp (BRA), Alexia Monteiro (BRA), 1.a da 1.a da Primeira Fase e 2.a da 2.a
2 Arena Rodriguez Vargas (PER), Vera Jarisz (ARG), 2.a da 1.a e 1.a da 2.a
3 Sophia Medina (BRA), Julia Duarte (BRA), 1.a da 3.a e 2.a da 4.a
4 Daniella Rosas (PER), Kiany Hyakutake (BRA), 2.a da 3.a e 1.a da 4.a

Terceira fase Masculino – entrada dos 16 principais cabeças de chave – 3.o=33.o lugar (66 pontos) e 4.o=41.o lugar (63)

1 Cauã Costa (BRA), Leandro Bastos (BRA), Franco Radziunas (ARG), Cauet Frazão (BRA)
2 Kaue Germano (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA), Thiago Passeri (ARG), Igor Moraes (BRA)
3 Peterson Crisanto (BRA), Caio Costa (BRA), Walley Guimarães (BRA), Sunny Pires (BRA)
4 José Francisco (BRA), Weslley Dantas (BRA), Daniel Templar (BRA), Gustavo Henrique (BRA)
5 Lucas Silveira (BRA), Vitor Ferreira (BRA), Philippe Chagas (BRA), Mariano Arreyes (ARG)
6 Mateus Sena (BRA), Valentin Neves (BRA), Eric Bahia (BRA), Rickson Falcão (BRA)
7 Nacho Gundesen (ARG), Wesley Leite (BRA), Anderson da Silva (BRA), Kailani Renno (BRA)
8 Lucas Vicente (BRA), Ryan Kainalo (BRA), Felipe Oliveira (BRA), Daniel Adisaka (BRA)

 

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    O surfe brasileiro se despede de um de seus personagens mais originais. Dávio Correia Figueiredo, o Dadá Figueiredo, morreu no último sábado (24), aos 61 anos, deixando um legado que ultrapassa as conquistas nas competições. O carioca ajudou a transformar não apenas a maneira de surfar, mas também o comportamento e a identidade de uma geração. Segundo informações de amigos próximos e familiares, Dadá estava internado para tratar uma infecção pulmonar. Reportagens posteriores apontaram complicações de uma pneumonia, mas detalhes médicos sobre as circunstâncias da morte não foram oficialmente esclarecidos. Rebelde, provocador e dono de um estilo explosivo, Dadá surgiu em uma época em que o surfe brasileiro ainda construía sua identidade competitiva. Nas décadas de 1980 e 1990, suas batidas verticais, rasgadas potentes e manobras inspiradas no skate surpreendiam o público e, muitas vezes, os próprios juízes. Enquanto muitos surfistas seguiam linhas tradicionais, Dadá buscava explorar os limites das ondas. Sua postura radical e sua personalidade irreverente fizeram dele uma referência dentro e fora da água. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Um revolucionário nas ondas Nascido no Rio de Janeiro, Dadá cresceu na Tijuca e desenvolveu uma ligação intensa com o skate antes de transportar parte dessa influência para o mar. A combinação de velocidade, explosão e movimentos verticais ajudou a antecipar características que se tornariam comuns no surfe profissional anos depois. Em janeiro de 2005, o jornalista Fabrício Fernandes publicou no Waves a reportagem “Dadá, o anti-moda”, um retrato de sua personalidade e de sua importância para o esporte. Na matéria, Fernandes descreveu como Dadá executava manobras que só ganhariam espaço no circuito mundial anos depois, citando movimentos como laybacks, re-entries e off-the-tops verticais. O jornalista também apontou sua influência sobre surfistas como Neco Padaratz, Léo Neves, Binho Nunes e Raoni Monteiro, representantes de uma geração que ajudou a consolidar o surfe brasileiro no cenário internacional. Dadá era uma atração à parte nos campeonatos. Sua presença nas baterias despertava expectativa entre os espectadores, que acompanhavam suas manobras com entusiasmo, mesmo quando o julgamento não refletia o impacto de suas apresentações. O carioca conquistou o título estadual em 1989 e venceu o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema, no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido pelos leitores de uma revista especializada como o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento que demonstrava sua popularidade para além das competições. Embora nunca tenha conquistado o título brasileiro profissional, esteve durante cinco temporadas consecutivas entre os 16 melhores do ranking da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional). A final histórica contra Picuruta Um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira aconteceu em maio de 1988, durante a final do Niasi/Tribuna FM, disputada no Canto do Maluf, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP). Dadá enfrentou Picuruta Salazar em uma bateria marcada por manobras radicais e uma decisão apertada dos cinco juízes. O santista venceu por 3 a 2, mas o resultado provocou discussões sobre os critérios de julgamento. Décadas depois, em março de 2023, o jornalista e editor Alceu Toledo Junior recuperou a história na reportagem “Picuruta 3 X 2 Dadá”, publicada no Waves. Alceu, que acompanhou a bateria da areia, contou que o equilíbrio entre os dois surfistas era tão grande que considerava o empate um resultado justo. Seu relato destaca a potência das manobras de Picuruta e a capacidade de Dadá de aproveitar as ondas desde o outside até a beira. A reportagem inclui imagens da final e preserva um capítulo importante da história do surfe brasileiro, contado por quem testemunhou a disputa. Punk, anti-moda e contracultura Fora da água, Dadá também desafiava convenções. Influenciado pelo punk rock e pelo hardcore, adotou uma estética que contrastava com o visual tradicional do universo do surfe. Cabelos ousados, roupas escuras, atitudes provocadoras e críticas ao comportamento da indústria fizeram parte de sua identidade. Dadá rejeitava padrões e fazia questão de demonstrar sua independência. Essa personalidade também se manifestou na música. Foi baixista da banda punk Os Normais e participou da criação de marcas como Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua visão alternativa para o vestuário. Em um período de crescente profissionalização do surfe, Dadá representava uma forma diferente de viver o esporte. Suas atitudes despertavam admiração e controvérsia, mas dificilmente passavam despercebidas. Seu impacto também chegou aos novos talentos. Alexandre Almeida, o Dadazinho, recebeu uma prancha de Dadá no início da carreira e adotou o apelido em homenagem ao ídolo. O episódio foi registrado pelo Waves na reportagem “Dadazinho Almeida busca o bi no Carioca 2004”. Os desafios e a reconstrução A trajetória de Dadá também foi marcada por períodos difíceis. O abuso de álcool e drogas comprometeu sua carreira e trouxe consequências pessoais e profissionais. O próprio surfista falou abertamente sobre esses episódios em entrevistas, reconhecendo que a dependência química prejudicou seu desempenho nas competições e afastou oportunidades importantes. Em maio de 2003, o jornalista Fernando Gaspar publicou no Waves a reportagem “A luz no fim do tubo”, que acompanhou uma fase de reconstrução da vida de Dadá. O texto apresentou depoimentos sobre sua recuperação, a importância do apoio familiar e sua aproximação com a religião evangélica, que se tornou parte fundamental de sua vida. Na época, Dadá havia criado uma escola de surfe na Barra da Tijuca, com apoio de integrantes da igreja Sara Nossa Terra. O projeto começou com algumas pranchas e, segundo a reportagem de 2003, chegou a reunir cerca de 300 alunos e 12 professores. O mesmo espírito de liderança que havia marcado sua carreira competitiva passou a encontrar espaço no ensino do esporte e no trabalho com jovens. Em junho de 2007, a jornalista Monique Arruda voltou a contar parte dessa trajetória na reportagem “Dadá no comando”, quando ele assumiu a vice-presidência da Associação de Surf da Barra da Tijuca, entidade da qual havia sido um dos fundadores. Dadá defendia a valorização dos veteranos e o retorno das categorias Master aos campeonatos. Para ele, preservar a memória dos pioneiros era uma maneira de aproximar as novas gerações da história do surfe.

    Pioneiro do surf progressivo e símbolo da contracultura, carioca Dadá Figueiredo morreu no último sábado (24), ao enfrentar uma pneumonia. Sua trajetória foi marcada por talento, rebeldia e superação.

    O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS) recebe, a partir das 15h deste sábado (31), o primeiro encontro do Naborda Film Festival – Melhores do Ano 2026. A abertura terá uma exposição com 60 fotografias de surfe produzidas por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de sessões de curtas-metragens documentais, exposição de pranchas e apresentações musicais. Idealizado por Bruno Espósito e Dêmi Viola, o festival promove três meses de atividades dedicadas à cultura do surfe e do oceano, reunindo fotógrafos, cineastas, artistas e apaixonados pelo esporte. A proposta é dar visibilidade à produção artística ligada ao mar e reconhecer os melhores trabalhos do ano. A edição de 2026 contará com quatro encontros em diferentes espaços culturais de Santos. Cada etapa dará destaque a uma linguagem artística, começando pela fotografia em outubro, passando pelas artes visuais em novembro e chegando ao cinema em dezembro. Programação do Naborda 2026 31 de outubro – Fotografia: A abertura acontece no MISS, localizado no térreo do Teatro Municipal Brás Cubas, com exposição de 60 fotografias de surfe, exibição de curtas-metragens, mostra de pranchas e música ao vivo. 29 de novembro – Artes: O Cine Arte Posto 4, cinema localizado em frente ao mar, recebe uma exposição com trabalhos dos artistas inscritos, além de sessões de curtas, mostra de pranchas e apresentações musicais. 11 de dezembro – Curtas-metragens: O Cine Roxy será palco da exibição dos filmes finalistas em uma tela de 15 metros, acompanhada de exposições de fotografia e artes no hall do cinema. 12 de dezembro – Premiação: O encerramento acontece na Frontaria Azulejada, com a cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores das diferentes categorias, exposições e apresentações musicais. O Naborda Film Festival é apresentado pela Cerveja Praya, com patrocínio da South to South e Surfmappers. O evento conta com apoio do Waves, RTL FM – A Rádio Rock, Empório Bolshoi, Óculos Mandalla, Future Fins, Fuwax, Arakawa, Santa Areia Beachwear, Instituto Ecosurf e Prefeitura Municipal de Santos. Serviço – Abertura do Naborda Film Festival 2026 Data: 31 de outubro (sábado) Horário: a partir das 15h Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), Teatro Municipal Brás Cubas, Santos (SP) Entrada: gratuita Instagram: @naborda_film_festival Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Naborda (@naborda_film_festival)

    Naborda Film Festival começa neste sábado (31), em Santos (SP), com entrada gratuita, exposições de fotografia, filmes e música ao vivo; programação segue até dezembro.

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).